Lucas Pinheiro Braathen conquista ouro no slalom gigante na Olimpíada de Inverno 2026
Lucas Braathen garante a primeira medalha do Brasil na história dos Jogos Olímpicos de Inverno.

O esquiador Lucas Pinheiro Braathen ganha ouro e faz história com a 1ª medalha do Brasil na Olimpíada de Inverno, neste sábado (14), ao vencer a prova do slalom gigante em Milano-Cortina 2026. Com a conquista, o atleta se torna o primeiro brasileiro a subir ao lugar mais alto do pódio em uma edição dos Jogos de Inverno.

Além disso, o feito representa um marco para o esporte nacional, já que nenhum país sul-americano havia conquistado medalha olímpica de inverno até então.

Ouro no slalom gigante consolida momento histórico

Braathen fez o melhor tempo já na primeira descida: 1min13s92, abrindo mais de um segundo de vantagem sobre o segundo colocado. Na segunda volta, decisiva, ele desceu por último e, mesmo sob pressão, manteve a liderança.

O slalom gigante exige técnica refinada, estratégia e controle absoluto nas curvas amplas e nos portais mais espaçados. Por isso, a vitória reforça a maturidade competitiva do atleta, que voltou ao circuito representando o Brasil após competir pela Noruega.

Consequentemente, o ouro confirma a aposta ousada feita pelo esquiador ao decidir defender o país de origem de sua mãe.

Da aposentadoria à glória olímpica

Em 2023, Braathen anunciou aposentadoria precoce aos 23 anos, mesmo sendo campeão mundial de slalom. Na época, enfrentava conflitos com a federação norueguesa sobre direitos de imagem e patrocinadores.

No entanto, após meses no Brasil, ele decidiu retomar a carreira, mas sob novas condições. Assim, montou equipe própria e oficializou sua decisão de competir pelo Brasil.

Desde então, o atleta passou a construir trajetória inédita para o país no esqui alpino. Em 2025, já havia subido ao pódio da Copa do Mundo de Esqui Alpino, sinalizando que a medalha olímpica poderia se tornar realidade.

Pressão de representar 200 milhões de brasileiros

Antes da competição, Braathen destacou o peso histórico da missão. Ele afirmou que carregar o nome do Brasil nos Jogos de Inverno representa responsabilidade enorme, mas também privilégio.

Segundo ele, a pressão funciona como combustível para alcançar o máximo desempenho. De fato, o resultado confirmou a força mental do atleta.

Além disso, Braathen foi porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura de Milano-Cortina 2026, reforçando seu protagonismo dentro e fora das pistas.

Um atleta em busca de identidade

Nascido em Oslo, filho de pai norueguês e mãe brasileira, Braathen cresceu na Noruega. Entretanto, sempre viveu dilemas ligados à identidade cultural.

O documentário Do Meu Jeito, disponível na Globoplay, retrata a virada na carreira do atleta e sua decisão de representar o Brasil. No longa, ele relata inseguranças da juventude e conflitos internos que quase o afastaram definitivamente do esporte.

Todavia, ao assumir suas raízes brasileiras, encontrou novo propósito. Hoje, ele simboliza não apenas conquista esportiva, mas também reconexão cultural.

Marco para o esporte brasileiro

A medalha de ouro muda o patamar dos esportes de inverno no Brasil. Até então, o país participava dos Jogos com delegações reduzidas e foco em experiência competitiva.

Agora, com o ouro olímpico, abre-se novo capítulo para investimentos, formação de atletas e maior visibilidade internacional.

Além disso, o Comitê Olímpico Brasileiro já reconhece que os Jogos de Inverno nunca tiveram tanta repercussão no país como nesta edição.

Impacto internacional

O feito também projeta o Brasil no cenário global do esqui alpino. Tradicionalmente dominado por nações europeias e norte-americanas, o esporte ganha novo protagonista fora do eixo histórico.

Assim, a vitória de Braathen redefine expectativas e amplia a presença sul-americana no esporte de inverno.

Ouro que muda a história do esporte brasileiro

Ao conquistar o ouro no slalom gigante, Lucas Pinheiro Braathen ganha ouro e faz história com a 1ª medalha do Brasil na Olimpíada de Inverno, estabelecendo marco definitivo no esporte nacional.

Mais do que medalha, a conquista simboliza identidade, coragem e transformação. E, a partir de agora, o Brasil deixa de ser coadjuvante nos Jogos de Inverno para se tornar parte da história olímpica.