A campanha contra assédio sexual no carnaval já mobiliza 18 estados brasileiros e fortalece a rede de proteção às mulheres durante a folia. Além disso, o Ministério das Mulheres intensificou a divulgação da mensagem “Se liga ou eu ligo 180”, com o objetivo de ampliar a conscientização e incentivar denúncias em todo o país.
Durante o Carnaval 2026, blocos de rua e grandes eventos reúnem milhares de pessoas. Por isso, o governo decidiu reforçar ações preventivas. Afinal, ambientes com grande aglomeração costumam registrar casos de importunação sexual, abordagens insistentes e toques sem consentimento.
Estados ampliam adesão à campanha nacional
Ao todo, 18 estados confirmaram participação na mobilização: Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins.
Em cada unidade federativa, as secretarias estaduais de políticas para as mulheres instalaram pontos de apoio em áreas estratégicas. Além disso, equipes montaram tendas informativas e distribuíram materiais educativos. Dessa forma, a campanha ganha visibilidade direta junto aos foliões.
Faixas com mensagens como “Violência contra a mulher é crime. Denuncie. Ligue 180” reforçam o alerta. Enquanto isso, agentes capacitados orientam mulheres sobre os canais oficiais de proteção.
Ações educativas fortalecem prevenção
Além das tendas e dos materiais informativos, o Ministério das Mulheres instalou balões infláveis em avenidas de grande circulação. Ao mesmo tempo, mulheres em sete capitais — Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Recife, Olinda e Maceió — recebem mensagens por celular com orientações sobre denúncia.
Com isso, o governo amplia o alcance da campanha. Consequentemente, mais pessoas passam a reconhecer que o assédio não faz parte da festa.
Importunação sexual é crime previsto em lei
Desde 2018, a Lei nº 13.718 tipifica a importunação sexual como crime. Ou seja, qualquer ato libidinoso praticado sem consentimento pode gerar pena de um a cinco anos de reclusão.
Portanto, beijos forçados, toques indevidos e comentários de teor sexual não configuram “brincadeira”. Pelo contrário, representam violação de direitos e podem resultar em responsabilização criminal.
Assim, o Ministério das Mulheres reforça que carnaval é tempo de alegria. No entanto, o respeito deve prevalecer em qualquer situação.
Como denunciar casos de violência
Caso a vítima ou testemunha presencie uma situação de violência, deve procurar ajuda imediatamente. Para isso, o governo disponibiliza canais específicos:
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Ligue 180 – atendimento gratuito 24 horas por dia, inclusive com possibilidade de denúncia anônima;
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190 – Polícia Militar, em situações de risco imediato;
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Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) – registro de ocorrência e encaminhamento para apoio psicológico, social e jurídico;
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Organização do evento ou bloco – comunicação direta com seguranças e responsáveis.
Além da ligação telefônica, também é possível acionar o Ligue 180 pelo WhatsApp no número (61) 9610-0180.
Parcerias ampliam alcance nacional
Para fortalecer a mobilização, a Caixa Econômica Federal incluiu mensagens de conscientização nos bilhetes emitidos em lotéricas. Além disso, a Polícia Rodoviária Federal instalou faixas informativas em rodovias federais.
Enquanto isso, concessionárias exibem mensagens da campanha em painéis eletrônicos e praças de pedágio. Dessa maneira, a informação alcança foliões mesmo antes de chegarem aos destinos de carnaval.
Paralelamente, o governo federal lançou campanhas complementares, como “Sem Racismo o Carnaval Brilha Mais” e “Pule, Brinque e Cuide”, ampliando a proteção também contra outras formas de violência.
Central Ligue 180 funciona 24 horas
Atualmente, o Ligue 180 conta com mais de 350 profissionais capacitados para acolher vítimas, orientar sobre direitos e encaminhar denúncias às autoridades competentes.
Assim, o governo reforça que denunciar não é apenas um direito, mas também um ato de proteção coletiva. Afinal, o enfrentamento ao assédio exige mobilização social e ação imediata.
Fonte: Agência Brasil









