
A Organização das Nações Unidas reconheceu o trabalho da jovem brasileira Anna Luísa Beserra, criadora de um sistema que transforma água armazenada em cisternas em água potável no sertão. A inovação utiliza apenas energia solar e elimina a necessidade de cloro ou produtos químicos. Assim, a tecnologia amplia o acesso à água segura em regiões onde o abastecimento ainda é limitado.
Além de sustentável, o projeto apresenta baixo custo e fácil operação. Por isso, ganhou destaque internacional e passou a integrar iniciativas globais voltadas ao enfrentamento da crise hídrica.
Reconhecimento internacional reforça impacto social
A ONU destacou a solução por seu potencial de transformação ambiental e social. O programa internacional avalia critérios como inovação, viabilidade técnica e possibilidade de replicação em larga escala. Nesse contexto, o sistema desenvolvido no Brasil se sobressaiu porque já funciona diretamente em comunidades rurais do Nordeste.
Enquanto muitas regiões ainda enfrentam dificuldades no acesso à água tratada, a tecnologia oferece uma alternativa prática. Dessa forma, reduz riscos de doenças associadas ao consumo de água contaminada e fortalece políticas ligadas ao saneamento básico.
Além disso, o reconhecimento internacional aumentou a visibilidade do projeto. Consequentemente, novas parcerias institucionais surgiram para ampliar sua implementação em outras áreas do semiárido.
Como funciona o sistema que purifica água sem cloro
O equipamento, chamado Aqualuz, utiliza um reservatório transparente onde a água permanece exposta à radiação solar por algumas horas. A combinação entre luz ultravioleta e calor elimina bactérias e microrganismos nocivos.
Diferentemente dos métodos tradicionais, o sistema não depende de energia elétrica. Tampouco exige manutenção complexa. Sensores indicam quando a água atinge condições seguras para consumo, o que facilita o uso pelas próprias famílias.
Segundo dados da iniciativa, o equipamento pode durar até 20 anos. Além disso, a capacidade de purificação atende ao consumo diário de uma família inteira. Portanto, a solução se mostra eficiente, econômica e sustentável ao longo do tempo.
Origem da ideia surgiu da realidade do sertão
A criadora do projeto observou que muitas famílias possuíam cisternas abastecidas com água da chuva. No entanto, elas ainda enfrentavam problemas de saúde relacionados à contaminação da água armazenada.
Diante desse cenário, Anna decidiu buscar uma alternativa simples e acessível. Assim, desenvolveu um protótipo de baixo custo, resistente e adaptado às condições climáticas do semiárido. Depois de testes e ajustes, o sistema começou a operar em comunidades da Bahia, Piauí, Pernambuco e Ceará.
Implementação fortalece autonomia das comunidades
O projeto não apenas instala os equipamentos. Também promove capacitação para que moradores acompanhem o funcionamento da tecnologia. Desse modo, as comunidades assumem papel ativo na gestão da própria água.
Como resultado, milhares de pessoas passaram a consumir água tratada regularmente. Além disso, a iniciativa reduziu a dependência de soluções externas e complexas.
Em um cenário global em que milhões ainda não têm acesso à água potável, a inovação brasileira demonstra que soluções simples podem gerar impacto profundo. Portanto, o reconhecimento da ONU evidencia o potencial da ciência nacional no enfrentamento de desafios históricos do país.
Fonte: Só Notícia Boa








