
A HBO Max vai fechar o cerco ao compartilhamento de senhas em 2026. A decisão foi anunciada pela Warner Bros. Discovery durante a apresentação de resultados financeiros da companhia. A empresa pretende transformar quem usa contas de terceiros em assinantes próprios e, assim, ampliar a receita do serviço de streaming.
A medida segue o movimento já adotado por outras gigantes do setor e marca uma nova fase na estratégia global da plataforma.
Plataforma quer converter usuários em assinantes pagantes
O objetivo é claro: aumentar o lucro. Atualmente, muitas pessoas utilizam contas compartilhadas fora do mesmo endereço residencial. Com a nova política, a HBO Max deve restringir esse modelo.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a empresa já testa a cobrança de US$ 7,99 (cerca de R$ 41) para incluir um membro extra que more em outro endereço. Esse formato pode servir de base para a expansão global das regras.
Segundo a companhia, o foco está na monetização mais eficiente da base atual de usuários.
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Expansão global começa em 2026
O chefe da divisão de streaming da Warner Bros. Discovery, JB Perrette, afirmou que a fiscalização será ampliada internacionalmente.
Em março de 2026, a HBO Max chegará ao Reino Unido e à Irlanda já com as novas restrições implementadas. Atualmente, nesses países, os conteúdos da HBO são transmitidos pela rede Sky devido a contrato de exclusividade.
Portanto, a empresa prepara a expansão já alinhada à nova política de controle de contas.
Meta é atingir 150 milhões de assinantes
A HBO Max encerrou 2025 com 131,6 milhões de assinantes. Apenas no último trimestre, o serviço adicionou 3,5 milhões de novos usuários.
Agora, a meta é alcançar 150 milhões de contas até o fim de 2026. No entanto, especialistas do setor observam que o crescimento das plataformas pode desacelerar quando começam as restrições ao compartilhamento de senhas.
Ainda assim, a Warner Bros. Discovery aposta que a conversão de usuários informais compensará possíveis cancelamentos.
Empresa deixará de divulgar número detalhado de assinantes
Além da mudança nas regras de senha, a empresa anunciou outra alteração estratégica. A partir dos próximos relatórios financeiros, deixará de divulgar números detalhados de assinantes.
A decisão segue tendência já adotada por outras empresas do setor, como a Netflix. Segundo analistas, essa mudança permite maior flexibilidade estratégica e reduz pressão do mercado por crescimento trimestral constante.
A Warner Bros. Discovery também conduz uma reestruturação que envolve negociações com grandes players do mercado para venda de ativos de estúdios e streaming.
O que muda para o assinante?
Por enquanto, nada muda de forma imediata no Brasil. A implementação global ocorrerá ao longo de 2026.
Entretanto, a tendência indica que contas usadas fora do mesmo domicílio deverão exigir pagamento adicional ou bloqueio de acesso.
Assim, quem compartilha senha com amigos ou familiares que moram em outro endereço poderá precisar pagar taxa extra ou criar nova assinatura.








