Imagem aérea mostra Rio Pomba transbordado após temporal em Cataguases deixando bairros completamente alagados
Rio Pomba transborda após 220 mm de chuva e provoca alagamentos em grande parte de Cataguases, na Zona da Mata mineira.

A forte chuva que atingiu Cataguases, na Zona da Mata de Minas Gerais, provocou uma das situações mais críticas do ano no município. Em apenas quatro horas, o volume acumulado chegou a 220 milímetros. Além disso, 104 milímetros caíram em somente uma hora, o que agravou rapidamente o cenário urbano.

Como resultado direto do temporal, o Rio Pomba e o Ribeirão Meia Pataca transbordaram. Consequentemente, centenas de famílias deixaram suas casas. Ao mesmo tempo, equipes de resgate seguem à procura de uma pessoa desaparecida.

Rio Pomba sobe 7,70 metros e amplia área de alagamentos

Na manhã desta sexta-feira (27), o Rio Pomba alcançou 7,70 metros acima do leito normal. Com isso, bairros ribeirinhos ficaram completamente alagados. Paralelamente, o Ribeirão Meia Pataca também saiu da calha em vários trechos da cidade.

Imagens aéreas mostram ruas cobertas por água barrenta, imóveis parcialmente submersos e veículos ilhados. Dessa forma, o trânsito ficou comprometido em diversos pontos estratégicos do município.

Mais de 500 pessoas deixam suas casas

Segundo a Secretaria de Serviços Urbanos, a força da enxurrada e o encharcamento do solo afetaram mais de 500 pessoas. Desse total, 90 moradores perderam as condições de retorno imediato aos imóveis e passaram à condição de desabrigados. Outros 450 deixaram temporariamente suas residências e estão desalojados.

Para enfrentar a emergência, a prefeitura abriu pontos de apoio nas escolas municipais Prefeito José Esteves, Flávia Dutra e Professor Antônio Amaro. Além disso, equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e servidores municipais atuam de forma integrada. Eles realizam evacuações preventivas, removem obstáculos das vias e prestam assistência direta às famílias atingidas.

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Deslizamentos e bloqueios agravam situação

Além dos alagamentos, o temporal provocou deslizamentos de terra em bairros como Beira Rio, Paraíso, Bom Pastor, Dico Leite e Justino. Por causa disso, o risco aumentou nas áreas de encosta.

Durante o pico da chuva, as avenidas Astolfo Dutra e Humberto Mauro ficaram intransitáveis. Já a avenida Veríssimo Mendonça segue bloqueada na altura da antiga Viação Bonança, após a queda de uma encosta. Ao mesmo tempo, a enxurrada abriu buracos em vias urbanas e derrubou árvores em diferentes regiões da cidade.

Defesa Civil orienta moradores e reforça alerta

Diante do cenário, a Defesa Civil intensificou os alertas para moradores de áreas ribeirinhas e encostas. Segundo o órgão, a população deve observar sinais como trincas no solo, inclinação de árvores e elevação rápida do nível da água. Caso percebam qualquer indício de risco, os moradores precisam buscar abrigo imediatamente.

Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Monitoramento continua e buscas seguem

Enquanto o nível dos rios permanece sob monitoramento constante, as equipes continuam as buscas pela pessoa desaparecida. Além disso, a prefeitura avalia os danos estruturais e estuda novas medidas para reduzir impactos futuros.

Por fim, o episódio reforça o alerta para eventos climáticos extremos, que se tornam cada vez mais frequentes. Portanto, autoridades defendem planejamento preventivo, monitoramento contínuo e ações rápidas para proteger vidas e minimizar prejuízos.

Fonte: G1