Mais de 52 mil brasileiros vivem atualmente em países diretamente envolvidos ou impactados pela escalada militar no Oriente Médio. Atualmente, a crise envolve Estados Unidos, Israel e Irã e elevou o nível de alerta em toda a região. Como resultado, milhares de famílias no Brasil acompanham a situação com preocupação.
O levantamento considera apenas moradores fixos. Ou seja, turistas e viajantes temporários não entram nessa estatística.
Onde estão os brasileiros na região em conflito
Ao todo, 52.545 brasileiros vivem nos países ligados à atual escalada militar. Segundo os dados consolidados, a distribuição revela forte concentração no Levante e no Golfo:
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Líbano: 22.000
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Israel: 14.000
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Emirados Árabes Unidos: 10.365
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Jordânia: 3.500
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Catar: 2.000
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Bahrein: 300
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Kuwait: 280
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Iraque: 100
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Irã: 85
Nesse cenário, Líbano e Israel lideram a lista. Juntos, os dois países reúnem mais da metade da comunidade brasileira localizada na área de tensão. Além disso, os Emirados Árabes Unidos aparecem como o terceiro maior polo de brasileiros na região.
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Escalada militar amplia clima de insegurança
A crise ganhou força após ataques coordenados contra o Irã. Em seguida, houve retaliação com mísseis e drones. Consequentemente, a resposta iraniana atingiu não apenas Israel, mas também países que abrigam bases militares norte-americanas.
Por causa disso, sistemas de alerta foram acionados em diferentes cidades. Moradores relataram notificações de emergência em celulares. Ao mesmo tempo, famílias buscaram abrigo preventivo dentro de casa. Dessa forma, o clima de insegurança se espalhou entre estrangeiros e comunidades locais.
Emirados Árabes e Jordânia ganham atenção estratégica
Os Emirados Árabes Unidos concentram mais de 10 mil brasileiros. Além da presença militar estrangeira, o país abriga um dos maiores hubs aéreos do mundo. Portanto, qualquer instabilidade pode afetar rotas internacionais e conexões globais.
No campo econômico, a relação comercial com o Brasil é relevante. Em 2024, as exportações brasileiras aos Emirados Árabes Unidos superaram US$ 4,5 bilhões. Principalmente, açúcar e carnes lideraram as vendas. Por outro lado, o petróleo foi o principal produto importado pelo Brasil.
Já a Jordânia, que abriga 3.500 brasileiros, mantém cooperação ativa com o Brasil. Especialmente, há parcerias em áreas como segurança e defesa. Além disso, o comércio bilateral registra fluxo expressivo, impulsionado sobretudo por alimentos.
Preocupação com brasileiros no Irã
Embora o número de brasileiros no Irã seja menor — 85 residentes —, a ofensiva em Teerã ampliou a apreensão de familiares no Brasil. Desde o início dos bombardeios, surgiram relatos de dificuldade de comunicação. Por esse motivo, parentes acompanham atentamente as atualizações oficiais.
No total, o Oriente Médio abriga mais de 63 mil brasileiros. Assim, mesmo quem vive fora dos países diretamente atingidos pode sofrer reflexos indiretos da crise.
Cenário segue incerto
O governo brasileiro defendeu a interrupção das ações militares e acompanha a situação por meio das representações diplomáticas na região. Autoridades alertam para riscos globais caso o conflito se prolongue.
Enquanto isso, a comunidade brasileira no Oriente Médio enfrenta um cenário de incerteza. Se a escalada continuar, os impactos podem atingir a segurança, as viagens internacionais e o comércio. Portanto, os próximos dias serão decisivos para medir o alcance real da crise.
Fonte: G1









