Japão aprova terapia com células-tronco contra Parkinson
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sexta-feira, março 6, 2026

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Japão aprova terapia com células-tronco contra Parkinson

O Japão aprovou um tratamento inovador contra a doença de Parkinson que utiliza células-tronco para substituir neurônios danificados no cérebro. Com essa decisão, o país abre caminho para que a nova terapia chegue aos pacientes ainda em 2026.

Além disso, pesquisadores e médicos consideram a autorização um passo importante para a medicina regenerativa. Isso acontece porque o novo método busca repor células perdidas no cérebro, e não apenas aliviar sintomas.

Entenda o avanço científico

A terapia usa células-tronco pluripotentes induzidas (iPS). Os cientistas conseguem transformá-las em neurônios produtores de dopamina, que faltam no cérebro de pacientes com Parkinson.

O que essa descoberta pode significar para o Brasil

Embora o tratamento tenha sido aprovado inicialmente no Japão, especialistas avaliam que avanços desse tipo costumam influenciar pesquisas e protocolos médicos em vários países, inclusive no Brasil.

Universidades e centros de pesquisa brasileiros já estudam terapias com células-tronco há anos. Portanto, uma aprovação internacional pode acelerar novos testes clínicos e estimular investimentos em medicina regenerativa.

No entanto, mesmo com avanços científicos, a chegada de um tratamento desse tipo ao sistema de saúde brasileiro ainda dependeria de etapas regulatórias, avaliação da Anvisa e novos estudos clínicos. Ainda assim, especialistas consideram que descobertas como essa ajudam a abrir caminho para futuras terapias contra doenças neurodegenerativas.

A farmacêutica japonesa Sumitomo Pharma desenvolveu o medicamento chamado Amchepry. Os médicos implantam células cultivadas em laboratório diretamente no cérebro do paciente.

Por enquanto, as autoridades japonesas concederam uma aprovação condicional. Assim, os especialistas continuam avaliando a eficácia e a segurança da terapia em novos estudos clínicos.

Mesmo assim, o avanço já chama atenção da comunidade científica. Caso os resultados se confirmem, o tratamento pode se tornar o primeiro medicamento comercial baseado em células iPS.

Dados importantes sobre Parkinson

  • 10 milhões de pessoas vivem com Parkinson no mundo.
  • É a segunda doença neurodegenerativa mais comum, atrás apenas do Alzheimer.
  • A doença costuma surgir após os 60 anos, embora casos precoces também ocorram.
  • Entre os principais sintomas estão tremores, rigidez muscular e lentidão de movimentos.
  • Atualmente, os tratamentos disponíveis aliviam sintomas, mas não recuperam neurônios destruídos.

O que são as células iPS usadas na terapia

Os cientistas obtêm células iPS a partir de células adultas, como as da pele. Em laboratório, os pesquisadores reprogramam essas células e fazem com que voltem a um estado semelhante ao de células embrionárias.

Depois disso, os especialistas conseguem transformá-las em diferentes tipos de células do corpo. No caso do Parkinson, os pesquisadores produzem neurônios que fabricam dopamina.

O cientista japonês Shinya Yamanaka desenvolveu essa tecnologia e recebeu o Prêmio Nobel de Medicina em 2012 por essa descoberta.

Por que a dopamina é essencial

O cérebro usa a dopamina para controlar movimentos e coordenação. Quando os neurônios que produzem essa substância morrem, surgem sintomas como tremores, rigidez muscular e lentidão.

Como funciona o novo tratamento

Pesquisadores da Universidade de Kyoto realizaram os testes clínicos iniciais. Durante o estudo, médicos implantaram células derivadas de iPS diretamente no cérebro de pacientes com Parkinson.

O experimento envolveu sete voluntários entre 50 e 69 anos. Cada paciente recebeu entre cinco e dez milhões de células em cada lado do cérebro.

Os cientistas cultivaram essas células em laboratório até que elas se transformassem em precursoras de neurônios produtores de dopamina.

Além disso, os pesquisadores observaram sinais iniciais de melhora nos sintomas motores. Ao mesmo tempo, os testes não registraram efeitos adversos graves.

Outra terapia inovadora também recebeu autorização

O Ministério da Saúde do Japão também autorizou outra tecnologia médica chamada ReHeart, criada pela startup Cuorips.

Nesse caso, os pesquisadores cultivam lâminas de músculo cardíaco em laboratório. Depois, os médicos aplicam essas lâminas sobre o coração do paciente para estimular a formação de novos vasos sanguíneos.

Com isso, os especialistas esperam melhorar a função cardíaca em pessoas com insuficiência cardíaca grave.

Por que a descoberta chama atenção

Especialistas acreditam que terapias celulares podem inaugurar uma nova fase no tratamento de doenças degenerativas. Em vez de apenas controlar sintomas, a medicina poderá repor células perdidas no cérebro.

Uma doença que afeta milhões

A doença de Parkinson é um transtorno neurológico crônico e progressivo. Ela compromete principalmente o sistema motor do corpo.

Por causa da destruição de neurônios produtores de dopamina, os pacientes podem apresentar tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos e dificuldade de equilíbrio.

Hoje, quase 10 milhões de pessoas vivem com Parkinson no mundo. Portanto, qualquer avanço científico que permita restaurar neurônios gera grande expectativa entre médicos e pacientes.

Por fim, a aprovação da terapia japonesa indica que a medicina regenerativa começa a sair do campo experimental e se aproxima da prática clínica.

 

Fonte: G1

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