Farinha de mandioca com selo de qualidade: Cruzeiro do Sul é oficialmente a Capital Nacional desse produto icônico.

Município acreano, com cerca de 91 mil habitantes, destaca-se na produção artesanal de farinha de mandioca, agora reconhecida nacionalmente.

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Cruzeiro do Sul, localizada no interior do Acre, recebeu oficialmente o título de Capital Nacional da Farinha de Mandioca. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei e publicou o reconhecimento no Diário Oficial da União em 23 de dezembro de 2024.

A produção de farinha de mandioca na região é uma tradição que remonta aos povos indígenas
A produção de farinha de mandioca na região é uma tradição que remonta aos povos indígenas

Com cerca de 91 mil habitantes, o município se destaca como um importante polo econômico na região do Vale do Juruá. Além disso, a mandioca exerce papel essencial na alimentação local, servindo de base para pratos tradicionais como pirão e farofa. Os produtores de Cruzeiro do Sul garantem a alta qualidade da farinha, reconhecida por sua cor amarela e textura macia, e, consequentemente, comercializam o produto para diversos estados brasileiros.

Cruzeiro do Sul Capital Nacional da Farinha de Mandioca
Cruzeiro do Sul Capital Nacional da Farinha de Mandioca

Em 2017, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu à farinha artesanal da cidade o selo de Indicação Geográfica (IG). Por esse motivo, o reconhecimento valoriza a singularidade e tradição do produto, que preserva saberes e técnicas herdadas dos povos indígenas.

Reconhecida nacionalmente, Cruzeiro do Sul, no Acre, destaca-se como a Capital da Farinha de Mandioca, sinônimo de sabor e tradição.
Reconhecida nacionalmente, Cruzeiro do Sul, no Acre, destaca-se como a Capital da Farinha de Mandioca, sinônimo de sabor e tradição.

Além de sua importância econômica, a produção de farinha de mandioca representa mais do que uma atividade produtiva; ela simboliza a identidade cultural de Cruzeiro do Sul. Nesse sentido, os produtores locais mantêm vivas as tradições artesanais, transmitidas de geração em geração, impulsionando o desenvolvimento local e gerando emprego e renda.

O senador Alan Rick (União-AC) propôs o Projeto de Lei 4174/23, aprovado pelo Congresso Nacional em 2024, para oficializar o título. Por fim, segundo ele, a iniciativa valoriza a produção local e reconhece o trabalho dos agricultores, que preservam as tradições culturais e garantem a continuidade das técnicas artesanais.