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sexta-feira, março 13, 2026

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PF desmonta grupo após ataque hacker ao Pix desviar R$ 710 milhões

Operação Cofre Digital mira organização criminosa que invadiu sistema ligado ao Pix e lavou dinheiro com criptomoedas.

Um ataque hacker Pix levou a Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo a deflagrarem uma operação contra um grupo suspeito de desviar cerca de R$ 710 milhões do sistema financeiro brasileiro.

A ação, chamada Operação Cofre Digital, investiga uma organização criminosa especializada em invasões cibernéticas e lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, os criminosos exploraram vulnerabilidades em sistemas que conectam instituições financeiras ao Sistema de Pagamentos Instantâneos, responsável pelas transferências realizadas pelo Pix.

ataque hacker Pix no sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central
Sistema de pagamentos Pix se tornou alvo de investigação após ataque hacker que desviou milhões do sistema financeiro.

Com isso, o grupo teria conseguido movimentar valores milionários em operações digitais, afetando bancos, fintechs e outras instituições participantes do sistema financeiro. O caso é considerado um dos maiores episódios recentes de fraude envolvendo tecnologia financeira no país.

Autoridades apontam que o crescimento das transações digitais e a expansão das plataformas de pagamento instantâneo também aumentaram o interesse de organizações criminosas em explorar brechas tecnológicas para aplicar golpes em grande escala.

Dados da operação

  • Nome da ação: Operação Cofre Digital
  • Prejuízo estimado: R$ 710 milhões
  • Mandados de prisão: 3
  • Mandados de busca e apreensão: 5
  • Estados alvo da operação: São Paulo e Paraná

Investigadores afirmam que o ataque hacker Pix representa um dos episódios mais sofisticados de fraude digital já identificados no sistema financeiro brasileiro. A dimensão do prejuízo reforça a preocupação das autoridades com crimes cibernéticos de grande escala.

Como funcionava o ataque hacker Pix

As investigações apontam que o ataque ocorreu em agosto de 2025. Os criminosos invadiram o sistema de uma empresa de tecnologia responsável por interligar instituições financeiras ao ambiente operacional do Pix.

Essa infraestrutura tecnológica permite que transferências entre bancos sejam concluídas em segundos. Ao explorar uma brecha nesse sistema, o grupo conseguiu acessar operações financeiras e movimentar valores de forma irregular.

Depois da invasão inicial, o dinheiro era transferido rapidamente para diversas contas e empresas criadas especificamente para dificultar o rastreamento pelas autoridades. A estratégia permitia que os recursos circulassem por várias camadas financeiras antes de chegar ao destino final.

Segundo especialistas em segurança digital, ataques desse tipo costumam envolver planejamento detalhado e conhecimento avançado de sistemas bancários e de tecnologia financeira.

Entenda o sistema Pix

O Pix é o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil. Ele permite transferências financeiras em tempo real entre instituições participantes, funcionando 24 horas por dia, todos os dias da semana.

A rapidez das operações trouxe facilidade para usuários e empresas, mas também exige monitoramento constante para evitar fraudes e ataques cibernéticos.

Lavagem de dinheiro com criptomoedas

Após o desvio dos valores, os investigados utilizavam empresas de fachada para dar aparência legal às movimentações financeiras.

Parte do dinheiro era convertida em criptomoedas, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento da origem dos recursos e fragmentar as transações digitais.

Esse tipo de operação é considerado comum em crimes financeiros digitais, pois permite ocultar o caminho do dinheiro e dificultar a identificação dos responsáveis.

De acordo com investigadores, as criptomoedas eram usadas como etapa intermediária da lavagem de dinheiro, permitindo que os valores fossem redistribuídos posteriormente em contas aparentemente legítimas.

Estrutura do esquema investigado

  • Invasão a sistema tecnológico ligado ao Pix
  • Transferências ilegais em grande volume
  • Uso de empresas de fachada
  • Conversão de valores em criptomoedas
  • Dificuldade de rastreamento financeiro

Bloqueio de bens e valores

Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros de investigados e empresas ligadas ao esquema.

Segundo as autoridades, quatro pessoas físicas e 28 empresas tiveram até R$ 28 milhões em bens bloqueados.

As decisões foram expedidas pela Vara Criminal Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de São Paulo.

O bloqueio de recursos é uma medida comum em investigações desse tipo, pois impede que valores possivelmente obtidos de forma ilegal sejam transferidos ou ocultados durante o andamento do processo.

Alerta das autoridades

Especialistas em segurança digital afirmam que o crescimento dos pagamentos instantâneos exige investimentos constantes em tecnologia e monitoramento para evitar ataques cibernéticos e fraudes financeiras.

Instituições financeiras têm ampliado sistemas de proteção e inteligência digital para detectar movimentações suspeitas em tempo real.

Investigação continua

As autoridades afirmam que a investigação segue em andamento para identificar outros integrantes da organização criminosa e possíveis ramificações do esquema em diferentes estados.

Os investigadores também buscam rastrear o destino final do dinheiro desviado e verificar se outras instituições financeiras foram afetadas pelo ataque hacker Pix.

O caso reforça o alerta sobre o crescimento dos crimes cibernéticos no sistema financeiro e a necessidade de ampliar medidas de segurança digital para proteger operações realizadas diariamente por milhões de brasileiros.

Com a evolução das tecnologias financeiras e o aumento das transações digitais, especialistas avaliam que o combate a fraudes online se tornou um dos principais desafios das autoridades e das instituições financeiras em todo o mundo.

Para especialistas em segurança digital, o caso mostra como um ataque hacker Pix pode gerar impactos bilionários quando criminosos exploram vulnerabilidades tecnológicas em sistemas que conectam instituições financeiras.

 

Fonte: CNN Brasil

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