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Direito de Amamentação em Locais Públicos e Privados Está na Pauta da CCJ

O projeto que criminaliza a violação do direito à amamentação está na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na próxima quarta-feira (27), às 10h. O texto (PLS 514/2015) assegura o direito das mães de amamentar em qualquer local público ou privado sem sofrer qualquer impedimento.

A proposta da ex-senadora Vanessa Grazziotin estabelece que, mesmo havendo espaço reservado para amamentação nos estabelecimentos, cabe somente às mães decidir se querem ou não utilizar o local. A pena para quem proibir a amamentação poderá chegar a até 100 dias-multa.

A matéria recebeu voto favorável da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), que acatou emenda de redação aprovada anteriormente na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) para incluir a palavra “respeito” na abordagem às lactantes.

A relatora também apresentou emenda para que, em vez de crime, se preveja expressamente ilícito civil para quem impedir a lactante, destacando no texto que “considera-se conduta ilícita, sujeita à reparação de danos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, qualquer ato que segregue, discrimine, proíba, reprima ou constranja lactantes ou lactentes, no exercício dos direitos previstos nesta Lei”.

Bolsa Família

Projeto que criminaliza o desvio de recursos da merenda escolar, da saúde e do Bolsa Família também deve ser analisado na CCJ. Apresentado pelo senador Roberto Rocha (PSDB-MA), o texto (PLS 216/2015) estabelece que se torna agravante do crime de peculato — quando o funcionário público se apropria de dinheiro ou bens públicos ou particulares, em função do cargo — o desvio de recursos de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.

A apropriação irregular do orçamento da merenda escolar ou dos recursos de ações de educação alimentar em escolas públicas ou entidades filantrópicas ou comunitárias também fazem parte do projeto. A pena prevista é de 4 a 14 anos de prisão, mais multa.

O relator na CCJ, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), avaliou ser necessário incluir nesse rol o desvio de recursos às ações de saúde. No entanto, retirou do projeto original a inclusão desses desvios entre os crimes hediondos.

Se for aprovada na CCJ, a matéria deve seguir direto para a Câmara dos Deputados, a menos que haja recurso para votação em Plenário.

Eutanásia

Entre os dez itens da pauta da CCJ também estão projetos polêmicos como o que altera o Código Penal, para deixar de punir como crime, a omissão de tratamento ou procedimento de saúde a um paciente que recuse, expressamente, a oferta desses cuidados para prolongar sua vida. Caso o paciente não consiga manifestar sua vontade, esse direito de recusa poderá ser exercido por seu representante legal.

Embora a eutanásia (ajudar alguém doente a morrer) seja considerada crime no Brasil, com penas que podem chegar a 20 anos de prisão, essa possibilidade de descriminalizar a falta de um suporte de vida está prevista no projeto de lei (PLS 7/2018) do ex-senador Pedro Chaves.

O relator, senador Lasier Martins (Pode-RS), recomendou a aprovação do projeto, mas propôs emenda para que não seja aceita a manifestação de recusa quando houver risco para a saúde pública, nos casos de recusa de tratamento ou procedimento essencial para o controle de doenças ou agravos coletivos à saúde; quando a manifestação feita pelo representante recusar tratamento ou procedimento capaz de salvar a vida do paciente que esteja civilmente incapaz e sob risco iminente de morte.

STF julga 4ª feira ações que questionam Lei de Responsabilidade Fiscal

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar na quarta-feira (27) oito ações que chegaram à Corte na década passada e que questionam a legalidade de artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), aprovada em 2000 para estabelecer normas de gestão fiscal para as finanças públicas dos governos federal, estaduais e municipais, além de punições para o descumprimento das medidas.

Os principais questionamentos contra a LRF foram feitos ao Supremo pelo PCdoB e PT e associações de membros do Ministérios Público Federal e de Contas. Todos afirmam que a norma não poderia ter estabelecido limite de gastos com o pagamento do funcionalismo dos estados. Conforme o entendimento, os estados têm autonomia financeira garantida pela Constituição.

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza sessão plenária para o julgamento de processos sobre criminalização da homofobia.
Supremo Tribunal Federal deve julgar 4ªfeira ações que questionam legalidade da Lei de Responsabilidade Fiscal, aprovada em 2000   (Arquivo/Rosinei Coutinho/SCO/STF)

Outra questão que deve ser debatida durante o julgamento é a manutenção de uma decisão do STF que considerou inconstitucional o artigo 23 da mesma lei.

Regras

De acordo com o dispositivo, quando os gastos com pessoal forem superiores ao limite estabelecido pela lei, os estados, o Distrito Federal e o governo federal deveriam reduzir em 20% as despesas com cargos comissionados e funções de confiança, promover a redução da jornada de trabalho e dos salários ou demitir servidores não estáveis.

Em 2002, o STF considerou o texto inconstitucional porque a Constituição determinou que os salários dos trabalhadores são irredutíveis.

Neste mês, diante da situação precária das contas públicas, secretários da Fazenda de alguns estados enviaram carta ao Supremo na qual defendem a revogação da decisão e a manutenção da possibilidade de redução da jornada e dos salários como forma de equilibrar as contas.

Em novembro do ano passado, a Secretaria do Tesouro Nacional informou que 14 estados superaram o limite de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.

De acordo com o Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais de 2018, divulgado pelo Tesouro, os estados que descumpriram a regra foram Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Sergipe, Acre, Paraíba, Roraima, Paraná, Bahia, Santa Catarina e Alagoas.

Aumento de gastos

O Tesouro informou também que a maior parte do aumento de gastos com pessoal entre 2012 e 2017 correspondeu às despesas com servidores inativos (aposentados e pensionistas).

Esses gastos cresceram mais que as receitas, que ficaram estagnadas nesses anos, deteriorando as contas locais ao gerarem déficits fiscais cada vez maiores.

Apenas de 2016 para 2017, as despesas com pessoal nos estados e no Distrito Federal subiram R$ 25 bilhões, alta nominal de 6,7% e real (descontada a inflação) de 3,75%.

Plenário pode votar hoje projeto que tipifica crime de assédio moral no trabalho

Deputados poderão votar proposta que prevê até dois anos de detenção em casos de assédio moral no trabalho

O projeto de lei que tipifica o crime de assédio moral no trabalho é o destaque do Plenário da Câmara dos Deputados nesta última semana de fevereiro. O Projeto de Lei 4742/01, do ex-deputado Marcos de Jesus, inclui o novo crime no Código Penal. Hoje a sessão do Plenário está marcada para as 13h55.

Será analisado o substitutivo aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) em 2002, que caracteriza o crime de assédio moral no trabalho como depreciar sem justa causa, de qualquer forma e reiteradamente, a imagem ou o desempenho de servidor público ou empregado em razão de subordinação hierárquica funcional ou laboral.

A tipificação inclui ainda como crime o fato de tratar o funcionário com vigor excessivo, colocando em risco ou afetando sua saúde física ou psíquica. A pena proposta é de detenção de um a dois anos.

Iniciativa popular
Outro projeto em pauta é o PL 7005/13, do Senado, que permite o uso de subscrição eletrônica para apoio a projetos de iniciativa popular. O texto altera a Lei 9.709/98, que trata do assunto e permite apenas assinaturas manuais dos eleitores.

Para os projetos de iniciativa popular, a lei exige o apoio de 1% dos eleitores do País, distribuídos em, pelo menos, cinco estados, com não menos de 0,3% dos eleitores de cada um deles.

Fiscalização dos cidadãos
Está em pauta ainda o PL 9617/18, do Senado, que propõe regras para acompanhamento e fiscalização de obras e serviços públicos pelos cidadãos cadastrados em grupos de rede social.

Chamada pelo projeto de “gestão compartilhada”, a participação dos cidadãos é definida como o acompanhamento orçamentário, financeiro e físico dos gastos públicos, tais como a execução de obras, a prestação de serviços públicos e a aquisição de bens, por grupos virtuais atuantes em aplicativos disponíveis na internet ou na telefonia celular.

Imposto de Renda: Receita libera hoje programa para fazer a declaração

A Receita Federal deve liberar hoje o programa para os contribuintes fazerem a declaração de Imposto de Renda (IR). Além de ser possível baixar o programa no computador, estará disponível o aplicativo para dispositivos móveis. Os formulários, no entanto, só poderão ser enviados a partir de 7 de março, depois do carnaval. O prazo termina em 30 de abril. Está obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018 — o mesmo valor do ano-base de 2017.

Diante de um calendário apertado — o carnaval vai “comer” uma semana do prazo da entrega —, é melhor começar logo a separar documentos e comprovantes.

É fundamental que o contribuinte tenha em mãos os documentos que são encaminhados pelas fontes pagadoras (informes de rendimento), como as empresas e bancos — explica Gustavo da Gama, professor da pós-graduação de Direito Tributário do Ibmec/RJ. — Além disso, os recibos de gastos com saúde e educação devem estar todos reunidos.

E não é necessário esperar juntar todos os informes para colocar mãos à obra, ressalta Gama:

— À medida que o contribuinte já tenha algumas informações, é aconselhável que ele preencha os campos da declaração.

O planejamento antecipado evita que faltem documentos no momento de preencher a declaração ou que erros causados por desatenção ou pressa, como deixar de informar uma fonte pagadora ou incluir valores incorretos, façam o contribuinte cair na malha fina. Por isso, a dica é ficar atento e saber quais são os gastos mais comuns que têm de ser declarados.

Deduções

Além disso, Gama explica que é preciso ter atenção na hora de informar as despesas com saúde e educação. Não são todos os gastos que podem ser incluídos na declaração:

— Em relação à saúde, é possível deduzir gastos com médicos, dentistas e psicólogos. Já em educação, as deduções ficam a cargo de escolas, do nível infantil ao médio, faculdade, pós-graduação e cursos técnicos. Cursos de idiomas, dança e preparatório para vestibular não podem ser abatidos.

Reprodução

Um ponto em que muitos contribuintes se atrapalham na hora de preencher a declaração, explica Antônio Gil, sócio de Tributos da consultoria EY, é a inclusão de medicamentos:

— Medicamentos não podem ser deduzidos, a não ser que estejam incluídos no procedimento e, consequentemente, na nota fiscal de algum procedimento médico. Além disso, é preciso ter atenção aos reembolsos do plano de saúde. O contribuinte precisa informar o gasto com o serviço e quanto o plano ressarciu.

Novidades

Na declaração de ajuste 2019, ano-base 2018, será obrigatório informar o CPF de todos os dependentes nela incluídos, independentemente da idade. Os dados complementares sobre imóveis (número da matrícula, data de aquisição etc.) e veículos (Renavam), no entanto, serão facultativos.

— Essas informações complementares ajudam mais o contribuinte do que a Receita — explica Leônidas Quaresma, auditor da Receita Federal. — Futuramente, no caso de um inventário, por exemplo, os herdeiros terão facilidade de encontrar os dados sobre os bens.

Quaresma explica que, como esses dados são opcionais, o contribuinte não será impedido de transmitir sua declaração para o Fisco caso eles não sejam incluídos na declaração.

Outra novidade em relação ao IR é sobre a comunicação de erros. A Receita informou que as declarações serão processadas no mesmo dia em que forem entregues. Com isso, no dia seguinte ao envio dos dados, o contribuinte já terá acesso ao extrato da declaração, se eventualmente entrará na fila de restituição ou se será necessário ajustar algumas informações.

Completo ou simplificado

Os contribuintes também costumam ficar em dúvida sobre qual é o modelo de declaração mais vantajoso: o simplificado ou o completo. Quaresma, da Receita, diz que não há um padrão para o contribuinte saber qual a melhor modalidade.

— A minha recomendação é que o contribuinte preencha todos os campos da declaração. O programa da Receita vai dando as indicações sobre qual a melhor modalidade ao longo de cada etapa — ressalta o auditor fiscal. — Sendo assim, ao chegar ao fim do procedimento, será indicado se é mais favorável fazer o envio dos dados por meio do modelo simplificado ou pelo completo.

A multa para o contribuinte que não fizer a declaração ou entregá-la fora do prazo será de, no mínimo, R$ 165,74. O valor máximo será correspondente a 20% do imposto devido.

Os contribuintes que enviarem a declaração nos primeiros dias do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências nas informações, receberão mais cedo as restituições, caso tenham direito a ela. Além disso, alguns grupos têm prioridade para receber a restituição: idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais. O calendário de pagamento da restituição começa em junho e termina em dezembro.

Já quem tiver contas a acertar poderá dividir o valor do imposto devido em até oito parcelas, de no mínimo R$ 50 cada. O imposto de valor inferior a R$ 100 deve ser pago em cota única.

A primeira cota, ou a única, deve ser paga até 30 de abril. As demais vencem no último dia útil de cada mês, acrescidas de juros (Taxa Selic, hoje em 6,5% ao ano).

Em 1° pronunciamento na Câmara, Silvia destaca trajetória e luta contra o câncer

No breve discurso, a deputada e jornalista de Ji-Paraná destacou sua trajetória e luta contra o câncer. Assista abaixo o pronunciamento.

 

Policial é presa ao entrar com itens para churrasco em cadeia

A direção do Batalhão Especial Prisional (BEP) da Polícia Militar, onde está preso o ex-governador Luiz Fernando Pezão (MDB), prendeu, na manhã deste sábado, uma policial militar entrando na unidade prisional com material para fazer um churrasco. Foram apreendidas latas de cerveja, garrafas de vinho, facas, espetos, carvão e até a churrasqueira. Num trabalho de inteligência, os agentes do BEP flagraram a policial, lotada no próprio batalhão, quando tentava colocar os produtos em latões de lixo, no estacionamento. Presos de confiança, que trabalham na faxina, iriam colocar as lixeiras para dentro da unidade com os produtos.

A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Polícia Milita informou que, o corregedor e o comandante do BEP, “tomaram as medidas cabíveis para prisão em flagrante da policial militar e de pelo menos mais dois acautelados que estavam envolvidos” no caso. Os procedimentos de investigação ainda estão em andamento. A pedido do EXTRA, a PM explicou por nota: “ressaltamos a importância da pronta resposta da corregedoria na prisão e enfatizamos que a Polícia Militar não coaduna com qualquer desvio de conduta de nenhum de seus membros.

Vale lembrar que inspeções são realizadas rotineiramente na unidade com vistas a manter o cumprimento da Lei de Execução Penal e o Regulamento Disciplinar da Instituição”.

Divulgação

Desde que o ex-governador Pezão foi preso, na operação Boca de Lobo, em novembro do ano passado, o BEP tem passado por frequentes vistorias. Desta vez, a direção adotou o sistema de monitoramento dos próprios guardas da unidade. A força-tarefa da Lava Jato deu voz de prisão a Pezão, por entender que, solto, ele poderia dificultar ainda mais a recuperação dos valores, além de dissipar o patrimônio adquirido em práticas criminosas. Segundo o MPF, à época, o esquema de corrupção ainda estava ativo. A prisão foi baseada na delação de Carlos Miranda, operador financeiro do ex-governador Sérgio Cabral.

Outro político que se encontra na unidade desde novembro do ano passado é o ex-deputado Coronel Jairo (SDD), preso na operação Furna da Onça. Ele, junto com mais nove deputados na época, foram alvos da ação da Lava-Jato. Três deles já estavam detidos: Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia, Paulo Melo e Edson Albertassi. Eles fazem parte do grupo político da base do MDB.

Governador Marcos Rocha RESPONDE Supostas FAKE NEWS

??IMPORTANTE! ASSISTAM TODO VÍDEO, COMPARTILHEM – Sobre o corte de gastos ??

— Boa noite, Rondônia. Tenho uma característica pessoal que sempre optei por aqui e zelo por mantê-la desde a campanha: concluir a ação e informar o que é absolutamente necessário para que ela se concretize. Sem palanque, sem falar por falar. Estou em uma missão e vou cumpri-la. ??

— Nos próximos meses realizaremos uma reforma administrativa com corte de gastos, redução de cargos comissionados (além do que já foi feito) e fusão de secretarias. Essa opção foi colocada para fazermos uma reforma que não prejudique a eficiência do Estado e assim se estabeleça uma nova, valorizando a meritocracia, a competência técnica. Estou trabalhando para concluir minhas promessas uma por uma. Como prova, em menos de dois meses de gestão, iniciou-se o projeto da regularização fundiária, um dos maiores desafios do Estado há anos. Compromisso meu e do presidente Jair Bolsonaro com a população Rondoniense.

— Sobre os cargos comissionados que serão criados na CAERD: Os dirigentes atuais da companhia apoiaram e cancelaram quase duzentas nomeações nos últimos meses. A redução gerou uma economia de mais de 1 milhão em um curto período. O pedido da contratação de seis cargos (apenas) foi por necessidade técnica e para a empresa trabalhar com regularidade mantendo a saúde financeira.

— Vou trabalhar para nossa gente de forma séria e honesta, cumprindo o que fora prometido. Sei que, por isso, alguns me atacarão com mentiras, optando pelo caminho da desinformação, a fim de conseguirem algo. Como tenho dito, não terão. Podem bater à vontade. Estou em paz.

Grande abraço a todos! Fiquem com Deus. ????

#SELVA #CORTEDEGASTOS #AVANTERONDONIA

EDIT: O Governo anterior exonerou todos os cargos comissionados no final de Dezembro 2018 por questões técnicas.

Quem tem direito adquirido não precisa antecipar aposentadoria

A cada anúncio de reforma da Previdência, a situação se repete: tanto no setor público como na iniciativa privada, trabalhadores que ultrapassaram o tempo mínimo de contribuição correm para antecipar a aposentadoria. Essa movimentação, no entanto, é arriscada e pode prejudicar o segurado se feita de maneira precipitada.

Quem cumpriu os requisitos para se aposentar pelas regras atuais está preservado pelo direito adquirido e não será afetado pela reforma da Previdência. Nesses casos, o trabalhador mantém o direito a aposentar-se pelos critérios presentes, mesmo que uma emenda à Constituição entre em vigor.

O direito adquirido vale independentemente se o trabalhador entrar com pedido de aposentadoria antes ou depois de uma reforma da Constituição. A situação, na verdade, vale para qualquer direito. Isso porque a legislação, em tese, não pode retroagir, apenas ser aplicada a partir do momento em que passar a vigorar.

“Essa é uma questão definida dentro do sistema judiciário. Durante a reforma da Previdência no fim dos anos 1990, houve uma controvérsia, mas o STF [Supremo Tribunal Federal] se posicionou na época sobre o assunto e determinou que o direito adquirido vale para quem tenha completado os requisitos nos termos da norma anterior. Não precisa ter feito o requerimento, basta ter completado o direito”, explica o mestre em direito constitucional Rodrigo Mello, professor de direito no Centro Universitário de Brasília (Uniceub).

Espera

O secretário de Previdência da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Leonardo Rolim, confirma que quem já conquistou o direito à aposentadoria não apenas não será afetado como poderá escolher se permanecerá na regra atual ou se aposentará pela nova legislação. Ele aconselha o trabalhador a esperar a reforma entrar em vigor para somente então decidir como quer se aposentar.

“Que o trabalhador espere. Pode ser que a nova regra, se ele esperar mais um tempo, seja mais vantajosa do que aquela em que ele obteve o direito pelas regras atuais”, disse Rolim durante a entrevista coletiva na última quarta-feira (20), quando técnicos detalharam a reforma da Previdência.

Segundo Rolim, o trabalhador pode ter vantagem na regra de cálculo e aumentar o valor do benefício se esperar mais um pouco. “Hoje, dependendo da idade, a pessoa terá uma taxa de reposição [indicador usado no cálculo do benefício] menor que na nova regra. Então pode ser mais interessante para esse segurado ficar mais alguns anos e aposentar-se com um benefício maior”, explicou.

Caso a caso

Rodrigo Mello, do Uniceub, concorda com o secretário, mas diz que cada caso é único. Ele recomenda que o trabalhador tenha cautela neste momento e analise todos os cenários. “Em primeiro lugar, o segurado precisa verificar se entrou na situação de direito adquirido. Se sim, ele deverá simular o valor do benefício com quatro opções”, aconselha. Esses quatros cenários são a aposentadoria pela norma atual, pela regra de transição da legislação atual (caso o trabalhador esteja enquadrado numa regra de transição), na transição proposta pela reforma e nas regras definitivas depois da reforma.

Em algumas situações, a nova fórmula de cálculo proposta pelo governo pode fazer o trabalhador ganhar se esperar um pouco mais. No setor privado, o trabalhador que estiver próximo de 40 anos de contribuição poderá lucrar se permanecer mais alguns anos na ativa. Isso porque, caso a reforma seja aprovada, ele poderá aposentar-se com mais de 100% da média de contribuições e sem o fator previdenciário.

O mesmo ocorre para o servidor público que tomou posse a partir de 2004. Pela proposta, eles passarão a ter o benefício calculado da mesma forma que os trabalhadores da iniciativa privada. Com a diferença de que não está sujeito ao teto do INSS quem ingressou no serviço público entre 2004 e 2012, no governo federal, e quem ingressou a partir de 2004, em estados e municípios que não montaram um fundo de previdência complementar.

Atualmente, o empregado da iniciativa privada tem o benefício calculado com base na média de 80% das maiores contribuições para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Sobre esse valor, incide o fator previdenciário, indicador que diminui o benefício final à medida que aumenta a expectativa de vida da população. No caso do serviço público, os segurados que ingressaram a partir de 2004 também têm o salário de benefício definido por 80% das maiores contribuições, mas sem a incidência do fator previdenciário.

Governo informa que dois caminhões com ajuda entraram na Venezuela

A truck carrying humanitarian aid crosses into Venezuela from Brazil, February 23, 2019. REUTERS/Ricardo Moraes

Um caminhão transportando ajuda humanitária atravessa a fronteira do Brasil com a Venezuela – Reuters/Ricardo Moraes/Direitos Reservados

A Presidência da República divulgou nota oficial hoje (23) informando que dois caminhões com ajuda humanitária entraram em território venezuelano através da fronteira em Roraima. O governo brasileiro classifica a operação de exitosa e anunciou uma segunda fase de envio de suprimentos.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que esteve hoje em Pacaraima, junto à fronteira de Roraima com a Venezuela, anunciou a entrada de um caminhão com suprimentos.

“A respeito da ajuda humanitária oferecida pelo Brasil ao povo da Venezuela, a Presidência da República informa que a participação do governo brasileiro foi exitosa em reunir e transportar as doações até o destino de distribuição. Os dois primeiros caminhões enviados pelo Brasil cruzaram a fronteira, adentrando o país vizinho, sem incidentes na travessia”, diz o texto.

Os dois caminhões com alimentos e remédios, com placas e motoristas venezuelanos, partiram na manhã deste sábado, percorrendo os 214 quilômetros até Pacaraima.

O comunicado destacou a participação do governo de Roraima na operação e disse que o efetivo da Operação Acolhida, montada para receber migrantes venezuelanos que cruzam a fronteira, foi triplicado de tamanho, incluindo a equipe médica.

“O governo brasileiro confia na solução da questão, certo de que os líderes daquele país terão a sensibilidade de atenuar as condições de vulnerabilidade as quais estão submetidos nossos irmãos venezuelanos”, concluiu o texto.

Tensão

A situação na região fronteiriça permanece tensa desde quinta-feira à noite, quando o governo venezuelano de Nicolás Maduro anunciou o fechamento da fronteira. São constantes os confrontos entre forças policiais venezuelanas e manifestantes que pedem a liberação da entrada dos suprimentos.

Os hospitais de Roraima atenderam desde ontem (22) 13 venezuelanos feridos em confrontos em localidades próximas à fronteira com o Brasil, informou neste sábado (23) a Secretaria de Saúde (Sesau-RR) do estado, por meio de nota.

Forças de segurança venezuelanas se posicionam em confronto com manifestantes em Urena, na Venezuela
Forças de segurança venezuelanas se posicionam em confronto com manifestantes em Ureña, na Venezuela – Reuters/Andres Martinez Casares /Direitos reservados

Maquiagem de Carnaval: Saiba Como Arrasar na Folia!

Está chegando o Carnaval 2019 e se você não domina os pincéis ou esfumado entre as cores para cair na folia, não tem problema. O maquiador Anderson Bueno ensina logo abaixo algumas dicas de maquiagens rápidas e de efeito para diferentes carnavais, mas sem deixar a maquiagem borrar!

 

Bloquinho de Rua

É o momento mais descontraído e despretensioso. “Eu sugiro para esse momento lápis de olho colorido contrastando com o batom”, exemplifica Bueno.

O especialista indica o lápis verde nos olhos (internamente e externamente). “Se você quiser, pode incrementar esfumando o lápis na pálpebra com sombra e finalizando com uma máscara para cílios de outra cor, como laranja ou roxa”, recomenda.

Nos lábios, o especialista diz ser ideal um batom de cor oposta. “Neste caso, a sugestão é o batom rosa. E para finalizar, você pode utilizar lantejoulas para criar alguns efeitos no rosto. Pode colar com cola para cílios”, orienta.

Baile de Carnaval

Alguns bailes adotam temas específicos para suas festas, mas se você optou por um com tema livre, sem uma produção ou caracterização específica, Bueno indica passar purpurina ao redor dos olhos. “Hoje é bem fácil encontrar glitter em gel para maquiagem / área dos olhos. Eles não só têm boa fixação como também são hipoalergênicos. E o melhor, tem marca nacional de excelente qualidade e preço!”, diz o profissional.

Anderson Bueno orienta marcar bem o côncavo com uma sombra mais escura ou preta. Em seguida, deve-se aplicar o glitter da cor desejada na pálpebra móvel (em cima do globo ocular) e muita máscara para cílios. “Finalize com um cílio postiço, seja preto ou artístico, desses que têm efeitos ou brilho. Nos lábios, um batom de boa fixação, em harmonia com a cor do glitter. Você irá arrasar!”, garante o maquiador.

Sambódromo

“Eu adoro um efeito sereia na maquiagem! E dependendo da roupa ou camiseta do camarote que você for usar, você pode criar uma harmonia nas cores. Eu vou sugerir as cores azul e branco”, orienta Bueno.

O top make-up designer indica aplicar a sombra branca no canto interno dos olhos e a azul no externo. Logo em seguida, esfumar. “Os cílios postiços devem estar com os fios separados e bem longos com um leve delineado. Finalize a área dos olhos com um glitter mascarado ou furta-cor. Nos lábios, opte por um batom de cor de boca”, sugere Bueno.

Para finalizar, Anderson Bueno diz que o ideal é sempre utilizar maquiagem resistente ou à prova d’água. “Assim você não corre o risco de parecer ter saído de uma festa de Halloween! #FICAaDICA!”, brinca o especialista.

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