A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou um relatório sobre o desempenho das operadoras no segundo trimestre de 2025. O levantamento mostra que o preço médio da internet móvel aumentou 12,34% em relação a 2024, chegando a R$ 6,19 por gigabyte (GB).
Esse é o quinto aumento consecutivo desde 2021, após um período de estabilidade. Além disso, o consumo médio de dados caiu 1,25%, passando de 5,63 GB para 5,56 GB por usuário. O dado indica que, mesmo com pacotes mais caros, os brasileiros estão gastando menos internet móvel.
Receita das operadoras cresce com dados móveis
De acordo com a Anatel, a receita média por usuário (ARPU) atingiu R$ 32,73, sendo R$ 27,75 provenientes dos serviços de dados. Isso confirma que o setor móvel continua como principal fonte de receita das telecomunicações, movimentando R$ 23,84 bilhões no trimestre.
Por outro lado, a banda larga fixa apresentou comportamento inverso. O preço médio do GB caiu 17,71%, ficando em R$ 0,25, enquanto o consumo médio por residência cresceu 18,36%, alcançando 385 GB. Assim, as famílias brasileiras estão navegando mais gastando menos.
Mercado segue concentrado em grandes operadoras
O relatório mostra que o mercado de internet móvel é dominado por Claro, Vivo e TIM, responsáveis por 95% dos acessos no país. Entre as grandes, a Vivo foi a única que apresentou crescimento no período analisado.
Já o setor de internet fixa é mais pulverizado. Atualmente, 56,4% das operadoras são PPPs (Prestadoras de Pequeno Porte). No total, existem 22,5 mil empresas ativas, e 8 mil delas enviam relatórios regulares à agência. Dessa forma, a Anatel destaca o papel das pequenas provedoras na democratização do acesso.
Telefonia fixa e TV por assinatura seguem em queda
Enquanto a internet móvel avança, outros serviços continuam em declínio. A telefonia fixa registrou R$ 1,77 bilhão em receita, e a TV por assinatura, R$ 1,48 bilhão. Ambos os segmentos recuaram em relação ao ano anterior.
O estudo reforça que o consumo digital no Brasil migra para plataformas móveis, tendência que deve se intensificar nos próximos anos. Assim, o país consolida um novo padrão de conectividade, centrado em dados móveis e acessos via smartphone.
Fonte: Canal Tech









