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quarta-feira, março 18, 2026

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Uso excessivo das redes sociais aumenta risco de depressão em jovens

O uso excessivo das redes sociais pode aumentar o risco de depressão em jovens, especialmente durante os primeiros anos da adolescência. Um estudo internacional identificou que a perda de controle no uso das plataformas digitais está diretamente associada ao aumento de sintomas depressivos em adolescentes antes dos 16 anos.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Miguel Hernández de Elche, na Espanha, e analisou o comportamento digital e a saúde mental de mais de dois mil estudantes ao longo de um período de um ano.

Dado científico do estudo

O levantamento acompanhou 2.121 estudantes do ensino médio e identificou que adolescentes com comportamento problemático nas redes sociais apresentaram maior probabilidade de desenvolver sintomas depressivos ao longo do tempo.

Uso excessivo das redes sociais preocupa pesquisadores

De acordo com os pesquisadores, o principal fator de risco não está apenas no tempo que os jovens passam conectados, mas no chamado uso problemático das redes sociais, caracterizado pela perda de controle sobre o comportamento online e pela necessidade constante de permanecer conectado.

jovem cobrindo o rosto em ambiente escuro representando impacto do uso excessivo das redes sociais na saúde mental de adolescentes
Especialistas alertam que o uso excessivo das redes sociais pode aumentar sintomas de ansiedade e depressão entre adolescentes.

Especialistas alertam que o uso excessivo das redes sociais pode afetar o bem-estar emocional de adolescentes quando ocorre sem limites ou orientação adequada.

Quando esse padrão aparece, os adolescentes tendem a apresentar maior vulnerabilidade emocional, dificuldades de autocontrole e maior probabilidade de relatar sintomas depressivos ao longo do tempo.

Citação do estudo

“O verdadeiro risco não é apenas quanto tempo os adolescentes passam nas redes sociais. O fator decisivo é o uso problemático, quando os jovens perdem o controle sobre o comportamento online e sentem uma forte necessidade de continuar conectados.”

Adolescência inicial é período mais sensível

Os resultados mostram que a relação entre redes sociais e sintomas depressivos muda ao longo da adolescência. Entre jovens com cerca de 13 anos, o uso intenso das plataformas esteve associado a níveis mais elevados de depressão.

Já entre adolescentes próximos dos 16 anos, essa relação se tornou menos evidente. Para os pesquisadores, isso pode estar ligado ao desenvolvimento emocional, já que habilidades como regulação emocional e autocontrole ainda estão em formação nas fases iniciais da adolescência.

Impacto das redes sociais por idade
13 anos
⬆ Maior associação com sintomas depressivos
14 a 15 anos
⬆ Relação moderada com saúde mental
16 anos ou mais
⬇ Relação menos evidente entre uso e depressão

Diferenças entre meninos e meninas

O estudo também identificou diferenças entre os gêneros. Entre as meninas, ter maior número de seguidores nas redes sociais esteve associado a níveis mais elevados de sintomas depressivos.

infografico mostrando diferencas entre meninos e meninas no impacto do uso excessivo das redes sociais na saude mental
Pesquisas indicam que meninas apresentam maior risco de sintomas depressivos associados ao uso intenso das redes sociais.

Entre os meninos, essa relação apareceu como neutra ou levemente protetora. Os pesquisadores acreditam que pressões sociais e padrões de aparência podem afetar mais intensamente as adolescentes nas plataformas digitais.

Educação digital pode reduzir os riscos

Especialistas afirmam que estratégias de educação digital podem ajudar a reduzir os impactos negativos das redes sociais na saúde mental dos jovens.

Entre as principais recomendações estão orientar adolescentes sobre privacidade online, uso equilibrado da tecnologia e desenvolvimento de hábitos digitais mais saudáveis.

Alerta dos pesquisadores

Dar um smartphone a adolescentes sem ensiná-los a usar a tecnologia de forma responsável pode ser arriscado. Assim como aprendemos a dirigir antes de ter um carro, os jovens precisam aprender a lidar com o ambiente digital. 

Para os pesquisadores, reduzir o uso excessivo das redes sociais e incentivar hábitos digitais mais equilibrados pode ajudar a proteger a saúde mental dos jovens.

Especialistas também alertam que a saúde mental de adolescentes vem se tornando uma preocupação global, tema discutido em outras reportagens sobre comportamento e sociedade publicadas no portal.

O que o estudo revela sobre redes sociais e saúde mental

O estudo reforça que as redes sociais não são necessariamente prejudiciais, mas o uso descontrolado pode afetar significativamente a saúde mental dos adolescentes, especialmente durante as fases iniciais da adolescência.

Com o crescimento do acesso digital entre crianças e jovens, especialistas defendem que famílias, escolas e plataformas tecnológicas precisam atuar juntas para incentivar um uso mais saudável da internet.

O estudo foi publicado na revista científica Scientific Reports, uma das publicações internacionais que analisam pesquisas sobre saúde mental e comportamento digital.

 

Fonte: Metrópoles

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