No mesmo momento em que surgem iniciativas no sistema público de saúde, como testes iniciais no SUS, o valor mensal do tratamento permanece próximo de R$ 1.400. Isso mantém a medicação fora da realidade da maior parte da população e evidencia um cenário de desigualdade no acesso a terapias modernas.
• Patente da semaglutida expirou no Brasil
• Tratamento custa cerca de R$ 1.400 por mês
• SUS começa a testar uso em casos específicos
• Desigualdade ainda limita acesso ao medicamento
Ozempic sem patente muda o cenário no Brasil
A quebra da patente permite que outras farmacêuticas produzam versões similares, o que tende a aumentar a concorrência. Ainda assim, barreiras regulatórias e industriais devem retardar qualquer queda significativa nos preços.

Segundo reportagem da BBC News Brasil, o Rio de Janeiro já iniciou a oferta do medicamento pelo SUS em caráter pioneiro, sinalizando uma possível mudança na política pública de saúde.
Apesar disso, o custo mensal continua sendo um dos principais entraves, mantendo o tratamento distante da maioria da população — mesmo com o avanço do ozempic sem patente no mercado brasileiro.
Obesidade cresce e tratamento ainda é limitado
A obesidade é considerada uma doença crônica e vem aumentando de forma acelerada, segundo dados da OMS, que apontam crescimento global preocupante da doença.
Além disso, estudos mostram que a manutenção do peso saudável sem intervenção médica é rara em casos mais graves.
É nesse contexto que as chamadas canetas emagrecedoras ganham destaque, oferecendo resultados mais expressivos e consistentes.
• Perda de peso pode chegar a 17% ou mais
• Redução do apetite e controle da saciedade
• Menor risco de doenças cardiovasculares
• Melhora no controle do diabetes tipo 2
Desigualdade no acesso ao tratamento
Mesmo com os avanços, o principal problema permanece: o custo elevado. Com valores que giram em torno de R$ 1.400 por mês, o tratamento se torna inviável para grande parte da população.

Isso cria um cenário preocupante, onde pessoas com maior poder aquisitivo têm acesso a soluções modernas, enquanto as mais pobres enfrentam maiores dificuldades — realidade que evidencia os limites do ozempic sem patente na prática.
Especialistas destacam que essa diferença pode ampliar ainda mais as desigualdades em saúde no país.
Impactos além da saúde
O uso dessas medicações já começa a influenciar diversos setores da economia. Há mudanças no consumo alimentar, com maior busca por produtos saudáveis e redução no consumo de ultraprocessados.
Além disso, restaurantes, supermercados e até academias estão adaptando seus serviços para atender esse novo perfil de consumidor.
Outro efeito curioso envolve o setor aéreo: estudos apontam que a redução média de peso dos passageiros pode diminuir custos com combustível, impactando até o preço das passagens.
Menor consumo de ultraprocessados e maior busca por alimentos saudáveis
Exercícios passam a ser vistos como bem-estar, não apenas emagrecimento
Redução de peso médio pode diminuir custos com combustível
Mudança no comportamento impacta supermercados e restaurantes
Uso indiscriminado preocupa especialistas
Apesar dos benefícios, cresce a preocupação com o uso inadequado desses medicamentos, especialmente por pessoas que não têm indicação médica.
O uso estético, sem acompanhamento profissional, pode gerar efeitos colaterais e desviar o tratamento de quem realmente precisa.
Além disso, o aumento da demanda também impulsionou o mercado ilegal, com casos de produtos falsificados e roubos registrados no país.
O que esperar daqui para frente
O avanço do ozempic sem patente representa um passo importante, mas não resolve automaticamente o problema do acesso.
Para que o tratamento se torne realmente democrático, será necessário ampliar políticas públicas, reduzir custos e garantir acesso seguro à população.
Enquanto isso, o debate sobre desigualdade no tratamento da obesidade deve continuar ganhando força nos próximos anos.
Fonte: BBC Brasil


