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quarta-feira, abril 8, 2026

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Estreito de Ormuz tem retomada intensa de navios após cessar-fogo

O Estreito de Ormuz voltou a registrar movimentação intensa de navios poucas horas após a entrada em vigor do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Plataformas de monitoramento marítimo mostraram dezenas de embarcações cruzando a passagem estratégica na manhã desta quarta-feira (8), em um sinal imediato de retomada da circulação após o acordo firmado entre as partes.

Mapa do Estreito de Ormuz
Navios voltam a circular pelo Estreito de Ormuz horas após o cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã.

A trégua anunciada prevê duas semanas de pausa nos ataques ao território iraniano. Em troca, Teerã se comprometeu a reabrir a rota, uma das mais sensíveis para o transporte marítimo global. Mesmo com o acordo, autoridades iranianas afirmaram que seguem em prontidão para reagir caso haja nova ofensiva de EUA e Israel durante esse período.

Acordo
2 semanas
Prazo de validade do cessar-fogo anunciado por EUA e Irã.
Negociação
Sexta-feira (10)
Delegações dos dois países devem se reunir em Islamabad.
Rota
Reaberta
A passagem voltou a receber fluxo maior de embarcações após a trégua.

Estreito de Ormuz volta ao centro das negociações

A retomada do fluxo foi registrada pelo site Vessel Finder, citado na reportagem como base para o monitoramento da circulação. Durante a trégua, delegações de Estados Unidos e Irã devem se reunir no Paquistão para discutir um acordo definitivo que encerre a guerra. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, foi apresentado como mediador da nova rodada de conversas, marcada para Islamabad.

Linha do tempo
Trégua anunciada
Estados Unidos e Irã acertam um cessar-fogo imediato com duração de duas semanas.
Passagem reaberta
Teerã se compromete a manter aberta a rota do Estreito de Ormuz durante o período.
Nova rodada diplomática
As delegações devem se encontrar em Islamabad na sexta-feira para tentar um entendimento definitivo.

Ainda assim, o cenário segue carregado de tensão. A Guarda Revolucionária afirmou estar “com as mãos no gatilho” para bombardear países vizinhos caso haja uma nova ofensiva dos EUA e de Israel. Segundo a agência Tasnim, ligada à corporação, as forças iranianas permanecem prontas para responder com mais força a qualquer ataque. Mais cedo, a agência Mehr relatou explosões na ilha iraniana de Sirri, embora sem confirmação de novos ataques até a última atualização do texto.

Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, e o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, o acordo de não agressão terá validade de duas semanas. O governo iraniano também confirmou participação nas negociações, enquanto os Estados Unidos ainda não detalharam oficialmente a composição de sua delegação. A reportagem menciona que o vice-presidente J.D. Vance, o enviado Steve Witkoff e Jared Kushner já haviam sido citados anteriormente nas tratativas.

Fala em destaque
“Por um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz.”
Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, segundo a reportagem.

Proposta iraniana amplia pressão sobre o cenário regional

Trump afirmou que os objetivos militares dos EUA já foram cumpridos e disse que recebeu do Irã uma proposta de paz com 10 pontos, considerada uma base viável para negociação. Entre os itens citados na reportagem estão a não agressão, a manutenção do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, a suspensão de sanções, a revogação de resoluções da ONU e da AIEA, o pagamento de indenização ao Irã e a retirada de forças de combate dos EUA da região.

Pontos de pressão
No campo diplomático
A reunião em Islamabad tenta transformar a trégua temporária em acordo definitivo.
No campo militar
O Irã mantém discurso de prontidão e condiciona a calmaria ao fim de ataques contra seu território.

Antes da trégua, bombardeios e ameaças haviam ampliado o temor de escalada regional. A reportagem cita ataques a estruturas estratégicas no Irã, além do risco de impactos sobre energia, água e estabilidade econômica em países vizinhos. Nesse contexto, o Estreito de Ormuz reaparece como símbolo imediato da trégua: sua reabertura ajudou a reativar a circulação marítima, mas a permanência desse fluxo dependerá do avanço das conversas e da manutenção do cessar-fogo.

Fonte: G1

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