Minas Gerais voltou a enfrentar uma noite de chuva intensa entre quarta-feira (25) e quinta-feira (26). A tragédia na Zona da Mata se agravou, e o número de mortos chegou a 53, segundo balanço divulgado pelas autoridades na manhã desta quinta.
Juiz de Fora concentra a maior parte das vítimas. Além disso, a cidade segue em estado crítico após novos alagamentos, deslizamentos e transbordamento de rios e córregos.
Juiz de Fora sofre com transbordamentos e deslizamentos
A chuva voltou a castigar a região durante a madrugada. Em Juiz de Fora, rios e córregos transbordaram novamente. Como consequência, várias ruas ficaram inundadas e a água invadiu casas, prédios e estabelecimentos comerciais.
Até mesmo o Hospital de Pronto Socorro (HPS), que atende vítimas da tragédia, registrou alagamento em suas dependências. Apesar disso, a unidade manteve os atendimentos, garantindo assistência à população afetada.
Enquanto isso, equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros atuam de forma contínua nos pontos mais críticos.
Mortes confirmadas e desaparecidos
De acordo com o balanço oficial, Minas Gerais soma 53 mortes confirmadas na região atingida pelas chuvas.
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47 vítimas em Juiz de Fora
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6 vítimas em Ubá
Além disso, há 13 pessoas desaparecidas em Juiz de Fora e duas em Ubá. As equipes seguem nas buscas, mesmo com as dificuldades impostas pelas condições climáticas.
Desde o início da semana, quando as primeiras tempestades atingiram a Zona da Mata, ao menos 3.500 pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas. Muitas famílias perderam casas, móveis e documentos.
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Chuva deve continuar até sexta-feira
A quinta-feira já começou com novo registro de chuva na região. Segundo a previsão meteorológica, o volume de água deve persistir ao menos até sexta-feira (27).
Diante do cenário, as autoridades reforçam o alerta máximo. A recomendação é que moradores evitem deslocamentos que não sejam absolutamente necessários.
Circulação limitada e transporte em operação de segurança
A Prefeitura de Juiz de Fora informou que diversas vias seguem interditadas. Além disso, novos trechos obstruídos comprometem o funcionamento de várias linhas do transporte coletivo.
Por isso, o transporte público opera em regime de segurança, com rotas adaptadas conforme as condições das ruas.
As autoridades destacam que reduzir o fluxo de veículos e pedestres contribui diretamente para que as equipes de resgate e limpeza atuem com mais eficiência. Dessa forma, a cidade tenta restabelecer gradualmente a normalidade.
Cenário de calamidade na Zona da Mata
O município enfrenta um cenário de calamidade pública. Deslizamentos de terra, quedas de barreiras e alagamentos sucessivos ampliam os impactos da tragédia.
Enquanto isso, forças de segurança e voluntários trabalham na remoção de entulhos, no acolhimento das famílias afetadas e na busca por desaparecidos.
A situação segue em monitoramento permanente.
Fonte: Metrópoles









