O tema da arquitetura hostil em Rondônia, dos espaços públicos e da exclusão urbana conduz o terceiro episódio da série “Ocupação Urbana”, do programa PontoDeVista.
Mariana Monteiro conversa com Luciana Saboia, professora da Universidade de Brasília, sobre bancos que impedem descanso, muros, falta de árvores e trajetos que afastam moradores da convivência.
O episódio tem abordagem nacional, mas ajuda a observar Porto Velho e outras cidades do estado. Falar de arquitetura hostil em Rondônia é perguntar se calçadas, praças, passarelas e equipamentos acolhem diferentes pessoas ou criam novas barreiras.
Luciana Saboia explica quem fica fora do planejamento urbano e como desenho, gestão e participação podem tornar a cidade mais acolhedora.
A cidade não pode funcionar só para uma parte da população
Luciana afirma que o planejamento deveria considerar renda, território, mobilidade e clima. Na prática, pessoas vulneráveis enfrentam mais obstáculos para chegar ao trabalho, ao lazer e aos serviços.
Esse olhar é essencial ao discutir arquitetura hostil em Rondônia. A barreira pode ser um banco com pinos, uma calçada interrompida ou uma passagem sem acessibilidade.
A professora relaciona desigualdade, tempo de deslocamento e perda de convivência com a família.
Rua com sombra, luz e movimento convida as pessoas a ficar
A falta de árvores aumenta o calor e reduz a permanência nas ruas. Passagens escuras e calçadas ruins também afastam o uso cotidiano.
Combater a arquitetura hostil em Rondônia passa por árvores, bancos, iluminação, acessibilidade e manutenção. O desenho urbano pode facilitar encontros e deixar o espaço vivo.
Sombra: árvores e áreas verdes reduzem o desconforto térmico.
Acesso: calçadas e passagens devem servir a idosos e pessoas com deficiência.
Convivência: bancos, luz e atividades ajudam a manter o lugar ocupado.
Luciana mostra como temperatura, ventilação e iluminação mudam a experiência urbana.
Banco que impede descanso não resolve vulnerabilidade
Pinos, divisórias e superfícies inclinadas podem impedir que alguém se sente ou deite. Luciana defende cuidado e política pública para pessoas em situação de rua, não mecanismos de expulsão.
A Lei Padre Júlio Lancellotti proíbe técnicas construtivas hostis em espaços livres de uso público. O texto federal determina que esses locais promovam conforto, abrigo, descanso, bem-estar e acessibilidade.
Essa regra dá uma base objetiva para avaliar a arquitetura hostil em Rondônia: se o desenho tem como efeito afastar pessoas, ele contraria a ideia de espaço público aberto a todos.
A entrevista discute por que o desenho urbano não deve funcionar como instrumento de repulsa.
Debate sobre arquitetura hostil em Rondônia exige atenção aos projetos
O Plano Diretor de Porto Velho prevê inclusão territorial, mobilidade acessível e qualificação dos espaços públicos, com atenção a pessoas vulneráveis.
Na prática, analisar a arquitetura hostil em Rondônia significa observar se projetos de praças, calçadas e equipamentos respeitam esses princípios. O Plano Diretor de Porto Velho também liga qualidade urbana a arborização, clima e participação social.
O que o morador pode observar
Calçadas: continuidade, acessibilidade e ausência de obstáculos.
Praças: bancos, sombra, iluminação e manutenção frequente.
Projetos: participação da comunidade antes e depois das obras.
Muros altos podem deixar a rua mais vazia
Luciana chama atenção para condomínios fechados e fachadas sem contato com a rua. O que parece proteção pode diminuir movimento e convivência.
Enfrentar a arquitetura hostil em Rondônia também exige fachadas ativas, usos mistos, hortas comunitárias e ações que façam moradores se reconhecerem como parte do espaço público.
A professora explica como o fechamento dos lotes reduz os chamados “olhos da rua”.
Centro POP: oferece alimentação, higiene, orientação social, documentos e encaminhamentos para pessoas em situação de rua.
Informações: consulte o canal oficial da Prefeitura de Porto Velho.
O episódio mostra que a arquitetura hostil em Rondônia deve ser discutida antes que uma obra seja entregue. Bancos, árvores, calçadas, iluminação e acesso não são detalhes: eles definem quem consegue usar a cidade.
Quando o projeto acolhe diferentes pessoas, a arquitetura hostil em Rondônia perde espaço para uma cidade mais viva, segura e compartilhada. O programa completo está no canal da Câmara dos Deputados no YouTube.



