As tecnologias da mandioca foram apresentadas a agricultores, técnicos e estudantes durante um Dia de Campo realizado na sexta-feira (6 de novembro), em Nova Mutum Paraná, distrito de Porto Velho. A programação reuniu orientações sobre cultivares, preparo do solo, pragas e custos de produção.
Organizado pela Embrapa Rondônia em parceria com a Jirau Energia, a Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric), a Emater e outras instituições, o encontro também mostrou possibilidades de cultivo em sistemas agroflorestais. A Prefeitura divulgou o balanço da atividade no sábado (7).
Tecnologias da mandioca foram tema de quatro estações
A atividade foi organizada em quatro estações técnicas. A primeira tratou de cultivares e preparo do solo; outra abordou o manejo de pragas. Os participantes também receberam informações sobre custos de produção e sobre a vassoura-de-bruxa da mandioca, problema que exige atenção na lavoura.
Ao reunir temas agronômicos e econômicos, a programação abordou decisões anteriores ao plantio e cuidados durante o cultivo. A escolha das tecnologias da mandioca depende do material de plantio, das condições da área e dos custos.
As orientações foram apresentadas a produtores, técnicos e estudantes. O formato de Dia de Campo aproxima os participantes das experiências de pesquisa. Assim, as tecnologias da mandioca podem ser avaliadas em diferentes situações de cultivo, conforme as condições de cada propriedade.
Sistemas agroflorestais associam mandioca a outras espécies
Outro ponto da programação foi a apresentação de tecnologias da mandioca em sistemas agroflorestais com espécies como andiroba, açaí e cacau. A proposta demonstrada combina cultivos na mesma área e busca conciliar produção agrícola com cuidados de manejo do solo.
Segundo o pesquisador Francisco das Chagas Leônidas, citado pela Prefeitura, a experiência mostra a possibilidade de produzir mandioca enquanto outras culturas se desenvolvem. A apresentação tratou de uma alternativa técnica; sua adoção depende das características da área, do planejamento e das decisões do agricultor.
A associação de espécies também ajuda a ampliar a discussão sobre o uso da terra. No encontro, os sistemas agroflorestais foram apresentados como uma possibilidade de diversificação, e não como um modelo único para toda a produção rural de Nova Mutum Paraná.
Pesquisa aproxima instituições e produtores rurais
Entre os participantes estava o agricultor Leonardo Santana, de Nova Mutum Paraná, que cultiva café e mandioca. À comunicação municipal, ele relatou a importância de aproveitar melhor o terreno e aprender novas formas de trabalhar com mais de uma cultura.
Alisson Alberto de Almeida, analista de transferência de tecnologia da Embrapa, destacou a função do encontro de levar conhecimento técnico até quem trabalha na propriedade. O objetivo é apresentar tecnologias da mandioca, materiais e práticas que os agricultores possam avaliar conforme suas necessidades.
A parceria entre Embrapa e Jirau Energia também foi mencionada durante a atividade. Conforme Miguel Ângelo do Amaral Lins, analista de socioeconomia da empresa, a cooperação ocorre há aproximadamente 15 anos e inclui iniciativas de avaliação de materiais para Rondônia e transferência de conhecimento.
Porto Velho destaca o peso da produção de mandioca
Ao divulgar o evento, a Prefeitura citou dados da Pesquisa Agrícola Municipal de 2025, do IBGE, e informou que Porto Velho produziu 135.420 toneladas de mandioca em 7.140 hectares. A administração municipal também apresentou a capital como líder estadual em volume produzido e área plantada.
Os números divulgados se referem ao conjunto do município no ano de 2025, e não apenas às propriedades de Nova Mutum Paraná. O IBGE reúne informações municipais sobre quantidade produzida, área plantada, área colhida e rendimento, indicadores que precisam ser interpretados conforme suas unidades e períodos de referência.
A mandioca integra ainda outra etapa importante da economia rural: a transformação da raiz em produtos como farinha. Em reportagem de 2 de novembro, a TVdoPOVO abordou os desafios do beneficiamento, da regularização e do acesso ao mercado em Porto Velho.
Manejo e custos entram no planejamento da lavoura
Para o produtor, avaliar as tecnologias da mandioca exige conhecer custos de produção, materiais de plantio e cuidados com pragas. A atividade em Nova Mutum Paraná reuniu esses assuntos em um mesmo espaço de troca entre instituições de pesquisa e pessoas ligadas à agricultura.
O secretário municipal de Agricultura, Douglas Bener, afirmou que ações desse tipo aproximam o conhecimento dos produtores. Já a participação de Emater, Semagric e demais parceiros reforçou o caráter conjunto da programação. A aplicação das técnicas apresentadas dependerá das condições de cultivo e do acompanhamento de cada propriedade.
O encontro levou tecnologias da mandioca a produtores da região, reunindo diferentes etapas da produção na mesma programação: preparo do solo, cuidados com pragas, custos e alternativas de cultivo.
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