O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou um foco de doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina. A confirmação ocorreu em 18 de outubro e foi divulgada pelo Mapa no dia 19. O estabelecimento mantinha aproximadamente 6 mil perus de corte.
A ocorrência não significa que exista foco da doença em Rondônia. No estado, a Idaron mantém ações regulares de sanidade avícola, como fiscalização de estabelecimentos, vigilância ativa, controle de documentação zoossanitária no trânsito de aves e atendimento de notificações. Até esta produção, não foi localizada publicação oficial que anuncie medidas extraordinárias em Rondônia motivadas especificamente pelo caso catarinense.
Foco de doença de Newcastle foi confirmado em granja de perus
Segundo o Mapa, a investigação foi conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina e a confirmação laboratorial ocorreu no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo. A propriedade foi interditada e a movimentação de aves foi suspensa.
As medidas de contenção incluem depopulação das aves, limpeza, desinfecção e investigação epidemiológica. Também foi definida uma área de restrição que alcança Nova Itaberaba, Coronel Freitas, Nova Erechim e Águas Frias, com aproximadamente 133 propriedades previstas para acompanhamento sanitário.
Doença viral exige vigilância e resposta rápida
A doença de Newcastle é uma enfermidade viral contagiosa que afeta aves e integra a lista de doenças de notificação obrigatória. A vigilância busca detectar rapidamente a circulação do vírus para que o serviço veterinário possa controlar movimentações, investigar contatos e reduzir o risco de disseminação entre plantéis.
Para a produção avícola, a resposta sanitária tem importância econômica e operacional. Medidas de biosseguridade, controle de acesso às criações, higiene de equipamentos e regularidade da documentação de trânsito ajudam a reduzir riscos, mas não significam que exista uma emergência sanitária em todos os estados.

Produtos avícolas inspecionados seguem seguros para consumo
O Mapa informou que produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanecem seguros para consumo. As aves da propriedade atingida ficaram no estabelecimento e não foram destinadas à produção de carne para consumidores.
Por isso, a confirmação da doença de Newcastle não sustenta orientação geral para evitar carne de aves ou ovos inspecionados. O foco da resposta oficial é impedir a disseminação da doença entre aves e proteger a cadeia produtiva.
Rondônia mantém rotina de vigilância sobre doenças avícolas
A Idaron informa que seu programa de sanidade avícola inclui vigilância epidemiológica, prevenção e controle de enfermidades como Newcastle e influenza aviária. Entre as ações listadas pela agência estão fiscalização de estabelecimentos avícolas, vigilância ativa, exigência de documentação zoossanitária para o trânsito e inspeção de aves transportadas.
Esse trabalho existe independentemente do foco em Santa Catarina. Não foi localizada, até esta produção, publicação da Idaron anunciando reforço extraordinário, fechamento de fronteiras ou suspensão geral do trânsito de aves em Rondônia por causa da ocorrência catarinense.
Produtores devem comunicar mortalidade ou sinais suspeitos
Atenção a aumento incomum de mortalidade, sinais respiratórios, alterações neurológicas e outros sintomas compatíveis com enfermidades de notificação obrigatória. Diante de suspeita, a orientação é procurar o serviço veterinário oficial e evitar movimentar aves doentes sem orientação técnica.
Para produtores de Rondônia, a informação mais útil é manter práticas de biosseguridade e os registros exigidos para o trânsito de animais. A doença de Newcastle exige acompanhamento contínuo, mas o cenário atual não sustenta afirmações de foco local ou de medidas extraordinárias no estado.
Consumidores, por sua vez, não precisam interpretar a ocorrência como ameaça generalizada aos alimentos. A orientação oficial é que produtos avícolas sob inspeção continuam seguros para consumo.
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