Relatos de OVNIs no Brasil feitos por pilotos brasileiros foram divulgados pelo Arquivo Nacional e chamam atenção pela descrição de luzes, objetos circulares e movimentos em velocidades muito superiores às de aeronaves comerciais. Os registros foram comunicados aos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo, os Cindactas, ligados à Força Aérea Brasileira.
Segundo os documentos, somente no ano passado cerca de 30 reportes sobre Objetos Voadores Não Identificados foram feitos ao órgão. A maior parte dos registros se concentrou na região Sul do país, principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os relatos de OVNIs no Brasil integram arquivos públicos que reúnem informações prestadas por pilotos e encaminhadas ao Arquivo Nacional.

Relatos de OVNIs no Brasil citam objeto dez vezes mais rápido que avião
Um dos registros mais chamativos foi protocolado em 7 de fevereiro. Nele, o piloto de uma aeronave relatou ter visto, por volta das 3h, uma luz nas cores vermelho e verde, em formato circular, com tamanho variando entre uma bola pequena e uma bola grande.
O avistamento ocorreu em Navegantes, no litoral de Santa Catarina. Segundo o relato, o objeto voava “dez vezes mais rápido que um avião comercial”. O documento ainda menciona que o piloto associou a ocorrência a outros episódios registrados em outubro de 2022 no mesmo setor.
Esse caso passou a ser um dos relatos de OVNIs no Brasil mais curiosos da nova leva de documentos, justamente pela descrição da velocidade, das cores e do formato circular observado durante o voo.
O que os documentos relatam
- Luzes coloridas: objetos em tons vermelho, verde, branco e alaranjado;
- Movimentos incomuns: trajetórias circulares e aproximação entre objetos;
- Alta velocidade: registros citam velocidade muito superior à de aviões comerciais;
- Maior concentração: parte dos relatos aparece no Sul do país;
- Destino dos arquivos: documentos foram encaminhados ao Arquivo Nacional.
Avistamentos também foram registrados perto de Porto Alegre
Outro piloto relatou ter visto um objeto parado por volta das 21h30, quando se aproximava para pouso no aeroporto de Porto Alegre. Segundo o registro, o objeto aumentava e diminuía de tamanho e apresentava cor branca ou alaranjada.
O documento informa ainda que o observador afirmou ter visto o mesmo tipo de objeto em quatro dias diferentes naquela semana. O detalhe reforça a sequência de registros que passaram a integrar os arquivos públicos sobre fenômenos aéreos não identificados.
Piloto relatou objetos a oito vezes a velocidade do som
Um profissional da aviação que seguia em direção a Santa Catarina também comunicou um avistamento. Segundo o relato, por volta das 2h do dia 21 de janeiro, quando sobrevoava Ilha Comprida, em São Paulo, ele visualizou de quatro a cinco objetos com luzes brancas intermitentes.
A velocidade descrita foi considerada muito alta. O piloto estimou que os objetos se deslocavam a, no mínimo, Mach 8, ou oito vezes a velocidade do som. Eles faziam movimentos circulares, por vezes formando um círculo e se aproximando e distanciando uns dos outros.
Casos citados nos arquivos
Luz circular vermelha e verde foi descrita como muito mais rápida que avião comercial.
Objeto branco ou alaranjado foi observado durante aproximação para pouso.
Piloto relatou objetos com luzes brancas e velocidade estimada em Mach 8.
Relatos de OVNIs no Brasil incluem voos comerciais
Em 5 de fevereiro, um piloto de companhia aérea que fazia um voo entre Belo Horizonte e Porto Alegre relatou ter visto de cinco a seis objetos durante a aproximação ao aeroporto Salgado Filho. Segundo ele, os objetos tinham tamanho parecido com faróis de aeródromos.
O relato afirma que o jato voava a cerca de 38 mil pés, aproximadamente 11,6 mil metros de altitude, e que os OVNIs estavam acima da aeronave, deslocando-se a uma velocidade entre três e quatro vezes a velocidade do som.
Há ainda registros feitos por pilotos em rotas como Brasília-Marabá, Sinop-Campinas e em sobrevoo pela região de Belém. Os relatos mencionam luzes amarelas, brancas, avermelhadas, formato de estrela e movimentos circulares acima do nível de voo.
Com isso, os relatos de OVNIs no Brasil mostram diferentes padrões de observação, envolvendo objetos luminosos, velocidades incomuns e manobras que os pilotos afirmaram não associar imediatamente a satélites, lixo espacial ou fenômenos conhecidos.
FAB diz que cataloga relatos e envia ao Arquivo Nacional
A Força Aérea Brasileira informou que todos os documentos, vídeos, fotografias e relatos disponíveis no âmbito do Comando da Aeronáutica sobre fenômenos aéreos não identificados, no período de 1952 a 2023, já foram transferidos ao Arquivo Nacional.
A FAB também afirmou que não realiza estudos ou análises sobre o tema. De acordo com a corporação, seu papel é catalogar as informações prestadas por terceiros e remetê-las periodicamente ao Arquivo Nacional, onde os documentos ficam em domínio público.
Companhias aéreas reforçam protocolos de segurança
A reportagem também menciona que a CNN procurou a Latam e a Azul, já que pilotos dessas companhias fizeram reportes ao Cindacta. A Azul informou que seus tripulantes seguem rigorosos protocolos de segurança e que qualquer eventualidade é comunicada ao controle de tráfego aéreo.
A Latam afirmou que seus tripulantes são treinados e orientados a reportar qualquer eventualidade de forma imediata ao controle de tráfego aéreo. A companhia disse ainda que segue padrões de segurança nacionais e internacionais.
Primeiro registro oficial de OVNI no Brasil é de 1952
Segundo o Arquivo Nacional, o primeiro registro oficial de avistamento de OVNI no Brasil é de 1952. A documentação inicial ocorreu na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e foi registrada com nove imagens fotográficas.
A busca no sistema virtual do Arquivo Nacional revela quase 1.000 registros relacionados a OVNIs no Brasil. Isso não significa, porém, que todos os casos sejam ligados a extraterrestres. Os registros podem envolver drones, estrelas, satélites, lixo espacial, balões meteorológicos ou fenômenos naturais.
Por isso, os relatos de OVNIs no Brasil divulgados pelo Arquivo Nacional devem ser lidos como registros documentais de fenômenos não identificados no momento da observação, e não como confirmação de origem extraterrestre.
Mais informações sobre documentos públicos e acervos oficiais podem ser consultadas no portal do Arquivo Nacional.
Fonte da notícia:
CNN Brasil





