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Câmara aprova PL da Dosimetria e reduz penas de Bolsonaro e aliados

PL da Dosimetria é aprovado na Câmara com plenário iluminado e deputados em votação
Câmara dos Deputados aprova o PL da Dosimetria, que reduz e recalcula penas de Bolsonaro e aliados.

A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira (10), o PL da Dosimetria, e o resultado provocou forte reação política em Brasília. A votação ocorreu após um dia de tensão no plenário, já que o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força pela Polícia Legislativa, o que gerou confusão, protestos e dificuldade de circulação para jornalistas. Mesmo com o clima instável, os parlamentares decidiram seguir com o processo.

Ao final da sessão, 291 deputados votaram a favor do texto e 148 se posicionaram contra. O projeto segue agora para o Senado, onde o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que pretende analisá-lo ainda em 2025. A aprovação representa uma vitória parcial para a oposição bolsonarista, que inicialmente defendia anistia ampla, mas passou a apoiar o acordo possível devido à falta de apoio político.

Mudanças previstas no projeto

O PL altera as regras de progressão de regime para condenados que mantêm bom comportamento. A partir da mudança, o avanço para o regime semiaberto ou aberto ocorre após o cumprimento de um sexto da pena. Até então, esse período correspondia a um quarto. No entanto, as novas regras não valem para crimes hediondos nem para réus reincidentes.

Além disso, o texto elimina a soma de penas em crimes contra o Estado Democrático de Direito, como tentativa de golpe ou abolição violenta do regime democrático. Essa medida reduz penas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro envolvidos em diferentes etapas da trama golpista.

O substitutivo também prevê redução de um terço a dois terços das penas em crimes cometidos em “contexto de multidão”, como ocorreu nos atos de 8 de Janeiro. Contudo, esse benefício exclui pessoas que financiaram ou lideraram as ações, o que mantém Bolsonaro fora desse recálculo específico.

Como Bolsonaro pode ser impactado

O relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), afirmou que o projeto altera diretamente o tempo necessário para Bolsonaro cumprir pena em regime fechado. Condenado a 27 anos e 3 meses por liderar a tentativa de golpe, o ex-presidente está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

A Vara de Execução Penal calculou que Bolsonaro só poderia avançar para o regime semiaberto em abril de 2033. Entretanto, com as novas regras, a defesa estima progressão dentro de três a quatro anos. Por isso, aliados celebraram a aprovação, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçou articulações políticas para acelerar a votação.

Sessão ocorre após conflito e protestos

A votação aconteceu poucas horas depois da retirada forçada de Glauber Braga do plenário. O deputado afirmou que permaneceria na Mesa Diretora para impedir o avanço de um processo de cassação contra ele, previsto para ser analisado nesta quarta-feira (10). A Polícia Legislativa retirou o parlamentar do local, e o episódio interrompeu as transmissões oficiais da Câmara, além de restringir o acesso de servidores e jornalistas.

Glauber acusa o ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), de articular sua cassação devido às críticas que fez sobre a distribuição de emendas parlamentares. Embora parlamentares governistas tenham tentado retirar o PL da pauta, os requerimentos foram rejeitados, e Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, decidiu manter a votação.

Fonte: Metrópoles

Inflação de 0,18% em dezembro faz IPCA voltar para a meta do governo

Inflação de 0,18 por cento faz IPCA voltar à meta com índice acumulado de 4,46 por cento em 12 meses exibido sobre fundo de supermercado.
Capa destaca a inflação de 0,18 por cento em novembro e o retorno do IPCA ao limite da meta após acumular 4,46 por cento em 12 meses.

A inflação oficial subiu 0,18% em novembro, segundo dados divulgados pelo IBGE sobre a inflação oficial de novembro. Com esse resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou a acumular 4,46% em 12 meses. Assim, o índice voltou ao limite da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional.

A meta de inflação para 2025 é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Portanto, o IPCA precisa permanecer entre 1,5% e 4,5% no acumulado de 12 meses. O indicador ficou acima desse intervalo por mais de um ano, porém retornou ao patamar considerado adequado pelo governo.

Mercado projeta inflação próxima da meta até o fim do ano

O boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, estima inflação de 4,40% ao fim de 2025. Dessa forma, o mercado mantém a expectativa de desaceleração gradual dos preços. Esse movimento ocorre porque alimentos, energia elétrica e combustíveis vêm apresentando variações mais moderadas.

Além disso, o Banco Central mudou o critério de avaliação da meta. Desde o início de 2025, a instituição considera o comportamento do índice nos 12 meses anteriores, e não apenas o acumulado até dezembro. A meta é considerada descumprida quando o IPCA fica fora do limite por seis meses consecutivos, o que não ocorre no momento.

Selic segue no maior nível desde 2006

O Comitê de Política Monetária anunciará, ainda esta semana, a nova taxa básica de juros. Hoje, a Selic está em 15% ao ano, nível mais alto desde 2006. O ciclo de alta começou em setembro do ano passado porque o Banco Central buscava conter a escalada inflacionária.

Juros mais elevados encarecem o crédito e reduzem o consumo. Por isso, a medida costuma ajudar no controle da inflação. Entretanto, empresas e setores produtivos reclamam do impacto nas atividades econômicas. Ainda assim, o BC considera essa estratégia essencial para reduzir a pressão sobre os preços. A inflação oficial de novembro serve como um termômetro para ajustes.

Como o IPCA é calculado

O índice mede o custo de vida de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.518. A cesta analisada inclui 377 subitens, que abrangem alimentação, transporte, saúde, habitação, educação e serviços.

A coleta de preços ocorre em dez regiões metropolitanas — como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre — além de capitais como Goiânia, Campo Grande, Brasília, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Dessa maneira, o levantamento oferece um retrato amplo do comportamento dos preços no país. A inflação oficial de novembro é um dado importante nesse cenário.

Fonte: Agência Brasil

Congresso promulga isenção de IPVA para veículos com mais de 20 anos

Capa sobre isenção de IPVA para veículos com mais de 20 anos, com fundo de trânsito e título em destaque.
Arte mostra o título da reportagem sobre a isenção do IPVA para veículos com mais de 20 anos, medida que pode beneficiar milhões de proprietários.

O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira (9) a PEC que institui a isenção de IPVA para veículos com mais de 20 anos de fabricação. A decisão padroniza a regra no país e, além disso, reduz diferenças entre os estados, já que cada um aplicava critérios próprios para liberar o benefício. Essa isenção de IPVA para veículos com mais de 20 anos agora é uma norma nacional.

A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) estima que até 7,7 milhões de veículos possam ser alcançados pela mudança. O impacto varia entre as unidades federativas, pois a isenção de IPVA para veículos com mais de 20 anos tem seu maior efeito em locais que ainda não adotavam isenções por idade.

Estados mais afetados pela mudança

Minas Gerais e Pernambuco sentem o maior impacto, porque nenhum dos dois oferecia isenção com base no tempo de uso do veículo. Em Minas, por exemplo, apenas automóveis com placa preta tinham esse direito. Agora, a nova regra amplia o alcance do benefício e, como resultado, 6,2 milhões de veículos passam a ser contemplados.

Outros estados já adotavam prazos diferentes. Amapá e Roraima liberavam veículos fabricados até 2015, enquanto Santa Catarina e Tocantins exigiam mais de 30 anos de fabricação. Assim, a PEC ajusta os critérios e cria um padrão nacional, embora preserve vantagens onde elas já existiam. Agora, a isenção de IPVA para veículos com mais de 20 anos é aplicada uniformemente.

Por que o prazo de 20 anos foi escolhido

O senador Cleitinho (Republicanos-MG), autor da proposta, explicou que o prazo de 20 anos reflete o aumento da idade média da frota brasileira após a pandemia. Os preços mais altos de carros novos e usados, somados à queda do poder de compra, fizeram com que muitos motoristas mantivessem seus veículos por mais tempo. Por isso, o prazo para isenção de IPVA foi considerado o mais adequado.

Até outubro de 2025, o país já registrava 47,5 milhões de veículos isentos por tempo de fabricação. São Paulo lidera o número de beneficiados, com 14,6 milhões.

Critérios estaduais continuam valendo onde são mais vantajosos

Durante a tramitação, o relator da PEC no Senado, Marcos Rogério (PL-RO), incluiu uma regra para preservar estados que já aplicavam prazos menores de isenção. A Câmara manteve o trecho, e o Congresso confirmou a mudança. Assim, motoristas que já possuíam condições mais vantajosas não perdem o direito.

Com isso, a PEC cria um padrão nacional sem retirar benefícios existentes.

O que muda na prática para os proprietários

Com a promulgação:

  • veículos com mais de 20 anos ficam isentos em todo o país;

  • estados com regras mais amplas continuam aplicando seus critérios;

  • a quantidade de beneficiados tende a crescer, especialmente porque a frota nacional envelheceu.

A medida reduz custos anuais para milhões de motoristas e traz maior previsibilidade tributária. Além disso, simplifica o entendimento das regras, já que o critério passa a ser igual para todo o território nacional.

O que representa a medida para os motoristas

A nova isenção do IPVA representa um avanço para os proprietários de veículos mais antigos. Embora o impacto varie entre os estados, a medida corrige diferenças, garante maior uniformidade e diminui gastos para quem depende do carro no dia a dia. O resultado é uma política mais clara, ampla e alinhada às condições econômicas atuais.

Fonte: G1

Porto Velho agora é Capital Nacional da Pesca Esportiva e da Observação de Aves

Pescador no Rio Madeira e ave em voo representam Porto Velho como Capital da Pesca Esportiva e da Observação de Aves
Porto Velho ganha reconhecimento nacional pela força do ecoturismo, pesca esportiva e observação de aves.

Cidade conquista novo reconhecimento nacional

A Câmara Municipal aprovou os projetos que transformam Porto Velho Capital da Pesca Esportiva e da Observação de Aves. A decisão ocorreu nesta terça-feira (9) e segue para sanção do Executivo Municipal. Com isso, a cidade fortalece sua posição no ecoturismo e amplia oportunidades de desenvolvimento sustentável.

Além disso, o reconhecimento valoriza a biodiversidade amazônica e impulsiona atividades que movimentam a economia local.

Pesca esportiva ganha políticas públicas e mais visibilidade

Pesca Esportiva reforça a imagem do grande potencial do nosso imenso rio Madeira

O PL nº 4959/2025 autoriza o município a usar oficialmente o título ligado à pesca esportiva. O Rio Madeira concentra mais de 800 espécies catalogadas, o que atrai turistas do Brasil e de outros países. Por isso, Porto Velho se destaca como única capital brasileira com esse potencial ecológico.

Na mesma sessão, os vereadores aprovaram o projeto que protege a pesca artesanal. A legislação reconhece a atividade como patrimônio cultural e essencial para comunidades ribeirinhas e tradicionais.

Município também se projeta no turismo de observação de aves

O segundo projeto aprovado reconhece a cidade como referência nacional na observação de aves. Porto Velho reúne mais de 700 espécies registradas, número apresentado por biólogos e pelo Clube de Observadores de Aves de Rondônia. Assim, o município se consolida como destino buscado por turistas que procuram espécies exóticas na Amazônia.

Essa atividade vem crescendo no país e amplia o mercado para guias, pousadas e operadores especializados.

Gestores destacam avanço histórico para o turismo

Para o titular da Semtel, Paulo Moraes Júnior, a aprovação marca “um momento histórico” para a capital. Ele ressalta que o turismo é uma das bases econômicas da região. Dessa forma, a nova titulação reforça a credibilidade do setor.

O secretário Executivo de Turismo, Aleks Palitot, afirma que a pesca esportiva fortalece a imagem do Rio Madeira, já que o local possui mais de 1.050 espécies. Além disso, ele explica que o birdwatching coloca Porto Velho à frente de outras capitais pela quantidade e qualidade de aves presentes na região.

Representantes da Fepearo também comemoraram a aprovação. Para eles, a lei devolve dignidade aos pescadores do alto e baixo Madeira e reconhece o valor social da atividade.

Novo cenário impulsiona ecoturismo e desenvolvimento sustentável

Com os projetos aprovados, Porto Velho Capital da Pesca Esportiva deixa de ser apenas um conceito e se torna uma estratégia oficial. Assim, o município cria bases sólidas para atrair visitantes, movimentar negócios e valorizar práticas que dependem da conservação ambiental.

Além disso, o fortalecimento da pesca artesanal e do birdwatching abre caminhos para aumentar renda, ampliar serviços e promover o turismo sustentável na Amazônia.

Novas regras da CNH entram em vigor e mudam processo de habilitação

Pessoa segurando um smartphone com a CNH digital aberta na tela, ao lado do título “Novas regras da CNH entram em vigor”.
Capa destaca a entrada em vigor das novas regras da CNH, que simplificam etapas, reduzem custos e ampliam o acesso à habilitação no Brasil.

O governo federal oficializou as novas regras da CNH, que transformam o processo de formação de condutores no país. Além disso, a regulamentação busca simplificar etapas, reduzir custos e ampliar o acesso de milhões de brasileiros. Como resultado, pessoas que antes não tinham condições financeiras passam a enxergar uma oportunidade real de obtenção da habilitação. Ao mesmo tempo, o governo lançou uma versão modernizada da Carteira Digital de Trânsito, reforçando a digitalização dos serviços públicos.

Lula destaca impacto social da mudança

Durante a cerimônia de regulamentação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o antigo modelo excluía a população mais pobre. Por isso, a mudança representa, segundo ele, um avanço social. Além disso, Lula destacou que o preço médio de R$ 4 mil impedia o acesso de milhões de brasileiros. Dessa forma, ao reduzir custos e ampliar possibilidades, o governo pretende garantir mais dignidade e condições de trabalho à população. Ao final, o presidente reafirmou que dirigir, para muitos, significa sobrevivência.

Redução de até 80% no custo da habilitação

O ministro dos Transportes, Renan Filho, reforçou que as mudanças na CNH modernizam a formação de condutores. Segundo ele, a procura estava praticamente parada porque os candidatos aguardavam a regulamentação. Agora, com a nova resolução, o custo poderá cair em até 80%. Assim, a expectativa do governo é atender cerca de 100 milhões de brasileiros que possuem a carteira ou desejam iniciar o processo. Além disso, a flexibilização deve estimular o retorno da demanda reprimida.

O que muda na prática

A resolução aprovada pelo Contran altera vários pontos do sistema. Consequentemente, o processo se torna mais flexível e adaptado à realidade financeira dos candidatos. Em seguida, veja as mudanças principais.

Abertura do processo

A abertura poderá ser feita pelo site do Ministério dos Transportes ou pelo aplicativo da Carteira Digital de Trânsito. Com isso, o início do processo fica mais simples e rápido. Além disso, o candidato não precisa mais se deslocar até o Detran apenas para iniciar o cadastro.

Aulas teóricas

O governo disponibilizará gratuitamente todo o conteúdo teórico online. No entanto, quem preferir continuar frequentando autoescolas poderá fazê-lo normalmente. Dessa maneira, os candidatos ganham liberdade para escolher o formato de estudo.

Aulas práticas

As aulas obrigatórias caem de 20 horas para duas horas mínimas. Além disso, o candidato pode optar por instrutores autônomos credenciados, autoescolas ou até preparação personalizada. Também será permitido utilizar o veículo próprio durante as aulas, o que reduz custos e facilita a prática. Por consequência, o processo se torna mais acessível.

Provas

As provas teórica e prática continuam obrigatórias. Entretanto, outras etapas, como exame médico e coleta biométrica, permanecem presenciais no Detran. Dessa forma, o controle de segurança é mantido. Ainda assim, o número total de deslocamentos do candidato diminui.

Instrutores

Os instrutores autônomos serão credenciados e fiscalizados pelos órgãos estaduais. Além disso, sua identificação ficará integrada à Carteira Digital de Trânsito. Assim, o processo mantém controle e transparência, mesmo com a flexibilização.

Milhões ainda dirigem sem habilitação

Dados da Secretaria Nacional de Trânsito mostram que 20 milhões de brasileiros dirigem sem CNH. Enquanto isso, outros 30 milhões têm idade para se habilitar, mas nunca iniciaram o processo por falta de recursos. Diante desse cenário, o governo acredita que a regulamentação pode reduzir significativamente o número de condutores irregulares. Com isso, a expectativa é melhorar a segurança e ampliar o acesso ao trânsito legal.

O que esperar daqui para frente

A entrada em vigor das novas regras da CNH representa uma das maiores modernizações do sistema de trânsito brasileiro. Com todas essas mudanças, o processo fica mais simples, barato e acessível. Por fim, o governo espera que milhões de pessoas tenham condições reais de obter a carteira de motorista e, consequentemente, ampliar suas oportunidades profissionais e sociais.

Fonte: CNN Brasil

Nova vacina do Butantan contra dengue inicia fase de imunização

Profissional de saúde aplicando vacina no braço de um paciente durante campanha contra a dengue.
Profissional aplica dose da nova vacina do Butantan contra a dengue em paciente da Atenção Primária.

A nova vacina do Butantan contra dengue começará a imunizar os profissionais da Atenção Primária à Saúde. O Ministério da Saúde apresentou a estratégia nesta terça-feira (9) e explicou que esses trabalhadores convivem diariamente com casos suspeitos. Por isso, o governo decidiu priorizar esse grupo e acelerar a proteção.

Trabalhadores da linha de frente entram na prioridade

As primeiras 1,3 milhão de doses chegarão às unidades de saúde até o fim de janeiro de 2026. Assim, agentes comunitários, agentes de endemias, enfermeiros, médicos e técnicos receberão o imunizante antes do restante da população. Eles atendem a maior parte dos pacientes e, portanto, enfrentam maior risco de contaminação.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou a importância dessa etapa. Ele afirmou que a Atenção Primária funciona como porta de entrada dos casos de dengue e, dessa forma, precisa de proteção imediata. Segundo ele, a medida fortalece a resposta nacional e reduz a sobrecarga das equipes.

Vacinação vai avançar de maneira gradual

Depois da entrega inicial, o Ministério da Saúde ampliará a campanha para toda a população. A vacinação começará pelos adultos mais velhos, com 59 anos, e seguirá até a faixa mínima de 15 anos. Dessa maneira, o governo pretende avançar com segurança conforme novas doses forem liberadas.

A produção aumentará com o apoio da farmacêutica chinesa WuXi Vaccines. A empresa mantém acordo de desenvolvimento e transferência de tecnologia com o Butantan, o que permite elevar a escala industrial e acelerar o acesso ao imunizante.

Botucatu terá avaliação específica da eficácia

Outra parte das doses irá para Botucatu, em São Paulo. A cidade registrou predominância do sorotipo DENV-3, associado a maior gravidade clínica. Por essa razão, o município servirá como área de avaliação e iniciará a vacinação diretamente no público de 15 a 59 anos.

De acordo com os dados enviados à Anvisa, a vacina demonstrou eficácia de 74,7% contra casos sintomáticos e proteção de 89% contra formas graves. Esses resultados reforçam a confiança na estratégia de imunização.

Imunizante de dose única reforça a resposta nacional

A nova vacina do Butantan contra dengue é o primeiro imunizante de dose única do mundo contra a doença. Esse formato facilita a ampliação da cobertura, melhora a adesão e reduz a necessidade de retornos às unidades de saúde. Além disso, o país enfrenta novos ciclos de transmissão, o que torna a vacina ainda mais necessária.

O Ministério da Saúde afirma que a imunização dos profissionais da Atenção Primária fortalecerá a rede pública. Dessa forma, o sistema de saúde ficará mais preparado para responder ao avanço da dengue e evitar novos surtos.

Fonte: CNN Brasil

Japão emite alerta inédito para possível megaterremoto após forte tremor

Rua no Japão destruída após terremoto, com carro preso em área colapsada e alerta de possível megaterremoto emitido pelo governo.
Carro fica preso em via que cedeu após forte tremor no norte do Japão; governo emitiu alerta inédito de megaterremoto.

O governo do Japão emitiu um alerta inédito de megaterremoto, após um tremor de magnitude 7,5 atingir o nordeste do país na noite de segunda-feira (8). A Agência Meteorológica afirmou que, com base em dados globais, existe a possibilidade de um abalo de magnitude igual ou superior a 8 ocorrer nos próximos dias ao longo da Fossa do Japão e da Fossa de Chishima.

Segundo Morikubo Tsukasa, representante do gabinete da primeira-ministra para preparação contra desastres, o tremor recente pode desencadear atividade sísmica mais intensa. “Ainda não sabemos se um evento dessa proporção vai ocorrer. Mesmo assim, todos precisam seguir o alerta e adotar medidas para proteger suas vidas”, afirmou.

Evacuações, feridos e danos estruturais

BBC – Um carro ficou preso em uma estrada que desabou em Tohoku, no norte do Japão. — Foto: EPA

O tremor deixou ao menos 30 feridos e obrigou milhares de moradores a deixarem suas casas. Como consequência direta do impacto, a região de Aomori registrou ondas de até 70 centímetros, o que levou à emissão de um alerta de tsunami. O aviso foi cancelado pouco depois, embora equipes de monitoramento tenham mantido a vigilância.

O terremoto ocorreu às 23h15 (11h15 no horário de Brasília), a 50 km de profundidade e a cerca de 80 km da costa. Por causa disso, estradas cederam, veículos ficaram presos e várias áreas ficaram sem energia. Além disso, serviços ferroviários foram suspensos por tempo indeterminado.

A primeira-ministra Sanae Takaichi pediu que a população revise seus protocolos de segurança. “Fixem seus móveis, organizem seus kits de emergência e estejam prontos para evacuar caso novos tremores aconteçam”, declarou.

Monitoramento em tempo real e atenção às usinas nucleares

Imediatamente após o tremor, o governo ativou o centro de gerenciamento de crises e mobilizou equipes para avaliar os danos e reforçar o atendimento às comunidades afetadas. A empresa Tohoku Electric Power informou que não encontrou anomalias nas usinas nucleares de Higashidori e Onagawa, avaliadas logo após o impacto.

As autoridades também comunicaram à Agência Internacional de Energia Atômica que não houve irregularidades na usina desativada de Fukushima, cenário do desastre de 2011 que devastou cidades inteiras após um abalo de magnitude 9,0 e o consequente tsunami.

Região historicamente vulnerável

O Japão está localizado em uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo. Por isso, o país registra cerca de 1,5 mil terremotos por ano. Além disso, estudos divulgados no início deste ano apontam uma probabilidade entre 60% e 90% de que a Fossa de Nankai registre um megaterremoto nos próximos 30 anos.

Esse cenário preocupa especialistas, já que eventos dessa escala podem provocar danos bilionários e resultar em milhares de vítimas. Diversos abalos históricos na região reforçam a urgência das recomendações feitas pelo governo.

Próximos passos e medidas de prevenção

As autoridades continuam analisando a atividade sísmica, enquanto atualizam boletins de orientação para as áreas mais vulneráveis. Embora o alerta não confirme que um megaterremoto vai ocorrer, ele exige atenção máxima das comunidades costeiras, especialmente daquelas localizadas em rotas de tsunami.

Nos próximos dias, a Agência Meteorológica deve divulgar novos relatórios, conforme os sensores nacionais e internacionais coletarem dados adicionais.

Fonte: G1

Corpo, acidez e doçura: a tríade sensorial que define um café especial

Cena ilustrativa de café especial com coador, vapores e xícara em ambiente aconchegante
Capa ilustrativa destacando corpo, acidez e doçura como elementos essenciais do café especial.

À medida que o consumo evolui, o interesse pelo café especial cresce rapidamente. Isso acontece porque muitos consumidores começam a perceber que, além da bebida quente e escura do cotidiano, existe um universo sensorial muito mais amplo. Por isso, três atributos fundamentais orientam qualquer avaliação profissional: corpo, acidez e doçura. Quando esses elementos se combinam de modo equilibrado, a xícara revela profundidade, complexidade e personalidade.

Corpo: a estrutura que dá presença à xícara

O corpo determina a sensação tátil do café especial na boca. Em outras palavras, ele define peso, textura e permanência. Conforme o método de processamento, a variedade botânica e a torra, o corpo pode se apresentar leve, semelhante ao de um chá, ou, então, denso, cremoso e aveludado. Além disso, é o corpo que influencia se a bebida se expande pela língua ou se desaparece rapidamente após o gole.

Por isso, especialistas o consideram um dos pilares da qualidade sensorial. Sem uma boa estrutura, os demais atributos dificilmente se equilibram.

Acidez: o brilho que traz vivacidade e definição

A acidez, no contexto do café especial, não tem relação com desconforto gástrico. Pelo contrário, ela adiciona brilho, vivacidade e definição à xícara. Além disso, a acidez pode remeter a maçã verde, frutas cítricas, frutos vermelhos ou frutas tropicais. Essas variações dependem, sobretudo, da origem, da altitude, da maturação do fruto e da torra adotada.

Quando a acidez é baixa, o café tende à monotonia. Porém, quando ela aparece de forma organizada e equilibrada, o resultado se torna mais elegante, complexo e envolvente.

Doçura: o equilíbrio natural que revela o potencial do grão

A doçura é um dos atributos mais valorizados no café especial, visto que corresponde ao dulçor natural do grão maduro — e não ao açúcar adicionado. Assim, notas de mel, caramelo, chocolate, rapadura, frutas secas ou açúcar mascavo podem surgir quando o terroir favorece e a torra é precisa.

Além disso, torrefações modernas têm buscado ressaltar essa doçura sem mascarar corpo ou acidez. Dessa forma, a bebida ganha profundidade, equilíbrio e identidade.

Harmonia: a união que transforma a experiência sensorial

Embora cada atributo seja importante individualmente, nenhum deles define sozinho um café especial. Isso ocorre porque a verdadeira qualidade está na harmonia. Quando corpo, acidez e doçura se integram sem que um domine o outro, a xícara se torna memorável.

Consequentemente, essa sinergia transforma a bebida em uma experiência sensorial completa — capaz de emocionar, envolver e despertar o desejo de repetir.

Fonte: CNN Brasil

Novas pistas: como rupturas no DNA influenciam o surgimento do câncer

DNA com rupturas luminosas sendo analisado por elementos visuais de inteligência artificial em fundo azul científico.
Ilustração mostra rupturas na estrutura do DNA destacadas por IA, conceito ligado a falhas genômicas que podem favorecer o câncer.

A ciência começa a enxergar o câncer por um ângulo diferente. IA expõe quebras no DNA ligadas ao câncer, que são mais importantes do que se imaginava. Em vez de olhar apenas para mutações genéticas, pesquisadores agora identificam como pequenas rupturas no DNA podem alterar a arquitetura do genoma e favorecer a formação de tumores. Essa descoberta, apresentada na ASH 2025, reforça que rupturas no DNA e câncer estão mais interligados do que se imaginava.

A estrutura 3D do DNA como gatilho do câncer

Segundo o estudo liderado por Martin Rivas, do Sylvester Comprehensive Cancer Center, o problema não está apenas em “genes defeituosos”. Acontece, sobretudo, quando a estrutura tridimensional do DNA perde estabilidade. Nesse processo, proteínas como SMC3 e CTCF — verdadeiras “engenheiras estruturais” — deixam de conectar regiões essenciais do genoma, o que é exposto pela IA em relação ao câncer e suas ligações com quebras no DNA.

Como consequência, genes supressores de tumor como Tet2, Kmt2d e Dusp4 deixam de atuar no momento certo. Embora discretas, essas falhas mudam profundamente o funcionamento celular, o que explica o avanço silencioso de certos linfomas.

IA expõe padrões invisíveis no genoma

Para identificar essas rupturas, os pesquisadores utilizaram IA aliada a grandes bancos de dados biológicos. A tecnologia analisou, de forma integrada, mapas Hi-C, sequenciamento de RNA de célula única e perfis epigenéticos. Dessa forma, a IA revelou padrões que seriam impossíveis de detectar a olho nu, especialmente loops de curto alcance que mantêm genes essenciais ativados, mostrando então que quebras no DNA estão diretamente ligadas a aspectos do câncer.

Assim, quando metade das proteínas estruturais se perde, o DNA já não consegue manter suas conexões internas. Isso prende células B em um estágio intermediário, impedindo sua maturação e abrindo espaço para linfomas agressivos, como o LDGCB.

Impacto clínico e novas estratégias terapêuticas

O estudo aponta que pacientes com baixa expressão de SMC3 possuem prognóstico pior, indicando que a arquitetura do genoma pode servir como biomarcador. Alem disso, o trabalho sugere que futuras terapias poderão restaurar a estrutura tridimensional do DNA, em vez de apenas corrigir mutações isoladas, algo que a IA considera ao expor quebras no DNA ligadas a casos de câncer.

Essa abordagem permitiria reconstruir “rotas genômicas” perdidas, devolvendo a ativação correta de genes de defesa e reduzindo o risco de progressão tumoral.

Falhas no DNA favorecem o câncer

As descobertas mostram que rupturas no DNA e câncer formam um campo de estudo decisivo para a medicina moderna. À medida que a IA revela detalhes invisíveis da biologia, novas possibilidades terapêuticas surgem — especialmente para linfomas que evoluem silenciosamente por falhas na arquitetura genômica. Restabelecer essas conexões internas pode ser a chave para tratamentos mais precisos e eficazes, conforme expõem as quebras no DNA relacionadas ao câncer.

Fonte: Olhar Digital

Pagamento da segunda parcela do 13º injeta R$ 131 milhões na economia de RO

Pagamento do 13º salário injeta R$ 131 milhões na economia de Rondônia
Arte mostra destaque para recursos do 13º salário que movimentam a economia do estado.

Recurso chega em momento de alta movimentação financeira

O Governo de Rondônia paga, nesta sexta-feira (12), a segunda parcela do 13º salário dos servidores do Poder Executivo. Este pagamento injetará R$ 131 milhões na economia de Rondônia. O repasse reforça a valorização do funcionalismo e, além disso, aumenta a circulação de dinheiro no estado. O movimento ocorre justamente no período de maior atividade no comércio e nos serviços.

A medida reforça o compromisso do estado com a valorização do funcionalismo público e contribui de forma expressiva para o aquecimento da economia rondoniense

Segundo a Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), o valor líquido que entra na economia é de R$ 131.319.136,46. O montante já considera as antecipações e os descontos previstos em lei. Com isso, os recursos chegam de forma direta a vários setores produtivos e fortalecem o ritmo econômico das cidades rondonienses.

Estrutura do 13º salário em 2025

A folha total do 13º salário em 2025 soma R$ 451.043.482,75 em proventos brutos. Em julho, o governo antecipou R$ 216.056.079,26, o que reduziu significativamente o valor da parcela final.
Assim, a segunda parcela corresponde a R$ 234.987.403,49 antes dos descontos legais.

Esses números mostram, portanto, que o estado conseguiu manter previsibilidade e organização nas contas públicas ao longo do ano.

Gestão destaca responsabilidade fiscal e valorização do servidor

Para o governador Marcos Rocha, o pagamento demonstra equilíbrio fiscal e respeito ao servidor.
“Mais uma vez, Rondônia honra seus servidores e reafirma o compromisso com uma gestão pública séria e eficiente. O pagamento do 13º valoriza quem trabalha pelo nosso estado e impulsiona a economia, gerando renda, fortalecendo o comércio e apoiando milhares de famílias neste período tão importante do ano”, afirmou.

O secretário de Finanças, Luís Fernando Pereira da Silva, também destacou o impacto positivo. Segundo ele, o repasse garante segurança aos servidores e, ao mesmo tempo, movimenta mais de R$ 131 milhões na economia local. Assim, o governo mantém o avanço do estado com planejamento e controle das contas públicas.

Impacto direto no consumo e no setor produtivo

O recurso adicional deve impulsionar o comércio, melhorar o fluxo de caixa das empresas e reforçar a confiança das famílias. Além disso, o aquecimento econômico tende a se espalhar por toda a cadeia produtiva, desde serviços até pequenas e médias empresas.

O governo afirma que continuará trabalhando para garantir saúde fiscal, fortalecer os servidores e sustentar o crescimento econômico de Rondônia.

Fonte: Governo de Rondônia

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Governo revoga tarifas de 105 produtos importados e reduz imposto sobre eletrônicos após revisão técnica e pressão do setor produtivo.
Gilmar Mendes anula quebra de sigilos de empresa ligada à família de Toffoli

Gilmar anula quebra de sigilos da empresa ligada a Toffoli

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Gilmar anula quebra de sigilos de empresa ligada a Toffoli e afirma que CPI cometeu abuso de poder e desvio de finalidade.
Imagem aérea mostra Rio Pomba transbordado após temporal em Cataguases deixando bairros completamente alagados

Chuva extrema em Cataguases provoca enchente histórica

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Temporal em Cataguases deixa mais de 500 pessoas fora de casa após 220 mm de chuva e mantém buscas por desaparecido.