Mega-Sena acumula e pode pagar prêmio de R$ 102 milhões no sorteio desta quinta-feira
A Mega-Sena pode pagar um prêmio estimado em R$ 102 milhões no concurso 2.966, cujo sorteio acontece na noite desta quinta-feira (29), em São Paulo. O valor acumulou após ninguém acertar as seis dezenas no concurso anterior, realizado na terça-feira.
As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), tanto nas casas lotéricas credenciadas quanto pela internet, por meio do site ou aplicativo oficial das Loterias Caixa.
Sorteio acontece às 21h
O sorteio do concurso 2.966 está marcado para 21h, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais da Caixa. Caso apenas um apostador acerte as seis dezenas, ele levará sozinho o prêmio milionário. Se houver mais de um ganhador, o valor será dividido.
Valor da aposta e como jogar
A aposta mínima da Mega-Sena custa R$ 6 e permite a escolha de seis números entre os 60 disponíveis no volante. Quanto mais dezenas forem marcadas, maiores são as chances de ganhar — porém, o preço da aposta também aumenta.
As apostas online podem ser pagas via Pix, cartão de crédito ou internet banking, no caso de correntistas da Caixa. Para participar, é necessário ter 18 anos ou mais.
Probabilidade de ganhar o prêmio
Segundo a Caixa Econômica Federal, a chance de ganhar o prêmio principal com uma aposta simples de seis dezenas é de 1 em 50.063.860. Já uma aposta com 20 dezenas, que custa mais de R$ 230 mil, eleva a probabilidade para 1 em 1.292.
Três sorteios por semana
A Mega-Sena realiza três sorteios semanais, sempre às terças, quintas e sábados. Caso ninguém acerte as seis dezenas, o prêmio acumula para o concurso seguinte, aumentando ainda mais a expectativa dos apostadores.
Tecnologia desenvolvida no Brasil produz colágeno em laboratório sem necessidade de abate de jumentos.
Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma tecnologia inovadora capaz de produzir, em laboratório, um colágeno com as mesmas propriedades daquele tradicionalmente extraído da pele de jumentos. A descoberta representa um avanço científico relevante e, ao mesmo tempo, uma alternativa concreta para evitar o abate em larga escala de animais que hoje enfrentam risco real de extinção no Brasil.
A pesquisa é conduzida pelo Laboratório de Zootecnia Celular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e utiliza um método conhecido como fermentação de precisão, já aplicado em outros segmentos da biotecnologia. Com a nova técnica, o colágeno é produzido sem a necessidade de criação, exploração ou morte dos animais.
Extinção acelerada preocupa pesquisadores
Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam um cenário alarmante. Entre 1996 e 2024, a população de jumentos no Brasil caiu cerca de 94%.
“De cada 100 jumentos que existiam há 30 anos, hoje restam apenas seis”, afirma Patricia Tatemoto, coordenadora da pesquisa e doutora pela Universidade de São Paulo (USP).
Segundo os pesquisadores, o principal fator para essa redução é o abate extrativista dos animais para atender à demanda do mercado internacional de ejiao, uma gelatina medicinal tradicional muito valorizada na China e produzida a partir do colágeno animal. O setor movimenta aproximadamente US$ 1,9 bilhão por ano e pode dobrar de valor até 2032.
Como o colágeno é produzido em laboratório
A tecnologia brasileira se baseia na inserção do DNA responsável pela produção do colágeno do jumento em leveduras. A partir desse processo, os micro-organismos passam a produzir a proteína dentro de biorreatores, em um sistema semelhante ao utilizado na fabricação de cerveja.
“O produto final apresenta alta pureza e elimina totalmente a necessidade de criação animal, uso de pastagens ou abate”, explica Carla Molento, coordenadora do laboratório da UFPR.
De acordo com a equipe, as etapas mais complexas da pesquisa já foram superadas. O próximo passo é transformar a levedura em uma verdadeira biofábrica de colágeno.
Próximos passos e investimentos
As fases iniciais de bancada foram concluídas em 2025. Agora, os pesquisadores buscam captar cerca de US$ 2 milhões para ampliar a produção em biorreatores e validar a tecnologia em escala industrial.
A meta é apresentar a chamada prova de conceito até dezembro de 2026, com a produção das primeiras miligramas integrais de colágeno. Caso o financiamento seja confirmado, a produção em escala piloto pode começar em 2027.
O modelo de negócio previsto é do tipo B2B, com transferência da tecnologia para empresas responsáveis pela produção dos itens finais destinados ao mercado global.
Menor impacto ambiental e preservação da espécie
Além de atender a um mercado em expansão, a tecnologia desenvolvida no Brasil reduz significativamente o impacto ambiental. Em um único galpão com biorreatores, é possível produzir grandes volumes de proteína com menor consumo de recursos naturais.
O projeto já conta com financiamento do Ministério do Meio Ambiente e parceria com a Universidade de Wageningen, na Holanda, referência internacional em proteínas alternativas.
Na avaliação dos pesquisadores, a iniciativa representa uma solução técnica eficiente para manter um mercado ativo sem comprometer a sobrevivência da espécie. Uma resposta científica a um problema ambiental que, até pouco tempo atrás, parecia não ter saída.
Projeto capacita internas com artesanato de plantas e abre caminho para trabalho e renda após o cumprimento da pena.
O governo de Rondônia desenvolve ações voltadas à ressocialização de mulheres privadas de liberdade, aliando capacitação profissional, cuidado ambiental e inclusão social. Um desses projetos é o curso prático de montagem de kokedamas, técnica artesanal japonesa de cultivo de plantas sem o uso de vasos, realizado na Casa de Detenção de Pimenta Bueno.
A iniciativa ocorreu no dia 18 de janeiro e teve como público-alvo as internas da ala feminina da unidade prisional. O objetivo é oferecer novas habilidades artesanais, criando oportunidades reais de autonomia financeira e reinserção no mercado de trabalho após o cumprimento da pena.
Capacitação técnica e certificação
O curso foi promovido pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), em parceria com a Associação de Assistência aos Condenados (A.A.C.) de Pimenta Bueno. Durante a atividade, as participantes receberam orientações técnicas sobre o preparo do substrato, montagem das bolas de musgo e cuidados com as plantas.
Ao final da capacitação, todas as internas foram certificadas, comprovando a aptidão para o exercício da atividade artesanal. A certificação representa um passo importante no processo de ressocialização, ao reconhecer formalmente o aprendizado adquirido dentro do sistema prisional.
Humanização e redução da reincidência
A ação reforça o compromisso do estado com a humanização do sistema prisional, utilizando o trabalho e a educação como instrumentos de transformação social. O projeto também contribui para a redução da reincidência criminal, ao oferecer alternativas concretas de qualificação profissional.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou a importância da iniciativa. Segundo ele, investir em capacitação é fundamental para garantir que essas mulheres retornem à sociedade com novas perspectivas. “Estamos transformando o sistema prisional em um espaço de aprendizado. Com qualificação e trabalho, garantimos dignidade e novas oportunidades”, afirmou.
Parcerias e acesso ao mercado de trabalho
Além da capacitação técnica, o projeto avança para uma nova etapa: a geração de renda. Está em fase de planejamento a formalização de um convênio entre a Associação de Assistência aos Condenados, uma empresa privada e a Casa de Detenção de Pimenta Bueno.
O objetivo é permitir a contratação formal da mão de obra das internas capacitadas, integrando a produção das kokedamas a uma cadeia comercial. A parceria público-privada é considerada estratégica para transformar o período de reclusão em uma oportunidade concreta de qualificação profissional e inclusão produtiva.
Para o secretário da Sejus, Marcus Rito, a iniciativa demonstra que a integração entre o poder público e a iniciativa privada é essencial para consolidar a ressocialização. Ele ressalta que, quando o estado qualifica e o setor produtivo absorve essa mão de obra, cria-se um ciclo positivo de cidadania, desenvolvimento econômico e segurança social.
Ressocialização com impacto social
O projeto de artesanato com plantas se soma a outras ações desenvolvidas em Rondônia que buscam reintegrar pessoas privadas de liberdade à sociedade, fortalecendo valores de cidadania, responsabilidade social e respeito ao meio ambiente.
Ao unir capacitação técnica, geração de renda e parcerias estratégicas, a iniciativa demonstra que políticas públicas bem estruturadas podem transformar realidades e oferecer novos caminhos para quem busca recomeçar.
Explosão do ônibus espacial Challenger ocorreu 73 segundos após o lançamento e foi transmitida ao vivo pela TV.
Há exatos 40 anos, em 28 de janeiro de 1986, o lançamento do ônibus espacial Challenger terminou em tragédia diante de milhões de telespectadores ao redor do mundo. Apenas 73 segundos após a decolagem, a nave se desintegrou no céu da Flórida, matando todos os sete tripulantes a bordo e marcando para sempre a história do programa espacial dos Estados Unidos.
O acidente ocorreu durante a missão STS-51-L, lançada do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral. A explosão do Challenger foi transmitida ao vivo pela televisão e acompanhada por um público estimado em dezenas de milhões de pessoas, incluindo estudantes que assistiam ao evento em salas de aula.
A tripulação do Challenger era formada pelo comandante Dick Scobee, o piloto Michael Smith, os especialistas Ellison Onizuka, Judith Resnik e Ronald McNair, o engenheiro Gregory Jarvis e a professora Christa McAuliffe. Todos morreram no desastre.
Uma missão com forte apelo educacional
A tripulação do ônibus espacial Challenger. Na fileira de baixo, da esquerda para a direita: Michael Smith, Dick Scobee e Ronald McNair. Na fileira de cima, da esquerda para a direita: Ellison Onizuka, Christa McAuliffe, Gregory Jarvis e Judith Resnik. Todos morreram no desastre, com transmissão ao vivo pela TV. Crédito: NASA
A missão tinha grande visibilidade pública e simbólica. A NASA pretendia aproximar a exploração espacial da sociedade, especialmente das escolas, levando ao espaço a professora Christa McAuliffe, selecionada entre milhares de educadores no projeto Professor no Espaço.
Durante o voo, McAuliffe gravaria aulas e realizaria experimentos educacionais, tornando-se a primeira professora a ensinar diretamente do espaço. A proposta transformou o lançamento em um evento acompanhado por crianças e adolescentes em diversos países.
Além do caráter educativo, a missão também tinha objetivos técnicos e científicos, como o lançamento de um satélite de rastreamento e a operação do satélite Spartan Halley, voltado à observação do cometa Halley durante sua aproximação do Sol.
Explosão ocorreu no momento de maior estresse da nave
No dia do lançamento, uma onda de frio incomum na Flórida provocou a formação de gelo na plataforma. A decolagem chegou a ser adiada, mas acabou autorizada às 13h38 (horário de Brasília).
A explosão aconteceu quando o ônibus espacial Challenger atravessava o chamado “Max-Q”, fase de maior estresse aerodinâmico durante a subida. Os espectadores viram a nave se desintegrar no ar, seguida pela separação dos foguetes auxiliares. Não houve sobreviventes.
O impacto visual do acidente, transmitido ao vivo, transformou o episódio no primeiro grande desastre tecnológico com vítimas fatais testemunhado em tempo real por um público tão amplo.
Investigação apontou falhas técnicas e de gestão
Após o acidente, o governo dos Estados Unidos criou a Comissão Rogers para investigar as causas da tragédia. O relatório final, divulgado em junho de 1986, concluiu que a explosão foi provocada pela falha de uma vedação de borracha (O-ring) em um dos foguetes auxiliares.
As baixas temperaturas comprometeram o material, permitindo o vazamento de gases quentes que atingiram o tanque principal de combustível. A investigação também revelou falhas graves de comunicação interna. Engenheiros da NASA e da empresa contratada haviam alertado sobre os riscos do lançamento, mas as preocupações não foram tratadas com o rigor necessário.
O caso tornou-se referência mundial em debates sobre gestão de riscos, tomada de decisão e cultura organizacional em grandes instituições.
Legado e memória
O desastre do Challenger levou à suspensão do programa de ônibus espaciais por quase três anos. A NASA reformulou projetos, reforçou protocolos de segurança e criou novos canais para garantir que alertas técnicos chegassem aos tomadores de decisão.
Desde então, a agência instituiu o Dia da Lembrança, realizado anualmente no fim de janeiro, para homenagear as tripulações das missões Apollo 1, Challenger e Columbia. Quatro décadas depois, a explosão do ônibus espacial Challenger segue como um divisor de águas na história da exploração espacial.
Governo inicia pagamento de R$ 3,9 bilhões do FGTS a trabalhadores do saque-aniversário
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou que vai iniciar, a partir desta segunda-feira (2), o pagamento de R$ 3,9 bilhões referentes à segunda parcela de recursos do FGTS retidos de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa.
De acordo com a pasta, os valores se referem a trabalhadores desligados entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025, período em que a modalidade esteve vigente para esses casos. Ao todo, 822.559 trabalhadores devem ser beneficiados nesta etapa.
Pagamentos seguem até 12 de fevereiro
Segundo o Ministério do Trabalho, a liberação dos recursos ocorrerá de forma escalonada e segue até o dia 12 de fevereiro. A maioria dos beneficiários receberá o dinheiro automaticamente na conta bancária cadastrada no aplicativo FGTS.
Já os trabalhadores que não informaram uma conta poderão realizar o saque por outros meios, incluindo:
Terminais de autoatendimento da Caixa Econômica Federal
Casas lotéricas
Unidades do Caixa Aqui
Parte dos valores segue comprometida com empréstimos
O MTE informou que, do total de 14,1 milhões de trabalhadores com saldo disponível, cerca de 9,9 milhões possuem parte dos recursos comprometidos com empréstimos bancários, o que impede o recebimento do valor integral.
Além disso, outros 2,1 milhões de trabalhadores têm o saldo totalmente comprometido, não havendo valores disponíveis para saque nesta etapa.
Entenda como funciona o saque-aniversário
A modalidade do saque-aniversário permite que o trabalhador retire anualmente uma parte do saldo do FGTS no mês de seu aniversário. No entanto, em caso de demissão sem justa causa, não é possível sacar o saldo integral da conta, ficando restrito apenas ao recebimento da multa rescisória de 40%, salvo exceções previstas em lei.
Entre as situações que permitem o saque integral estão:
Aposentadoria
Doenças graves
Aquisição de moradia própria
O trabalhador também pode solicitar o retorno à modalidade tradicional do FGTS, mas a mudança só passa a valer após dois anos da solicitação.
Orientação aos trabalhadores
O Ministério do Trabalho recomenda que os trabalhadores acompanhem a liberação dos valores por meio do aplicativo FGTS, onde é possível verificar saldo, data de pagamento e forma de recebimento.
Anvisa aprovou novas regras que ampliam o uso e a produção de cannabis medicinal no Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (28), uma nova resolução que amplia as regras para o uso de cannabis medicinal no Brasil, incluindo a liberação do cultivo controlado da planta para fins exclusivamente medicinais e farmacológicos. A decisão representa um avanço regulatório significativo no acesso a terapias à base de cannabis no país.
A medida foi aprovada após a formação de maioria entre os diretores da agência e atende a uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que havia dado prazo para que a Anvisa regulamentasse o tema.
Cultivo será permitido com regras rígidas
Com a nova norma, o cultivo da cannabis medicinal passa a ser autorizado no território nacional, desde que restrito à produção de medicamentos e produtos regulados pela Anvisa. O plantio deverá obedecer a critérios rigorosos de controle sanitário e segurança.
Entre as exigências está o limite de até 0,3% de THC, substância de efeito psicoativo. Esse percentual segue entendimento estabelecido pela Justiça, diferenciando o uso medicinal do uso recreativo, que continua proibido.
Ampliação das vias de administração
Outro ponto central da resolução é a ampliação das formas de uso dos medicamentos à base de cannabis. Antes, a regulamentação permitia apenas produtos de uso oral ou inalatório.
Agora, passam a ser autorizadas:
Via dermatológica, considerada de menor risco por reduzir a exposição sistêmica;
Vias sublingual e bucal, que evitam o metabolismo inicial pelo fígado e podem aumentar a biodisponibilidade;
Ajuste técnico que substitui o termo “via nasal” por via inalatória, alinhando a nomenclatura aos padrões regulatórios da agência.
A mudança foi baseada em evidências científicas avaliadas durante o processo de Análise de Impacto Regulatório (AIR).
Manipulação em farmácias e venda de canabidiol
A nova resolução também autoriza a manipulação de produtos à base de cannabis em farmácias, desde que haja prescrição médica individualizada. Além disso, o fitofármaco canabidiol poderá ser comercializado nesses estabelecimentos, ampliando o acesso dos pacientes aos tratamentos.
A importação da planta ou de seus extratos para a fabricação de medicamentos no Brasil também passa a ser permitida, sob controle da Anvisa.
Mais pacientes poderão usar medicamentos com THC
A norma amplia ainda o perfil de pacientes que podem utilizar medicamentos com concentração de THC acima de 0,2%. Antes, esse tipo de produto era restrito a pacientes em cuidados paliativos ou com doenças irreversíveis ou terminais.
Com a mudança, pacientes com doenças debilitantes graves também poderão ter acesso a essas terapias, mediante prescrição médica e acompanhamento adequado.
Publicidade segue com restrições
Apesar da ampliação do acesso, a publicidade de produtos à base de cannabis continua restrita. A divulgação será permitida apenas para profissionais prescritores, como médicos, e limitada às informações de rotulagem e aos folhetos aprovados previamente pela Anvisa.
Uso recreativo continua proibido
A agência reforçou que não houve qualquer mudança nas regras sobre o uso recreativo da cannabis, que permanece proibido no Brasil. A autorização se limita exclusivamente a fins medicinais e farmacológicos, dentro das normas sanitárias vigentes.
Impacto no sistema de saúde
A decisão da Anvisa é vista como um marco para pacientes que dependem de tratamentos à base de cannabis, especialmente aqueles que enfrentam altos custos com medicamentos importados. A expectativa é que a produção nacional, sob controle, reduza preços e amplie o acesso, inclusive com impacto futuro sobre políticas públicas de saúde.
Atualização tecnológica suspende temporariamente os atendimentos do INSS em todo o país.
Os serviços do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram temporariamente suspensos para a realização de uma atualização no sistema informatizado da Previdência Social. A interrupção começou na noite de terça-feira (27) e segue até o dia 31 de janeiro, impactando tanto os canais digitais quanto o atendimento presencial.
Segundo o órgão, a paralisação atinge o Meu INSS, disponível em site e aplicativo, a Central Telefônica 135 e os atendimentos realizados diretamente nas agências espalhadas pelo país.
Serviços digitais e atendimento presencial ficam fora do ar
Durante o período de manutenção, os cidadãos não conseguem acessar serviços como pedidos de benefícios, consultas, agendamentos, emissão de extratos e acompanhamento de processos. O atendimento presencial nas unidades do INSS também permanece suspenso enquanto durar a atualização do sistema.
A medida faz parte de uma interrupção programada e, de acordo com o órgão, foi comunicada previamente para reduzir impactos aos segurados.
Atualização não tem relação com vazamento de dados
A Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da informação da Previdência Social, informou que a atualização não está relacionada a falhas de segurança, vazamentos ou inconsistências de dados.
Segundo a estatal, as ações envolvem a migração de dados para uma plataforma tecnológica mais moderna, com maior capacidade de evolução, estabilidade e sustentabilidade dos sistemas utilizados pelo INSS.
Medidas para reduzir impactos aos segurados
Para tentar minimizar os transtornos causados pela paralisação temporária, o INSS realizou atendimentos extras nos dois últimos finais de semana, além de encaixes de horários em dias úteis antes do início da suspensão.
A expectativa é que, com a conclusão da atualização, os serviços sejam restabelecidos normalmente a partir do dia 1º de fevereiro, com maior eficiência e estabilidade nos sistemas.
Orientação aos cidadãos
O INSS orienta que os segurados acompanhem os comunicados oficiais e evitem deslocamentos às agências durante o período de paralisação. Em caso de urgência, o órgão recomenda aguardar a normalização dos sistemas para realizar solicitações e agendamentos.
Países asiáticos reforçaram medidas sanitárias em aeroportos após novos casos do vírus Nipah
A confirmação de cinco casos do vírus Nipah na região de Bengala Ocidental, na Índia, levou países asiáticos a retomarem protocolos sanitários semelhantes aos adotados durante a pandemia da Covid-19. Aeroportos da Tailândia, do Nepal e de Taiwan reforçaram procedimentos de triagem, monitoramento de passageiros e verificação de sintomas.
As medidas incluem controle de temperatura corporal, observação clínica de viajantes provenientes de áreas consideradas de risco e protocolos específicos para identificação precoce de possíveis casos suspeitos.
Segundo informações divulgadas pela emissora News 18, afiliada da CNN na Índia, os casos confirmados foram registrados entre profissionais de saúde. Autoridades indianas afirmam que a situação está sob controle, mas optaram por intensificar a vigilância epidemiológica como forma de prevenção.
Vírus Nipah preocupa autoridades de saúde
Identificado pela primeira vez em 1999, o vírus Nipah já foi registrado em outros países do sudeste asiático ao longo das últimas décadas. A doença chama atenção das autoridades de saúde por apresentar alta taxa de letalidade e potencial de transmissão entre humanos, especialmente em ambientes hospitalares.
Diante desse cenário, países vizinhos decidiram adotar medidas preventivas nos principais pontos de entrada internacional, principalmente em aeroportos com grande fluxo de passageiros.
Especialista avalia riscos para o Brasil
A infectologista Rosana Ritchmann avaliou os possíveis impactos do vírus Nipah para o Brasil e afirmou que, no momento, não há motivo para preocupação entre a população brasileira, especialmente para quem não viajou às regiões afetadas.
“Não tem nenhum motivo para a gente ficar preocupado aqui. Se alguém tiver quadro respiratório, com tosse ou dor de cabeça, isso não tem relação com esse vírus”, afirmou a especialista.
Apesar disso, Ritchmann destacou a importância de o Brasil manter atenção e planejamento. Segundo ela, autoridades sanitárias devem estar preparadas para agir caso surja algum caso suspeito envolvendo viajantes que retornem de áreas com circulação do vírus.
“É fundamental que exista um plano de enfrentamento, com definição de isolamento, período de incubação e manejo de contatos, caso surja alguma suspeita clínica”, explicou.
Monitoramento segue reforçado
Até o momento, não há registros de casos do vírus Nipah no Brasil. As autoridades de saúde acompanham a situação internacional e reforçam que medidas preventivas e de vigilância são essenciais para evitar a disseminação de doenças emergentes.
Prazo para pagamento do IPTU 2026 com 10% de desconto termina em 5 de fevereiro em Porto Velho.
O prazo para garantir 10% de desconto no pagamento em cota única do IPTU 2026 em Porto Velho termina no dia 5 de fevereiro. O benefício vale tanto para o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) quanto para a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliar (TRSD), conforme orientação da Prefeitura de Porto Velho.
Após essa data, o desconto será reduzido. Quem optar pelo pagamento entre 6 de fevereiro e 5 de março ainda poderá obter 5% de abatimento. Já a partir de 6 de abril, os valores passam a sofrer acréscimos de juros e encargos legais.
Pagamento parcelado também é opção
Além da cota única, os contribuintes podem parcelar o IPTU e a TRSD em até 10 vezes, sem desconto. A primeira parcela vence em 5 de fevereiro, permitindo que o cidadão organize o pagamento ao longo do ano.
A Secretaria Municipal de Economia (Semec) reforça que o acompanhamento dos prazos é essencial para evitar custos adicionais e garantir os benefícios previstos no calendário tributário.
Créditos do CPF na nota podem reduzir o valor
Contribuintes que acumularam créditos ao informar o CPF nas Notas Fiscais de Serviços Eletrônicas (NFS-e) e indicaram o imóvel no prazo estabelecido, em outubro de 2025, tiveram abatimento adicional no imposto. O valor aparece diretamente no boleto, no campo “valores desconto crédito”.
Arrecadação financia serviços essenciais
De acordo com a Semec, o IPTU é uma das principais fontes de arrecadação do município. Os recursos arrecadados são aplicados em infraestrutura urbana, saúde, educação e serviços públicos, impactando diretamente a qualidade de vida da população de Porto Velho.
Onde emitir o boleto do IPTU 2026
Os boletos do Documento de Arrecadação Municipal (DAM) podem ser emitidos de forma online, pelo Portal de Serviços da Prefeitura de Porto Velho. Também há atendimento presencial, de segunda a sexta-feira, nos seguintes locais:
Centro – Divisão de Atendimento da Semec (antiga Semfaz) Avenida Sete de Setembro, nº 744 – das 8h às 14h
Zona Norte – Agência de Rendas da Sefin Avenida Tiradentes, nº 3.361 (em frente ao Comando Geral da Polícia Militar) – das 7h30 às 13h30
Zona Leste – Praça CEU Rua Antônio Fraga Moreira, nº 1.706, bairro JK – das 8h às 14h
Zona Leste – Tudo Aqui (IG Shopping) Avenida Amazonas, nº 8.338, bairro Tiradentes – das 10h às 20h
Zona Sul – Biblioteca Viveiro das Letras Avenida Jatuarana, nº 5.068, bairro Cohab – das 8h às 14h
Estudo científico aponta que a gordura bege ajuda a queimar calorias e pode regular a pressão arterial.
Uma pesquisa científica publicada em janeiro na revista Science revelou que a chamada gordura bege — um tipo de tecido adiposo capaz de queimar energia para produzir calor — pode ter papel decisivo na regulação da pressão arterial e na proteção do sistema cardiovascular. O estudo foi realizado com modelos animais e ajuda a explicar por que nem toda gordura corporal atua da mesma forma no organismo.
Durante muito tempo, o excesso de gordura foi associado quase exclusivamente a riscos à saúde, como obesidade, hipertensão e doenças cardíacas. No entanto, os pesquisadores demonstraram que o tipo de gordura presente no corpo importa tanto quanto a quantidade.
O que é a gordura bege
O corpo humano possui diferentes tipos de gordura, que se distinguem não apenas pela localização, mas também pela função. Entre elas estão a gordura branca, a marrom e a bege.
A gordura branca é a mais abundante e funciona principalmente como reserva de energia. Já a gordura marrom ajuda a regular a temperatura corporal, queimando calorias para gerar calor. A gordura bege reúne características das duas: surge a partir da gordura branca e passa a atuar de forma semelhante à gordura marrom, estimulando o gasto energético.
Relação direta com a pressão arterial
O estudo mostrou que a ausência da gordura bege torna os vasos sanguíneos mais sensíveis à ação da angiotensina, um hormônio responsável pela contração dos vasos. Esse processo provoca o estreitamento das artérias e, consequentemente, o aumento da pressão arterial.
Segundo os pesquisadores, a perda da gordura bege levou a um aumento da rigidez vascular e obrigou o coração a trabalhar com mais esforço para bombear o sangue. Como resultado, animais que antes eram saudáveis passaram a apresentar sinais claros de hipertensão.
“O que descobrimos é que não é apenas a gordura em si que contribui para a pressão alta, mas o tipo de gordura presente no organismo”, afirmou Paul Cohen, chefe do Laboratório de Metabolismo Molecular da Universidade Rockefeller e autor principal do estudo.
Proteção dos vasos sanguíneos
Outro achado importante foi a identificação de uma enzima chamada QSOX1. Quando a gordura bege está ausente, essa enzima é produzida em excesso, provocando alterações estruturais nos vasos sanguíneos, como rigidez e fibrose.
De acordo com os cientistas, o bloqueio dessa enzima em modelos animais foi capaz de restaurar a função vascular saudável, o que reforça o papel protetor da gordura bege sobre o sistema cardiovascular.
A endocrinologista Cynthia Valério, diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), explica que estudos observacionais já indicavam que pessoas com maior quantidade de gordura marrom e bege apresentavam menor risco de hipertensão. A novidade, segundo ela, foi comprovar esse mecanismo em laboratório.
Possíveis impactos no tratamento da hipertensão
Os resultados abrem caminho para novas pesquisas voltadas ao desenvolvimento de tratamentos mais precisos contra a hipertensão, baseados na interação entre gordura corporal e vasos sanguíneos. Os pesquisadores avaliam, inclusive, se medicamentos já aprovados podem influenciar a atividade da gordura marrom e bege no corpo humano.
Apesar dos avanços, especialistas ressaltam que ainda são necessários estudos em humanos para confirmar os efeitos observados em animais. Mesmo assim, a descoberta amplia a compreensão sobre o metabolismo e reforça que nem toda gordura corporal representa um risco à saúde.
“Quanto mais entendermos esses mecanismos moleculares, maior será a possibilidade de terapias personalizadas para o controle da pressão arterial”, concluiu Cohen.