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Inmetro inaugura Delegacia Cibernética para combater golpes na Black Friday 2025

Inmetro inaugura Delegacia Cibernética contra golpes da Black Friday
Capa destaca a nova Delegacia Cibernética do Inmetro, criada para combater golpes e monitorar fraudes na Black Friday.

Ação estratégica diante do aumento dos golpes

O Inmetro inaugurou, nesta sexta-feira (28), a primeira Delegacia Cibernética do órgão em São Paulo. A iniciativa surge porque o comércio eletrônico registra um avanço expressivo nos golpes digitais, especialmente durante a Black Friday. Além disso, o volume de anúncios irregulares cresce a cada ano, o que exige mecanismos mais rápidos e eficientes de fiscalização.

Com a nova estrutura, o órgão amplia sua atuação e fortalece a proteção ao consumidor em um período considerado crítico para o e-commerce.

Tecnologia de IA permite monitoramento constante

A Delegacia funciona integrada ao Guardião Digital, plataforma que utiliza inteligência artificial para rastrear irregularidades. O sistema analisa anúncios, cruza informações, verifica dados de certificação e identifica alterações suspeitas. Assim, o Inmetro passa a trabalhar com monitoramento contínuo, o que reduz o tempo de detecção de fraudes.

Além disso, a tecnologia permite que as equipes priorizem os casos mais graves e ajam com rapidez para evitar que consumidores caiam em golpes.

Ações imediatas e penalidades mais severas

Quando o sistema identifica indícios de irregularidade, o Inmetro notifica a plataforma responsável e solicita a retirada do anúncio. Em seguida, o vendedor recebe alerta sobre o problema. Caso a fraude se confirme, o órgão aplica multa que pode chegar a R$ 1,5 milhão.

Esse processo agiliza a remoção de conteúdos enganosos e aumenta a pressão sobre comerciantes que divulgam produtos sem certificação.

Produtos mais sensíveis entram no radar

O Inmetro iniciou o monitoramento com quatro grupos de produtos que apresentam alto risco para o consumidor e grande volume de vendas durante a Black Friday. São eles:

  • Fios e cabos elétricos

  • Balanças comerciais

  • Pastilhas de freio

  • Cadeiras plásticas monobloco

A lista deve crescer ao longo dos próximos meses, já que o órgão pretende ampliar o alcance do Guardião Digital e incluir novos itens conforme a demanda do mercado.

Panorama digital exige resposta rápida

Nos últimos meses, criminosos ampliaram golpes envolvendo anúncios falsos, páginas que imitam grandes marcas e domínios criados apenas para enganar consumidores. Além disso, técnicas que burlam resultados de busca dificultam a identificação de sites fraudulentos.

Esse ambiente mais agressivo reforça a necessidade de respostas coordenadas e ferramentas tecnológicas capazes de bloquear fraudes antes que o consumidor finalize a compra.

Objetivo é aumentar a segurança do e-commerce

O Inmetro afirma que a Delegacia Cibernética inaugura uma nova fase na fiscalização digital. Com a combinação de IA, análise técnica e ação integrada, o órgão pretende reduzir drasticamente a circulação de produtos irregulares. Além disso, espera reforçar a confiança do consumidor durante a Black Friday 2025 e ao longo de todo o ano.

Fonte: Olhar Digital

Anvisa define vírus que vão compor as vacinas da gripe usadas no Brasil em 2026

Profissional de saúde prepara seringa com frasco de vacina enquanto título destaca decisão da Anvisa sobre os vírus da gripe incluídos nas vacinas de 2026.
A Anvisa determinou quais vírus vão compor as vacinas contra a gripe usadas no Brasil em 2026, seguindo recomendações internacionais.

Por que a atualização é necessária

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou quais vírus farão parte das vacinas da gripe utilizadas no Brasil em 2026. Anvisa define vírus da gripe 2026 para manter alta a proteção da população. A decisão, publicada nesta quinta-feira (27), segue as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com isso, o país mantém a proteção alinhada às mutações do influenza, que mudam de forma constante ao longo do ano.

Como o vírus sofre alterações frequentes, a atualização anual torna-se essencial. Além disso, essa definição orienta toda a cadeia de produção, desde os fabricantes até o SUS e a rede privada.

Quais cepas estarão nas vacinas de 2026

A nova formulação vale para o Hemisfério Sul e será aplicada a partir de 1º de fevereiro de 2026. Anvisa define vírus da gripe 2026 incluindo ambos os tipos de vacinas. Para garantir cobertura ampliada, a Anvisa manteve tanto a versão trivalente quanto a tetravalente.

Vacinas trivalentes

  • A/Missouri/11/2025 (H1N1)pdm09

  • A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2)

  • B/Austria/1359417/2021 (linhagem Victoria)

Vacinas tetravalentes

Incluem as três cepas anteriores mais:

  • B/Phuket/3073/2013 (linhagem Yamagata)

Embora a OMS recomende encerrar a tetravalente em 2027, já que a linhagem Yamagata deixou de circular, o Brasil decidiu mantê-la até 2026. Dessa forma, a agência evita risco de desabastecimento e garante que a campanha aconteça sem atrasos. Anvisa define vírus da gripe 2026 mantendo as vacinas mais abrangentes possíveis.

Como as vacinas serão produzidas

As doses continuam sendo fabricadas por duas tecnologias distintas. Ainda assim, ambas seguem padrões de segurança e eficácia.

Tecnologia baseada em ovos

Esse método tradicional utiliza ovos de galinha fertilizados para multiplicar o vírus antes da inativação. Por ser amplamente dominado pela indústria, ele ainda representa grande parte da produção.

Tecnologia sem uso de ovos

Nesse caso, os laboratórios utilizam culturas celulares ou técnicas recombinantes. Como resultado, a produção pode ser mais rápida e mais precisa frente a determinadas mutações.

Apesar das diferenças, os dois métodos entregam vacinas eficazes e com rigor científico reconhecido.

Impacto direto para quem vai se vacinar

Na prática, três pontos merecem atenção:

  1. A vacina estará atualizada para as cepas com maior potencial de circulação em 2026.

  2. A proteção contra casos graves permanece alta, o que reforça a importância da imunização.

  3. O tipo disponível — trivalente ou tetravalente — dependerá da estratégia adotada em cada rede.

Ou seja, mesmo com a mudança na composição, a recomendação segue a mesma: todos os grupos elegíveis devem se vacinar conforme o calendário oficial. Anvisa define vírus da gripe 2026 para assegurar que todos sejam imunizados adequadamente.

Uso de vacinas do Hemisfério Norte no Brasil

Em algumas regiões, especialmente nas áreas de fronteira, o Ministério da Saúde pode utilizar lotes do Hemisfério Norte. Como possuem sazonalidade diferente, essas regiões exigem outra abordagem. Por isso, esses frascos trazem a indicação “CEPAS 2025–2026 HEMISFÉRIO NORTE”, o que facilita a identificação pelos profissionais.

Embora a composição seja distinta, o objetivo permanece igual: ampliar a proteção da população e reduzir o impacto das doenças respiratórias.

Atualização reforça o planejamento nacional

Com a definição das novas cepas, o Brasil fortalece o planejamento da campanha de vacinação para 2026. Além disso, o país mantém alinhamento com recomendações internacionais e garante que a população receba um imunizante atualizado, seguro e eficaz. Dessa maneira, o sistema de saúde se prepara melhor para enfrentar o período sazonal da gripe e reduzir internações.

Fonte: G1

Câmara do Rio aprova novas regras para entregas por aplicativo

Entregador com mochila térmica caminha em área urbana enquanto a arte destaca novas regras de entregas por aplicativo aprovadas pela Câmara do Rio.
Arte mostra entregador e destaca a decisão da Câmara do Rio que proíbe clientes de exigirem que entregadores subam até apartamentos.

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou, nesta quinta-feira (27), um conjunto de regras que muda a forma como as entregas por aplicativo funcionam na capital. A decisão cria limites claros para o acesso dos entregadores a condomínios e estabelece novas responsabilidades para moradores, aplicativos e administração predial.

Portaria vira ponto obrigatório de entrega

A partir da nova regulamentação, o entregador deve finalizar o pedido no primeiro ponto de contato com o consumidor, ou seja, na portaria do prédio ou em outro local indicado pelo condomínio. Assim, os clientes deixam de exigir que o profissional suba até o apartamento ou circule por áreas internas.

Além disso, as empresas precisam comunicar essas regras de forma explícita aos entregadores. Os condomínios, por sua vez, devem informar seus moradores para evitar conflitos.

Medida busca mais segurança para trabalhadores

O vereador Rocal (PSD), autor do substitutivo, afirmou que o Rio se torna a primeira capital do Sudeste a regulamentar o tema de maneira completa. Segundo ele, a lei responde a um cenário preocupante: quase 60% dos entregadores já sofreram algum tipo de violência durante o trabalho, conforme relatório do Ministério do Trabalho em parceria com a Universidade Federal da Bahia.

O parlamentar ressaltou que a norma protege os profissionais e reduz situações de risco, já que muitos enfrentam hostilidade ao acessar áreas restritas de condomínios.

Exceções atendem públicos vulneráveis

A regulamentação também abre espaço para exceções. Idosos, pessoas com deficiência ou cidadãos com mobilidade reduzida podem, por exemplo, combinar a entrega diretamente na porta da unidade. Essa condição não gera cobrança adicional e depende apenas de um acordo entre as partes.

Quando o entregador recusa essa entrega sem justificativa, o aplicativo pode sofrer multa. O profissional também pode perder o cadastro de forma temporária, conforme previsto no texto.

Regras específicas para itens maiores

Outra emenda criada pelo vereador Pedro Duarte (Novo) diferencia entregas comuns daquelas que envolvem móveis, eletrodomésticos ou produtos pesados. Nessas situações, os condomínios podem autorizar a entrada, já que a logística exige mais esforço e equipamentos.

O parlamentar explicou que essa divisão “aproxima a lei do funcionamento real do setor”, já que muitos consumidores recebem itens que exigem transporte especial.

Projeto segue para decisão final da Prefeitura

Após a aprovação, o texto segue para sanção ou veto do prefeito Eduardo Paes. Caso o prefeito confirme a medida, os aplicativos e os condomínios terão prazo para implementar as novas normas. A proposta complementa um conjunto de ações municipais que já tratavam de segurança no trânsito e organização do trabalho dos entregadores.

Fonte: G1

Médico alerta que gordura no fígado pode sobrecarregar o coração

Coração humano em destaque com fígado ao fundo, ilustrando como a gordura no fígado pode sobrecarregar o coração.
Ilustração mostra a relação entre o acúmulo de gordura no fígado e a sobrecarga do coração, tema alertado por especialistas.

O impacto silencioso da gordura no fígado

A esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado, afeta cerca de 30% dos brasileiros e, portanto, se tornou uma das condições mais preocupantes entre especialistas. Embora muitos imaginem que o problema esteja restrito ao fígado, ele vai muito além disso. Na prática, o acúmulo de gordura no órgão desencadeia uma série de processos inflamatórios que podem sobrecarregar o coração e ampliar o risco de doenças cardiovasculares.

De acordo com o cardiologista Rafael Marchetti, o perigo cresce porque a inflamação é silenciosa e avança de forma gradual. Dessa maneira, hipertensão, infarto e AVC tornam-se consequências possíveis, especialmente quando não há acompanhamento médico ou mudanças no estilo de vida.

Gordura no fígado intensifica danos e pressiona o sistema cardiovascular

Especialista explica como a gordura no fígado pode impactar a saúde do coração

Quando o fígado passa a acumular gordura, ele libera substâncias inflamatórias que circulam pelo sangue e, assim, atingem diversas partes do corpo. Conforme explica Marchetti, essas substâncias podem danificar as paredes das artérias carótidas, responsáveis por levar sangue ao cérebro. Com o tempo, essas artérias ficam mais espessas e rígidas, o que aumenta significativamente o risco de AVC.

Além disso, o médico reforça que o impacto não se limita ao fígado. A gordura visceral — localizada na região abdominal — também exerce papel ativo na liberação de moléculas inflamatórias. Por essa razão, ela contribui para a degradação das artérias do coração e do cérebro, criando um ambiente favorável para a formação de placas que podem obstruir os vasos.

Gordura abdominal aumenta o risco de infarto e AVC

Embora muitos associem gordura abdominal apenas ao visual, Marchetti explica que ela funciona como um tecido metabolicamente ativo. Por isso, quanto maior o acúmulo visceral, maior a produção de substâncias inflamatórias. Assim, cresce o risco de infarto e AVC, especialmente entre pessoas sedentárias ou que apresentam outros fatores de risco.

O médico destaca ainda que a relação entre fígado e coração é direta. À medida que a gordura se acumula, a inflamação aumenta e, consequentemente, o sistema cardiovascular sofre mais pressão. Portanto, atenção aos sinais é fundamental.

Mudanças no estilo de vida podem reverter o quadro

Apesar dos riscos, a esteatose hepática pode ser revertida. Segundo o especialista, a estratégia mais eficaz é alcançar o chamado déficit calórico, que ocorre quando o gasto energético diário supera a ingestão de calorias. Embora isso pareça complexo, pequenas ações fazem grande diferença ao longo do tempo. Caminhar mais, subir escadas, reduzir o tempo sentado e incluir movimentos durante o dia, por exemplo, já ajudam a acelerar a melhora.

Além disso, a alimentação desempenha papel decisivo. Ajustes simples, mas consistentes, contribuem para reduzir a inflamação e proteger o coração. Entre eles estão:

  • Reduzir o consumo de açúcar

  • Evitar o álcool com frequência

  • Aumentar a ingestão de vegetais, fibras e alimentos integrais

  • Priorizar proteínas de qualidade

  • Incluir gorduras boas, como azeite e abacate

Segundo Marchetti, a perda de 5% a 10% do peso corporal já é suficiente para diminuir a inflamação e melhorar o funcionamento das artérias.

Melhora significativa pode surgir entre três e seis meses

Com disciplina, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios, é possível notar mudanças expressivas entre três e seis meses. Além disso, ao reduzir a gordura acumulada, o organismo responde rapidamente: os vasos passam a funcionar melhor, a inflamação diminui e até a pressão arterial tende a se estabilizar.

Por fim, Marchetti reforça que cuidar do fígado significa proteger o coração. “Quando você elimina essa gordura, o coração agradece”, conclui o cardiologista.

Simples Nacional ganha mais flexibilidade com antecipação de parcelas

Capa editorial sobre a nova flexibilidade no parcelamento do Simples Nacional, com ícones de calendário e pagamentos antecipados.
Imagem destaca a ampliação da antecipação de parcelas em todas as modalidades do Simples Nacional, incluindo o RELP-SN.

A Receita Federal introduziu uma atualização que amplia a flexibilidade para empresas do Simples Nacional. A partir de agora, os contribuintes podem antecipar parcelas em todas as modalidades de parcelamento. Assim, micro e pequenas empresas passam a organizar melhor seus pagamentos e a reduzir o impacto dos juros sobre as prestações futuras.

Antecipação passa a valer para todas as modalidades

A novidade permite antecipações nos parcelamentos ordinário, especial, PERT-SN e RELP-SN. Até então, essa opção era restrita. Com a mudança, o contribuinte pode avançar o pagamento das parcelas conforme sua capacidade financeira, o que torna o processo mais simples e previsível.

Além disso, a função está disponível tanto no Portal do Simples Nacional quanto no e-CAC, dentro do menu “Emissão de parcela”. Dessa forma, o usuário escolhe quantas parcelas deseja antecipar e pode até quitar integralmente o parcelamento de uma só vez.

Como utilizar o novo recurso

Para acessar a antecipação, duas condições precisam ser cumpridas. Primeiro, a parcela do mês atual não pode ter sido paga. Depois, não pode haver prestações em atraso. Atendendo a esses critérios, o sistema gera um DAS que reúne a parcela vigente somada às antecipações selecionadas.

Consequentemente, o pagamento se torna mais organizado e permite ao contribuinte manter controle maior sobre sua regularidade fiscal.

Vantagens diretas para os contribuintes

Com a antecipação, as empresas conseguem reduzir o número de parcelas restantes. Além disso, diminuem o peso dos juros futuros e encerram o parcelamento mais rapidamente. Como resultado, é possível planejar com mais clareza o fluxo de caixa e aproveitar períodos de maior estabilidade financeira para adiantar valores.

Por outro lado, a Receita reforça que a antecipação não substitui a parcela do mês seguinte, exceto quando houver quitação total do débito. Ainda assim, a funcionalidade amplia a autonomia do contribuinte e favorece a adimplência no Simples Nacional.

Impacto para micro e pequenas empresas

A medida beneficia especialmente negócios que enfrentam sazonalidade no faturamento. Como as empresas podem antecipar parcelas quando o caixa estiver mais favorável, o risco de inadimplência diminui. Além disso, a regularidade fiscal fortalece o acesso a crédito, a participação em licitações e a segurança jurídica das operações.

Por fim, a atualização se integra a um conjunto de ações que busca simplificar processos e incentivar a conformidade fiscal em todo o país.

O que a mudança representa para o Simples

A ampliação da antecipação de parcelas reforça a postura da Receita Federal em direção a um sistema tributário mais moderno e flexível. Dessa maneira, empresas do Simples Nacional passam a contar com um recurso que facilita a gestão financeira, reduz custos e incentiva a regularização de débitos, contribuindo para a saúde econômica dos pequenos negócios.

Fonte: Governo Federal

Brasil e China firmam parceria para ampliar a produção de máquinas agrícolas compactas

Parceria Brasil–China para fabricar máquinas agrícolas compactas voltadas à agricultura familiar.
Capa do artigo sobre o acordo entre Brasil e China para produzir máquinas agrícolas de pequeno porte destinadas à agricultura familiar.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) oficializou uma nova parceria entre a empresa brasileira LiveFarm e a chinesa Hans Machineries. Com isso, o governo busca acelerar a mecanização da agricultura familiar, sobretudo por meio do desenvolvimento de máquinas agrícolas compactas adaptadas ao trabalho de pequenos produtores. Além disso, o acordo prevê transferência de tecnologia e produção industrial no Brasil.

Joint-venture integra tecnologia e produção nacional

Autoridades brasileiras e representantes chineses participam de reunião no MDA para formalizar parceria na produção de máquinas agrícolas.
Representantes da LiveFarm, Hans Machineries e Ministério do Desenvolvimento Agrário durante a assinatura da parceria para fabricar máquinas agrícolas destinadas à agricultura familiar. (Foto: Elio Rizzo/MDA)

A parceria cria uma joint-venture que une experiência internacional e conhecimento local. Dessa forma, a LiveFarm e a Hans Machineries passarão a desenvolver tratores compactos, plantadeiras e roçadeiras de 7 a 20 cavalos, totalmente pensados para as demandas da agricultura familiar.

Durante a assinatura, os representantes das empresas reafirmaram que essa integração surge justamente para atender uma lacuna histórica. Por isso, as máquinas serão projetadas para garantir eficiência mesmo em áreas pequenas, ampliando a produtividade sem exigir estruturas custosas.

Equipamentos buscam reduzir desigualdades no campo

Ministro Paulo Teixeira assina documento durante reunião do MDA ao lado de representantes brasileiros e chineses.
O ministro Paulo Teixeira assina o termo de parceria entre LiveFarm e Hans Machineries para a produção de máquinas agrícolas de pequeno porte no Brasil. (Foto: Elio Rizzo/MDA)

Atualmente, a mecanização ainda é limitada entre agricultores familiares. Por essa razão, o avanço tecnológico proposto pela parceria tem grande impacto social.
Segundo o diretor executivo da LiveFarm, Joelcio Carvalho, o plano vai muito além da oferta de produtos. Assim, o foco é entregar equipamentos de pequeno porte que diminuam desigualdades, melhorem o rendimento e incentivem o jovem a permanecer no campo.

Como a Hans Machineries atua em mais de 50 países, sua experiência contribui diretamente para soluções que se encaixem em diferentes regiões brasileiras.

Ministro Paulo Teixeira aponta salto tecnológico

O ministro Paulo Teixeira destacou que a agricultura brasileira precisa de máquinas adequadas às pequenas propriedades. Por isso, ele considera que a entrada de equipamentos compactos representa um salto de qualidade no trabalho rural.

Ele reforçou ainda que o governo oferece linhas de crédito com juros de 2% ao ano para a compra de equipamentos de pequeno porte produzidos no país. Desse modo, a oferta se torna acessível e estimula a adoção de tecnologia agrícola em larga escala.

Produção será descentralizada no Nordeste

A fabricação das máquinas ocorrerá em unidades industriais no Ceará, Paraíba e Bahia. Consequentemente, o Nordeste ganhará protagonismo na produção de máquinas agrícolas destinadas à agricultura familiar.

Além disso, a produção nacional possibilita que os equipamentos atendam aos requisitos dos programas de crédito que exigem conteúdo brasileiro, fortalecendo a indústria e distribuindo oportunidades regionais.

Cooperativas facilitarão o acesso dos produtores

A presidente da Unicafes, Fátima Torres, explicou que as cooperativas terão papel fundamental na democratização dos novos equipamentos. De acordo com ela, cada avanço tecnológico representa mais renda, mais qualidade de vida e mais tempo produtivo para agricultores que, até então, dependiam de ferramentas manuais.

Por essa razão, as cooperativas serão essenciais para reduzir custos e ampliar a chegada das máquinas aos produtores de todas as regiões.

Caminhos adiante

A parceria firmada entre LiveFarm e Hans Machineries, com apoio direto do MDA, inaugura uma nova etapa para a mecanização da agricultura familiar no Brasil. Graças ao desenvolvimento de máquinas agrícolas compactas, aos financiamentos competitivos e à produção nacional, pequenos produtores terão mais acesso à tecnologia, o que fortalece o campo e impulsiona o desenvolvimento sustentável em diversas regiões.

Fonte: Governo Federal

Mauro Celso vence o 5º ConCacau e destaca o cacau rondoniense

Mauro Celso Tauffer, produtor de Buritis, celebra o 1º lugar no 5º Concacau em Ji-Paraná.
Mauro Celso Tauffer, de Buritis, recebe o prêmio de 1º lugar no 5º Concacau, realizado em Ji-Paraná.
Mauro Celso Tauffer vence o 5º ConCacau e reforça a força da cacauicultura de Rondônia. A premiação realizada em 24 de novembro, em Ji-Paraná, consolidou a edição de 2025 como uma das mais técnicas e competitivas do concurso.

A vitória que consolida Buritis no cenário estadual

Mauro Celso, produtor de Buritis, conquistou o primeiro lugar com um lote reconhecido por sua pureza e por notas sensoriais bem definidas. O produtor iniciou sua trajetória há oito anos, quando trouxe mudas diretamente da Bahia. Desde então, investiu em manejo, fermentação e secagem para alcançar um padrão cada vez mais elevado.

Mauro Celso Tauffer recebe o prêmio de 1º lugar no 5º Concacau durante a cerimônia em Ji-Paraná.
Mauro Celso Tauffer recebe o troféu e o cheque de primeiro lugar durante a cerimônia do 5º ConCacau, realizada em Ji-Paraná.

Além disso, Mauro ampliou a área plantada e estruturou um viveiro que hoje atende produtores dentro e fora de Rondônia. O resultado demonstra como a busca contínua por conhecimento técnico, aliada ao trabalho diário, transforma a realidade dos agricultores.

Os destaques do pódio e a força regional

O segundo lugar ficou com Selma Targa, de Nova União, que apresentou um lote marcado por manejo cuidadoso e evolução técnica. Em seguida, Cleiton Souza, também de Buritis, garantiu o terceiro lugar. Juntos, os finalistas reforçam a importância do Vale do Jamari na produção de cacau de qualidade em Rondônia.

Esses resultados mostram o crescimento regional e, acima de tudo, evidenciam o comprometimento dos produtores com técnicas modernas de cultivo.

Um concurso que eleva o padrão do cacau rondoniense

O 5º ConCacau é promovido pelo Governo de Rondônia, por meio da Seagri, com apoio de instituições como Emater-RO, Idaron, Sebrae-RO, Senar-RO, Embrapa, Ceplac, Mapa e a Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. A união dessas entidades garante um processo de avaliação técnico e rigoroso.

Nesta edição, 58 lotes passaram por análise criteriosa. Os jurados avaliaram fermentação, umidade, corte, aparência, aroma e sabor. Esse conjunto de critérios permite identificar grãos de alta qualidade e fortalece o nome de Rondônia no cenário nacional.

Rondônia avança e mira novos mercados

A conquista de Mauro Celso reforça a relevância do estado na produção de cacau fino. Além disso, o concurso incentiva práticas sustentáveis e amplia a visibilidade dos produtores que buscam inovação e consistência técnica. Como consequência, Rondônia avança para alcançar novos mercados e ampliar a presença na cacauicultura brasileira.

Resultado que fortalece o setor

O 5º ConCacau confirmou a evolução do setor e destacou o esforço dos produtores que transformam a agricultura rondoniense. A vitória de Mauro Celso Tauffer simboliza dedicação, qualidade e o potencial crescente da região.

Fonte: JI-PARANÁ NOTICIAS 

PF compra ferramenta para quebrar criptografia da Apple

Arte mostra destaque para a compra de ferramenta da PF para quebrar criptografia da Apple
Arte destaca nova ferramenta adquirida pela Polícia Federal para quebrar criptografia de dispositivos Apple apreendidos em investigações.

PF atualiza ferramentas de perícia digital

A Polícia Federal adotou novas ferramentas para quebrar senhas e criptografias de dispositivos da Apple apreendidos em investigações. A compra, feita pela Diretoria Técnico-Científica (Ditec), teve custo de R$ 160,4 mil. A medida surgiu porque os recursos utilizados pelos laboratórios estavam desatualizados e já não atendiam às demandas atuais.

Os peritos relatavam dificuldades para acessar dados de ao menos 16 modelos fabricados entre 2018 e 2020. Todos possuem o chip T2, responsável por reforçar a segurança interna dos aparelhos. Esse componente adiciona armazenamento protegido, inicialização segura e criptografia avançada, o que impedia a realização de muitos exames.

O que a PF adquiriu

A aquisição inclui duas licenças de suítes de criptoanálise e duas licenças específicas para quebrar senhas de equipamentos com macOS e chip T2. As licenças funcionam por 60 meses e podem operar em 20 computadores ao mesmo tempo. Dessa forma, os laboratórios voltam a executar análises que estavam suspensas por falta de tecnologia adequada.

Antes dessa atualização, os softwares usados na PF eram de 2018 e perderam a validade em 2024. Com isso, os peritos não conseguiam atender pedidos de investigação que dependiam do acesso a dados de dispositivos da Apple. O novo pacote resolve essa limitação.

Por que a atualização era urgente

A Ditec reforça que o avanço das tecnologias de proteção obriga os órgãos de investigação a manter suas ferramentas atualizadas. Sistemas criptografados são usados para ocultar provas e dificultar a coleta de informações. Por isso, a renovação da infraestrutura é considerada essencial para garantir competitividade técnica e rapidez nas análises.

Além disso, a PF afirma que a nova estrutura deve elevar a eficiência dos exames e reduzir atrasos. Com equipamentos atualizados, os peritos conseguem recuperar acessos, cruzar dados e produzir laudos com mais precisão.

Impacto direto nas investigações

Com a atualização, a PF espera ampliar o alcance das perícias digitais. Investigações que dependem do conteúdo armazenado em iPhones, MacBooks e outros dispositivos da Apple passam a avançar com mais rapidez. Isso fortalece a atuação da corporação em casos que envolvem crimes financeiros, organização criminosa, fraudes e delitos cibernéticos.

A expectativa é que os laboratórios garantam respostas mais completas, sobretudo em operações que exigem análise de grandes volumes de dados protegidos por criptografia.

Fonte: Metrópoles

Motoristas de aplicativo caíram no “conto do vigário”, aponta Sakamoto

Motoristas de aplicativo em carreata com braços erguidos para protesto e destaque circular de Leonardo Sakamoto falando em estúdio.
Motoristas de aplicativo realizam protesto enquanto análise de Leonardo Sakamoto destaca exploração e falsa promessa de autonomia no trabalho por plataformas.

Rotina exaustiva evidencia modelo de exploração

Motoristas de aplicativo enfrentam uma rotina marcada por longas jornadas, ganhos reduzidos e pressão constante. Embora muitos tenham começado acreditando em autonomia e liberdade de horários, o cenário atual revela um modelo de trabalho que, na prática, concentra lucro nas plataformas e deixa os profissionais cada vez mais vulneráveis.

O cientista político Leonardo Sakamoto analisa esse fenômeno no livro “O que os coaches não te contam sobre o futuro do trabalho”. A obra, escrita em parceria com o jornalista Carlos Juliano Barros, reúne reflexões sobre as transformações do mercado e os impactos diretos das novas formas de contratação no Brasil.

Divisão desigual dos ganhos agrava a precarização

Além das longas horas dirigindo, motoristas convivem com uma distribuição desigual dos valores das corridas. As empresas ficam com grande parte do faturamento, enquanto os trabalhadores recebem menos do que reivindicam. Desse modo, muitos precisam aumentar as horas na rua apenas para manter a renda mínima.

Ao mesmo tempo, grande parte desses profissionais atua sem direitos básicos, sem contribuição previdenciária e sem qualquer proteção em caso de doença ou acidente. Por isso, a promessa de autonomia acaba se transformando em insegurança e dependência.

Sakamoto destaca que a narrativa de “empreendedorismo” funciona como um escudo que esconde responsabilidades. Segundo ele, a culpa pelo baixo rendimento não está na suposta falta de esforço dos motoristas, mas na estrutura desigual do modelo.

Velhas práticas persistem apesar do avanço tecnológico

Embora o trabalho por aplicativo seja apresentado como parte de uma nova era digital, o pesquisador lembra que muitas formas antigas de exploração continuam presentes. A pejotização, a contratação de freelancers fixos sem direitos e até situações análogas à escravidão mostram que avanços tecnológicos não garantem automaticamente progresso social.

Por outro lado, o país ainda enfrenta resistência quando o assunto é ampliar direitos. Sakamoto cita que mudanças como a ampliação das garantias das trabalhadoras domésticas revelaram tensões profundas, especialmente entre setores da elite econômica. Assim, mesmo com novas plataformas e ferramentas digitais, a disputa por dignidade permanece.

Tecnologia precariza, mas também fortalece mobilizações

A tecnologia que aumenta a pressão sobre motoristas é a mesma que tem sido usada para uni-los. Depois da reforma trabalhista, que enfraqueceu sindicatos, muitos trabalhadores passaram a se mobilizar pelas redes sociais. Portanto, mesmo sem estruturas tradicionais de organização, as categorias encontraram meios para pressionar e reivindicar mudanças.

As principais demandas incluem a definição de um valor mínimo por corrida, maior transparência das plataformas e condições de trabalho mais seguras. Ainda assim, o processo avança lentamente e depende de pressão social contínua.

Proteção social precisa acompanhar o ritmo da tecnologia

O Brasil conta com instituições importantes de fiscalização e proteção trabalhista, como o Ministério Público do Trabalho e a Justiça do Trabalho. No entanto, garantir direitos diante de novas formas de contratação exige políticas mais claras, regulamentações atualizadas e diálogo com diferentes setores da sociedade.

Enquanto isso, o crescimento do trabalho mediado por plataformas mantém o tema no centro do debate. Assim, estudos e análises como as de Sakamoto reforçam a necessidade de repensar modelos econômicos que impactam diretamente milhões de pessoas.

Fonte: Agência Brasil

MPRO leva serviços ao bairro Cidade do Lobo e reúne mais de 300 moradores

Atendimento do MP Itinerante reúne dezenas de moradores no bairro Cidade do Lobo.
Moradores do Cidade do Lobo recebem atendimento gratuito durante a ação do MP Itinerante, que levou serviços essenciais à comunidade na Zona Sul de Porto Velho.

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) levou, nesta quarta-feira (26), uma nova edição do MP Itinerante ao bairro Cidade do Lobo, na Zona Sul de Porto Velho. Apesar da chuva forte, mais de 300 moradores chegaram cedo à Escola Capitão Cláudio Manoel da Costa e, com isso, aproveitaram os atendimentos gratuitos. A iniciativa, que integra o compromisso do MPRO com o acesso à cidadania, busca ampliar o alcance de serviços públicos essenciais em regiões com maiores dificuldades de deslocamento. Os participantes se beneficiaram da ação de que o MPRO leva serviços ao Cidade do Lobo.

Compromisso institucional e presença direta no território

Logo no início das atividades, o Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago, acompanhou o atendimento e reforçou a importância do projeto. Segundo ele, a mobilização reúne 24 instituições parceiras, o que fortalece a atuação integrada do Estado. Assim, o MPRO leva serviços ao Cidade do Lobo de forma articulada.

“Buscamos comunidades mais distantes, pessoas com maior dificuldade de acesso, justamente para facilitar e assegurar uma cidadania plena”, afirmou.

Além disso, o coordenador do MP Itinerante, Marcos Valério Tessila de Melo, destacou que o projeto funciona como ponte entre os serviços essenciais e a população.

“O MP Itinerante aproxima serviços essenciais de quem mais precisa. Dessa forma, garante cidadania ao levar orientação jurídica, documentos e programas sociais diretamente às comunidades.”

Moradores acessam documentos, atendimentos sociais e benefícios

Ao longo da manhã, os moradores procuraram diversos serviços. Entre eles, emissão e regularização de CPF, carteira de identidade, carteira do idoso, carteira da pessoa com autismo, atualização da Carteira de Trabalho, solicitação de passe livre, informações previdenciárias e atendimentos nas áreas de saúde e assistência social. Todo esse apoio garantiu que o MPRO leva serviços ao Cidade do Lobo para promover a cidadania.

A moradora Maria Jesus, de 69 anos, buscou o passe do idoso.
“Já ajuda bastante, porque a gente não tem salário para tudo”, contou. Ela pretende usar o benefício para visitar a filha, que mora na Bahia.

Da mesma forma, o morador Manuel de Oliveira Parente, um dos pioneiros do bairro, afirmou que aproveitou a ação principalmente pela proximidade.
“É muito bom, ajuda porque está aqui perto de casa.”

Enquanto isso, Davi Pereira da Silva, pedreiro que sofreu um acidente em 2022, tentava emitir o passe estadual e federal.
“Às vezes a pessoa quer visitar um parente, mas não tem o dinheiro. Isso melhora muito.”

A agente administrativa Isaura Alves da Silva, do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER), explicou que o passe livre exige documentos básicos, como identidade, CPF, comprovante de residência e renda de até dois salários mínimos. Para pessoas com deficiência, entretanto, também é necessário apresentar laudo médico.

Instituições parceiras reforçam atendimento conjunto

Durante a ação, a Receita Federal realizou consultas e ajustes de CPF, incluindo suspensão, inconsistências e casos de malha.
“Estamos verificando alteração, cancelamento e conferindo situação de malha sempre que necessário”, explicou Nazaré Santos, responsável pelo atendimento.

Além disso, o público recebeu apoio da Defensoria Pública, Corpo de Bombeiros, Idaron, Sedam, Emater, Detran, Sine, Energisa, TCE-RO, Procon, Seduc, Semusa, Semias, Semdec, Conselho Tutelar, Junta de Serviço Militar e outros órgãos. Dessa forma, a ação se consolidou como um dos atendimentos integrados mais amplos realizados na região.

A moradora Juliana Urbano ajustou dados do CPF, da Carteira de Trabalho e iniciou a emissão de uma nova identidade.
“Acordei cedo para conseguir ficha. É bom porque facilita a nossa vida, né?”, contou.

Programação segue em nova comunidade

Por fim, o MPRO informou que as ações continuam nesta quinta-feira (27), no Colégio Tiradentes da Polícia Militar VII, no bairro Mato Grosso, das 8h às 17h. Com isso, o programa segue percorrendo diferentes regiões de Porto Velho e do interior, priorizando comunidades com maior vulnerabilidade social.

Fonte: Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

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