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Motoristas de aplicativo caíram no “conto do vigário”, aponta Sakamoto

Motoristas de aplicativo em carreata com braços erguidos para protesto e destaque circular de Leonardo Sakamoto falando em estúdio.
Motoristas de aplicativo realizam protesto enquanto análise de Leonardo Sakamoto destaca exploração e falsa promessa de autonomia no trabalho por plataformas.

Rotina exaustiva evidencia modelo de exploração

Motoristas de aplicativo enfrentam uma rotina marcada por longas jornadas, ganhos reduzidos e pressão constante. Embora muitos tenham começado acreditando em autonomia e liberdade de horários, o cenário atual revela um modelo de trabalho que, na prática, concentra lucro nas plataformas e deixa os profissionais cada vez mais vulneráveis.

O cientista político Leonardo Sakamoto analisa esse fenômeno no livro “O que os coaches não te contam sobre o futuro do trabalho”. A obra, escrita em parceria com o jornalista Carlos Juliano Barros, reúne reflexões sobre as transformações do mercado e os impactos diretos das novas formas de contratação no Brasil.

Divisão desigual dos ganhos agrava a precarização

Além das longas horas dirigindo, motoristas convivem com uma distribuição desigual dos valores das corridas. As empresas ficam com grande parte do faturamento, enquanto os trabalhadores recebem menos do que reivindicam. Desse modo, muitos precisam aumentar as horas na rua apenas para manter a renda mínima.

Ao mesmo tempo, grande parte desses profissionais atua sem direitos básicos, sem contribuição previdenciária e sem qualquer proteção em caso de doença ou acidente. Por isso, a promessa de autonomia acaba se transformando em insegurança e dependência.

Sakamoto destaca que a narrativa de “empreendedorismo” funciona como um escudo que esconde responsabilidades. Segundo ele, a culpa pelo baixo rendimento não está na suposta falta de esforço dos motoristas, mas na estrutura desigual do modelo.

Velhas práticas persistem apesar do avanço tecnológico

Embora o trabalho por aplicativo seja apresentado como parte de uma nova era digital, o pesquisador lembra que muitas formas antigas de exploração continuam presentes. A pejotização, a contratação de freelancers fixos sem direitos e até situações análogas à escravidão mostram que avanços tecnológicos não garantem automaticamente progresso social.

Por outro lado, o país ainda enfrenta resistência quando o assunto é ampliar direitos. Sakamoto cita que mudanças como a ampliação das garantias das trabalhadoras domésticas revelaram tensões profundas, especialmente entre setores da elite econômica. Assim, mesmo com novas plataformas e ferramentas digitais, a disputa por dignidade permanece.

Tecnologia precariza, mas também fortalece mobilizações

A tecnologia que aumenta a pressão sobre motoristas é a mesma que tem sido usada para uni-los. Depois da reforma trabalhista, que enfraqueceu sindicatos, muitos trabalhadores passaram a se mobilizar pelas redes sociais. Portanto, mesmo sem estruturas tradicionais de organização, as categorias encontraram meios para pressionar e reivindicar mudanças.

As principais demandas incluem a definição de um valor mínimo por corrida, maior transparência das plataformas e condições de trabalho mais seguras. Ainda assim, o processo avança lentamente e depende de pressão social contínua.

Proteção social precisa acompanhar o ritmo da tecnologia

O Brasil conta com instituições importantes de fiscalização e proteção trabalhista, como o Ministério Público do Trabalho e a Justiça do Trabalho. No entanto, garantir direitos diante de novas formas de contratação exige políticas mais claras, regulamentações atualizadas e diálogo com diferentes setores da sociedade.

Enquanto isso, o crescimento do trabalho mediado por plataformas mantém o tema no centro do debate. Assim, estudos e análises como as de Sakamoto reforçam a necessidade de repensar modelos econômicos que impactam diretamente milhões de pessoas.

Fonte: Agência Brasil

MPRO leva serviços ao bairro Cidade do Lobo e reúne mais de 300 moradores

Atendimento do MP Itinerante reúne dezenas de moradores no bairro Cidade do Lobo.
Moradores do Cidade do Lobo recebem atendimento gratuito durante a ação do MP Itinerante, que levou serviços essenciais à comunidade na Zona Sul de Porto Velho.

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) levou, nesta quarta-feira (26), uma nova edição do MP Itinerante ao bairro Cidade do Lobo, na Zona Sul de Porto Velho. Apesar da chuva forte, mais de 300 moradores chegaram cedo à Escola Capitão Cláudio Manoel da Costa e, com isso, aproveitaram os atendimentos gratuitos. A iniciativa, que integra o compromisso do MPRO com o acesso à cidadania, busca ampliar o alcance de serviços públicos essenciais em regiões com maiores dificuldades de deslocamento. Os participantes se beneficiaram da ação de que o MPRO leva serviços ao Cidade do Lobo.

Compromisso institucional e presença direta no território

Logo no início das atividades, o Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago, acompanhou o atendimento e reforçou a importância do projeto. Segundo ele, a mobilização reúne 24 instituições parceiras, o que fortalece a atuação integrada do Estado. Assim, o MPRO leva serviços ao Cidade do Lobo de forma articulada.

“Buscamos comunidades mais distantes, pessoas com maior dificuldade de acesso, justamente para facilitar e assegurar uma cidadania plena”, afirmou.

Além disso, o coordenador do MP Itinerante, Marcos Valério Tessila de Melo, destacou que o projeto funciona como ponte entre os serviços essenciais e a população.

“O MP Itinerante aproxima serviços essenciais de quem mais precisa. Dessa forma, garante cidadania ao levar orientação jurídica, documentos e programas sociais diretamente às comunidades.”

Moradores acessam documentos, atendimentos sociais e benefícios

Ao longo da manhã, os moradores procuraram diversos serviços. Entre eles, emissão e regularização de CPF, carteira de identidade, carteira do idoso, carteira da pessoa com autismo, atualização da Carteira de Trabalho, solicitação de passe livre, informações previdenciárias e atendimentos nas áreas de saúde e assistência social. Todo esse apoio garantiu que o MPRO leva serviços ao Cidade do Lobo para promover a cidadania.

A moradora Maria Jesus, de 69 anos, buscou o passe do idoso.
“Já ajuda bastante, porque a gente não tem salário para tudo”, contou. Ela pretende usar o benefício para visitar a filha, que mora na Bahia.

Da mesma forma, o morador Manuel de Oliveira Parente, um dos pioneiros do bairro, afirmou que aproveitou a ação principalmente pela proximidade.
“É muito bom, ajuda porque está aqui perto de casa.”

Enquanto isso, Davi Pereira da Silva, pedreiro que sofreu um acidente em 2022, tentava emitir o passe estadual e federal.
“Às vezes a pessoa quer visitar um parente, mas não tem o dinheiro. Isso melhora muito.”

A agente administrativa Isaura Alves da Silva, do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER), explicou que o passe livre exige documentos básicos, como identidade, CPF, comprovante de residência e renda de até dois salários mínimos. Para pessoas com deficiência, entretanto, também é necessário apresentar laudo médico.

Instituições parceiras reforçam atendimento conjunto

Durante a ação, a Receita Federal realizou consultas e ajustes de CPF, incluindo suspensão, inconsistências e casos de malha.
“Estamos verificando alteração, cancelamento e conferindo situação de malha sempre que necessário”, explicou Nazaré Santos, responsável pelo atendimento.

Além disso, o público recebeu apoio da Defensoria Pública, Corpo de Bombeiros, Idaron, Sedam, Emater, Detran, Sine, Energisa, TCE-RO, Procon, Seduc, Semusa, Semias, Semdec, Conselho Tutelar, Junta de Serviço Militar e outros órgãos. Dessa forma, a ação se consolidou como um dos atendimentos integrados mais amplos realizados na região.

A moradora Juliana Urbano ajustou dados do CPF, da Carteira de Trabalho e iniciou a emissão de uma nova identidade.
“Acordei cedo para conseguir ficha. É bom porque facilita a nossa vida, né?”, contou.

Programação segue em nova comunidade

Por fim, o MPRO informou que as ações continuam nesta quinta-feira (27), no Colégio Tiradentes da Polícia Militar VII, no bairro Mato Grosso, das 8h às 17h. Com isso, o programa segue percorrendo diferentes regiões de Porto Velho e do interior, priorizando comunidades com maior vulnerabilidade social.

Fonte: Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Brasil tem 53 mil servidores que ganham acima do teto do funcionalismo

Um levantamento nacional revelou que 53 mil servidores públicos no Brasil recebem acima do teto constitucional, que atualmente é de R$ 46 mil. Embora o limite esteja previsto na Constituição, a combinação de gratificações, auxílios e verbas retroativas permite que os valores ultrapassem o permitido. Esses supersalários acima do teto geram discussões sobre legalidade e impacto financeiro.
Além disso, a pesquisa mostra que, mesmo representando apenas 1,34% do funcionalismo analisado, esse grupo custou R$ 20 bilhões aos cofres públicos entre agosto de 2024 e julho de 2025.

Como os supersalários se formam

A investigação avaliou 50 milhões de contracheques de 4 milhões de servidores de diversos poderes. Segundo o levantamento, as distorções surgem porque, apesar do teto legal, penduricalhos — como auxílios ilimitados e parcelas indenizatórias — não são contabilizados como remuneração e, portanto, podem elevar o salário final.

Por isso, milhares de pessoas recebem muito acima do teto. Entre as categorias que lideram essa lista estão:

  • Magistratura, com 21 mil juízes e desembargadores;

  • Poder Executivo Federal, com 12 mil servidores;

  • Ministério Público, com 10 mil integrantes.

Consequentemente, essas carreiras concentram a maior parte dos supersalários identificados.

Comparação internacional evidencia distorções

Além dos dados nacionais, o estudo também comparou os gastos brasileiros com os de outros países, usando a paridade de poder de compra. A partir disso, ficou evidente que o Brasil está isolado no topo.

Enquanto aqui o gasto anual chega a US$ 8 bilhões, na Argentina o valor não passa de US$ 381 milhões. Em seguida aparecem Estados Unidos, México, Reino Unido, Chile, França e Itália, todos muito abaixo da realidade brasileira.
Além disso, o relatório apontou que a Alemanha não registra despesas semelhantes, o que torna o contraste ainda maior.

Impacto fiscal e desigualdade interna

De acordo com o autor do estudo, Sergio Reis Guedes, o problema se agrava porque o país enfrenta uma crise fiscal. Assim, recursos que poderiam reforçar a educação, a saúde ou a construção de equipamentos públicos acabam destinados a uma minoria privilegiada.

A diretora-executiva do Movimento Pessoas à Frente, Jessika Moreira, acrescentou que, embora apenas 1% do funcionalismo receba acima do teto, o impacto orçamentário atinge toda a população, especialmente porque áreas essenciais seguem sem recursos suficientes.

Reforma administrativa volta ao centro do debate

Nesse cenário, a pressão por mudanças cresce dentro do Congresso. O deputado Pedro Paulo (PSD), responsável pela proposta de reforma administrativa, destacou que cortar penduricalhos e trazer os salários de volta para dentro do teto é fundamental.

Segundo ele, o avanço do debate permitiria ao governo reduzir despesas e realocar recursos. Portanto, as negociações devem acelerar até o fim do ano para que o texto seja votado em plenário.

O que dizem as instituições

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afirmou que os tribunais administram seus próprios orçamentos e que analisam eventuais irregularidades. Além disso, o órgão destacou que criou um observatório para acompanhar a governança e a transparência do Judiciário.

Já o Ministério da Gestão informou que muitos pagamentos acima do teto são indenizatórios e previstos em lei. Contudo, reconheceu que enfrentar privilégios é necessário e depende de diálogo político para avançar de forma consistente.

O que o estudo revela no fim das contas

O estudo expõe uma realidade que, embora conhecida, raramente é analisada de forma tão detalhada. Os supersalários revelam um abismo entre o que diz a Constituição e o que ocorre na prática, especialmente em um país que ainda luta para equilibrar suas contas.
Assim, o tema reacende o debate sobre a reforma administrativa e reforça a urgência de ajustar mecanismos que, hoje, permitem distorções de grande impacto fiscal.

Fonte: G1

CBF anuncia o Fair Play Financeiro com novas regras, punições e cronograma

Arte sobre o fair play financeiro da CBF com fundo verde e título destacando novas regras e punições para os clubes.
CBF anuncia o novo sistema de Fair Play Financeiro, que define regras, limites de gastos e punições para clubes brasileiros a partir de 2026.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou, nesta quarta-feira, em São Paulo, o novo Sistema de Sustentabilidade Financeira do Futebol Brasileiro, que estabelece o Fair Play Financeiro para clubes das Séries A e B a partir de 2026. A iniciativa representa um marco regulatório importante, pois busca equilibrar receitas, controlar despesas e aumentar a transparência. Além disso, o projeto cria uma agência independente para fiscalizar todas as etapas do processo.

O monitoramento ficará a cargo da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), que terá autonomia para revisar documentos, validar contratos, acompanhar transações e aplicar punições quando necessário. Assim, o sistema passa a impor limites mais rígidos e, ao mesmo tempo, incentiva boas práticas de gestão.

Regras para dívidas e atrasos

 

As medidas serão aplicadas em três janelas anuais de análise:
31 de março, 31 de julho e 30 de novembro.

Durante esses períodos, os clubes deverão:

  • Preencher formulários de autodeclaração financeira;

  • Registrar todas as transações com outros clubes em um sistema próprio da CBF;

  • Informar valores, formas de pagamento e condições contratuais;

  • Registrar contratos de atletas, incluindo salários e direitos de imagem.

Dessa forma, a CBF pretende impedir descontrole orçamentário e atrasos frequentes. Embora as dívidas geradas após 1º de janeiro de 2026 entrem imediatamente na regra, os débitos anteriores terão adaptação até novembro de 2026.

Equilíbrio operacional e resultados

Para garantir operações mais sustentáveis, os clubes terão de apresentar superávit ou, quando isso não ocorrer, utilizar aportes de capital para fechar as contas. No entanto, o regulamento limita o tamanho do déficit permitido:

  • Série A: até R$ 30 milhões ou 2,5% da receita;

  • Série B: até R$ 10 milhões ou 2,5% da receita.

Além disso, ficam excluídas dessa conta despesas de categorias de base, futebol feminino, projetos sociais e esportes olímpicos e paralímpicos. O período de adaptação será gradual: advertências ocorrerão em 2026 e 2027, enquanto a aplicação total das regras começa em 2028.

Controle de custos com elenco

Outro eixo fundamental é o limite para gastos com futebol profissional. A soma de salários, direitos de imagem, encargos e amortizações deverá respeitar o teto de 70% das receitas, considerando também o valor líquido de transferências e aportes.

Para facilitar a transição, o cronograma será o seguinte:

  • 2028: limite de 80% para Séries A e B;

  • 2029: limite de 70% para Série A e 80% para Série B;

  • 2030: aplicação total do teto de 70%.

Além disso, a folha salarial precisa permanecer na média dos seis meses anteriores. Dessa forma, clubes que aumentarem gastos de maneira repentina poderão ser punidos. Durante janelas de transferências, por exemplo, a regra determina que o clube só pode gastar o que arrecadou com vendas de atletas.

Regras de endividamento

O sistema também estabelece limites para a dívida líquida de curto prazo, que deverá ser inferior a 45% das receitas relevantes a partir de 2030. Até lá, haverá uma transição progressiva:

  • 2028: teto provisório de 60%;

  • 2029: limite intermediário de 50%.

Consequentemente, os clubes terão de reorganizar compromissos financeiros e renegociar pendências para evitar sanções.

Insolvência e reorganização

Para casos mais críticos, o Fair Play Financeiro prevê:

  • Limitação da folha salarial durante recuperações judiciais;

  • Negociação de acordos de reestruturação com prazos e garantias;

  • Restrições para clubes com risco de insolvência.

Essas medidas buscam evitar colapsos administrativos e, ao mesmo tempo, promover ajustes ordenados.

Balanços e monitoramento

Os clubes terão de apresentar:

  • Balanços anuais até 30 de abril, acompanhados de auditoria registrada na CVM;

  • Orçamento anual até 15 de dezembro.

Embora essa parte seja considerada educativa no início, ela deverá servir futuramente para projeções de risco. A Série C também passa a ter obrigações mínimas, como entrega de demonstrações financeiras auditadas e cumprimento das regras de dívidas.

Proibição de multipropriedade

O regulamento ainda veda que uma mesma pessoa, grupo econômico ou fundo tenha controle ou influência relevante sobre mais de um clube inscrito na mesma competição da CBF. Além disso, haverá critérios contábeis específicos para transações internas entre clubes pertencentes ao mesmo controlador.

Punições para clubes

O descumprimento das normas poderá gerar:

  • Advertência pública;

  • Multa;

  • Retenção de receitas;

  • Transfer ban;

  • Dedução de pontos;

  • Rebaixamento;

  • Cassação da licença de clube.

No entanto, antes de medidas mais duras, poderá ser firmado um acordo de ajustamento de conduta.

Punições para dirigentes e conselheiros

A ANRESF também terá poder para punir dirigentes, administradores e membros de conselhos que apresentarem documentos falsos, omitirem informações ou participarem de irregularidades.

As sanções incluem:

  • Advertência pública;

  • Multa;

  • Suspensão temporária de atividades;

  • Impedimento para ocupar cargos no futebol;

  • Banimento do esporte.

Dessa forma, a CBF busca responsabilizar não apenas clubes, mas também indivíduos que contribuam para distorções financeiras.

Fonte: Globo Esporte

Estudo revela que suco de beterraba reduz pressão em idosos

Suco de beterraba em copo transparente ao lado de beterrabas frescas sobre fundo colorido.
Estudo mostra que o suco de beterraba reduz a pressão arterial em idosos e melhora bactérias da boca, segundo pesquisadores da Inglaterra.

A combinação entre ciência e tradição popular voltou a se confirmar. Um estudo da Universidade de Exeter, no Reino Unido, mostrou que o suco de beterraba reduz a pressão arterial em idosos e, além disso, modifica o microbioma oral, reduzindo bactérias prejudiciais. Embora muitas pessoas já associassem o vegetal à saúde, a pesquisa traz dados concretos e reforça o impacto do nitrato na circulação.

Desde o início da vida adulta, o organismo passa a produzir menos óxido nítrico, substância fundamental para manter o bom funcionamento dos vasos sanguíneos. Por esse motivo, alimentos ricos em nitrato tornam-se ainda mais importantes com o envelhecimento. Conforme explicam os autores, o suco de beterraba cumpre justamente esse papel.

Redução da pressão arterial após duas semanas

O estudo analisou 39 adultos com menos de 30 anos e 36 idosos entre 60 e 70 anos, todos submetidos ao consumo de duas doses diárias de suco concentrado de beterraba durante duas semanas. Enquanto os mais jovens não apresentaram mudanças significativas, os idosos mostraram queda consistente da pressão arterial.

Além disso, o efeito só ocorreu com o suco rico em nitrato, o que exclui a possibilidade de resultado casual. De acordo com o pesquisador Andy Jones, “alimentos ricos em nitrato alteram o microbioma oral de forma positiva e contribuem para reduzir a pressão arterial em adultos mais velhos”.

Alterações benéficas nas bactérias da boca

O benefício não ficou restrito à pressão arterial. O estudo também observou mudanças expressivas no microbioma oral. Depois da suplementação, os idosos apresentaram:

  • diminuição marcante da bactéria Prevotella, que prejudica a conversão de nitrato em óxido nítrico;

  • aumento de bactérias benéficas, como as do gênero Neisseria, essenciais para a saúde vascular.

Segundo o Exeter News, esse equilíbrio bacteriano melhora a conversão do nitrato ingerido, favorecendo a produção de óxido nítrico e, consequentemente, ajudando a regular a pressão arterial. Portanto, a melhora não ocorre apenas pela ingestão do suco, mas também pela forma como o corpo passa a utilizá-lo.

Outras fontes naturais de nitrato

Para quem não aprecia o sabor da beterraba, existem outras opções que podem oferecer benefícios semelhantes. Entre elas estão espinafre, rúcula, erva-doce, aipo e couve. Assim, mesmo pessoas que não consomem o suco regularmente conseguem incluir nitrato na rotina alimentar.

Além disso, os pesquisadores reforçam que incentivar idosos a consumir vegetais ricos em nitrato pode trazer ganhos significativos a longo prazo. Conforme explicou o Dr. Lee Beniston, do BBSRC, que financiou a pesquisa, “os resultados abrem novas oportunidades para melhorar a saúde vascular por meio da nutrição”.

Fonte: Só Notícia Boa

Isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil é assinada

Capa jornalística com o título “Lei que zera o IR para quem ganha até R$ 5 mil é assinada; veja o que muda”, em fundo texturizado azul, com ilustração de notas de 100 reais na lateral direita.
Arte mostra o anúncio da lei que zera o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A nova regra entra em vigor em 2026.

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês foi sancionada e já tem data para começar a valer. A partir de 2026, milhões de contribuintes passarão a pagar menos imposto ou até deixarão de pagar totalmente. Além disso, a medida cria um desconto progressivo para rendas um pouco maiores e estabelece novas regras para quem está na faixa de alta renda.

Para entender o impacto real das mudanças, veja abaixo as principais perguntas e respostas.

O que prevê a nova lei

A lei ampliou a isenção do IR para pessoas que ganham até R$ 5 mil mensais e, ao mesmo tempo, criou um desconto reduzido para quem recebe até R$ 7.350. Esse mecanismo diminui o imposto de forma gradual e, portanto, favorece quem está logo acima da faixa de isenção.

Além disso, o governo instituiu um imposto mínimo de até 10% para rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil, especialmente sobre lucros e dividendos, que antes não eram tributados. Dessa forma, os contribuintes com rendas elevadas passam a contribuir mais.

Quem será impactado

De acordo com estimativas oficiais, cerca de 15 milhões de pessoas devem ser beneficiadas. A maior parte desse grupo deixará de pagar o imposto mensalmente, o que gera alívio imediato no orçamento.

Por outro lado, entre 140 mil e 150 mil contribuintes de alta renda passarão a recolher o imposto mínimo criado pela nova regra. Assim, o governo redistribui parte da carga tributária para quem está no topo da pirâmide de rendimentos.

Quando passa a valer

As novas regras começam a valer em janeiro de 2026. Portanto, os salários recebidos a partir desse mês já terão cálculo ajustado. Como consequência, a declaração do Imposto de Renda de 2027 refletirá integralmente as mudanças.

Quanto os trabalhadores vão economizar

A economia varia conforme a renda. Por exemplo: quem ganha R$ 5 mil por mês deixará de pagar R$ 312,89 mensalmente, o que representa uma redução expressiva ao longo do ano. Já quem recebe valores entre R$ 5.001 e R$ 7.350 terá descontos menores, mas ainda assim notará diferença mensal no salário.

À medida que a renda sobe dentro dessa faixa, o desconto diminui até chegar ao limite máximo previsto pela lei.

A isenção vale para salário líquido ou bruto

A regra considera sempre o rendimento bruto. Portanto, a isenção se aplica apenas a contribuintes com ganho mensal bruto de até R$ 5 mil.

Mais de uma fonte de renda

Quem possui diferentes fontes de renda também pode ser beneficiado. Contudo, a soma de todas as fontes deve ficar abaixo de R$ 5 mil para garantir a isenção total. Caso ultrapasse esse valor, o contribuinte entra na faixa de desconto progressivo ou segue tributado normalmente.

Desconto para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7.350

A nova lei prevê que trabalhadores dentro dessa faixa terão redução menor no imposto. Por exemplo, alguém que ganha R$ 7 mil deve economizar cerca de R$ 46,61 por mês. Embora o valor seja menor que o benefício da isenção total, ainda representa um alívio anual.

Acima de R$ 7.350, nada muda, já que a tabela progressiva atual continua em vigor.

Como o governo vai compensar a renúncia fiscal

O governo estima uma perda de R$ 25,8 bilhões em 2026. Para compensar esse valor, adotou a tributação mínima sobre lucros e dividendos de alta renda. Essa mudança busca equilibrar o sistema tributário, já que muitos contribuintes de renda elevada declaravam pró-labore baixo e recebiam grandes valores como lucros isentos.

Além disso, uma parte da arrecadação será destinada a estados e municípios.

Os mais ricos vão pagar mais imposto

Com a nova legislação, contribuintes com renda anual acima de R$ 600 mil passarão a recolher o imposto mínimo. O valor cresce de maneira progressiva e acompanha o aumento da renda. Veja alguns exemplos práticos:

  • R$ 600.001 → imposto de R$ 0,10

  • R$ 600.010 → imposto de R$ 1

  • R$ 601 mil → cerca de R$ 100,17

  • R$ 605 mil → cerca de R$ 504,17

  • R$ 615 mil → aproximadamente R$ 1.537,50

Esses valores ilustram como a cobrança evolui de forma gradual.

Vai mudar a declaração do IRPF

Até o momento, a Receita Federal não anunciou mudanças na forma de declarar o Imposto de Renda. A expectativa é que as possíveis atualizações sejam detalhadas ao longo de 2026. Por enquanto, o contribuinte deve seguir o mesmo processo habitual.

Quem é CLT e ganha salários altos terá mudanças

Os trabalhadores com salários altos não serão afetados pela nova regra. Como o IR sobre folha já segue a tabela progressiva com retenção em fonte, nada muda para esse grupo. As alterações atingem apenas lucros e dividendos, não remunerações tradicionais.

Ferramentas de simulação

O material disponibiliza duas calculadoras que ajudam a visualizar o impacto:

  • quanto cada faixa de renda deixará de pagar;

  • qual será a cobrança mínima para rendimentos acima de R$ 600 mil.

Essas ferramentas facilitam a comparação e permitem que o contribuinte avalie seu cenário de forma clara.

Fonte: G1

Incêndio atinge arranha-céus em Hong Kong e deixa 36 mortos

Homem levanta os braços enquanto arranha-céus em Hong Kong são consumidos por um incêndio de grande proporção.
Homem observa o complexo de arranha-céus tomado pelo fogo em Hong Kong, onde o incêndio deixou mortos e centenas de desaparecidos.

Um incêndio de grandes proporções atingiu, nesta quarta-feira (26), um conjunto de arranha-céus no distrito de Tai Po, em Hong Kong. As autoridades confirmaram 36 mortos e 29 feridos. Além disso, 279 pessoas seguem desaparecidas, e muitas estavam presas nos prédios quando o fogo avançou.

O incêndio começou às 14h51 (horário local). O Departamento de Bombeiros enviou mais de 700 agentes para tentar conter as chamas e resgatar os moradores. Minutos depois, o alerta inicial de nível 4 subiu para o nível máximo, 5, o que mostra a gravidade da situação.

Suspeita de início em andaime de bambu

Prédios em Hong Kong são consumidos por incêndio de grande intensidade, com fumaça escura cobrindo o céu.
Arranha-céus em Hong Kong ficam envoltos por chamas e fumaça densa durante incêndio que deixou mortos e centenas de desaparecidos.

As primeiras análises apontam para um possível foco de fogo na estrutura de andaimes de bambu instalada para obras externas. Esse tipo de material é comum na região, mas também oferece riscos. Por isso, autoridades já discutiam sua restrição. Como havia ventos fortes, as chamas se espalharam rapidamente e atingiram sete das oito torres do complexo residencial Wang Fuk Court.

O conjunto possui 31 andares e abriga cerca de 4,6 mil moradores. Isso dificultou a evacuação, já que muitas famílias viviam em andares altos.

Bombeiro está entre as vítimas

Moradores observam arranha-céus em Hong Kong cobertos por fumaça e chamas durante incêndio de grandes proporções.
Pessoas acompanham à distância o incêndio que atingiu um complexo de arranha-céus em Hong Kong, gerando colunas intensas de fumaça e deixando mortos e desaparecidos.

Um bombeiro morreu durante o combate ao incêndio. Outros agentes também ficaram feridos enquanto tentavam entrar nas áreas mais quentes dos prédios. Segundo a corporação, a temperatura extrema impedia o avanço das equipes e reduzia as chances de resgate imediato.

De acordo com porta-vozes, havia grande preocupação com a segurança interna das estruturas. A fumaça densa e o risco de colapso mantiveram equipes afastadas por vários momentos da operação.

Ruas fechadas e operação ampliada

O Departamento de Transportes bloqueou trechos inteiros da rodovia Tai Po. Linhas de ônibus também foram desviadas. A polícia isolou dois quarteirões próximos ao local do incêndio. Mais tarde, após avaliação de risco, liberou parte dessas vias.

Imagens registradas por fotógrafos da Reuters e AFP mostram torres tomadas por labaredas. A fumaça escura era vista a quilômetros de distância. Moradores também apareceram nas janelas pedindo ajuda, o que aumentou a tensão da operação.

Região densa aumentou o impacto da tragédia

O Wang Fuk Court está em uma das áreas mais populosas de Hong Kong. Segundo o censo, o conjunto possui mais de dois mil apartamentos. Isso ampliou a complexidade dos resgates e criou um cenário caótico durante os primeiros minutos do incêndio.

As autoridades afirmaram que novas informações serão divulgadas conforme o avanço das buscas e a estabilização das estruturas.

Fonte: G1

Tarifas de energia no Brasil podem ficar mais baratas com nova lei

Capa com lâmpada acesa em destaque simbolizando redução das tarifas de energia no Brasil após nova lei.
Arte mostra lâmpada acesa e anuncia que nova lei impõe limite à CDE e pode reduzir o preço da conta de luz no Brasil.

A modernização do marco regulatório do setor elétrico, sancionada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, promete alterar de forma significativa a estrutura de custos da energia no país. A lei estabelece novas diretrizes para planejamento, operação e financiamento do sistema, e, portanto, tende a reduzir a pressão tarifária nos próximos anos.

Teto para gastos da CDE pode aliviar a conta de luz

A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), criada em 2002, financia subsídios, indenizações e programas como o Luz para Todos. Esses valores sempre foram repassados às distribuidoras e, consequentemente, ao consumidor. No entanto, as despesas cresceram continuamente, o que elevou a tarifa de energia.

Com a nova lei, o governo definiu um teto baseado no orçamento de 2025, corrigido pela inflação. Dessa forma, qualquer despesa que ultrapasse essa referência deixará de ser repassada automaticamente aos consumidores.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o limite representa “um avanço histórico que finalmente contém o crescimento dos subsídios que pesam no bolso do brasileiro”. Assim, o governo acredita que o país caminha para tarifas de energia mais justas e previsíveis.

Mercado livre de energia ganha regras mais claras

A legislação também altera o funcionamento do Ambiente de Contratação Livre (ACL), mercado que permite que consumidores negociem diretamente com fornecedores. O texto define cronogramas para a abertura total do mercado, estabelece requisitos para atendimento de carga e cria o serviço de suprimento de última instância, responsável por garantir energia quando houver falhas na entrega contratada.

Com isso, consumidores e empresas passam a operar em um ambiente mais seguro e transparente.

Armazenamento de energia passa a ter papel estratégico

A lei inclui diretrizes para sistemas de armazenamento de energia, como baterias e soluções hidráulicas. Isso porque, com o avanço das fontes renováveis, a flexibilidade operacional do sistema elétrico se tornou essencial.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) terá atuação ampliada na elaboração de estudos e no desenvolvimento de projetos relacionados a armazenamento. Nesse contexto, o governo espera preparar o país para momentos de oscilação na geração, especialmente em períodos de seca ou excesso de energia eólica e solar.

Mudanças no setor de gás natural fortalecem a transição energética

O texto também moderniza aspectos do setor de gás natural. As novas medidas ampliam o aproveitamento da produção nacional, ajustam regras de comercialização e fortalecem o papel da PPSA e da Petrobras na gestão do gás da União.

Por outro lado, o governo afirma que essas mudanças posicionam o gás natural como vetor estratégico dentro da transição energética brasileira.

Vetos mantêm estabilidade jurídica e resguardam análises ambientais

Apesar dos avanços, o governo vetou 16 dispositivos. Entre eles estavam:

• Ressarcimento por cortes de geração

A proposta ampliaria o escopo de compensações e, com isso, elevaria os custos arcados pelos consumidores.

• Adoção de cotações internacionais para petróleo e gás

A mudança poderia gerar insegurança jurídica e comprometer investimentos de longo prazo. Além disso, não refletiria as características do petróleo produzido no Brasil.

• Prazo rígido de 90 dias para pareceres ambientais

Segundo o Executivo, o prazo seria insuficiente, já que usinas hidrelétricas geram impactos socioambientais complexos que demandam análises mais profundas.

Portanto, os vetos foram mantidos como forma de evitar riscos regulatórios.

Impacto no bolso ainda depende de vários fatores

A aprovação do novo marco regulatório representa um avanço importante para o setor elétrico. Ainda assim, a redução real da conta de luz dependerá de condições climáticas, disponibilidade de geração, custos de transmissão e comportamento do mercado.

Dessa forma, mesmo com o limite imposto à CDE, o impacto final será percebido gradualmente pelos consumidores.

Fonte: Olhar Digital

STF derruba tese da “revisão da vida toda” do INSS

decisão do Supremo que derruba a tese da revisão da vida toda e altera regras de benefícios do INSS.
Foto jornalística destaca a decisão do Supremo que derruba a tese da revisão da vida toda e altera regras de benefícios do INSS.

O Supremo Tribunal Federal derrubou a tese da “revisão da vida toda” e mudou, mais uma vez, o debate sobre o cálculo das aposentadorias. A decisão atende a um recurso do INSS e marca o fim da possibilidade de o segurado escolher a regra mais vantajosa. Além disso, o Tribunal alterou um entendimento firmado em 2022, o que reforça uma guinada no tema.

Os ministros analisaram o caso no plenário virtual e concluíram a votação na noite de terça-feira. O placar terminou com oito votos favoráveis ao novo posicionamento e três contrários. Com isso, os processos que estavam parados voltam a tramitar, o que destrava cerca de 140 mil ações espalhadas pelo país.

O que estava em jogo

A discussão envolvia o direito de incluir, no cálculo da aposentadoria, salários recebidos antes do Plano Real. Muitos segurados defendiam essa opção, porque recebiam valores maiores antes de 1994 e, portanto, buscavam uma renda mais alta na aposentadoria. A regra de transição criada no governo Fernando Henrique Cardoso reduziu esses valores, e milhares de pessoas recorreram à Justiça para revertê-los.

Em 2022, o STF autorizou o uso da regra mais vantajosa. Contudo, a Corte voltou ao tema em 2024, avaliou outro processo e decidiu que a Previdência deve aplicar apenas os salários posteriores a 1994. A partir dessa mudança, o INSS pediu a extensão do novo entendimento para todos os casos, o que levou ao julgamento mais recente.

Relator defende mudança

O relator sustentou que a tese anterior já não fazia sentido após a decisão de 2024. Por isso, defendeu o cancelamento da revisão e a retomada imediata dos processos. Ele também propôs ajustar os efeitos da decisão para evitar prejuízos a quem já havia recebido valores maiores. Dessa forma, o STF manteve a garantia para segurados que receberam pagamentos até abril de 2024.

Impacto fiscal evitado

A mudança reduz a pressão sobre as contas públicas. Caso a tese permanecesse válida, a União enfrentaria um impacto bilionário, já que teria de revisar benefícios em todo o país. A nova posição evita esse efeito dominó e traz segurança jurídica aos cálculos previdenciários.

O que acontece agora

Com a decisão, as ações voltam a andar e seguirão a nova orientação do Supremo. O Tribunal encerra, assim, uma das discussões previdenciárias mais longas dos últimos anos. Além disso, deixa claro que não existe direito de escolha entre regras diferentes para calcular a aposentadoria.

Fonte: CNN Brasil

Brasil anuncia vacina 100% nacional e de dose única contra a dengue

Arte destaca o anúncio da primeira vacina 100% brasileira e de dose única contra a dengue, com frasco e seringa em fundo azul.
Imagem mostra arte institucional sobre a primeira vacina 100% nacional e de dose única contra a dengue, com produção prevista para 2026.

O Governo Federal apresentou, nesta terça-feira (25), a primeira vacina totalmente brasileira e de dose única contra a dengue. O anúncio ocorreu durante o evento “O SUS e a garantia do acesso à saúde”, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Saúde, Nísia Trindade. A medida simboliza um avanço decisivo, principalmente porque amplia a autonomia do Brasil em tecnologias estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Presidente Lula, ministra Nísia Trindade e autoridades participam do anúncio da produção nacional da vacina contra a dengue em evento oficial no Palácio do Planalto.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Saúde Nísia Trindade e demais autoridades apresentam o acordo para a produção da primeira vacina 100% nacional e de dose única contra a dengue.

Logo no início da apresentação, o Ministério da Saúde confirmou que a produção começará em 2026. Além disso, o país terá capacidade inicial para fabricar 60 milhões de doses por ano, com possibilidade de ampliação conforme a demanda. Dessa forma, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) poderá incluir um número maior de pessoas entre 2026 e 2027.

Brasil acelera inovação com parcerias entre Butantan e setor privado

A vacina será desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com a empresa WuXi Biologics. O projeto integra o Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), que já avançou para a fase final de desenvolvimento. Com isso, o governo busca fortalecer a produção nacional e reduzir dependências externas.

O plano recebeu apoio financeiro do BNDES, responsável pelo investimento em estudos clínicos, enquanto a Anvisa acompanha o processo de registro. O imunizante será indicado para pessoas de 2 a 59 anos, o que amplia o alcance e melhora a capacidade de resposta do país diante de ciclos intensos de transmissão.

Mais projetos fortalecem o Complexo Econômico-Industrial da Saúde

Durante o evento, o governo também apresentou outras ações que reforçam a estratégia nacional. Entre elas estão:

  • a primeira planta de IFA de insulina da América Latina,

  • a produção de uma vacina nacional contra a gripe aviária (H5N8),

  • e a fabricação da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

Essas iniciativas fazem parte do Novo PAC e da Nova Indústria Brasil. Assim, o Brasil aumenta a capacidade de desenvolver soluções internas e, ao mesmo tempo, reduz riscos logísticos associados a importações.

Produção nacional de insulina chega a 70 milhões de unidades

A fabricação da insulina Glargina vai ocorrer por meio de parceria entre a Fiocruz e a Biomm. A Fiocruz produzirá o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), enquanto a Biomm ampliará a fabricação do produto final. Dessa maneira, o país alcançará uma produção anual de 70 milhões de unidades, assegurando regularidade no abastecimento do SUS a partir do segundo semestre de 2025.

Vacina contra o VSR pode evitar milhares de internações

Outro anúncio importante envolve a produção nacional da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A parceria entre o Instituto Butantan e a Pfizer permitirá a entrega de 8 milhões de doses anuais, com capacidade de expansão.

Como o VSR provoca grande número de internações em bebês e idosos, o Ministério da Saúde calcula que o novo imunizante poderá evitar cerca de 28 mil hospitalizações por ano. Além disso, a Conitec recomendou recentemente a incorporação de novas tecnologias, como anticorpos monoclonais e vacinas específicas para gestantes, o que reforça a proteção dos grupos mais vulneráveis.

Brasil se prepara para futuras emergências sanitárias

O governo também destacou a produção da vacina Influenza H5N8, fundamental para respostas rápidas em cenários de emergência. A iniciativa garante ao país um estoque estratégico e capacidade para produzir mais de 30 milhões de doses todos os anos. Essa estrutura permitirá ajustes rápidos na formulação caso ocorram mudanças no comportamento do vírus.

Com esse conjunto de ações, o Governo Federal fortalece o SUS, amplia a inovação nacional e prepara o país para enfrentar desafios sanitários com mais autonomia e agilidade.

Fonte: Governo Federal

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