Bolsonaristas atacam ministros do STF após lançarem fogos de artifício contra o prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, na noite de sábado. O episódio aconteceu na Praça dos Três Poderes e elevou a tensão política em meio à permanência de apoiadores de Jair Bolsonaro na região.
O ataque ocorreu depois que o acampamento pró-Bolsonaro foi desmontado pela polícia do Distrito Federal. Mesmo assim, manifestantes seguiram no local e participaram de atos com palavras de ordem contra o Judiciário e ataques diretos a ministros da Corte.
Bolsonaristas atacam ministros do STF com fogos e insultos
Segundo o texto-base, o ataque aconteceu por volta das 21h30. Em vídeos que circularam nas redes, um homem aparece incitando outros apoiadores a irem a Brasília para se juntar ao chamado grupo “300 do Brasil”, que vinha se concentrando na Esplanada dos Ministérios havia mais de um mês.
Em outro registro, um manifestante menciona nominalmente ministros como Cármen Lúcia, Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, enquanto profere xingamentos e ameaças. A cena mostra o aumento do tom de confronto contra integrantes do Supremo.
Polícia do DF apontou presença de grupo reduzido na Praça dos Três Poderes
De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, um grupo de aproximadamente 30 pessoas realizou um culto na Praça dos Três Poderes e encerrou a cerimônia com o uso de fogos de artifício. Apesar do número reduzido, o ato ganhou forte repercussão pelo alvo escolhido e pelo teor das falas registradas em vídeo.
O episódio ocorreu em uma área central do poder da República e foi entendido como uma ação de intimidação simbólica contra a Suprema Corte. A combinação entre fogos, palavras de ordem e ataques verbais reforçou o ambiente de escalada entre militantes radicais e instituições democráticas.
Resumo rápido
- Fogos de artifício foram lançados contra o STF
- Manifestantes insultaram ministros da Corte
- PM do DF citou grupo de cerca de 30 pessoas
- Esplanada dos Ministérios foi fechada no dia seguinte
Fechamento da Esplanada dos Ministérios ampliou resposta do governo do DF
No dia seguinte ao ataque, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, determinou o fechamento da Esplanada dos Ministérios para pedestres e veículos. A medida passou a valer durante todo o domingo e foi justificada com base em manifestações que, segundo o governo local, vinham apresentando conteúdos inconstitucionais e ameaças aos Poderes constituídos.
Além da questão política, o governo do DF também mencionou a necessidade de conter aglomerações em meio à pandemia do coronavírus. A decisão buscou reduzir riscos à ordem pública e à saúde, ao mesmo tempo em que tentava desmontar a mobilização de rua dos grupos bolsonaristas mais radicais.
Sara Winter voltou a desafiar medidas do Distrito Federal
O texto-base também cita a atuação de Sara Winter Geromini, apontada como liderança do grupo que desafiava as determinações do governo distrital. Pelas redes sociais, ela criticou o fechamento da Esplanada e afirmou que pisaria no local mesmo com a proibição em vigor.
Com isso, o episódio dos fogos no STF passou a ser visto como parte de uma sequência mais ampla de atos de confronto institucional, desobediência deliberada e provocação política no centro de Brasília. Mais informações sobre o Supremo podem ser acompanhadas no portal oficial do STF.





