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quinta-feira, maio 7, 2026

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Em agosto, combate à violência contra mulheres prende mais de 7 mil agressores

Violência contra mulheres voltou ao centro do debate durante a campanha Agosto Lilás, criada para defender direitos, reforçar a prevenção e estimular denúncias contra agressões domésticas. Durante o isolamento social, as ocorrências aumentaram 40%, segundo as informações apresentadas na reportagem.

O cenário preocupa porque muitas agressões acontecem dentro de casa e, em muitos casos, são praticadas pelo próprio companheiro da vítima. A reportagem também destaca uma mudança no perfil das agressões durante a pandemia, com relatos de maior uso de armas brancas, como facas e tesouras, em episódios de violência doméstica.

▶ Ative o som e assista: o vídeo explica como a violência contra mulheres cresceu no isolamento e reforça os canais de denúncia para vítimas, familiares, vizinhos e amigos.

Violência contra mulheres cresceu durante o isolamento social

De acordo com a reportagem, o período de isolamento aproximou muitas vítimas de seus agressores por mais tempo dentro de casa. A orientação para permanecer em casa, necessária durante a pandemia, também agravou situações de risco para mulheres que já viviam em ambientes violentos.

Durante a entrevista, a delegada explicou que, por estarem próximas da cozinha e de objetos de fácil acesso, muitas vítimas passaram a relatar agressões com instrumentos como faca e tesoura. Esse tipo de ataque aumenta a gravidade dos ferimentos e exige resposta rápida das autoridades.

Canais de denúncia

  • Ligue 180: canal nacional para denunciar violência contra mulheres;
  • Ligue 190: use em caso de emergência ou agressão acontecendo no momento;
  • Delegacia: a vítima pode registrar ocorrência e pedir medidas de proteção;
  • Rede de apoio: familiares, vizinhos e amigos também podem denunciar situações de risco.

Perfil do agressor mudou durante a pandemia

A campanha deste ano chamou atenção para a mudança no perfil de atuação do agressor. Antes, muitos relatos mencionavam agressões com socos, chutes e pontapés. Durante o isolamento, segundo a reportagem, cresceu a preocupação com ataques cometidos com objetos cortantes e instrumentos disponíveis dentro da própria residência.

A delegada entrevistada explicou que o agressor pode usar objetos de fácil acesso para ferir a vítima. Por isso, a denúncia rápida é essencial, especialmente quando há ameaça, lesão corporal, histórico de violência ou risco de feminicídio.

Vítimas têm direito a abrigo e medida protetiva

Uma das orientações mais importantes da reportagem é que a mulher não precisa enfrentar a situação sozinha. Ao procurar uma delegacia, a vítima pode acessar uma rede de apoio, registrar boletim de ocorrência e solicitar instrumentos previstos em lei, como medida protetiva.

A delegada também reforçou que, quando a vítima não tem para onde ir ou teme voltar para casa, pode ser encaminhada para um abrigo, inclusive com os filhos. Esse ponto é fundamental porque muitas mulheres deixam de denunciar por medo, dependência financeira, filhos pequenos ou falta de apoio familiar.

Qualquer pessoa pode denunciar?

A reportagem destaca que familiares, amigas, vizinhos e pessoas próximas podem ajudar denunciando situações de violência doméstica. Em alguns crimes, como lesão corporal, a polícia pode agir mesmo sem autorização da vítima, instaurando procedimento e adotando medidas cabíveis.

Em outros casos, como ofensas verbais específicas, pode haver necessidade de manifestação da vítima para que determinados procedimentos avancem. Ainda assim, a orientação principal é clara: diante de suspeita, risco ou agressão, denunciar pode salvar uma vida.

Feminicídios reforçam alerta do Agosto Lilás

Segundo os dados citados na reportagem, entre março e abril foram registradas 143 mortes de mulheres vítimas de feminicídio. O número reforça a gravidade da violência doméstica e mostra que a agressão muitas vezes evolui de ameaças e lesões para crimes fatais.

Mesmo com o aumento das denúncias, muitas mulheres ainda não procuram ajuda. O medo, a dependência emocional, a pressão psicológica e a falta de segurança para sair de casa continuam sendo barreiras. Por isso, a participação da comunidade é decisiva.

Denúncia pode salvar uma família inteira

A mensagem final da reportagem reforça que denunciar é um ato de proteção. Quem presencia uma agressão ou sabe que uma mulher está em situação de risco pode procurar os canais oficiais e comunicar o caso às autoridades.

A violência contra mulheres exige resposta coletiva. A vítima precisa de acolhimento, proteção e informação; já a sociedade precisa reconhecer sinais de risco e agir antes que o ciclo de violência avance.

Mais informações sobre direitos, atendimento e proteção às vítimas podem ser consultadas no canal oficial do Governo Federal sobre denúncias de violência contra a mulher.

Fonte da notícia:
Record TV / YouTube

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