O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu nesta sexta-feira (6/6) uma resposta decisiva dos aliados ocidentais, após a Rússia lançar uma das maiores ofensivas aéreas desde o início da guerra. Durante a noite anterior, as forças russas dispararam mais de 400 drones e 40 mísseis contra várias regiões da Ucrânia.
“A Rússia deve ser responsabilizada. Desde os primeiros minutos desta guerra, bombardeou cidades e vilarejos para destruir vidas”, afirmou Zelensky. “Chegou a hora de Estados Unidos, Europa e o mundo pararem esta guerra, pressionando a Rússia.”
O ataque provocou a morte de quatro pessoas em Kiev e feriu outras 20, conforme relatou o prefeito Vitali Klitschko. Além disso, as explosões danificaram linhas de trem, comprometendo o tráfego ferroviário ao sul da capital.
Em Lutsk, no oeste do país, mísseis e drones atingiram um prédio residencial, deixando cinco pessoas feridas. Segundo Ivan Rudnytsky, chefe da administração local, os estragos foram significativos. Já em Ternopil, autoridades registraram a maior ofensiva aérea da região até agora. O prefeito Serguiï Nadal explicou que instalações industriais e parte da infraestrutura elétrica foram afetadas.
No centro do país, as defesas ucranianas interceptaram três mísseis e destruíram 22 drones, de acordo com o governador de Tcherkassy, Igor Taburets. Apesar da intensidade do ataque, ninguém ficou ferido.
Ofensiva cruzada: Ucrânia também ataca território russo
Durante a mesma madrugada, dez drones ucranianos atingiram Moscou, o que forçou o fechamento temporário de três aeroportos, como confirmou o prefeito Serguei Sobianine. Em outras regiões russas, como Kursk, Briansk e Belgorod, explosões danificaram pontes e ferrovias, matando sete pessoas e deixando mais de 100 feridos.
O governador de Belgorod, Viatcheslav Gladkov, informou que uma locomotiva descarrilou após explosão de um artefato instalado sob os trilhos. Embora o incidente tenha causado pânico, ninguém se feriu.
?️ Diplomacia estagnada e pressões por negociações
Apesar dos sucessivos apelos da Ucrânia e do Ocidente por um cessar-fogo, a guerra segue com combates intensos. Recentemente, Donald Trump reforçou a importância de se abrir um canal de diálogo. Mesmo assim, a Rússia ainda controla cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a Crimeia.
As negociações entre Kiev e Moscou, mediadas por EUA e Turquia, não resultaram em avanços concretos. Durante a segunda rodada de conversas em Istambul, a Rússia apresentou exigências que o governo ucraniano considerou inaceitáveis, como a retirada de tropas de quatro regiões ocupadas e a promessa de não aderir à OTAN.
No entanto, como sinal de alguma cooperação, os países concordaram em realizar uma nova troca de prisioneiros neste fim de semana, com 500 combatentes libertados de cada lado.
Durante visita a Washington, o chanceler alemão Friedrich Merz pediu a Trump que intensifique a pressão sobre Moscou, visando a interrupção definitiva do conflito.









