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sexta-feira, abril 17, 2026

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Irã reabre estreito de Ormuz durante cessar-fogo

Estreito de Ormuz voltou a ser liberado pelo Irã para a passagem de embarcações comerciais durante o período de cessar-fogo, em um movimento que reduziu a pressão imediata sobre uma das rotas mais sensíveis do comércio global de energia. A confirmação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, nesta sexta-feira.

A decisão recoloca o estreito de Ormuz no centro da crise no Oriente Médio porque a via concentra cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo e gás. Além do peso geopolítico, o anúncio provocou reação quase imediata no mercado, com queda do dólar e recuo do petróleo Brent nas primeiras horas do dia.

Situação
Passagem liberada
Teerã informou abertura total para embarcações comerciais durante o cessar-fogo.
Peso global
1/5 da energia
A rota concentra parcela decisiva do fluxo mundial de petróleo e gás.
Mercado
Dólar a R$ 4,95
A moeda americana caiu ao menor nível desde março de 2024 após o anúncio.
Petróleo
Brent em queda
O barril recuou mais de 10% com a redução da tensão sobre a rota marítima.

Por que o estreito de Ormuz voltou ao centro da crise

O estreito de Ormuz já vinha operando sob forte pressão desde que a ofensiva de Estados Unidos e Israel contra o Irã começou em 28 de fevereiro. A passagem ficou praticamente bloqueada, o que elevou o temor de novos choques no abastecimento global de energia e ampliou a instabilidade nos mercados internacionais.

Ao anunciar a reabertura, Abbas Araghchi disse que a liberação ocorreria em conformidade com o cessar-fogo e em rota coordenada previamente pelas autoridades portuárias e marítimas do Irã. A sinalização buscou transmitir controle sobre a navegação e, ao mesmo tempo, reduzir o risco de um novo estrangulamento logístico em plena escalada regional.

Linha do tempo

Como a tensão chegou à reabertura da rota

28 de fevereiro
Ofensiva de EUA e Israel contra o Irã amplia a tensão sobre a navegação regional.
Após a escalada
O estreito de Ormuz passa a operar sob bloqueio prático e vira foco do mercado global.
16 de abril
Trump anuncia cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano, em meio às negociações.
17 de abril
O Irã confirma a reabertura para embarcações comerciais e o mercado reage de imediato.

Mercado reage com dólar mais baixo e petróleo em queda

O efeito mais visível da reabertura do estreito de Ormuz apareceu nas cotações. Depois da fala do ministro iraniano, o dólar caiu para R$ 4,95, no menor patamar desde março de 2024. No dia anterior, a moeda havia fechado em R$ 4,99. Mais tarde, após uma publicação de Donald Trump na Truth Social agradecendo ao Irã, a cotação voltou a subir levemente e chegou a R$ 4,96.

O petróleo tipo Brent, por sua vez, recuou mais de 10%, com o barril cotado abaixo de US$ 90. A reação reforça o quanto o estreito de Ormuz funciona como termômetro da crise: quando a rota ameaça fechar, o mercado teme desabastecimento; quando ela reabre, o movimento imediato é de alívio.

Leitura do mercado

Abertura reduz risco imediato

A reativação do corredor marítimo diminui, ao menos por ora, o temor de interrupção global no transporte de energia.

Dólar
R$ 4,95
Fechamento anterior
R$ 4,99
Brent
queda acima de 10%

Trump agradece, mas tensão regional segue elevada

Trump afirmou em sua rede social que o Irã havia anunciado a abertura total da passagem e agradeceu publicamente pelo gesto. Ainda assim, a situação regional permanece instável. O cessar-fogo anunciado entre Israel e Líbano dura dez dias, enquanto os Estados Unidos seguem em trégua temporária com o Irã desde 8 de abril.

Nos dias anteriores, o Irã já havia reaberto brevemente o estreito de Ormuz, mas voltou a restringir a passagem depois que Israel continuou operações militares no território libanês contra alvos do Hezbollah. Para Teerã, a continuidade da ofensiva configurou violação do cessar-fogo. Por isso, a nova liberação da rota é relevante, mas ainda depende da sustentação política da trégua.

O que observar

A reabertura é um alívio, não o fim da crise

A liberação do estreito de Ormuz reduz a pressão sobre petróleo, câmbio e transporte marítimo. No entanto, o cenário segue frágil porque depende da manutenção do cessar-fogo e do recuo das operações militares paralelas.

Impacto direto: qualquer nova ruptura pode recolocar o estreito de Ormuz sob ameaça e reacender a volatilidade global em poucas horas.

Fonte da notícia: Poder360

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