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domingo, julho 5, 2026

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Café indígena em Rondônia fortalece produtores Paiter Suruí no RuralCast

Café indígena em Rondônia, produção sustentável e protagonismo dos produtores Paiter Suruí foram destaque em um episódio do RuralCast. Gravado durante o Dia de Campo Paiter Suruí, na Comunidade Lapetanha, em Cacoal, o programa recebeu Joel Suruí, também conhecido como Oyyeter Suruí, produtor da Aldeia Amaral, na Terra Indígena Sete de Setembro.

Na conversa com Adalto Costa, Joel contou como a cafeicultura ajudou a mudar a rotina de famílias, gerar renda, valorizar a produção local e incentivar jovens a permanecerem no próprio território.

O episódio mostra que o café indígena em Rondônia vai além da lavoura. Ele reúne memória familiar, identidade cultural, preservação ambiental, assistência técnica e oportunidades de mercado para produtores Paiter Suruí.

▶️ Ative o som e assista ao episódio completo

Adalto Costa conversa com Joel Suruí sobre café indígena, renda, tradição, assistência técnica e o futuro dos jovens Paiter Suruí no campo.

Café indígena em Rondônia ganhou força na Terra Sete de Setembro

No início da entrevista, Joel Suruí se apresenta como morador da Aldeia Amaral, na Linha 11, dentro da Terra Indígena Sete de Setembro, em Cacoal. Ele explica que a ligação com o café acompanha sua família há muitos anos.

Segundo Joel, o café passou a fazer parte da cultura produtiva da comunidade. A castanha segue importante na alimentação, na medicina tradicional e na história do povo Paiter Suruí, mas a cafeicultura ganhou espaço como fonte de renda e visibilidade.

Para o produtor, falar de café indígena em Rondônia também é falar de continuidade. A lavoura aproxima gerações, valoriza o trabalho dos mais velhos e abre caminhos para os jovens dentro da própria aldeia.

▶️ Assista ao trecho sobre a história de Joel Suruí

O produtor fala sobre sua relação familiar com o café e a produção dentro da Aldeia Amaral.

Pontos centrais
A entrevista mostra como cafeicultura, assistência técnica, família e território se conectam na produção Paiter Suruí.

Renda
o café passou a movimentar a economia das famílias no território

Qualidade
manejo, irrigação e orientação técnica ajudaram a melhorar a lavoura

Juventude
a produção ajuda jovens a enxergarem futuro dentro da aldeia

Assistência técnica mudou o rumo da lavoura

Durante a conversa, Joel relembra que chegou a pensar em abandonar o café. Na época, a banana apresentava bom resultado no território, e ele considerou cortar os pés de café para mudar de atividade.

A virada veio com a assistência técnica. A partir de orientações sobre manejo, irrigação, adubação e controle de pragas, a lavoura começou a responder melhor e o produtor retomou a confiança na cafeicultura.

Esse ponto mostra que o café indígena em Rondônia depende de tradição, mas também de conhecimento técnico, acompanhamento no campo e políticas capazes de apoiar a produção sustentável.

▶️ Assista ao trecho sobre assistência técnica

Joel conta como a orientação técnica ajudou a manter a produção de café na aldeia.

Família e qualidade sustentam o reconhecimento

Outro ponto importante da entrevista é o papel da família. Joel afirma que o apoio familiar foi essencial para que ele se tornasse uma referência dentro da Terra Indígena Sete de Setembro.

Ele também fala sobre a participação no Concurso Tribos, onde costuma colocar seu café entre os melhores produzidos no território. Para alcançar esse resultado, segundo o produtor, é preciso dedicação, manejo correto e trabalho coletivo.

Hoje, Joel trabalha com cerca de seis mil pés de café. Ele explica que já teve uma quantidade maior, mas reduziu a área para cuidar melhor da lavoura e priorizar qualidade em vez de apenas volume.

▶️ Assista ao trecho sobre família e qualidade

O produtor fala da força da família, dos concursos e da busca por um café melhor.

Café especial alcança consumidores fora de Rondônia

Na entrevista, Joel também destaca que o café especial produzido pelos Paiter Suruí já chega a consumidores em outras regiões. Segundo ele, o produto pode ser encontrado em mercados nacionais e aeroportos.

Para quem cresceu vendo a família cuidar dos cafezais com poucos recursos, saber que o café da aldeia chegou a outros estados tem forte significado. O avanço mostra reconhecimento, mas também reforça a importância de manter a origem do produto.

Esse alcance ajuda a consolidar o café indígena em Rondônia como produto de identidade, qualidade e vínculo territorial.

▶️ Assista ao trecho sobre mercados e aeroportos

Joel relata a emoção de ver o café da aldeia chegar a consumidores fora de Rondônia.

Leitura analítica

Produção une renda, território e preservação

Origem: o café ganha valor por estar ligado à história, à família e ao território Paiter Suruí.

Qualidade: assistência técnica, irrigação e manejo ajudam a melhorar o resultado da lavoura.

Futuro: a cafeicultura ajuda jovens a permanecerem no território com renda, trabalho e preservação ambiental.

Cafeicultura fortalece jovens dentro do território

Um dos momentos mais fortes do episódio é quando Joel fala sobre a juventude Paiter Suruí. Segundo ele, muitos jovens que antes pensavam em sair da aldeia para buscar trabalho fora passaram a enxergar na cafeicultura uma oportunidade dentro do próprio território.

Para Joel, produzir café também significa preservar o meio ambiente, manter a família próxima da terra e valorizar o trabalho da comunidade. Essa visão aproxima renda, identidade cultural e conservação ambiental.

O relato mostra que o café indígena em Rondônia pode conectar tradição e inovação. Ao mesmo tempo em que fortalece a produção, ajuda a manter a nova geração próxima da aldeia e da floresta.

▶️ Assista ao trecho sobre juventude e território

Joel explica como a cafeicultura mudou a visão dos jovens e fortaleceu o trabalho dentro da aldeia.

Produção Paiter Suruí aponta caminhos para o futuro

No encerramento, Joel agradece ao RuralCast, ao Senar, à Funai, às lideranças indígenas e às comunidades Paiter Suruí. Ele também reforça que a produção ainda pode avançar nos próximos anos.

A mensagem final é de valorização do trabalho coletivo. O café que sai da Terra Indígena Sete de Setembro carrega esforço, memória familiar, cuidado com a terra e esperança de futuro para novos produtores.

Para Rondônia, a história contada no RuralCast mostra como o agro também passa por experiências comunitárias, sustentáveis e ligadas à identidade dos povos indígenas. Nesse cenário, o café indígena em Rondônia se torna uma expressão de trabalho, cultura e desenvolvimento local.

Fonte da notícia:
RuralCast no YouTube.

Leia também na fonte original:
RuralCast Show.

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