A ecobarreira do igarapé Belmont, instalada em Porto Velho no fim de setembro, teve seu primeiro resultado de limpeza divulgado neste sábado, 24 de outubro de 2026. Segundo a Prefeitura, garis retiraram quase 50 kg de resíduos que ficaram retidos na estrutura próxima ao Pocket Park Paneiro, na rua Silas Shockness. A retirada ocorreu na semana anterior ao anúncio, mas o município não informou o dia exato.
O recolhimento foi manual, com auxílio de redes, por servidores da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), vinculada à Seinfra. Entre os materiais encontrados havia garrafas PET, separadas e encaminhadas à cooperativa de catadores Catanorte. É o primeiro balanço com quantidade divulgada desde a instalação da ecobarreira; o número não representa uma medição de toda a poluição do igarapé nem prova, por si só, redução de alagamentos.
Ecobarreira do igarapé Belmont: primeira limpeza retira quase 50 kg
A Prefeitura apresentou o balanço da ecobarreira do igarapé Belmont após quase um mês de funcionamento. O material foi recolhido pelos garis da Sesb no trecho da rua Silas Shockness, perto do Pocket Park Paneiro, onde o equipamento foi instalado para concentrar parte dos resíduos carregados pela água.
O trabalho envolveu o uso de redes para retirar manualmente embalagens e outros objetos acumulados junto à barreira. A divulgação informa quase 50 quilos, sem apresentar o peso exato, a composição detalhada da carga ou quantas horas a equipe trabalhou. Também não especifica o dia da operação dentro da semana anterior à publicação.
O resultado é uma novidade em relação à reportagem da TVdoPOVO de 29 de setembro, que acompanhou a instalação e o início dos testes, quando ainda não havia volume recolhido conhecido. O balanço atual é uma etapa posterior da mesma experiência, não uma nova instalação.
Primeira retirada de quase 50 kg de resíduos, feita na semana anterior a 24/10, na ecobarreira do Belmont. A Prefeitura não informou pesagem exata nem data individual do recolhimento.
Garrafas PET foram encaminhadas à cooperativa Catanorte
Parte dos resíduos recolhidos era formada por garrafas PET. De acordo com a notícia oficial da Prefeitura, publicada em 24 de outubro, essas garrafas foram separadas e enviadas à Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis Catanorte para reaproveitamento.
Essa destinação é diferente de afirmar que todo o lixo retirado do igarapé foi reciclado. O comunicado não apresenta a quantidade de PET, o percentual recuperável dos quase 50 kg ou a destinação final dos demais materiais. O dado confirmado é o encaminhamento das garrafas PET à cooperativa.
Para os catadores e para a limpeza urbana, a separação do material evita misturar, nessa etapa, parte das embalagens com outros resíduos. Ainda assim, os resultados ambientais da ecobarreira dependerão de novas retiradas, acompanhamento e descarte correto nas ruas e margens do canal.
Como funciona a ecobarreira construída pelos servidores
A ecobarreira do igarapé Belmont foi montada por servidores da Sesb, vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), em parceria com a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados e de Desenvolvimento do Município (ARDPV). Ela utiliza galões plásticos com tampas vedadas para flutuar e uma rede de nylon de aproximadamente 1,5 metro de largura para concentrar garrafas, sacolas e embalagens que chegam ao trecho.
Cordas de poliamida e peças de fixação mantêm o conjunto preso às margens. Em vez de retirar automaticamente o lixo, a barreira funciona como um ponto de retenção: o material acumulado precisa ser removido pelas equipes, de forma regular e segura.
A Prefeitura informou a instalação no fim de setembro, após a fase de estudos e vistoria divulgada em agosto. A primeira coleta mensurada ajuda a observar o comportamento do equipamento, mas ainda não informa sua durabilidade ou periodicidade ideal de manutenção.
Igarapé Belmont, rua Silas Shockness, nas proximidades do Pocket Park Paneiro, em Porto Velho. A estrutura é um projeto piloto para retenção e retirada posterior de resíduos.

O que o primeiro balanço demonstra — e o que ainda falta medir
A primeira limpeza da ecobarreira do igarapé Belmont comprova que houve material concentrado e recolhido naquele ponto. O número divulgado, porém, não permite calcular uma taxa de eficiência do equipamento. Para isso, seriam necessários outros dados, como volume de resíduos transportado pelo igarapé, período de observação, frequência das limpezas e comportamento da barreira durante as chuvas.
Também não existe na fonte uma comprovação de redução de enchentes, melhora mensurada da qualidade da água ou diminuição percentual da poluição. A ecobarreira pode facilitar o recolhimento de parte do lixo, mas não substitui a conservação da rede de drenagem e os serviços municipais de limpeza.
O secretário executivo de Serviços Básicos, Giovanni Marini, avaliou no comunicado que a primeira retirada mostrou a utilidade operacional da estrutura e citou a separação de PET para reciclagem. Essa avaliação é da administração municipal; ainda não foi publicado um estudo técnico com indicadores comparativos de desempenho.
Prefeitura avalia outras estruturas; descarte correto continua essencial
O prefeito Léo Moraes apresentou a experiência da ecobarreira do igarapé Belmont como referência para estudar estruturas semelhantes em outros pontos de Porto Velho. A Prefeitura também informou que pretende observar o funcionamento e as necessidades de manutenção antes de ampliar o projeto. Não foram divulgados cronograma, quantidade ou endereços confirmados de novas instalações.
Segundo a Prefeitura, a capital tem mais de 100 quilômetros de canais e igarapés. A extensão da rede mostra a dimensão do desafio, mas não significa que todas as áreas sejam adequadas ao mesmo tipo de barreira. Cada trecho pode exigir análise de largura, correnteza, acesso e segurança.
Para a população, a orientação permanece simples e importante: não jogar embalagens ou lixo em ruas, bueiros e igarapés, observar os serviços regulares de coleta e procurar os canais municipais para informações sobre descarte. A primeira limpeza demonstra o volume de resíduos acumulados em um ponto de retenção, mas evitar que eles cheguem à água continua sendo parte essencial da solução.
Frequência das novas coletas, volumes registrados em períodos comparáveis, eventuais ajustes na estrutura e divulgação oficial de locais e prazos, caso novas ecobarreiras sejam efetivamente programadas.



