
O inimigo silencioso que cresce sem alarde
O colesterol alto representa um risco grave à saúde, pois se acumula nas artérias sem causar dor ou sintomas visíveis. De acordo com o Ministério da Saúde, 4 em cada 10 adultos brasileiros possuem níveis elevados dessa gordura no sangue, o que eleva o risco de infarto e AVC.
Conheça os tipos de colesterol e seus efeitos
O corpo produz colesterol naturalmente, mas também o obtém através da alimentação. O tipo LDL (colesterol ruim) bloqueia artérias, enquanto o HDL (colesterol bom) ajuda a limpá-las. O verdadeiro problema surge quando o LDL predomina no organismo.
“A única forma de descobrir o desequilíbrio é por meio de exames regulares”, afirma o cardiologista José Francisco Kerr Saraiva.
Como prevenir: movimente-se, cuide da alimentação e faça exames
Adotar hábitos saudáveis reduz significativamente os riscos. Caminhar, dançar ou pedalar durante pelo menos 30 minutos por dia, cinco vezes por semana, fortalece o coração, melhora a circulação e equilibra os níveis de colesterol. Além disso, manter uma dieta rica em frutas, legumes, grãos integrais e peixes ajuda no controle.
Evite embutidos, frituras, ultraprocessados e alimentos com gordura trans. Segundo especialistas, essas escolhas alimentares aumentam o LDL e reduzem o HDL.
Estresse e genética também afetam o colesterol
O estresse influencia os níveis de triglicerídeos e pode desencadear alterações perigosas no coração. Pessoas com histórico familiar de colesterol elevado precisam redobrar os cuidados e manter o monitoramento constante.
Quais são os níveis ideais?
Cada pessoa possui uma meta específica. Para quem tem alto risco cardiovascular, o LDL precisa ficar abaixo de 70 mg/dL. Já quem sofreu infarto ou AVC deve manter o nível abaixo de 50 mg/dL, conforme orientação médica.
Porém, cerca de 67% dos brasileiros desconhecem seus próprios índices, o que dificulta a prevenção e contribui para diagnósticos tardios.
Depois do susto, muitos ainda negligenciam o tratamento
Muitos pacientes, mesmo após um infarto, não seguem corretamente o tratamento. Mais de 90% não conseguem manter o colesterol LDL em níveis seguros, e metade abandona os medicamentos dentro de dois anos. Isso compromete os resultados e aumenta os riscos.
Saraiva alerta que, em vários casos, o uso de estatinas é indispensável e deve ocorrer junto ao acompanhamento médico regular. Por isso, conhecer os próprios níveis é o primeiro passo.











