Taxa das blusinhas pode abrir uma nova frente de crescimento para os Correios em 2026, segundo avaliação do presidente da estatal, Emmanoel Schmidt Rondon. A expectativa é que o fim da cobrança federal sobre compras internacionais de até US$ 50 estimule o aumento das importações e, com isso, amplie o mercado de encomendas internacionais.
Em entrevista citada pelo Poder360, Rondon afirmou que o crescimento do mercado pode permitir que os Correios capturem parte desse avanço. Ao mesmo tempo, ele reconheceu que a estatal seguirá disputando espaço com empresas privadas já consolidadas no setor, sem qualquer tipo de exclusividade no transporte e na entrega desses produtos.
O que está em jogo com o fim da taxa
A decisão pode estimular compras internacionais pequenas, ampliar o volume de encomendas e abrir uma oportunidade para os Correios em meio à disputa com empresas privadas.
Compras internacionais de até esse valor voltam a ficar sem imposto federal de importação.
Era a taxa federal aplicada sobre compras pequenas feitas em plataformas estrangeiras.
A medida provisória ainda precisa ser aprovada pelo Congresso para manter validade.
O possível ganho para os Correios depende de dois fatores: aumento real das encomendas internacionais e capacidade da estatal de disputar esse mercado sem exclusividade.
Taxa das blusinhas pode ampliar mercado de encomendas
A avaliação do presidente dos Correios parte de uma lógica simples: se a retirada da cobrança aumentar o volume de compras internacionais, o mercado de entregas também tende a crescer. Nesse cenário, a estatal pode disputar uma fatia maior das encomendas que chegam ao Brasil.
Rondon resumiu a expectativa ao dizer que, quando o mercado inteiro aumenta, os Correios também conseguem capturar parte desse crescimento. A fala indica otimismo com a expansão do fluxo de pacotes, mas não elimina a concorrência. Segundo ele, não há exclusividade para os Correios nesse segmento.
Como a taxa das blusinhas pode virar encomenda
A oportunidade para os Correios nasce de uma sequência simples, mas depende da disputa no mercado de entregas.
Compra pequena fica sem imposto federal
A medida zera a cobrança federal sobre compras internacionais de até US$ 50.
Volume de importações pode subir
A avaliação da estatal é que um mercado maior abre espaço para mais encomendas internacionais.
Correios tentam capturar parte do avanço
A estatal vê oportunidade, mas Rondon ressaltou que não há exclusividade no setor.
Correios buscam reduzir prejuízo bilionário
A discussão sobre a taxa das blusinhas ocorre em um momento delicado para os Correios. Rondon confirmou a projeção de déficit de cerca de R$ 10 bilhões em 2026 e afirmou que a estatal trabalha com um plano de reestruturação para zerar o prejuízo até o fim de 2027.

Segundo o presidente da empresa, a perda de receita dos últimos anos está ligada principalmente à queda da participação dos Correios no mercado internacional. Esse movimento ocorreu depois do fim da exclusividade da estatal no desembaraço de encomendas importadas.
Taxa das blusinhas muda custo para quem compra do exterior
A taxa das blusinhas foi criada em 2024 e passou a cobrar imposto federal de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas em plataformas estrangeiras. Na terça-feira, 12 de maio de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória para zerar novamente essa cobrança.
A mudança passou a valer em 13 de maio, mas ainda depende de aprovação do Congresso em até 120 dias. Com a medida, o consumidor deixa de pagar a taxa federal de 20% sobre pequenas compras do exterior. Ainda assim, o ICMS estadual continua sendo cobrado.
O governo avalia que a decisão pode reduzir o desgaste político causado pela taxação. A cobrança vinha recebendo críticas de consumidores de plataformas internacionais e, segundo pesquisas citadas pela matéria original, era vista por parte do eleitorado como um dos principais erros do governo federal.
A oportunidade existe, mas não é automática
O fim da taxa das blusinhas pode aumentar o mercado, mas os Correios ainda precisam competir por cada entrega.
potencial positivo
Mais importações podem ampliar o mercado de encomendas internacionais.
disputa aberta
A estatal não tem exclusividade e enfrenta empresas privadas já consolidadas.
déficit bilionário
Os Correios projetam déficit de cerca de R$ 10 bilhões em 2026 e buscam zerar o prejuízo até 2027.
Taxa das blusinhas vira teste para o mercado postal
O fim da taxa das blusinhas coloca os Correios diante de uma oportunidade, mas também de um teste operacional e financeiro. A estatal aposta que o aumento das importações pode elevar o mercado de encomendas internacionais, porém reconhece que precisará competir por esse espaço.
Para os consumidores, o efeito mais imediato da taxa das blusinhas está no custo das pequenas compras internacionais, agora sem a cobrança federal de 20% dentro da faixa de até US$ 50. Para os Correios, o impacto dependerá da capacidade de transformar esse possível aumento de pacotes em receita real, dentro do plano de reestruturação em andamento.
Poder360




