O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (9), o início da vacinação nacional contra a dengue. A campanha começa pelos profissionais da atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, a estratégia protege quem atua na linha de frente e, ao mesmo tempo, organiza a ampliação gradual da imunização em todo o país.
O anúncio ocorreu durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Instituto Butantan, em São Paulo. Na ocasião, o governo confirmou a incorporação da vacina Butantan-DV ao calendário público. Assim, o Brasil passa a contar com um imunizante inédito no enfrentamento da doença.
Profissionais do SUS recebem as primeiras doses
Nesta fase inicial, o Ministério da Saúde direciona a vacinação nacional contra a dengue aos profissionais cadastrados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Dessa forma, o governo prioriza quem mantém contato direto com pacientes e, além disso, reduz riscos operacionais no início da campanha.
A vacina já integra oficialmente o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Para isso, a Anvisa aprovou o imunizante em novembro de 2025, após análise dos dados de segurança e eficácia. Desde então, o Ministério da Saúde estruturou a logística nacional de distribuição.
Até agora, o Instituto Butantan entregou 1,3 milhão de doses ao PNI. Ao todo, o governo federal adquiriu 3,9 milhões de doses, que seguirão para estados e municípios de forma escalonada.
Vacina em dose única acelera a proteção da população
A Butantan-DV é a primeira vacina do mundo em dose única capaz de proteger contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. Por esse motivo, o imunizante simplifica a aplicação em massa e, consequentemente, reduz gargalos logísticos no SUS.
Antes da adoção nacional, equipes técnicas testaram a vacina em cidades como Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Esses estudos, portanto, confirmaram a segurança e a eficácia do imunizante em diferentes realidades regionais.
Governo amplia investimentos na produção de vacinas
Além do início da vacinação nacional contra a dengue, o governo federal anunciou um pacote de R$ 1,8 bilhão para ampliar e modernizar a produção nacional de vacinas e soros. Desse total, R$ 1 bilhão vem do Novo PAC, enquanto cerca de R$ 400 milhões correspondem a aportes da Fundação Butantan.
Os recursos serão aplicados, principalmente, em quatro frentes:
construção de fábrica para produção de vacinas contra HPV
modernização de unidade para vacinas com tecnologia mRNA
ampliação da produção da vacina tríplice bacteriana (DTPa)
aumento da capacidade anual de produção de soros
Com isso, o país reduz a dependência externa de insumos biológicos e, ao mesmo tempo, fortalece a soberania sanitária.
Quem pode receber a vacina contra a dengue
A vacina Butantan-DV é indicada para pessoas de 12 a 59 anos. No entanto, o Ministério da Saúde poderá ampliar o público-alvo conforme a disponibilidade de doses e o avanço da produção nacional.
Segundo o Instituto Butantan, a expectativa é alcançar até 25 milhões de doses produzidas até o fim do ano. Assim, o governo pretende ampliar a cobertura da vacinação nacional contra a dengue de forma progressiva e organizada.
Avanço histórico no combate à dengue
Com produção nacional, aplicação em dose única e distribuição gratuita pelo SUS, a vacinação nacional contra a dengue representa um avanço histórico na saúde pública brasileira. Além disso, a iniciativa consolida o Instituto Butantan como referência internacional em imunização.
Dessa maneira, o início da campanha marca uma nova etapa no enfrentamento da dengue e reforça o compromisso do Brasil com a proteção da população.
Fonte: CNN Brasil









