Ilustração do vírus da mpox ao lado do mapa do Brasil com destaque para 90 casos registrados em 2026
Arte ilustrativa mostra o vírus da mpox e mapa do Brasil com 90 casos confirmados em 2026

A mpox voltou a preocupar autoridades de saúde após o Brasil registrar 90 casos nos dois primeiros meses de 2026. Embora a maioria dos pacientes apresente quadros leves, especialistas alertam que o reconhecimento rápido dos sintomas é essencial para evitar a disseminação do vírus.

A doença é causada por um vírus e se transmite principalmente pelo contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou objetos contaminados. Por isso, a informação correta se torna uma das principais ferramentas de prevenção.

Principais sintomas da mpox

A presença de erupções na pele associadas à febre e mal-estar exige avaliação médica imediata para diagnóstico e orientação adequada.

Os sinais iniciais da mpox podem se confundir com outras infecções virais. No entanto, alguns sintomas ajudam a diferenciar o quadro.

Entre os mais comuns estão:

  • Erupções cutâneas (lesões na pele)

  • Inchaço dos linfonodos

  • Febre

  • Dor de cabeça

  • Dores musculares

  • Calafrios

  • Cansaço intenso

As lesões podem ser planas ou levemente elevadas. Além disso, costumam conter líquido claro ou amarelado. Com o avanço da infecção, essas lesões formam crostas que secam e caem naturalmente.

Geralmente, as erupções surgem de um a três dias após o início da febre. Entretanto, em alguns casos, podem aparecer antes mesmo do quadro febril.

As lesões tendem a se concentrar no rosto, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Contudo, também podem atingir boca, olhos, órgãos genitais e região anal.

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Período de incubação e risco de transmissão

O período de incubação da mpox varia entre três e 16 dias. Em situações específicas, pode chegar a 21 dias.

A transmissão ocorre enquanto o paciente apresenta lesões ativas na pele. Assim que todas as crostas caem, a pessoa deixa de transmitir o vírus. Portanto, o isolamento durante essa fase é fundamental para interromper a cadeia de contágio.

O que fazer ao suspeitar de mpox

Ao perceber sintomas compatíveis com mpox, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde. O atendimento médico permite avaliar o quadro clínico e confirmar ou descartar a infecção.

Além disso, é importante informar se houve contato próximo com alguém suspeito ou diagnosticado com a doença. Caso a confirmação ocorra, o paciente deve evitar contato físico com outras pessoas e não compartilhar objetos pessoais.

Medidas simples, como higiene adequada das mãos e cuidado com superfícies contaminadas, também ajudam a reduzir o risco de transmissão.

Situação da mpox no Brasil em 2026

O país contabiliza 90 casos nos primeiros meses do ano, sendo 88 confirmados e dois considerados prováveis. Até o momento, não há registro de mortes.

São Paulo lidera o número de ocorrências. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, Rondônia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal.

Apesar do cenário controlado, autoridades mantêm vigilância ativa. Isso ocorre porque o vírus da mpox integra listas internacionais de monitoramento por potencial risco de surtos.

A identificação precoce dos sintomas, aliada ao isolamento imediato em caso de confirmação, continua sendo a principal estratégia para conter novos casos. Portanto, ao notar sinais suspeitos, buscar orientação médica rapidamente é a decisão mais segura.

Fonte: CNN Brasil