Semaglutida brasileira terá o mesmo teto de preço do Ozempic e do Wegovy, segundo definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, a CMED, órgão vinculado à Anvisa. A decisão abre caminho para a chegada do Ozivy, primeira caneta nacional de semaglutida da EMS, às farmácias brasileiras.
A definição do preço máximo é uma etapa obrigatória antes da comercialização de medicamentos no país. Apesar do teto regulatório igual ao dos concorrentes estrangeiros, a EMS informou ao G1 que pretende praticar preço cerca de 30% menor. O valor final de mercado e a data de venda ainda serão anunciados pela empresa.
Os principais números da semaglutida brasileira
A decisão da CMED define o limite regulatório, mas não obriga a EMS a vender pelo teto.
Preço máximo para canetas de 1,5 ml, sem ICMS.
Percentual que a EMS diz pretender aplicar frente à concorrência.
Valor aproximado nas dosagens menores, caso o desconto se confirme.
Semaglutida brasileira depende de preço final para chegar ao consumidor
A semaglutida brasileira foi anunciada após a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Com a etapa do teto de preço definida, a comercialização fica mais próxima, embora ainda dependa da decisão comercial da fabricante e da chegada efetiva do produto às farmácias.
Segundo a reportagem, nenhuma farmácia pode cobrar acima do preço máximo definido pela CMED. No entanto, o teto não representa necessariamente o valor de prateleira. Ele funciona como limite regulatório. Portanto, a EMS pode vender abaixo desse valor, conforme informou que pretende fazer.
O caminho até a venda nas farmácias
A Anvisa autorizou a caneta Ozivy, fabricada pela EMS.
A CMED estabeleceu o preço máximo permitido para o medicamento.
A empresa ainda vai informar o preço de mercado e a data de chegada às farmácias.
CMED comparou Ozivy a Ozempic e Wegovy
Na decisão, a CMED enquadrou o Ozivy na chamada categoria 4, usada para novas apresentações de medicamentos que já existem no mercado. Por isso, a semaglutida brasileira foi comparada ao Ozempic e ao Wegovy, o que permitiu a definição de teto equivalente.
O valor final também muda conforme a carga tributária de cada estado. Em São Paulo, com alíquota de 18%, o teto chega a R$ 1.314,37. Em Alagoas, onde a alíquota é de 19%, o limite sobe para R$ 1.330,60. Já nas versões de 3 ml, o preço máximo sem imposto é de R$ 1.399,72.
O que muda entre teto e preço de venda
É o valor acima do qual a farmácia não pode vender o medicamento.
É o valor que a EMS ainda deve anunciar para o consumidor.
O ICMS altera o teto final conforme a alíquota aplicada em cada estado.
Quais versões da semaglutida brasileira foram autorizadas
A EMS está autorizada a produzir quatro apresentações do Ozivy, todas com solução injetável de 1,34 mg/ml. A lista inclui cartucho de 1,5 ml com caneta aplicadora, dois cartuchos de 1,5 ml, cartucho de 3 ml e dois cartuchos de 3 ml.
O G1 informou que a empresa deve apresentar o preço de mercado e a data de chegada às farmácias na próxima semana. Até lá, o principal dado confirmado é o teto definido pela CMED. Assim, a semaglutida brasileira avança uma etapa importante, mas o consumidor ainda precisa aguardar o valor final.
O que ainda falta confirmar
A EMS afirma que pretende cobrar menos, mas ainda não divulgou o preço final.
A empresa também ainda deve informar quando o Ozivy estará disponível.
A queda da patente pode aquecer o setor e influenciar a disputa por preços.
A reportagem também aponta que especialistas avaliam que a queda da patente pode aquecer o mercado e tornar os preços menores e mais acessíveis. A Anvisa tinha, até o início do ano, 17 pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida, e o Ozivy foi a primeira aprovação de semaglutida brasileira.
Com isso, a semaglutida brasileira entra em uma fase decisiva. O teto de preço já foi definido, a autorização sanitária foi concedida e a fabricante promete valor menor. No entanto, a confirmação prática para o consumidor dependerá do anúncio oficial do preço de mercado e da disponibilidade nas farmácias.

