Explosão em cidade após ataque coordenado de EUA e Israel contra o Irã
Explosões foram registradas após ofensiva coordenada de EUA e Israel contra o Irã.

Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã na madrugada deste sábado (28), ampliando de forma significativa a tensão no Oriente Médio. A ofensiva atingiu alvos estratégicos em Teerã e em ao menos outras quatro cidades iranianas, segundo relatos de agências internacionais.
Em resposta imediata, o Irã disparou mísseis contra Israel e também mirou bases militares norte-americanas instaladas em países vizinhos. O episódio marca mais um capítulo de escalada militar entre as potências e aumenta o risco de um conflito regional de maiores proporções.

Explosões em Teerã e cidades estratégicas

De acordo com informações divulgadas por agências de notícias, explosões foram ouvidas na capital Teerã, além de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. O espaço aéreo iraniano foi fechado logo após os ataques.
Autoridades israelenses afirmaram que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian estavam entre os possíveis alvos da operação. No entanto, até o momento, não há confirmação oficial sobre os resultados diretos da ofensiva.
Além disso, o Exército israelense declarou ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis. Já agências iranianas relataram mortes, inclusive de estudantes no sul do país.

Irã reage com mísseis e drones

Logo após o ataque inicial, o governo iraniano lançou mísseis e drones contra o território israelense. Sirenes de alerta foram acionadas em várias regiões de Israel, enquanto explosões também foram registradas em países do Golfo que abrigam bases norte-americanas, como Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos.
Em Abu Dhabi, autoridades confirmaram a interceptação de mísseis e relataram ao menos uma morte. O clima de alerta se espalhou rapidamente por toda a região.

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Trump diz que objetivo é destruir programa nuclear

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o objetivo do ataque é destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de ameaças. Segundo o Pentágono, a operação pode se estender por dias.
Trump também declarou que o regime iraniano “não pode obter uma arma nuclear” e classificou a ação militar como necessária para garantir estabilidade regional.
Por outro lado, o governo iraniano sustenta que seu programa nuclear possui fins pacíficos, voltados à produção de energia.

Contexto de tensão crescente

Esta é a segunda vez em menos de um ano que os EUA atacam o Irã. Em junho de 2025, forças norte-americanas bombardearam estruturas nucleares iranianas em apoio a Israel.
Nas últimas semanas, Washington ampliou sua presença militar no Oriente Médio com o envio de porta-aviões e reforço de bases estratégicas. Paralelamente, o Irã realizou exercícios conjuntos com Rússia e China e reforçou a proteção de suas instalações nucleares.
Além do embate militar, o país enfrenta forte crise econômica, inflação elevada e protestos internos. As sanções impostas pelos Estados Unidos desde 2018 agravaram o cenário financeiro e aumentaram a pressão política interna.

Escalada histórica entre EUA e Irã

A rivalidade entre Estados Unidos e Irã remonta à Revolução Islâmica de 1979. Desde então, os dois países acumulam décadas de hostilidades, sanções econômicas e confrontos indiretos.
O acordo nuclear firmado em 2015 trouxe um breve período de estabilização. No entanto, em 2018, o governo Trump retirou os EUA do tratado e restabeleceu sanções severas, reacendendo a tensão.
Agora, com a nova ofensiva coordenada com Israel, o conflito entra em um estágio ainda mais delicado. Especialistas avaliam que a resposta iraniana poderá determinar se o embate permanecerá limitado ou se evoluirá para uma guerra de maior escala no Oriente Médio.

Impacto internacional e próximos passos

O ataque coordenado contra o Irã provoca preocupação global. Países europeus e organizações internacionais acompanham o desdobramento da crise, enquanto mercados financeiros reagem com volatilidade.
A comunidade internacional tenta evitar que a escalada militar resulte em um conflito prolongado. Entretanto, diante das declarações firmes dos dois lados, o cenário permanece incerto.
A evolução dos próximos dias será decisiva para definir se haverá nova rodada de retaliações ou abertura para negociações diplomáticas.

Fonte: G1