Empresas com 100 ou mais empregados têm até este sábado (28) para enviar as informações complementares do Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios. A medida cumpre a Lei da Igualdade Salarial e reforça a fiscalização sobre possíveis diferenças de remuneração entre homens e mulheres no mesmo estabelecimento.
O envio é obrigatório. Caso a empresa não cumpra o prazo, poderá sofrer multa aplicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Prazo final para envio dos dados salariais
O prazo termina neste sábado, e as informações serão usadas pelo MTE para consolidar dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Em seguida, o ministério elaborará um relatório individual por empresa, apontando eventuais desigualdades salariais.
Além disso, o documento ficará disponível a partir de 16 de março no portal Emprega Brasil. As empresas deverão divulgar o relatório em seus canais oficiais até 31 de março de 2026, em local de fácil acesso e com ampla visibilidade para trabalhadores e público em geral.
Portanto, o cumprimento do cronograma é essencial para evitar penalidades e garantir transparência.
Fiscalização e possíveis multas
A publicação do relatório é obrigatória. Caso a empresa deixe de divulgar ou enviar as informações, o MTE poderá aplicar multa. A fiscalização ficará sob responsabilidade do próprio ministério.
Dessa forma, o governo amplia os mecanismos de controle e monitoramento sobre a igualdade salarial no país.
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Mulheres ainda recebem menos
Segundo dados divulgados na quarta edição do relatório, apresentada em novembro, as mulheres recebiam, em média, 21,2% a menos que os homens.
Além disso, cerca de 54 mil empresas devem participar da elaboração do relatório no primeiro semestre de 2026. O governo também divulgará dados consolidados nacionais e por unidade da Federação ao longo de março.
Esse cenário reforça a importância da medida, já que a transparência pode pressionar empresas a corrigirem distorções.
O que determina a Lei da Igualdade Salarial
A Lei 14.611, sancionada em julho de 2023, alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para reforçar a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens.
Além da transparência, a norma exige que empresas com 100 ou mais empregados adotem:
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Canais de denúncia;
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Programas de diversidade e inclusão;
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Incentivo à capacitação profissional de mulheres;
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Medidas para promoção da equidade no ambiente de trabalho.
Assim, o objetivo é reduzir desigualdades históricas no mercado de trabalho e ampliar a fiscalização sobre práticas remuneratórias.
Fonte: Agência Brasil









