Operação da PF contra facções mobiliza forças de segurança em 15 estados nesta quarta-feira e coloca no centro da ofensiva nacional o combate ao tráfico de drogas, ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro. A ação reúne mandados de prisão, buscas, bloqueio de contas e investigações específicas em diferentes regiões do país, reforçando a pressão sobre organizações criminosas que atuam de forma articulada.
alcançados pela ofensiva integrada
de prisão em cumprimento
de busca e apreensão
em bloqueio de contas em um dos alvos
A operação é coordenada pela Polícia Federal dentro das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, as FICCOs, estrutura que reúne diferentes órgãos de segurança pública. Esse modelo amplia o compartilhamento de inteligência e acelera o enfrentamento de quadrilhas que movimentam drogas, armas, dinheiro ilícito e redes de apoio em vários estados ao mesmo tempo.
Entre os alvos, há investigações que avançam sobre grupos ligados ao Comando Vermelho e ao PCC, além de organizações locais suspeitas de manter rotas de distribuição, lavagem de recursos e disputas violentas por território. Em São Paulo, por exemplo, a ofensiva atinge um grupo associado ao CV, com mandados e bloqueio de contas bancárias. Já no Paraná, a apuração alcança suspeitos ligados ao PCC.
Operação da PF contra facções expõe estrutura nacional do crime

O alcance da ação mostra que o crime organizado opera com logística interestadual e com diversificação de atividades. Em Pernambuco, a investigação mira suspeitos de tráfico de drogas e armas, roubos de carga e lavagem de dinheiro. No Maranhão, a apuração envolve tráfico de cocaína e crack em larga escala, com bloqueio de bens e valores que se aproxima de R$ 300 milhões.
Outros estados também aparecem com focos específicos. No Espírito Santo, as diligências apuram desvio e revenda de drogas apreendidas. No Amazonas, a suspeita envolve envio de entorpecentes pelo terminal de cargas do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Em Alagoas, a investigação aponta uso de uma pizzaria como fachada para o tráfico. Já em Sergipe, o eixo central é o tráfico de armas.
Quando uma operação da PF contra facções acontece de forma simultânea em vários estados, o objetivo não é apenas prender suspeitos. A meta também é romper fluxos de dinheiro, desorganizar a comunicação entre células criminosas e reduzir a capacidade de reposição do crime em curto prazo.
Segundo a própria PF, as FICCOs funcionam como força-tarefa permanente para reforçar o combate ao crime organizado em todo o país. Hoje, existem 39 unidades distribuídas pelos estados e pelo Distrito Federal. Esse dado ajuda a entender por que operações integradas ganharam peso nos últimos anos e passaram a atingir redes criminosas com mais profundidade.
O balanço operacional mais recente reforça essa escalada. Apenas em 2025, as FICCOs realizaram 246 operações, com mais de 2 mil mandados de busca e apreensão e mais de 1,5 mil prisões. Na prática, isso indica um avanço do modelo de integração entre PF, polícias estaduais, órgãos penais e forças rodoviárias no enfrentamento às facções.

Além do impacto policial, a operação da PF contra facções também produz efeito econômico. Ao bloquear contas, apreender bens e mirar estruturas de lavagem, o Estado tenta atingir o ponto mais sensível dessas organizações: a capacidade de financiar armas, corromper redes locais e manter o domínio sobre territórios e mercados ilegais.
Para acompanhar o caso original e os desdobramentos oficiais, veja também a publicação de referência no G1. No TVdoPOVO, conteúdos relacionados sobre segurança, economia e impacto social podem ser conectados com reportagens de contexto e análise.
Fonte: G1


