Livros nas prisões de Rondônia ganharam novo reforço com a doação de 508 obras literárias ao projeto Pró-Leitura, no Centro de Ressocialização Vale do Guaporé, em Porto Velho. A entrega ocorreu na quarta-feira (15) e amplia o acesso à leitura dentro do sistema prisional estadual.
O acervo reúne clássicos da literatura brasileira e internacional, obras de mistério, filosofia, história, ficção, literatura infantojuvenil, dicionários e produções acadêmicas. Segundo o Governo de Rondônia, os exemplares serão distribuídos para todas as unidades prisionais do estado, fortalecendo ações de educação, ressocialização e preparação para o retorno à sociedade.
Livros nas prisões de Rondônia ampliam acesso à leitura
A iniciativa foi desenvolvida pelo Poder Judiciário de Rondônia, por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Medidas Socioeducativas, em parceria com a Secretaria de Estado da Justiça. A ação também aproxima instituições públicas de uma pauta sensível: a educação como caminho para reduzir barreiras dentro e fora do cárcere.

Na prática, os livros nas prisões de Rondônia ajudam a criar uma rotina de estudo, interpretação e produção de resenhas. Esse processo não funciona apenas como atividade cultural. Ele também pode contribuir para o desenvolvimento crítico, a disciplina de leitura e a construção de novas perspectivas para pessoas privadas de liberdade.
Por que a leitura importa
Educação dentro do sistema prisional tem impacto direto na reinserção social
O acesso ao livro cria uma ponte entre formação educacional, reflexão pessoal e oportunidade de mudança. Em ambientes de privação de liberdade, esse contato com a leitura pode ampliar repertório, melhorar escrita e fortalecer o preparo para o convívio social após o cumprimento da pena.
Acervo reúne clássicos, filosofia, ficção e obras acadêmicas
Entre os autores citados estão Machado de Assis e Gabriel García Márquez, além de outros grandes nomes da literatura. A diversidade do acervo é importante porque permite alcançar diferentes perfis de leitores. Assim, os livros nas prisões de Rondônia podem atender desde quem busca obras clássicas até quem precisa de materiais de apoio, consulta e formação geral.

A leitura também se conecta à Lei de Execução Penal, que permite a remição de pena por estudo e leitura. Conforme a regra aplicada a esse tipo de iniciativa, cada obra lida e resenhada pode resultar na redução de até quatro dias da pena. Portanto, o livro passa a ter papel pedagógico, social e jurídico.
Sejus destaca transformação social pela educação
A diretora de Políticas Penais da Sejus, Larissa Guedes, destacou que o acesso à leitura contribui para o desenvolvimento educacional, social e crítico das pessoas privadas de liberdade. Para ela, iniciativas desse tipo reforçam a transformação social por meio da educação e abrem novas oportunidades.
O titular da Sejus, Marcus Rito, também avaliou que a chegada do acervo fortalece e qualifica as ações de educação prisional. Segundo ele, os livros nas prisões de Rondônia estimulam o desenvolvimento pessoal e ajudam na preparação para o retorno à sociedade.
Síntese
Livro como ponte para cidadania
A doação atua em três frentes ao mesmo tempo
Ela amplia o acervo disponível, fortalece programas de leitura e dá suporte a uma política pública que combina educação, disciplina intelectual e reinserção social. Por isso, os livros nas prisões de Rondônia têm efeito que vai além da biblioteca: eles entram na rotina de formação dos reeducandos.
Política de leitura fortalece reinserção social
A ação está alinhada à Política Nacional de Leitura e Escrita, instituída pela Lei nº 13.696/2018. No sistema prisional, esse tipo de política pública ganha relevância porque oferece uma alternativa concreta de formação, especialmente em unidades onde o acesso a atividades educacionais precisa ser contínuo e organizado.
Com a distribuição dos exemplares, os livros nas prisões de Rondônia passam a alcançar diferentes unidades e ampliar o alcance do projeto Pró-Leitura. A medida reforça a ideia de que a ressocialização exige mais do que cumprimento de pena. Ela também depende de educação, acesso à cultura e oportunidades reais de reconstrução de trajetória.
Fonte da notícia: Governo do Estado de Rondônia


