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sexta-feira, maio 1, 2026

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Messias passa por sabatina decisiva para vaga no Supremo

A sabatina de Jorge Messias nesta quarta-feira (29) deve marcar um dos momentos mais decisivos da disputa política em torno da vaga no Supremo Tribunal Federal. Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado-geral da União será ouvido pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado antes de ter o nome levado ao plenário.

O governo trabalha para aprovar a indicação, enquanto a oposição tenta medir forças em uma votação considerada sensível. Mesmo que passe pela CCJ, Messias ainda precisará de 41 votos favoráveis no plenário do Senado. Nas duas etapas, a votação será secreta, o que aumenta a tensão nos bastidores.

O que está em jogo
41 votosé o mínimo necessário para aprovação no plenário do Senado.
Voto secretoimpede saber como cada senador votou, revelando apenas o placar final.
CCJ e plenáriosão as duas etapas formais antes da eventual posse no STF.

Sabatina de Jorge Messias movimenta governo e oposição

A sabatina de Jorge Messias ocorre após meses de tensão política. A escolha feita por Lula em novembro de 2025 abriu uma crise com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia o nome de Rodrigo Pacheco para a vaga. O desgaste atrasou o envio formal da indicação ao Senado.

Segundo a reportagem, senadores da base governista projetam aprovação na CCJ e calculam entre 43 e 48 votos no plenário. Ainda assim, a avaliação predominante é que a disputa será voto a voto, especialmente porque a votação secreta pode esconder dissidências tanto no governo quanto na oposição.

Jorge Messias caminhando em corredor institucional com documentos em mãos antes de sabatina no Senado
Indicado ao STF, Jorge Messias chega para compromissos políticos em meio à disputa por votos no Senado

Linha do tempo da sabatina

1
Etapa na CCJ
A comissão analisa outros nomes e inicia a sabatina de Messias.
2
Perguntas dos senadores
O indicado apresenta sua defesa e responde aos parlamentares.
3
Decisão no plenário
Senadores votam a indicação em processo secreto que define o resultado.

Nos bastidores, a sabatina de Jorge Messias também passou por movimentos de reaproximação. O indicado se encontrou com Alcolumbre na semana anterior, em uma reunião fora da agenda oficial, na casa do ministro Cristiano Zanin. Também participaram Rodrigo Pacheco e o ministro Alexandre de Moraes.

Aliados de Messias avaliaram o encontro como uma retomada de diálogo. Interlocutores de Alcolumbre, porém, afirmaram que o presidente do Senado não se comprometeu com votos, mas garantiu um processo institucional. Na véspera da sabatina, Pacheco almoçou com Messias ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e de João Campos, presidente do PSB.

senadores conversam durante sessão no Senado em meio à articulação de votos para sabatina de Jorge Messias
Parlamentares discutem estratégias no Senado enquanto cresce a disputa voto a voto pela indicação ao STF

Termômetro político

Apoios e resistências seguem em negociação

O governo tenta consolidar votos antes da votação, enquanto a oposição aposta na incerteza do voto secreto para reduzir a margem de segurança.

Base governistaprojeta aprovação e trabalha para evitar surpresa no plenário.
Oposiçãotenta transformar a votação em demonstração de força política.

Outro ponto de atenção envolve as emendas parlamentares. Às vésperas da votação, o governo empenhou cerca de R$ 12 bilhões em recursos. O PL, principal partido de oposição, foi a legenda com maior volume separado para pagamento no Senado, com R$ 479 milhões.

A sabatina de Jorge Messias terá ainda a presença do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que afirmou ao g1 ter bloqueado toda a agenda para acompanhar o indicado durante a sessão. O gesto foi interpretado como reforço público de apoio político dentro do governo.

Por que a votação é considerada decisiva
A indicação ao STF depende de maioria política, articulação institucional e margem segura no plenário.

A aprovação na CCJ representa apenas uma etapa. O teste real será no plenário, onde o governo precisa alcançar 41 votos favoráveis. Como o voto é secreto, apoios declarados não garantem automaticamente o placar final.

Na CCJ, a aprovação exige votos favoráveis da maioria dos presentes, com início da votação condicionado à presença de pelo menos 14 senadores. Já no plenário, a votação só começa quando houver o quórum mínimo necessário para a decisão.

Com isso, a sabatina de Jorge Messias se torna um teste direto da força do governo Lula no Senado. Além de definir o futuro da indicação ao STF, o resultado pode medir o tamanho real da articulação política do Planalto em uma votação de alto impacto institucional.

Fonte da notícia: g1

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