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quinta-feira, abril 30, 2026

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Ouvir música por 30 minutos pode aliviar ansiedade, indica pesquisa

Música reduz ansiedade e pode funcionar como apoio complementar para aliviar sintomas emocionais, segundo estudo citado pela CNN Brasil e publicado na revista PLOS Mental Health. A pesquisa avaliou 144 participantes com ansiedade traço moderada, todos já em uso de medicação, e comparou os efeitos do ruído rosa com sessões de música associadas à estimulação auditiva por batidas.

Mulher usando fones de ouvido enquanto segura uma xícara em ambiente iluminado, representando relaxamento com música.
Ouvir música por mais tempo pode contribuir para aliviar sintomas de ansiedade, segundo estudo.

O resultado chama atenção porque aponta uma resposta mais forte em períodos maiores de escuta. O grupo que ouviu música por 36 minutos teve melhora superior ao grupo de 12 minutos, o que sugere uma possível relação entre duração e benefício. Ainda assim, os próprios autores tratam os dados como promissores, não como conclusão definitiva.

PAINEL DO ESTUDO

Os dados que explicam o resultado

A pesquisa comparou controle sonoro e três tempos diferentes de música com estimulação auditiva.

144
participantes

Pessoas com ansiedade traço moderada participaram do estudo.

4
grupos comparados

Um grupo controle e três grupos com música em durações diferentes.

36 min
maior resposta

A escuta mais longa apresentou o benefício mais expressivo.

Leitura editorial: o principal ponto do estudo é a relação entre tempo de escuta e melhora emocional observada. 

Música reduz ansiedade em estudo com 144 participantes

A pesquisa separou os voluntários em quatro grupos. Um deles ouviu 24 minutos de ruído rosa e funcionou como controle. Os outros três ouviram música com estimulação auditiva por batidas durante 12, 24 ou 36 minutos. Antes e depois das intervenções, os pesquisadores mediram ansiedade e afeto por meio das escalas STICSA e PANAS.

Todas as condições com música apresentaram reduções mais expressivas na ansiedade e no afeto negativo quando comparadas ao grupo de controle. A maior melhora, no entanto, apareceu entre os participantes que ficaram expostos à música por 36 minutos. Esse ponto reforça a hipótese de “dose-resposta”, quando um tempo maior de exposição se associa a efeito mais perceptível.

Na prática, o estudo não diz que qualquer música, em qualquer situação, terá o mesmo resultado. O efeito depende do contexto, do tipo de estímulo sonoro, da duração e da condição emocional da pessoa. Mesmo assim, a conclusão é relevante porque mostra que música reduz ansiedade em condições controladas e pode integrar uma rotina de autocuidado.

COMO FUNCIONOU

O caminho da intervenção sonora

O estudo seguiu uma sequência simples: avaliar, expor ao som e medir novamente.

01

Avaliação inicial

Participantes com ansiedade traço moderada passaram por medição antes da intervenção.

02

Exposição sonora

Os grupos ouviram ruído rosa ou música combinada com estimulação auditiva por batidas.

03

Medição final

As escalas STICSA e PANAS compararam ansiedade e afeto antes e depois da escuta.

Por que importa: o método permite observar se a melhora emocional muda conforme o tipo e o tempo de estímulo.

O que muda quando a escuta é mais longa

A principal diferença observada foi entre os grupos de menor e maior duração. A sessão de 36 minutos teve resultado significativamente superior à de 12 minutos. Isso não transforma o tempo em regra fixa, mas indica que ouvir música por poucos minutos talvez não produza o mesmo impacto de uma escuta mais consistente e sem interrupções.

Para o leitor, esse dado ajuda a organizar uma prática simples. Em vez de usar a música apenas como fundo sonoro enquanto realiza várias tarefas, a escuta pode virar uma pausa real. Separar um horário, reduzir distrações e escolher um volume confortável tende a tornar a experiência mais favorável ao relaxamento.

A estimulação auditiva por batidas também entra como parte importante do estudo. Ela combina sons em frequências específicas para provocar uma resposta auditiva. Embora essa técnica ainda precise de novas pesquisas, os resultados indicam que música reduz ansiedade quando usada com método e tempo adequado.

MAPA DOS GRUPOS

A comparação entre os tempos de escuta

As faixas mostram a progressão usada no estudo, do controle ao maior tempo de música.

36 pessoas
controle — 24 minutos de ruído rosa

Serviu como base de comparação para medir o efeito das intervenções com música.

41 pessoas
12 minutos de música + EAB

Foi a menor exposição musical, útil para comparar com sessões mais longas.

33 pessoas
24 minutos de música + EAB

Representou uma duração intermediária no desenho do estudo.

34 pessoas
36 minutos de música + EAB

Foi o grupo com melhora mais expressiva em comparação ao tempo de 12 minutos.

Leitura do comparativo: o estudo sugere que a duração da escuta pode influenciar a intensidade do benefício emocional. 

Música reduz ansiedade, mas não substitui tratamento

A ansiedade está entre as condições de saúde mental mais comuns e pode afetar sono, trabalho, relações e qualidade de vida. Por isso, qualquer estratégia complementar precisa ser tratada com cuidado. Música pode aliviar tensão momentânea, mas não substitui psicoterapia, avaliação médica ou medicamentos prescritos quando eles são necessários.

O estudo também destaca um problema real: tratamentos eficazes, como terapia cognitivo-comportamental e acompanhamento especializado, nem sempre estão disponíveis para todos. Custo, tempo, acesso e efeitos colaterais podem dificultar o cuidado. Nesse cenário, recursos digitais e sonoros aparecem como ferramentas auxiliares, especialmente para alívio imediato.

Ainda assim, é essencial observar sinais de alerta. Crises frequentes, medo persistente, prejuízo no sono, isolamento, falta de ar, palpitações ou dificuldade para cumprir atividades simples exigem orientação profissional. Nesses casos, a música pode ajudar na regulação emocional, mas não deve ser usada como única resposta.

LEITURA DE IMPACTO

O que o leitor deve entender

O achado fortalece a música como apoio de bem-estar, mas não transforma a prática em tratamento isolado.

Alívio
uso complementar e imediato

Pode ajudar em pausas de relaxamento, especialmente quando a escuta é feita sem distrações.

Limite
não substitui acompanhamento

Sintomas persistentes de ansiedade exigem avaliação médica ou psicológica.

Cautela científica
resultado promissor

Os autores indicam que novas pesquisas devem ampliar a amostra e testar a generalização dos achados. 

Como usar quando música reduz ansiedade no dia a dia

Quem deseja testar a estratégia pode começar de forma simples. Escolha um ambiente tranquilo, coloque o celular no modo silencioso e reserve cerca de 30 minutos para ouvir faixas que tragam conforto. O ideal é evitar volume alto, músicas que provoquem desconforto e interrupções constantes.

Também vale prestar atenção à própria reação. Algumas pessoas relaxam com música instrumental; outras preferem canções conhecidas, sons ambientais ou faixas mais lentas. O ponto central é criar uma pausa segura e repetível. Quando usada dessa maneira, música reduz ansiedade como parte de um conjunto de hábitos saudáveis.

Os autores afirmam que novas pesquisas ainda precisam ampliar os achados e entender melhor o efeito dose-resposta. Mesmo assim, o estudo oferece uma mensagem prática: escutar música com atenção, por mais tempo e em um ambiente adequado pode ser uma forma acessível de apoiar o equilíbrio emocional.

Em resumo, música reduz ansiedade como apoio complementar, principalmente quando a escuta é feita com tempo, atenção e segurança.

Fonte da notícia: CNN Brasil

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