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terça-feira, maio 12, 2026

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Governo anuncia pacote bilionário para enfrentar facções e tráfico de armas

Brasil Contra o Crime Organizado será lançado pelo governo federal nesta terça-feira (12) com a previsão de R$ 11 bilhões para ações voltadas à segurança pública. O pacote reúne R$ 1 bilhão do Orçamento da União e R$ 10 bilhões em empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, destinados aos estados.

A proposta foi apresentada como uma resposta nacional para enfraquecer organizações criminosas em diferentes frentes. Segundo o material divulgado pela Presidência, o programa foi construído em diálogo com estados, especialistas e forças de segurança pública, com foco na desarticulação das bases econômicas, operacionais e sociais do crime organizado em todo o país.

Pacote federal

O tamanho do investimento anunciado

O programa combina recurso direto da União com crédito do BNDES, modelo que depende da adesão dos estados para acesso aos financiamentos.

Total previsto
R$ 11 bi
Valor anunciado para o conjunto de medidas contra o crime organizado.

Orçamento da União
R$ 1 bi
Parcela prevista diretamente no orçamento federal.

Crédito do BNDES
R$ 10 bi
Empréstimos voltados aos estados que aderirem ao programa.
Como o pacote se divide

A maior parte do valor anunciado está vinculada ao crédito do BNDES para os estados. 

Brasil Contra o Crime Organizado terá quatro eixos estratégicos

O Brasil Contra o Crime Organizado será estruturado em quatro eixos principais. O primeiro deles é a asfixia financeira das organizações criminosas, ponto tratado pelo governo como uma das frentes centrais do pacote. A ideia é atingir o poder econômico das facções, reduzindo sua capacidade de atuação.

Brasil Contra o Crime Organizado com operação federal e materiais apreendidos em ação de segurança pública
Programa federal mira a estrutura financeira e operacional de organizações criminosas com apoio aos estados.

No desenho do Brasil Contra o Crime Organizado, o segundo eixo envolve o fortalecimento da segurança no sistema prisional. O terceiro trata da qualificação da investigação e do esclarecimento de homicídios. Já o quarto eixo mira o combate ao tráfico de armas, tema diretamente ligado ao poder operacional das organizações criminosas.

Como funciona

Quatro frentes para atacar a estrutura do crime

O desenho do programa organiza o enfrentamento em áreas que alcançam dinheiro, prisões, investigação e circulação de armas.

1
Asfixia financeira
Eixo voltado a reduzir o potencial econômico das organizações criminosas.
2
Sistema prisional
Medidas para fortalecer a segurança dentro das unidades prisionais.
3
Investigação de homicídios
Qualificação do trabalho de apuração e esclarecimento dos crimes.
4
Tráfico de armas
Combate à circulação de armamentos usados por grupos criminosos. 

Na semana passada, durante coletiva de imprensa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que é necessário “destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções”. A fala reforça a prioridade dada pelo governo ao rastreamento e ao enfraquecimento da estrutura econômica desses grupos.

Após reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último dia 7, Lula também declarou que o Brasil está disposto a colaborar com outros países nesse enfrentamento. A menção indica que o tema é tratado pelo governo não apenas como uma pauta interna, mas também como um problema que ultrapassa fronteiras.

Alcance institucional

Adesão dos estados será etapa decisiva

O acesso aos recursos do BNDES exigirá adesão estadual, o que coloca governadores e estruturas locais de segurança dentro da execução do programa.

União: coordena o lançamento, define normas e aporta R$ 1 bilhão do orçamento federal.
BNDES: disponibiliza R$ 10 bilhões em crédito para os estados participantes.
Estados: precisam aderir ao programa para acessar os financiamentos previstos.
Forças de segurança: integram a lógica de atuação contra bases econômicas, operacionais e sociais do crime.

Programa será formalizado por decreto e portarias

O Brasil Contra o Crime Organizado deve ser formalizado por meio de um decreto presidencial e quatro portarias. Esses atos vão organizar a estrutura do programa e as condições de participação dos estados, especialmente em relação ao acesso aos recursos financiados pelo BNDES.

De acordo com a Presidência, o objetivo é desarticular as bases econômicas, operacionais e sociais das organizações criminosas em todo o território nacional. A formulação mostra que o pacote busca atuar além da repressão direta, mirando também a capacidade de sustentação financeira e logística desses grupos.

A fala de Lula sobre facções terem se tornado, em alguns casos, “empresas multinacionais” reforça a leitura do governo sobre a expansão das organizações criminosas. O presidente citou presença em vários países e diferentes setores, argumento usado para defender uma resposta mais ampla e coordenada.

Impacto esperado

O foco está em enfraquecer a base de sustentação das facções

O ponto central do programa é atingir o crime organizado onde ele mantém força: dinheiro, articulação, controle em ambientes prisionais, armas e capacidade de escapar da investigação. A consequência prática, segundo a lógica apresentada pelo governo, é criar uma atuação coordenada entre União e estados para reduzir o poder de operação desses grupos.

O lançamento do Brasil Contra o Crime Organizado ocorre em um momento de pressão crescente por respostas mais integradas na segurança pública. Como o programa depende da adesão dos estados, a implementação será uma etapa fundamental para transformar o anúncio em ações concretas.

Com R$ 11 bilhões previstos, o Brasil Contra o Crime Organizado coloca o enfrentamento às facções no centro da agenda federal. A partir da formalização por decreto e portarias, o desafio será conectar financiamento, investigação, controle prisional e combate ao tráfico de armas em uma estratégia capaz de chegar aos estados.

Fonte da notícia: Agência Brasil

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