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quarta-feira, maio 27, 2026

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Texto sobre escala 6×1 avança na Câmara com transição de até 14 meses

Fim da escala 6×1 avançou na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27), após a comissão especial aprovar o texto-base da PEC que reduz a jornada semanal de trabalho e amplia as folgas. O parecer do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) foi aprovado por 34 votos a 4.

A proposta ainda não está em vigor. O texto sobre o fim da escala 6×1 segue agora para o plenário da Câmara, onde precisa de pelo menos 308 votos em dois turnos antes de ir ao Senado. Se passar por todas as etapas, a jornada normal cairá de 44 para 40 horas semanais.

Painel da PEC

Os principais números da votação

34
votos a favor

Resultado na comissão especial.

4
votos contra

Parlamentares rejeitaram o parecer.

308
apoios exigidos

Mínimo por turno no plenário.

Fim da escala 6×1 depende de nova votação

Mesmo com a aprovação na comissão, o fim da escala 6×1 ainda depende do plenário da Câmara e depois do Senado Federal. Como se trata de uma Proposta de Emenda à Constituição, a tramitação exige votação em dois turnos nas duas Casas do Congresso.

O texto aprovado estabelece jornada de até oito horas por dia e 40 horas por semana. Também prevê duas folgas remuneradas por semana, sendo uma delas preferencialmente aos domingos.

Transição

Como a redução seria aplicada

60 dias
— início da regra das duas folgas semanais.
2 horas
— primeira redução em até dois meses.
14 meses
— prazo máximo para completar a transição.

As PECs analisadas originalmente previam jornada de 36 horas, mas o acordo final ficou em 40 horas semanais. O período de transição do fim da escala 6×1 foi um dos principais pontos de debate, principalmente por causa da adaptação de empresas, sindicatos e acordos coletivos.

Durante a reunião, deputados ainda discutiam um destaque do PL para tornar o fim da escala 6×1 imediato, sem esperar os 60 dias previstos no relatório. Esse ponto fazia parte da disputa sobre o ritmo de aplicação da mudança.

Texto do fim da escala 6×1 prevê exceção para alta renda

A regra não alcançaria todos os trabalhadores. Pelo texto do fim da escala 6×1, profissionais com diploma de nível superior e remuneração a partir de duas vezes e meia o teto do INSS, cerca de R$ 21,1 mil, ficariam fora das novas regras de jornada e controle de ponto.

Alcance

O que o texto organiza

Jornada
Limite de 40 horas semanais.
Folgas
Duas por semana, uma preferencialmente aos domingos.
Exceção
Alta renda com nível superior ficaria fora.

O relator também incluiu uma regra para acordos e convenções coletivas. Após 60 dias da promulgação, normas incompatíveis com a nova jornada perderiam validade automaticamente. A ideia é forçar nova negociação entre empresas e sindicatos.

A tramitação do fim da escala 6×1 ganhou velocidade com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A Casa realizou sessões extras para cumprir prazos regimentais e permitir a votação do relatório na comissão.

Próximos passos

O caminho antes de valer

  1. Plenário da Câmara: votação em dois turnos.
  2. Senado Federal: nova análise da PEC.
  3. Promulgação: só depois disso a mudança pode produzir efeitos.

O fim da escala 6×1 entrou em uma etapa decisiva, mas ainda depende de articulação política. Se a PEC avançar, a mudança afetará diretamente a organização da jornada semanal e o modelo de folgas previsto na Constituição.

Até a conclusão da votação, o texto sobre o fim da escala 6×1 segue como uma das principais discussões trabalhistas no Congresso. A comissão já aprovou o parecer, mas a palavra final ainda dependerá do plenário da Câmara e do Senado.

Fonte da notícia: G1

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