BR-364 em Rondônia exige mais planejamento, prudência e atenção dos motoristas, especialmente em períodos de grande movimento, como a Rondônia Rural Show Internacional 2026. O alerta foi feito por Jussigle Bispo Rodrigues, representante da Polícia Rodoviária Federal em Rondônia, durante entrevista ao Pod Rondônia, apresentado pelo jornalista Isaías Sena.
Na conversa, Jussigle abordou o aumento do fluxo na rodovia, os riscos de acidentes graves, o trabalho da PRF durante a feira, a fiscalização de veículos pesados, o combate ao tráfico de drogas, a integração entre forças de segurança e projetos sociais e ambientais desenvolvidos a partir de materiais apreendidos.

BR-364 em Rondônia concentra fluxo acima da estrutura atual
Segundo Jussigle, a BR-364 em Rondônia passou a receber um volume de veículos muito maior do que aquele previsto quando a rodovia foi construída. Ele citou o escoamento de produtos agrícolas, o transporte de cargas do sul do estado, o fluxo vindo de áreas produtivas do Mato Grosso e o deslocamento de veículos pesados como fatores que pressionam a estrada.
O representante da PRF avaliou que a economia cresceu, o agronegócio avançou e a circulação aumentou de forma expressiva, mas a estrutura da rodovia permaneceu limitada em muitos trechos. Com pista simples, veículos pesados, obras, pressa e ultrapassagens arriscadas, qualquer falha pode ter consequência grave.
Por que a BR-364 exige atenção redobrada
BR-364 tem fluxo crescente e estrutura limitada
O trecho explica como a rodovia passou a concentrar cargas, veículos pesados e fluxo acima da estrutura atual.
“A BR não está permitindo erro”, diz representante da PRF
Um dos trechos mais fortes da entrevista foi o alerta de que a rodovia não está permitindo erro. Jussigle afirmou que a falta de planejamento, a tentativa de “descontar na estrada” e a pressa para recuperar tempo perdido podem terminar em manobras perigosas.
Ele destacou que a colisão frontal é uma das ocorrências com maior impacto no número de mortos. Em rodovia de pista simples, quando dois veículos se chocam de frente, as velocidades se somam. Quando há envolvimento de bitrens ou carretas carregadas, a chance de sobrevivência cai de forma dramática.
A BR-364 não está permitindo erros
O trecho reúne o alerta sobre pressa, falta de planejamento e risco de colisões frontais.
O que a entrevista reforça para quem pega estrada
Planejamento: sair com antecedência reduz a tentação de acelerar para recuperar tempo.
Ultrapassagem: pista simples exige cálculo, paciência e visibilidade segura.
Cargas pesadas: carretas, bitrens e caminhões aumentam o risco quando há colisão frontal.
Rondônia Rural Show aumenta movimento e exige reforço
A Rondônia Rural Show, realizada em Ji-Paraná, também entrou na entrevista como fator de atenção para o trânsito. O evento movimenta a economia, atrai visitantes de várias regiões e amplia o fluxo de veículos no entorno da feira e ao longo da BR-364 em Rondônia.
Jussigle explicou que a PRF antecipa ações de fiscalização nesse período, com reforço de servidores, controle de velocidade, vistoria de equipamentos obrigatórios, atenção especial a veículos de carga, sistemas de freio e jornada de trabalho de motoristas profissionais.
PRF reforça atuação durante a Rondônia Rural Show
O trecho detalha planejamento, fiscalização e reforço no período de maior movimento da feira.
Combate ao tráfico também foi destaque na entrevista
Além do trânsito, a entrevista abordou o combate ao tráfico de drogas em Rondônia. Jussigle afirmou que a atuação da PRF envolve tecnologia, inteligência, troca de informações e integração com outras instituições de segurança pública.
Segundo ele, a PRF não atua sozinha nesse enfrentamento. O trabalho envolve cooperação com Polícia Militar, Polícia Federal, Ministério Público, Tribunal de Justiça e outros órgãos. A integração, conforme explicou, ajuda a retirar entorpecentes de circulação e a enfrentar crimes ligados direta ou indiretamente ao tráfico.
Temas abordados pela PRF no Pod Rondônia
PRF fala sobre drogas e integração policial
O trecho aborda apreensões, tecnologia e cooperação entre forças de segurança.
Madeira apreendida vira viveiros, mudas e recuperação ambiental
Outro ponto de destaque foi o projeto “Colhendo Sementes, Construindo Viveiros e Plantando Florestas”. Jussigle explicou que a iniciativa surgiu a partir de uma preocupação: madeira ilegal apreendida pela PRF acabava permanecendo em pátios por longos períodos, muitas vezes sem benefício imediato para a sociedade.
A solução apresentada envolveu parceria com instituições como Tribunal de Justiça, Ministério Público, órgãos ambientais e secretarias ligadas ao setor produtivo. A madeira apreendida passou a ser destinada a municípios, com contrapartidas ligadas à construção de viveiros, produção de mudas, recuperação de áreas degradadas, nascentes e arborização urbana.
O projeto também passou a envolver banco de sementes e participação de comunidades indígenas na coleta de sementes, gerando benefício ambiental, social e econômico. A iniciativa mostra que o trabalho da PRF vai além da fiscalização nas rodovias e pode se conectar à recuperação ambiental e ao atendimento de demandas sociais.
Madeira apreendida vira projeto ambiental
O trecho explica como madeira ilegal apreendida passou a apoiar viveiros, mudas e recuperação ambiental.
Alerta combina trânsito, segurança e responsabilidade social
A entrevista mostra que a atuação da PRF em Rondônia envolve diferentes frentes. Na BR-364 em Rondônia, o alerta principal é para que motoristas planejem melhor suas viagens, respeitem os limites, evitem ultrapassagens arriscadas e entendam que a rodovia exige atenção permanente.
Ao mesmo tempo, o trabalho da instituição também passa pelo combate ao tráfico, pela integração com forças policiais e por projetos que buscam transformar produtos de crimes ambientais em benefício coletivo. No centro da mensagem, fica a mesma orientação: segurança pública depende de fiscalização, presença do Estado, cooperação institucional e responsabilidade de quem usa a estrada.
Fonte da notícia:
Pod Rondônia no YouTube.


