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sábado, junho 13, 2026

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Pacientes com doenças raras ganham guia prático sobre direitos e apoio

Direitos em doenças raras são o foco de uma cartilha lançada pela Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro, a OAB-RJ. O guia reúne informações sobre saúde, educação, benefícios previdenciários e canais de proteção para pacientes, familiares, cuidadores, profissionais e gestores públicos.

Segundo a entidade, mais de 13 milhões de pessoas convivem com algum tipo de doença rara no Brasil. Além do diagnóstico tardio e dos tratamentos prolongados, muitas famílias enfrentam uma dificuldade adicional: o desconhecimento das garantias previstas na legislação.

● Panorama da cartilha

Um guia para transformar informação em acesso

13 milhões+
Pessoas com doenças raras no Brasil
4 áreas
Saúde, educação, Previdência e proteção
6 públicos
Pacientes, famílias, cuidadores e profissionais
2015
Ano da Lei Brasileira de Inclusão

Direitos em doenças raras incluem acesso ao SUS

Na saúde, a cartilha explica o atendimento pelo Sistema Único de Saúde, o acesso a exames genéticos e a diagnósticos complexos. O documento também aborda o fornecimento gratuito de medicamentos de alto custo e o tratamento fora do domicílio.

Esses serviços integram os direitos em doenças raras apresentados no guia. A publicação não cria novas garantias, mas organiza informações já previstas nas leis e indica caminhos para o cidadão buscar atendimento.

● Como consultar

Do problema ao canal de proteção

1
Identifique a área: saúde, educação, Previdência ou inclusão.
2
Consulte a garantia: verifique o direito apresentado no guia.
3
Localize o órgão: encontre a instituição responsável.
4
Busque proteção: acione o canal diante de uma violação.

Direitos em doenças raras também alcançam a educação

Na educação, a cartilha aborda recursos de acessibilidade, adaptações curriculares e a implementação do Plano Educacional Individualizado. O objetivo é assegurar condições adequadas para aprendizagem e permanência na escola.

O documento informa ainda que instituições privadas não podem cobrar valores adicionais nas mensalidades por medidas de inclusão. Dessa forma, os direitos em doenças raras ultrapassam o atendimento médico e alcançam a vida escolar.

● Mapa de garantias

O que o paciente encontra na cartilha

SaúdeSUS, exames, diagnósticos, medicamentos e tratamento fora do domicílio.
EducaçãoAcessibilidade, adaptações curriculares e inclusão escolar.
PrevidênciaBPC, aposentadoria e auxílio relacionados à incapacidade.
ProteçãoDefensoria, Ministério Público, Ouvidorias do SUS e CRLS/RJ.

Cartilha explica BPC e benefícios do INSS

Na área previdenciária, o guia apresenta os caminhos para a concessão do Benefício de Prestação Continuada, o BPC. Também cita aposentadoria por incapacidade permanente e auxílio por incapacidade temporária para segurados do INSS.

Nos direitos em doenças raras, a proteção previdenciária aparece ligada à subsistência e à inclusão. A publicação aborda ainda a Lei Brasileira de Inclusão e normas estaduais e municipais do Rio de Janeiro.

Direitos em doenças raras e os canais de denúncia

Quando uma garantia não é respeitada, o cidadão pode procurar a Defensoria Pública, o Ministério Público e as Ouvidorias do SUS. No Rio de Janeiro, o guia também cita a Câmara de Resolução de Litígios em Saúde.

A defesa dos direitos em doenças raras depende de informação clara sobre quais instituições recebem reclamações, denúncias e pedidos de orientação.

● Impacto do guia

Informação ajuda famílias a defender garantias

Mais clarezaGarantias organizadas por área.
Mais orientaçãoIndicação das instituições responsáveis.
Mais proteçãoCanais para denunciar violações.

Falta de informação amplia as dificuldades

Para Sybelle Drumond, presidente da Comissão da Pessoa com Doença Rara da OAB-RJ, o diagnóstico costuma ser acompanhado de isolamento e dúvidas. O desconhecimento pode aumentar as dificuldades enfrentadas por pacientes e familiares.

A reportagem também cita a Atrofia Muscular Espinhal, doença rara e degenerativa que pode comprometer locomoção, deglutição e respiração. Gabriel Guimarães, do Instituto Nacional de Atrofia Muscular Espinhal, destaca que a falta de informação e de diagnóstico permanece entre os principais obstáculos.

Ao reunir garantias, benefícios e canais de denúncia, a cartilha torna os direitos em doenças raras mais fáceis de compreender. A proposta é ampliar o conhecimento sobre direitos em doenças raras entre pacientes, familiares, cuidadores, profissionais e gestores públicos.

Fonte: OAB-RJ

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