Uma operação conjunta da Polícia Federal e do ICMBio inutilizou 23 acampamentos ligados ao garimpo no Mapinguari. A fiscalização ocorreu entre 28 de julho e 1º de agosto dentro do Parque Nacional Mapinguari, área protegida localizada entre Rondônia e Amazonas.
Batizada de Operação Caraíba IV, a ação contra o garimpo no Mapinguari também atingiu escavadeiras, trator, motores, geradores e mais de 10 mil litros de combustível usados para manter a atividade ilegal em uma região remota da floresta amazônica.
Garimpo no Mapinguari tinha 23 acampamentos
Segundo a Polícia Federal, as equipes localizaram 23 acampamentos improvisados usados para apoiar o garimpo no Mapinguari. As estruturas serviam como abrigo e base de permanência para pessoas envolvidas na exploração mineral clandestina dentro da unidade de conservação.
A quantidade de acampamentos mostra que o garimpo no Mapinguari dependia de uma cadeia logística organizada. Além do local de extração, a atividade precisava de transporte, energia, armazenamento, combustível, equipamentos e estruturas para manter as frentes de trabalho funcionando.

A abertura de áreas dentro da mata facilita a circulação de pessoas e equipamentos pesados, além de ampliar a ocupação irregular de locais que deveriam permanecer preservados. Essas estruturas também podem servir como pontos de apoio para novas frentes de exploração.
Ao inutilizar os acampamentos, a operação buscou reduzir a capacidade de permanência e reorganização dos grupos que atuavam dentro do parque, dificultando a retomada imediata da atividade depois da saída das equipes de fiscalização.
23 acampamentos: estruturas improvisadas foram inutilizadas dentro da área protegida.
Máquinas pesadas: duas escavadeiras e um trator foram atingidos pela fiscalização.
Equipamentos: motores e geradores usados na atividade ilegal também foram inutilizados.
Combustível: mais de 10 mil litros usados para abastecer a atividade foram alcançados pela operação.
Como funcionava o garimpo no Mapinguari
A presença de duas escavadeiras e um trator revela o uso de maquinário de grande porte no garimpo no Mapinguari. Esses equipamentos permitem movimentar grandes quantidades de terra, abrir acessos e ampliar rapidamente as áreas atingidas pela exploração mineral.
Motores e geradores também são importantes para manter bombas, iluminação, ferramentas e outros equipamentos funcionando. Já o combustível garante o deslocamento e a operação contínua das máquinas, razão pela qual os mais de 10 mil litros encontrados representam uma parte importante da estrutura atingida.
Parque Nacional Mapinguari fica entre Rondônia e Amazonas
O Parque Nacional Mapinguari é uma unidade de conservação federal localizada na Amazônia, com áreas distribuídas entre Rondônia e Amazonas. O território protege floresta nativa, biodiversidade, nascentes e outros ambientes sensíveis.
Por ser uma área de proteção integral, a exploração mineral clandestina não é permitida. A abertura de clareiras, a movimentação do solo e o trânsito de máquinas aumentam a pressão sobre a vegetação e podem provocar danos aos cursos d’água e à fauna da região.
Operação tenta impedir retomada do garimpo no Mapinguari
A Polícia Federal informou que a ação foi realizada em conjunto com o ICMBio para combater o garimpo no Mapinguari e outros crimes ambientais associados. A inutilização das estruturas pretende dificultar a retomada rápida das atividades depois da retirada das equipes.
Apenas retirar pessoas do local pode não ser suficiente quando permanecem acampamentos, máquinas, geradores e combustível. Ao atingir essa base logística, a fiscalização reduz o suporte material necessário para manter novas frentes de exploração dentro da unidade de conservação.
Fiscalização contínua: a operação mirou a estrutura de apoio e não apenas os pontos de extração.
Impacto ambiental: o garimpo ilegal pressiona o solo, a vegetação e os cursos d’água.
Relevância regional: o caso envolve uma área protegida com trechos em Rondônia e Amazonas.
Para Rondônia, a operação reforça a importância da fiscalização de crimes ambientais em áreas afastadas e de difícil acesso. O uso de máquinas pesadas e de grande volume de combustível mostra que essas atividades podem alcançar uma estrutura muito maior do que pequenos pontos isolados de extração.
O caso mantém o Parque Nacional Mapinguari no centro do debate sobre proteção da Amazônia, uso ilegal de recursos naturais e necessidade de impedir que novas estruturas clandestinas sejam instaladas dentro da floresta.





