O que o Senado vai votar em 3 de novembro
A proposta chegou ao Plenário depois de receber parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 14 de outubro. O relator no Senado, Rogério Carvalho, modificou pontos do texto encaminhado pela Câmara dos Deputados e acolheu parte das emendas analisadas.
Entre os eixos apresentados estão o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), a coordenação de diferentes níveis de governo e medidas de enfrentamento a organizações criminosas. Há também dispositivos sobre competências dos órgãos de segurança e recursos para a área.
A PEC da Segurança é uma proposta constitucional. Por isso, cada medida precisa ser examinada conforme o texto que vier a ser aprovado, e não apenas pela descrição das ideias em debate.
Quais mudanças e emendas estão em discussão
O parecer da CCJ alterou dispositivos da versão encaminhada pelos deputados. A Agência Senado informou, por exemplo, que foi retirada uma previsão de destinação de recursos de apostas esportivas aos fundos de segurança pública, enquanto outra fonte de financiamento foi mantida no parecer.
Também foram apresentadas emendas no Plenário com temas diferentes, incluindo propostas relacionadas à maioridade penal, agentes de trânsito e emprego de recursos públicos. Essas sugestões possuem autores e situações próprias no processo legislativo e não podem ser tratadas como decisões já adotadas.
O texto em tramitação prevê maior articulação entre instituições e medidas específicas contra estruturas criminosas. A extensão de eventuais mudanças dependerá da votação de cada dispositivo e das regras de transição que forem aprovadas.
O que a proposta pode representar para Rondônia
A discussão tem abrangência nacional e pode interessar aos órgãos federais, estaduais e municipais que atuam em Rondônia. A integração de informações, a distribuição de atribuições e o financiamento são temas que influenciam políticas de segurança em diferentes regiões do país.
Entretanto, o agendamento da PEC da Segurança não altera imediatamente as funções da Polícia Militar, da Polícia Civil ou de guardas municipais. Tampouco confirma aumento de orçamento, criação de estruturas ou novas atribuições específicas no estado.
Para entender qualquer impacto prático, será necessário acompanhar a redação final aprovada pelo Congresso e, se exigida, a regulamentação posterior. Não há base para antecipar uma mudança operacional já em vigor nas forças de segurança de Rondônia.
O que acontece depois da sessão do Senado
Uma proposta de emenda à Constituição precisa passar por dois turnos de votação em cada Casa do Congresso, com aprovação por três quintos dos integrantes. No Senado, isso corresponde a pelo menos 49 dos 81 senadores; na Câmara, a pelo menos 308 dos 513 deputados.
Se o Senado alterar trechos aprovados pela Câmara, poderá ser necessária nova análise dos deputados. Depois de concluído o procedimento constitucional em ambas as Casas, uma emenda aprovada é promulgada pelo Congresso Nacional, sem sanção presidencial.
Por enquanto, a PEC da Segurança permanece em discussão. O resultado da sessão, eventuais adiamentos e novas versões do texto devem ser acompanhados nos canais oficiais do Senado.
O cidadão pode consultar a pauta e a tramitação legislativa da PEC 18/2025 para verificar as próximas etapas. A sessão está anunciada para 15h em Rondônia, mas horários e deliberações podem sofrer atualização pelo Senado.
Mais leitura na TVdoPOVO





