A ecobarreira no igarapé Belmont começou a ser testada em Porto Velho com a proposta de concentrar resíduos levados pela água antes que avancem pelo curso do canal. Segundo a Prefeitura, esta é a primeira estrutura desse tipo instalada pelo município.
A instalação foi feita na rua Silas Shockness, ao lado do Pocket Park Paneiro. A estrutura deverá reter garrafas, embalagens, sacolas e outros materiais. O desempenho, porém, ainda será acompanhado: não há medição divulgada sobre quantidade recolhida, eficiência ou redução de poluição.
Ecobarreira no igarapé Belmont é instalada em Porto Velho
A ecobarreira no igarapé Belmont foi montada em um trecho que, conforme a divulgação municipal, já havia recebido serviços de limpeza três vezes nos últimos meses. A intenção é criar um ponto de retenção que facilite a retirada do lixo transportado pela correnteza.
A produção ficou com a Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), vinculada à Seinfra, em parceria com a ARDPV. O processo de montagem levou cerca de um dia. A Prefeitura de Porto Velho detalhou a instalação em publicação de 29 de setembro.
Local: igarapé Belmont, rua Silas Shockness, ao lado do Pocket Park Paneiro. Objetivo: concentrar resíduos transportados pela água para facilitar o recolhimento.
Galões e rede formam a barreira flutuante
A ecobarreira no igarapé Belmont utiliza galões plásticos para manter a estrutura flutuando, uma rede de nylon com aproximadamente 1,5 metro de largura, cordas de poliamida e pontos de ancoragem nas margens. O conjunto forma uma linha de retenção sobre a água.
Quando garrafas, embalagens, sacolas e outros materiais chegam ao trecho, a tendência é que fiquem concentrados junto à barreira para posterior retirada pelas equipes. A instalação não substitui o descarte correto e não deve ser apresentada como solução comprovada contra enchentes.
Desempenho será acompanhado durante as chuvas
A próxima etapa da ecobarreira no igarapé Belmont é de observação. A Seinfra pretende acompanhar a quantidade de resíduos retidos, o comportamento do equipamento durante as chuvas e a necessidade de ajustes na estrutura.
Ainda não foram divulgados custo exato, vida útil ou periodicidade definida para manutenção e recolhimento do material acumulado. Essas lacunas são importantes porque o teste precisa mostrar como a estrutura reage às condições reais do canal antes de qualquer conclusão sobre resultado.
O acompanhamento da ecobarreira no igarapé Belmont também servirá para observar se o sistema de galões, rede e ancoragem precisa de modificações após mudanças no nível e na velocidade da água. O handoff não informa um prazo para essa avaliação nem estabelece uma meta de resíduos a ser alcançada.
Não há, nesta fase, número oficial de resíduos retidos, percentual de redução de poluição ou comprovação de que a ecobarreira melhora o escoamento durante chuvas.
Novas ecobarreiras dependem dos resultados do teste
A Prefeitura informa que Porto Velho possui mais de 100 quilômetros de canais e igarapés. Apenas o Canal dos Tanques tem cerca de 33 quilômetros. Nesse contexto, os dados obtidos com a ecobarreira no igarapé Belmont poderão ajudar a avaliar se a solução pode ser utilizada em outros pontos.
A extensão da rede de canais ajuda a dimensionar o desafio de manejo de resíduos nos cursos d’água urbanos, mas não permite concluir que a mesma solução seja adequada para todos os trechos. A fonte não informa critérios técnicos para selecionar outros locais, nem quantas estruturas poderiam ser necessárias em uma eventual expansão.
Isso não significa que exista expansão aprovada. Até o material-base desta pauta, não havia cronograma para novas unidades nem relação de canais escolhidos. A ecobarreira no igarapé Belmont permanece como experiência local em fase inicial de acompanhamento.
Fonte e estágio da informação: adaptação editorial do AgoraRO, com base na divulgação da Prefeitura de Porto Velho de 29 de setembro de 2026. O handoff não registra medição posterior de resíduos, teste concluído em período de chuva ou cronograma confirmado de expansão.





