Grande explosão em Beirute atingiu a área portuária da capital do Líbano e provocou uma cena de devastação que mobilizou equipes de resgate, hospitais e autoridades locais. Imagens registraram uma coluna de fumaça avermelhada sobre o porto e destruição visível em diferentes pontos da cidade.
Segundo as informações reunidas no material-base, havia ao menos dez mortos, enquanto a Cruz Vermelha falava em centenas de vítimas entre mortos e feridos. Parte dos atingidos foi levada a hospitais, mas ainda havia pessoas presas em escombros dentro de suas casas logo após a explosão.
Grande explosão em Beirute causou destruição em larga escala
A explosão no porto de Beirute quebrou vidros a quilômetros de distância e balançou embarcações próximas à costa libanesa. Um fotógrafo da Associated Press relatou ter visto pessoas feridas no chão e uma destruição generalizada nas proximidades do local da explosão.
De acordo com a emissora libanesa LBCI, o hospital Hôtel-Dieu de France, no centro da capital, passou a atender mais de 500 feridos e fez um pedido de doação de sangue. A Cruz Vermelha também informou que barcos participavam do resgate de pessoas lançadas ao mar pela força da explosão.
Autoridades citaram alto número de feridos e danos severos
As causas da explosão ainda não estavam esclarecidas no material-base. Apesar do histórico de instabilidade política do Líbano e de ataques terroristas no país, o texto destaca que ainda não havia evidência de que se tratasse de um atentado terrorista.
O chefe de segurança interna do Líbano, Abbas Ibrahim, disse que a explosão ocorreu em uma área que armazenava materiais altamente explosivos, embora não fossem explosivos em si. Já o ministro da Saúde, Hamad Hasan, afirmou em entrevista televisionada que havia um alto número de feridos e que os danos eram amplos.
Resumo rápido
- Explosão atingiu a região portuária de Beirute
- Há mortos, feridos e pessoas sob escombros
- Danos alcançaram áreas distantes do porto
- Autoridades ainda não haviam confirmado a causa
Líbano já vivia crise política e econômica antes da tragédia
O material lembra que o Líbano atravessava um período de instabilidade política. No fim do ano anterior, o então primeiro-ministro Saad Al-Hariri renunciou, o país passou por um vácuo de poder e só em janeiro Hassan Diab anunciou a formação de um novo governo, em meio a protestos e forte desgaste institucional.
Também é citado que o país deu calote em credores naquele ano ao deixar de reembolsar US$ 1,2 bilhão em títulos do Tesouro. Em paralelo, uma decisão judicial importante era esperada para os dias seguintes, com veredito de um tribunal apoiado pela ONU no julgamento relacionado ao assassinato do ex-primeiro-ministro Rafic Hariri.
Marinha do Brasil informou que fragata não foi atingida
O texto também cita a presença da Fragata Independência, da Marinha do Brasil, no mar do Líbano, mas longe do local da explosão. Segundo nota reproduzida no material-base, os militares brasileiros estavam bem e a embarcação seguia operando normalmente, sem feridos e distante da área portuária atingida.
Com isso, a grande explosão em Beirute ampliou ainda mais a tensão sobre um país já mergulhado em crise política, econômica e institucional. Ao atingir o porto com tamanha força, o episódio se tornou um dos eventos mais graves e impactantes daquele momento na capital libanesa.
Mais informações e desdobramentos internacionais sobre o caso podem ser acompanhados na editoria de g1 Mundo.


