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domingo, maio 3, 2026
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Segundo pesquisa, partido do ex-presidente Evo Morales lidera intenções de voto na Bolívia

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Segundo uma pesquisa divulgada neste domingo (26), o Movimento Al Socialismo (MAS), partido do ex-presidente Evo Morales, lidera as intenções de voto para as próximas eleições na Bolívia, programadas para 3 de maio, como informou o jornal Página Siete.

A pesquisa, criada pela empresa Mercados y Muestras, foi realizada entre os dias 9 e 13 deste mês. O questionário não tinha o nome do candidato do MAS, o ex-ministro da economia Luis Arce, que foi nomeado oficialmente pelo partido depois do período da pesquisa, mas apenas mencionava a sigla partidária.

O partido do ex-presidente, que se encontra refugiado na Argentina desde dezembro, obteve 26% de intenção de voto.

Em seguida, aparecem o candidato de direita, Luis Fernando Camacho, e o ex-presidente Carlos Mesa, ambos com 17%. A pesquisa também incluiu a possibilidade de candidatura da presidente interina Jeanine Áñez, que figura com 12%.

Após a divulgação da pesquisa, Morales escreveu em seu Twitter: “em todas as pesquisas somos os primeiros”, e acrescentou que “nas próximas pesquisas estaremos em uma posição ainda melhor”, anunciou o ex-presidente, que afirmou que estariam “prontos para vencer o golpismo e recuperar a nação”.

Segundo o documento, os indecisos e os que não escolheram ninguém chegam a 9%.

A pesquisa foi realizada com uma amostra de 800 pessoas maiores de 18 anos, nas 10 principais cidades do país, com uma margem de erro de aproximadamente 3,47%.

A Bolívia irá às urnas em 3 de maio próximo e um eventual segundo turno será realizado em 14 de junho.

Morales renunciou à Presidência em meio à convulsão social após sua vitória no primeiro turno das eleições presidenciais em 20 de outubro, um pleito que foi suspenso depois que uma auditoria da OEA encontrou irregularidades em sua realização.

Pequenos negócios tem até o dia 31 para aderir ao Simples Nacional

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Shopping no centro de Brasília tem movimento intenso no último fim de semana antes do Natal

O prazo para que os micro e pequenos empreendedores que foram excluídos do sistema de tributação Simples Nacional – regime que agrega em uma só tarifa impostos federais, estaduais e previdenciários – têm até o dia 31 de janeiro, sexta-feira, para regularizar pendências e aderir novamente ao modelo de tributação.

Para retornar ao sistema, empreendedores não podem ter débito com a Receita Federal ou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O prazo também se aplica aos empresários interessados em aderir ao regime pela primeira vez. Se o contribuinte tiver o pedido de reinclusão no Simples aprovado, a empresa será readmitida no regime com data retroativa a 1º de janeiro.

Para empresas em início de atividade, o prazo para a solicitação é de 30 dias contados do último deferimento de inscrição municipal ou estadual, e desde que não tenham decorridos 180 dias da data de abertura do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ ). Para empresas abertas a partir de 1º de janeiro de 2020, o prazo de adesão é de 60 dias. Todo o processo de adesão é feito exclusivamente pela internet, por meio do Portal do Simples Nacional.

O Simples agrega oito tributos de uma única vez, o que reduz os custos tributários e diminui a burocracia para a manutenção dos negócios. O devedor tem a opção de realizar o pagamento à vista, abater parte da dívida com créditos tributários ou parcelar os débitos em até cinco anos com o pagamento de juros e multa.

Segundo informações da Receita Federal, as principais irregularidades que levam à exclusão do Simples são a falta de documentos, excesso de faturamento, débitos tributários, parcelamentos pendentes ou o exercício pela empresa de atividades não incluídas nesse regime de tributação.

Brasileira desenvolve novo tratamento para câncer de ovário

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São Paulo - O hospital A.C. Camargo, que é referência no tratamento de câncer, realiza parceria internacional de pesquisa sobre a doença com o programa Grand Challenge (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Um grupo de pesquisadores do Brasil, Reino Unido e Itália, coordenado por um professor brasileiro, desenvolveu um composto com ação potente e seletiva contra o câncer de ovário. O estudo realizado com o novo composto à base de paládio – metal raro de alto valor comercial – demonstrou sua eficácia contra células de tumor de ovário sem afetar o tecido saudável. Além disso, testes em células tumorais indicaram que o composto age contra tumores resistentes ao tratamento mais utilizado atualmente no combate ao câncer de ovário, que é feito com um fármaco chamado cisplatina.

O trabalho foi conduzido durante a pesquisa de doutorado da professora Carolina Gonçalves Oliveira, atualmente no Instituto de Química da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A cisplatina é um quimioterápico eficiente para tumores no ovário, mas o tratamento pode causar efeitos colaterais severos aos pacientes, afetando rins, sistema nervoso e audição. Segundo o pesquisador do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP) Victor Marcelo Deflon, que coordenou o estudo, isso acontece porque a molécula não é muito seletiva, ou seja, afeta também células saudáveis.

“[O novo composto] tem alta seletividade para células de câncer, isso traz uma expectativa de menos efeitos colaterais. E ele é ativo em células de câncer resistentes à cisplatina, isso é ótimo porque é uma alternativa para tratar câncer nesses casos que são resistentes à cisplatina”, disse Deflon. “Algumas células de câncer aprendem a se defender da cisplatina, então ficam resistentes”, complementou.

Os pesquisadores identificaram o mecanismo de ação do novo composto e concluíram que há diferenças em relação à cisplatina. “O fato de ele [novo composto] atuar em células resistentes à cisplatina mostra que o mecanismo de ação dele é diferente, então a gente foi estudar qual era o mecanismo e acabou encontrando que o potencial alvo dele é uma enzima, não o DNA”, disse.

Testes clínicos

O composto à base de paládio teve ação na topoisomerase, uma enzima presente em tumores e que participa do processo de replicação do DNA, sendo um alvo potencial para quimioterápicos. “Essa enzima tem altas concentrações em células de câncer porque são células que se reproduzem muito rápido e ela está relacionada com metabolismo celular para replicação das células”, disse.

Já a cisplatina age diretamente no DNA, causando mudanças estruturais nele, impedindo a célula tumoral de copiá-lo. Deflon explicou que são alvos diferentes, mas tanto a cisplatina como o composto de paládio inibem o processo de divisão celular do tumor.

A partir dessa descoberta, os pesquisadores devem buscar o desenvolvimento de versões ainda mais eficientes do composto para obter uma molécula que possa ser testada em animais com boas chances de sucesso. Depois de testes bem-sucedidos em animais, a molécula pode ser levada para testes clínicos.

“É uma tentativa de desenvolver um fármaco que tenha menos efeitos colaterais que a cisplatina e, nesse caso, ele é mais seletivo tanto para célula que é sensível à cisplatina quanto para célula que é resistente à substância”, acrescentou.

MEC define critérios para habilitar faculdade a ofertar cursos técnicos

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O Ministério da Educação (MEC) divulga no Diário Oficial da União (DOU) os procedimentos e critérios para habilitação de Instituições Privadas de Ensino Superior (Ipes) interessadas em ofertar cursos de educação profissional técnica de nível médio.

A portaria com a regulamentação faz parte do Programa Novos Caminhos do MEC, lançado em outubro passado pela pasta com o objetivo de ampliar em 80% as matrículas de alunos nesses cursos – subindo de 1,9 milhão para 3,4 milhões – até 2023. O programa tem uma série de semelhanças com o Pronatec, criado pela ex-presidente Dilma Rousseff. A exemplo do programa anterior, o Novo Caminhos prevê parcerias com o Sistema S, a rede federal e faculdades privadas.

“Para fins do disposto na Portaria MEC nº 1.718, de 2019 e nesta Portaria a autorização e a habilitação a serem concedidas se darão exclusivamente para cursos técnicos de nível médio cujas denominações constem do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT), sendo vedada proposta que apresente denominação experimental”, cita a portaria.

A instituição interessada deve pedir autorização para oferta de curso técnico mediante pré-cadastro de curso técnico no Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec), exclusivamente nos seguintes períodos: de 1º de fevereiro a 1º de março, para cursos com oferta prevista para o 2º semestre do mesmo ano; de 1º a 31 de julho, para cursos com oferta prevista para o 1º semestre do ano seguinte.

BBB 20: Bianca e Chumbo se enfrentam no primeiro paredão do reality

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O primeiro paredão do Big Brother Brasil 20 está formado, e Bianca enfrentará Chumbo e o público decidirá quem deixa o reality na próxima terça-feira.

A primeira emparedada foi Bianca, que foi indicada pelo líder da semana, Petrix. Posteriormente, no voto da casa, os dois mais votados foram: Pyong Lee com 10 votos e Chumbo com 4.

Os dois mais votados participaram de uma prova ‘bate e volta’ e que tiraria um deles do paredão. Pyong levou a melhor, e com isso, Chumbo enfrenta Bianca.

TRF-3 nega pedido do governo e mantém suspensa divulgação do resultado do Sisu

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A presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), desembargadora Therezinha Cazerta, rejeitou na noite deste domingo (26) pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para derrubar a decisão que suspende a divulgação do resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) assim que as inscrições forem encerradas – às 23h59 deste domingo.

O governo ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou ao Supremo Tribunal Federal (STF). Procurada pela TV Globo, a AGU disse que recorrerá da decisão da desembargadora, mas ainda avalia se o recurso será apresentado ao STJ ou ao STF.

Com a decisão do TRF-3, segue em vigor a liminar (decisão provisória) concedida pela Justiça Federal de São Paulo – que impede que os resultados sejam divulgados na terça-feira (28), data estimada pelo governo.

Para a presidente do TRF-3, os entendimentos da Justiça Federal de São Paulo “nada mais fizeram do que proteger o direito individual dos candidatos do Enem a obterem, da administração pública, um posicionamento seguro e transparente a respeito da prova que fizeram”.

“Dar prosseguimento ao cronograma, nessa direção, sem enfrentar adequadamente as consequências de algo ocasionado pela própria União Federal é que é um risco à política educacional do país, e não o contrário, porque implica, como fica claro do que consta nestes autos, validar os resultados de um exame, utilizando-o para definir o futuro das pessoas e balizar políticas públicas, sem que houvesse um grau mínimo de transparência a respeito dos pedidos apresentados pelos candidatos e uma reavaliação do impacto que o equívoco teve para os demais candidatos”, afirma Therezinha Cazerta na decisão.

A 8ª Vara Cível de SP ordenou que o governo comprove que o erro na correção das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 foi totalmente solucionado.

Para a AGU, a decisão de São Paulo representa “prejuízo a todos os estudantes que obtiveram nota necessária e que não poderão ingressar desde logo e mais brevemente em instituição pública de ensino superior”.

O que diz a desembargadora

Na decisão de 24 páginas, a desembargadora destacou que a suspensão de liminar é “um mecanismo processual excepcional”, que não pode servir para corrigir uma decisão da instância inferior. Para ser concedida, deve afetar valores como saúde, segurança e economia pública.

Por isso, na avaliação dela, o argumento do governo de que um juiz de São Paulo não poderia ter decidido, porque uma ação parecida chegou primeiro na Justiça em Brasília, não serve para suspender a liminar. Conforme a desembargadora, cabe ao governo recorrer nas vias próprias para tentar enviar o processo para Brasília.

Therezinha Cazerta afirmou também que, segundo a Defensoria Pública da União em SP, “houve um equívoco na correção das provas” do Enem.

Segundo a desembargadora, há um problema “evidente” porque quase 6 mil candidatos tiveram as provas novamente corrigidas e também é preciso atentar para a metodologia aplicada aos demais candidatos.

“Assim, mais do que apenas corrigir as provas em que havia o erro gráfico – primeiro aspecto do problema – seria necessário colher uma nova amostra – fazendo-o de um universo em que todas as provas estivessem corretamente corrigidas –, calibrando os itens do exame novamente e produzindo, por consequência, uma nova correção de todas as provas, em que aplicados esses novos parâmetros.”

Por essa razão, segundo Therezinha Cazerta, a Justiça de São Paulo pediu que o governo comprovasse que a situação foi resolvida. A desembargadora afirmou ainda que o governo não conseguiu comprovar que haverá prejuízo com a suspensão do processo do Sisu até uma averiguação detalhada.

Ela afirmou ainda que a situação provocou uma “crise” de “confiabilidade” em relação ao Enem. E que o governo não pode se recusar a dar uma “satisfação transparente”.

“Os efeitos decorrentes da decisão do juízo de primeiro grau – a exigência de que o Estado forneça uma resposta transparente e adequada, mesmo que ausente mudança de nota, àqueles que o solicitaram – não são inócuos, mas, pelo contrário, traduzem-se na proteção aos direitos dos concorrentes ao exame de terem os esforços que despenderam na realização da prova respeitados pelo ente público”, diz trecho da decisão.

Conforme a desembargadora, a decisão de primeira instância “exige, em síntese, que a União Federal aja com um mínimo de responsabilidade em relação à situação por ela própria criada, fornecendo uma resposta”.

Para ela, o governo precisa responder se o erro “prejudicou ou beneficiou” alguém. “Nesse sentido, ao contrário do que consta na nota, a pergunta que incumbe à União Federal responder, de forma clara e direta é se a utilização de uma amostra em que contidas provas corrigidas equivocadamente prejudicou ou beneficiou algum candidato do Exame Nacional do Ensino Médio relativamente aos demais – algo que, reitere-se, não está claro dos autos”, declarou Therezinha Cazerta.

O que diz o governo

No recurso de 60 páginas apresentado ao TRF-3, a AGU informou que não foi formalmente notificada da decisão da Justiça de São Paulo, mas que recorreu antes disso “diante do grave risco de lesão para todos os programas do Ministério da Educação de acesso à educação superior”. Isso porque, ao suspender o Sisu após o prazo de inscrições, também podem ficar comprometidos o Prouni e o Fies.

O governo disse ao TRF-3 que, assim que os problemas foram detectados, tomou “todas as medidas administrativas necessárias para solução dos problemas” e que há diversas ações protocoladas no país, inclusive antes da que chegou em São Paulo, e por isso o juízo do estado não deveria ser responsável pelas ações. Para o governo, a Justiça do Distrito Federal recebeu antes um processo e, portanto, deveria ser a único responsável por analisar ações sobre o tema.

A AGU diz ainda que a Defensoria Pública, autora da ação que gerou a decisão, tem competência apenas para interesses de pessoas necessitadas. “A DPU não apresenta legitimidade para a defesa dos interesses específicos desse grupo de alunos sem que tenha sido feita uma avaliação do real estado da hipossuficiente desses alunos”, afirma o recurso.

Falha no Enem

Na última segunda-feira (20), o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, disse que um erro na gráfica Valid Soluções S.A. provocou falha na correção de gabaritos.

Lopes afirmou que a gráfica imprime o caderno de questões do candidato, que é identificado com um código de barras do aluno. Depois, imprime o cartão de respostas (gabarito), que também tem um código. Outra máquina une estes dois documentos. O erro ocorreu nesta união e na geração do código de barras.

“O que acontece? A gráfica imprimiu a prova e um cartão resposta. Tem um código de barras do aluno. Uma outra máquina pega essa prova e faz a associação com o gabarito e grampeia. Neste momento, temos o código de barras da prova e o código de barras do cartão resposta. Há um casamento: a associação entre a prova e o participante. Neste processamento da gráfica foi onde ocorreram estas inconsistências”, disse Lopes.

Segundo o Inep, órgão responsável pelo exame, após a revisão, foram identificados problemas em cerca de seis mil provas. Ao todo, 3,9 milhões de pessoas fizeram o Enem 2019.

Carnaval é feriado ou não? Posso emendar? Tire dúvidas

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Apesar de muitos brasileiros emendarem os quatro dias para aproveitar a folia ou simplesmente descansar, o carnaval não é considerado feriado nacional. A menos de um mês para a festa, muitas dúvidas surgem sobre a data.

Os bancos, por exemplo, não abrem nesses dias e só reabrem às 12h da Quarta-Feira de Cinzas, assim como as repartições públicas. Apesar disso, as empresas podem ter expediente normal e exigir que seus funcionários trabalhem.

O carnaval só é considerado feriado se estiver previsto em lei estadual ou municipal. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, a terça-feira de carnaval foi declarada feriado estadual por meio da Lei 5243/2008.

Nas localidades onde a data não é considerada feriado, a segunda e a terça-feira, além da Quarta-Feira de Cinzas, podem ser ou não definidas como pontos facultativos.

Na prática, empresas e funcionários podem fazer acordo sobre os dias a serem trabalhados e as formas de compensação das horas.

“Fica por conta da empresa funcionar normalmente ou dispensar seus trabalhadores. Havendo a liberação espontânea por parte do empregador, não pode haver prejuízo na remuneração do empregado. Contudo, o empregador pode, também, acordar com seus empregados uma compensação de jornada para aqueles dias em que permitiu a folga de carnaval”, explica a advogada trabalhista Mayara Gaze, do escritório Alcoforado Advogados Associados.

Nos estados e municípios onde o carnaval é feriado oficial, via de regra, o trabalhador que não é dispensado receberá o pagamento daquele dia trabalhado em dobro. Mas outro tipo de compensação poderá ser combinado previamente via Acordo Coletivo de Trabalho, como por exemplo, anotação em banco de horas.

Veja abaixo o tira-dúvidas sobre o assunto:

O que acontece se não há lei que determina feriado no carnaval?

De acordo com a advogada Raquel Rieger, do escritório Mauro Menezes & Advogados, se não houver lei que estipula feriado no carnaval, o patrão pode dispensar os funcionários do trabalho mesmo sendo considerado dia útil, pedir a compensação das horas não trabalhadas em outro dia ou até descontar os dias não trabalhados do salário.

Posso “enforcar” a segunda e a Quarta-Feira de Cinzas?

Raquel Rieger lembra que a segunda-feira e a Quarta-Feira de Cinzas podem ser “enforcadas”, desde que haja permissão das empresas. E se houver trabalho nesses dias, não haverá o acréscimo de pelo menos 100% pelo dia trabalhado, já que não se trata de feriado.

Se a empresa não conceder folga e eu faltar, posso ser mandado embora?

De acordo com o advogado trabalhista Rodrigo Luiz da Silva, do Stuchi Advogados, se o funcionário decidir faltar, a empresa poderá descontar os dias de falta do salário, aplicar sanções disciplinares como advertências ou suspensões ou até demiti-lo, mas a empresa deverá observar se houve reincidências ou se outras penalidades já foram aplicadas anteriormente ao empregado.

A especialista em direito trabalhista Maria Lúcia Benhame diz que o funcionário perderá ainda o descanso semanal remunerado. Ela ressalta, entretanto, que não há possibilidade de haver demissão por justa causa.

Se a terça-feira for considerada feriado e eu tiver que trabalhar, a empresa pagará o dobro pelas horas trabalhadas?

De acordo com a advogada Maria Lúcia Benhame, nas cidades em que o carnaval for feriado local, os empregados que trabalharem nesses dias deverão ter folga compensatória em outro dia da semana. Se isso não ocorrer, deverão receber as horas extras trabalhadas com o acréscimo de pelo menos 100% ou mais, se isso estiver previsto na convenção coletiva da categoria do trabalhador.

Segundo ela, a nova lei trabalhista permite que as empresas troquem o dia a ser trabalhado. No caso, podem determinar que os funcionários trabalhem na terça e posteriormente compensem as horas trabalhadas com folga em outro dia. Mas para isso acontecer, é necessário aprovação mediante convenção (negociação entre os sindicatos dos empregados e de empregadores) ou acordo coletivo (entre sindicato e empregador).

Maria Lúcia ressalta que, caso o empregado trabalhe no feriado com o acordo de que irá folgar em outro dia, ele não receberá a mais pelo feriado que trabalhar.

Se a terça-feira não for considerada feriado, mas a empresa me chamar para trabalhar, ganharei folga depois?

Segundo Maria Lúcia Benhame, nesse caso, a segunda e a terça-feira de carnaval são considerados dias úteis, portanto, quem trabalha nesse período não tem direito a receber horas extras nem a ter folgas compensatórias.

Se a empresa der os dias de carnaval de folga, terei de compensar depois?

Segundo Maria Lúcia, nas localidades em que o carnaval não é feriado, as empresas poderão exigir que essas horas não trabalhadas sejam compensadas posteriormente. Além disso, os funcionários não receberão o acréscimo de pelo menos 100% quando as horas forem compensadas.

Como funciona essa compensação dos dias que não trabalhei no carnaval?

Segundo Danilo Pieri Pereira, advogado trabalhista e sócio do Baraldi Mélega Advogados, com a nova lei trabalhista, há a possibilidade de compensação dentro do mesmo mês. Caso o funcionário folgue nos dias de carnaval, a empresa poderá exigir que ele cumpra essas horas descansadas em outros dias (com exceção do domingo), respeitado o limite máximo de duas horas extras diárias.

Essas horas não trabalhadas podem ir para o banco de horas?

Se a segunda e terça-feira de carnaval não são feriados e o funcionário folgar, esses dias não trabalhados podem entrar no banco de horas como horas-débito, e o funcionário tem que compensar isso dentro do prazo estipulado em acordo com a empresa.

Segundo Maria Lúcia, a empresa pode determinar inclusive que os funcionários trabalhem aos sábados, por exemplo. A compensação dentro do mês é automática, sem necessidade de acordo prévio. Se a compensação for feita em até 6 meses, precisa de acordo direto com o empregador. Se for pelos próximos 12 meses, tem que haver acordo envolvendo os sindicatos.

Maria Lúcia ressalta que feriados e domingos, quando não são dias normais de trabalho, não entram nos bancos de horas – ou são compensados por outro dia ou são pagos com o acréscimo de pelo menos 100% pelo dia trabalhado.

A empresa que previa folgas no carnaval pode decidir mudar a regra de uma hora para outra?

Mayara Gaze alerta que o empregador deve atentar para a prática da empresa, pois, quando há a quebra de padrão, há também a quebra do contrato de trabalho, o que pode levar a complicações jurídicas.

“Por exemplo, se há mais de 4 anos a empresa dispensa espontaneamente seus funcionários durante os dias de carnaval e depois passa a exigir o trabalho no período, havendo ou não a respectiva compensação, conforme o caso, haverá quebra do contrato de trabalho e novo documento deverá ser assinado pelas partes, contendo com as novas regras da empresa”, esclarece a advogada.

Como funciona o carnaval entre os servidores públicos?

De acordo com a advogada trabalhista Mayara Gaze, os servidores públicos do Poder Executivo são liberados, em regra, por meio de portarias, no âmbito de cada esfera de governo, seja ele federal, estadual ou municipal. É comum que seja decretado ponto facultativo na segunda, terça e na Quarta-Feira de Cinzas até as 12h. “Já os Poderes Legislativo e Judiciário têm seus próprios calendários”, diz a especialista.

Como funciona para quem trabalha no regime 12×36 horas?

Segundo Raquel Rieger, para os trabalhadores que fazem a jornada 12 horas trabalhadas seguidas de 36 horas de folga, a lei já prevê compensações nesse regime de jornada, não havendo previsão de pagamento de horas extras se houver trabalho no dia de feriado.

Sete anos após tragédia da boate Kiss, familiares de vítimas realizam homenagens e pedem justiça

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A tragédia que ocorreu na boate Kiss, em Santa Maria, Região Central do Rio Grande do Sul, completa sete anos nesta segunda-feira (27). Entre a noite e a madrugada, familiares e amigos das vítimas realizaram homenagens pela cidade e pediram por justiça.

O incêndio, que ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013, provocou 242 mortes e deixou 636 feridos. Nenhum dos quatro réus foi julgado ainda.

O júri de Luciano Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos, integrantes da banda Gurizada Fandangueira, e do empresário Mauro Hoffmann está marcado para o dia 16 de março, em Santa Maria. O quarto réu, Elissandro Spohr, dono da boate, conseguiu transferir o julgamento para Porto Alegre. Esse júri ainda não tem data definida.

Mauro e Marcelo também entraram com pedidos na Justiça para serem julgados fora de Santa Maria. As liminares foram negadas, mas o Tribunal de Justiça ainda precisa analisar o mérito da questão.

‘Todos os anos eu venho para pedir justiça’

A caminhada e a vigília começaram na noite de domingo (26), e terminaram perto da 1h da madrugada. Ao longo dessa segunda, outras homenagens vão ocorrer na cidade.

A mãe Fani Vilanova Torres foi a primeira a chegar. Ela perdeu a única filha no incêndio, a Flávia, que estava na boate comemorando o aniversário de 22 anos com as amigas.

“Só quem passa por isso sabe”, conta.

Outros familiares e amigos foram chegando na Praça Central de Santa Maria por volta das 20h30. Sobreviventes também se uniram ao grupo para trocar abraços.

“Tenho contato com alguns pais, mas hoje é dia de dividir essa dor”, afirma a terapeuta ocupacional, que sobreviveu ao incêndio, Kelen Ferreira.

Por volta das 22h, o grupo saiu em caminhada em direção ao prédio onde funcionava a boate. A Marinês dos Santos Barcellos levou a foto do filho Roger, que morreu trabalhando como segurança dentro da Kiss.

“Todos os anos eu venho para pedir justiça”, conta ela.

Um grande coração foi pintado no asfalto, bem em frente à boate. Ele foi colorido com anjos e iluminado com 242 velas. Em torno desse coração, além de orarem e pedirem por justiça, os familiares também pronunciaram os nomes de todos que morreram na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013.

“Eu fiz planos, ter netos, e agora não temos futuro, vivemos do passado”, afirma a mãe Rosane Pendenza Calegari, que perdeu o filho Ruan.

A homenagem terminou com a exibição de mensagens de familiares das vítimas e sobreviventes, em um telão, em frente ao prédio da boate Kiss.

Familiares realizaram uma homenagem durante a madrugada  — Foto: Tiago Guedes/RBS TV

Cuidados com manejo de caprinos e ovinos podem evitar ataques de predadores

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Ataques de predadores são uma preocupação na rotina de produtores de caprinos e ovinos. Investidas de onças, raposas, gaviões e outros animais podem causar perdas em rebanhos, com consequente prejuízos para sistemas de produção. Algumas recomendações simples de manejo, porém, podem evitar algumas dessas ocorrências e minimizar os problemas produtivos.

Segundo o médico veterinário Marcílio Frota, analista da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral-CE), dois cuidados de manejo são fundamentais: recolher os rebanhos para instalações ao fim da tarde e proteger os animais em condições mais vulneráveis, como as crias. A primeira recomendação acontece porque boa parte dos predadores têm hábitos noturnos. A segunda, porque esses animais, mais frágeis, são vítimas preferenciais da caça dos predadores.

“Como predadores atacam mais no final do dia ou período noturno, o criador tem que ter, como prevenção, o hábito de recolher os animais para um local seguro, como um estábulo ou cercado, de preferência próximo à casa do tratador. Esse animal sairia do campo e ficaria resguardado”, destaca Marcílio. De acordo com ele, os ataques são mais comuns em ambientes de matas ou florestas do que em pastagens. Mesmo assim, reforçar piquetes com telas ou cercas também é útil para proteger contra as investidas.

Um manejo de cria e recria que mantenha animais mais jovens próximos da atenção do manejador também é recomendável. “Uma sugestão é você ter locais como piquetes, onde as fêmeas venham a parir, próximos às instalações da fazenda”, recomenda Marcílio, lembrando que recém-nascidos são vítimas de ataques de animais como os gaviões carcarás, que podem matar ou ferir com gravidade os cabritos ou borregos.

Essas recomendações, segundo Marcílio, são úteis para sistemas de produção intensivos ou extensivos, mesmo que, nestes últimos, haja alguma dificuldade para ter atenção aos animais, que passam boa parte do dia no pasto e podem transitar por áreas onde apareçam predadores. Ele reforça que, como caprinos e ovinos de criatórios desenvolvem hábito de retornar às propriedades ao final do dia, é possível recolhê-los com segurança, mesmo em áreas maiores. “Se este manejo for difícil na rotina, que pelo menos o produtor tenha atenção para proteção das crias”, frisa ele.

PREDADORES E ATAQUES

Na fauna brasileira é possível identificar animais como onças, raposas e gaviões entre os principais predadores (animais que atacam com objetivo de se alimentar) de caprinos e ovinos. Em alguns biomas, como o Pantanal, as serpentes de maior porte, como a sucuri, também podem devorar os pequenos ruminantes.

Há outros animais que, mesmo não se classificando como predadores (porque não têm caprinos e ovinos como preferência alimentar), podem atacar rebanhos, com prejuízos consideráveis. Entre eles, estão alguns cães e serpentes venenosas.

No caso dessas últimas, as picadas geralmente são acidentais, provocados quando caprinos ou ovinos transitam pelo habitat natural de cobras que procuram, dessa forma, se defender. Já no caso das cães, há espécies que atacam, segundo Marcílio, por instinto de caça, mas que não devoram os animais. Este tipo de ataque, segundo ele, acontece com alguma frequência.

“Se o ataque de cães for frequente, é importante conscientizar os proprietários das fazendas próximas para evitar este tipo de acidente. Muitas vezes é possível criar os cães em outras áreas da propriedade, evitando o contato com os rebanhos”, recomenda Marcílio.

Pesquisadores trabalham para identificar e auxiliar indígenas de etnia da Venezuela que vivem nas ruas de Porto Velho

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Não é incomum se deparar com mulheres e crianças venezuelanas nos principais pontos e avenidas de Porto Velho. Da etnia Warao, um grupo de indígenas saiu da Venezuela por conta da crise que ainda afeta o país e se instalou em Rondônia. Entidades e organizações que os ajudam dizem que o estado é usado como um “um corredor” de imigrantes.

A busca constante por recursos e de um lar para chamar de seu – mesmo que por tempo limitado – estão entre os desafios enfrentados pelos indígenas venezuelano em solo rondoniense. Entre os exemplos de soluções, muitos acreditam na prática da mendicância.

Jusmena Malbuena, junto com a filha de dois anos outras mulheres também Warao, chegou em Porto Velho há cerca de quatro meses, após um breve período vivendo em Manaus (AM). Apesar das dificuldades diárias para se manter, a indígena conta que não foi difícil se adaptar ao novo país.

“Lá com a crise tudo está mais difícil. Foi melhor termos vindo para cá. Os brasileiros ajudam muito a nós os indígenas. Eles são muito bons. Sempre ajudam”, reforça.

Indígenas venezuelanos se viram como podem em solo rondoniense.  — Foto: Jheniffer Núbia/G1

Mas o município está indo além na busca por uma solução para ajudar os integrantes do povo. O sociólogo Geraldo Cotinguiba, que tem estudos sobre os imigrantes, faz parte de um grupo organizado pela Secretaria de Assistência Social e Família (Semasf), que realiza trabalhos para retirar e auxiliar os meninos e meninas Warao das ruas de Porto Velho.

“É uma análise exploratória, que é de curta duração e, dado a urgência que tinha que ter esse estudo, a Semasf enviou um ofício para o campus pedindo minha colaboração quanto pesquisador para assessorar neste processo de identificação, mapeamento, para poder auxiliar em uma tomada de decisões que sejam de forma mais eficiente para o poder público e à população em questão”, explica Geraldo.

Além de Geraldo, a equipe é formada pela professora Marília Cotinguiba, o psicólogo Giovane Santos Lima e a educadora social Maria do Socorro Leite – esses dois últimos da própria Semasf. O grupo trabalha com cerca de 100 indígenas Warao, entre homens, mulheres, adolescentes e crianças.

Os estudos realizados pela equipe servem para assessorar a Semasf, que quer identificar os Waraos. Isso porque a maioria dessas pessoas chegaram na capital sem documentação.

“Com a aproximação com os Waraos, percebemos que na cultura deles, o fato de pegar a criança e levar para realizar a prática da mendicância nos semáforos não é visto de uma forma ruim. Para eles, é uma forma de ensinar os filhos a trabalharem”, explica Maria do Socorro.

Estudo avalia soluções para retirar crianças indígenas das ruas de Porto Velho.  — Foto: Jheniffer Núbia/G1

Primeiro contato

O primeiro passo em meio ao trabalho é criar um vínculo com os indígenas venezuelanos.

“É muito difícil fazer com que eles falem sobre eles de início. Então a gente busca construir um laço para posteriormente fazer o trabalho de ensinar, por exemplo, que no Brasil não é permitido levar as crianças para os semáforo, falar dos riscos de se ter crianças nos sinais, riscos à saúde. Já tivemos crianças waraos com problemas de pele séria por conta do sol”, explica Maria do Socorro.

Pesquisadores verificam se indígenas venezuelanos têm documentos pessoais e para permissão de conseguirem emprego.  — Foto: Jheniffer Núbia/G1

Após criar esse vínculo, a equipe verifica se os waraos têm documentos pessoais como CPF e RG, além do protocolo de entrada no país, que é emitido pela Polícia Federal, pois permite os imigrantes conseguirem emprego. Outro documento verificado é a carteira de vacinação.

“Se tratando de um povo indígena, devemos levar em conta esses aspectos regionais. Vários optaram por tomar a vacina, pois eles têm medo da situação do sarampo, que é um problema que afetou a Venezuela recentemente e no Brasil reapareceu a doença”, reforça Geraldo Cotinguiba.

Auxílio

Segundo o secretário Claudi Rocha, a Semasf realizou o cadastro de 15 waraos para receber o benefício de auxílio-moradia, que é de R$ 200. “Foi a partir de uma condicionalidade. Eles recebem o benefício e em troca não levam as crianças para os semáforos. Esse recurso é da própria secretária”, diz.

Quanto aos imigrantes venezuelanos em geral e que estão em Porto Velho, o G1 entrou em contato com o Ministério da Cidadania para saber sobre repasse financeiro à recepção deles no estado. Em resposta, mencionou que o repasse de recursos “cabe ao município solicitar auxílio ao governo federal”.

No início desta semana, a Secretaria Nacional de Assistência Social, do Ministério da Cidadania, repassou R$ 150 mil à Prefeitura de Porto Velho. O valor servirá para dar suporte ao atendimento aos imigrantes venezuelanos, que vivem nas unidades de acolhimento institucional da cidade.

“O dinheiro será destinado à alimentação e produtos de limpeza, pois a casa sempre está cheia. A outra parte estamos estudando se há possibilidades de contratos para recursos humanos. Um fato é esse dinheiro será gasto no acolhimento desses imigrantes venezuelanos em modo geral”, esclarece Claudi Rocha.

G1 também procurou a Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seas) sobre o caso dos venezuelanos. A pasta que informou apenas que está montando uma programação e que distribuiu panfletos em português e em espanhol pela cidade para facilitar o acesso dos refugiados aos serviços públicos do estado.

Orientação é a solução

Segundo a advogada Ghessy Kelly, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) diz que no momento em há a exposição do menor na prática de mendicância, fere diretamente o direito dele. E, pela lei, há punição aos responsáveis.

“O uso de menores para pedir esmolas não é considerado crime previsto no código penal, porém pode ser entendido como uma ação que o submete a vexame ou a constrangimento. Assim, infere-se que a prática de utilizar crianças para mendicância vai contra o artigo 232 do ECA, que criminaliza a submissão de criança a vexame ou constrangimento e tem uma pena de seis meses a dois anos de detenção. Além disso, o ECA protege os direitos fundamentais dos menores, condenando, no artigo 5º, atos de negligência, exploração, violência, crueldade e opressão”, explica.

A solução no caso de famílias imigrantes está no trabalho de orientação.

“Em atenção às famílias venezuelanas que utilizam as suas crianças para prática desta ilegalidade, as medidas devem ser pensadas para além da punição. Deve-se pensar como orientá-las e auxiliá-las assistencialmente, adotando medidas de proteção humana, tudo por meio de parcerias entre os órgãos do Poder Judiciário, Secretarias de Assistências Sociais, Conselho Tutelar e demais entidades com áreas de atuação em defesa dos direitos humanos”, ressalta a advogada.

Cultura Warao

Para a retirada das crianças waraos das ruas de Porto Velho, os pesquisadores também investigaram qual seria, então, a atividade rentável que os indígenas realizavam no país de origem.

“Eles produzem artesanatos a partir da folha da palmeira do buriti. Pensando que dando um meio dessas mães waraos terem onde confeccionar seus artesanatos as crianças estarão protegidas, seja em um ambiente escolar ou sendo cuidadas em outro ambiente que, por exemplo, na rua elas não têm”, conta Geraldo Cotinguiba.

Os waraos utilizam a folha da palmeira do buriti para confecção de artesanatos que posteriormente são vendidos.  — Foto: TV Globo/ Reprodução

O engenheiro agrônomo Lupécio Ricci, do Batalhão da Polícia Ambiental, explica que a palmeira de buriti é uma planta comum. “Temos em abundância. O ideal é fazer a extração dessa folha é comunicar ao órgão responsável para que se tenha a valorização do produto e assim tenha um status de ecologicamente correto”, pontua.

A reportagem entrou em contato com a Subsecretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Porto Velho (Sema) para saber como poderia ser realizado a extração da folha da palmeira na região (veja integra abaixo).

Em resposta, informou que existe a possibilidade de auxílio na execução da atividade da extração da folha da palmeira. No entanto, é necessário que se apresente um projeto. Para isso, a Semasf e a Secretaria de Desenvolvimento Socioeconômico (Semdestur) devem ser acionadas.

Confira na integra o posicionamento da Sema:

Segundo a Subsecretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Porto Velho (Sema) existe a possibilidade de auxílio na execução da atividade, desde que seja efetivado um projeto para a mesma. A orientação é que sejam acionadas as secretarias de Assistência Social (Semasf) e de Desenvolvimento Socioeconômico (Semdestur).

Caberá, nesse processo, à Sema, encontrar o local de onde será extraído o material necessário para a atividade artesanal desses indígenas venezuelanos.

Importante destacar que é preciso saber que tipo de palha e demais materiais eles pretendem utilizar e em que região da cidade são encontrados.

Além disso, detectando que a área onde exista tais materiais seja particular é preciso fazer a solicitação ao proprietário. Caso seja reserva, é preciso acionar o Governo do Estado já que a prefeitura não pode exercer atividade em reservas sem autorização.

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