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segunda-feira, abril 13, 2026
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Polícia Federal Deflagra Operação “Carrossel” para Combater Desvio de Recursos Públicos na Secretaria Municipal de Educação em Porto Velho/RO

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Rondônia/RO – A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU), deflagrou na manhã desta quarta-feira, 04/09/2019, a Operação “Carrossel” para combater o desvio de recursos do Programa Nacional de Transporte Escolar (PNATE) e fraudes às licitações no âmbito da Secretaria Municipal de Educação de Porto Velho/RO (SEMED).

No dia de hoje, estão sendo cumpridos, nos estados de Rondônia, Acre e Amazonas, 36 mandados judiciais, sendo 05 de prisão temporária, 17 de busca e apreensão e 14 de sequestro e indisponibilidade de bens, todos expedidos pela Justiça Federal em Porto Velho/RO.

Em Rondônia, a Polícia Federal cumpre mandados na capital Porto Velho/RO, especificamente na SEMED e Superintendência Municipal de Licitações, em empresas e residências dos investigados. Além dela, os policiais federais cumprem mandados em Candeias do Jamarí/RO, Rio Branco/AC e Manaus/AM.

As investigações relacionadas à Operação “Carrossel” decorreram da “Operação Ciranda”, deflagrada pela Polícia Federal em 29/05/2019, que identificou uma organização criminosa composta por empresários, particulares e agentes públicos especializados em fraudar licitações e contratos da Prefeitura de Porto Velho/RO, especificamente na Secretária Municipal de Educação – SEMED, obtendo vantagens ilícitas dos recursos do Programa Nacional de Transporte Escolar (PNATE), verba federal repassada ao ente municipal.

O objeto da investigação atual foi a contratação emergencial dos serviços de transporte escolar terrestre para atender alunos da rede municipal, bem como a prorrogação desses contratos, onde foram apuradas fraudes no caráter competitivo do processo licitatório nº 09.000157/2018, por intermédio de conluio entre as empresas participantes e superfaturamento dos preços.

Na licitação emergencial, dois grupos econômicos fraudaram a licitação e promoveram a divisão dos lotes do transporte terrestre mediante conluio, participação de “empresas de fachada” e sobrepreço das propostas vencedoras.

Nos seis meses de contrato, os serviços foram prestados de forma precária, paralisados em diversas oportunidades e os alunos foram colocados em risco pelas condições dos ônibus. Diante da situação calamitosa, a Prefeitura prorrogou o contrato emergencial e uma das empresas investigadas passou a prestar a totalidade dos serviços de transporte terrestre, e receber os mesmos valores com sobrepreço, aumentando o prejuízo aos cofres públicos.

Os presos, após serem ouvidos na Superintendência De Polícia Federal em Rondônia, serão encaminhados para presídios estaduais e responderão, perante a Justiça Federal, pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

 

Caerd Trabalha para Regularizar Abastecimento e Melhorar o Atendimento na Capital

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Com a seca provocada pelo verão amazônico, a Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd) trabalha no projeto de captação de água da Santo Antônio, que depende da conclusão da instalação de uma adutora de 1.400 milímetros.

“A conclusão da obra trará uma demanda muito boa para o abastecimento da capital. Enquanto isso, esta semana estamos providenciando a instalação de um outro anel de 300 milímetros que vai puxar diretamente por uma uma bomba de sucção utilizando de uma das quatro linhas quem vem da Santo Antônio Energia. Isso vai dar um ‘fôlego’ melhor para toda a população”, explica a coordenadora estratégica de Operações Norte, Lilian Lima.

A afirmativa da coordenadora corresponde ao trecho que vai da Avenida Farqhuar à Avenida Mamoré, em Porto Velho, considerada região geral central. Para o trecho da Zona Leste, englobando Bairros Aponiã e Pantanal, o atendimento acontece por sistemas independentes. “Esta semana será implantado um novo poço no sistema localizado no cruzamento das Ruas Daniela e Gregório Alegre, o que também vai melhorar o abastecimento da área”, completa.

A coordenadora diz ainda que um novo poço foi ativado nos últimos dias dentro do Conjunto Buritis. “Mesmo não sendo a quantidade de água suficiente, amenizamos o problema e, com a implantação do segundo poço, estamos confiantes que iremos conseguir abastecer a toda a área”. Para os moradores do Conjunto Granville, a profissional diz que a bomba foi substituída por uma mais potente, além de estarem realizando a correção de vazamentos.

“Temos equipe trabalhando na madrugada, com um aparelho de geofundamento muito sensível, e que precisa de silêncio para detectar os vazamentos. Não é fácil identificar porque muitos deles não afloram do dia para a noite, e o nosso maior problema é esse, com a tubulação”, esclarece.

Em um ano e meio de gestão da atual diretoria, uma das primeira obras realizadas foi a interligação da travessia do Bate Estacas, que estava desativada há aproximadamente seis meses. “Em meados de 2018 o trabalho foi realizado, tirando parte dos tubos de 800 milímetros de ferro fundido, substituindo por mangotes de 700 milímetros”.

CONVÊNIO

Uma parceria entre a Caerd e a Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri) está facilitando ainda o serviço oferecido pela companhia, com o equipamento Perfuratriz, utilizado pela secretaria para perfuração de poços para a agricultura familiar. “Como eles não tem materiais como bombas e tubulação, fizemos o convênio, com a troca do equipamento que não tínhamos para a perfuração dos novos poços e bombas e tubos para o trabalho que eles realizam na área rural”, revela Lilian.

CLANDESTINIDADE

Um grande índice de furtos de hidrômetros aconteceu no último ano, principalmente, até o meio deste ano, antes de uma empresa ser licitada para o trabalho de fiscalização. “Podemos dizer que o número de inadimplência subiu em torno de 5%. Temos 7% de clandestinidade, de um total de 37 mil ligações ativas somente em Porto Velho, é um índice muito alto”.

Após 30 dias de atraso, o nome do usuário é inserido no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), e o número de registros é de 6.724 pessoas negativadas, somando um total de 3,616 milhões. De 2018 a 2019, foram realizados 7.800 cortes, dos quais 6.700 foram religados, e mais 2.200 novas ligações foram efetivadas.

Uma campanha até o dia 31 de setembro convida aos usuários em situação de inadimplência a regularizarem o crédito em condições especiais, com descontos de até 100% nos juros e multas. É possível também pagar com desconto de 50% e até parcelar a dívida em 12 vezes. Para negociar o usuário deve procurar a Caerd até a data prevista.

Google recruta estudantes de todos os cursos para estágio em São Paulo

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São Paulo – O Google está recrutando estudantes de qualquer curso de graduação para seu programa de estágio no escritório de São Paulo.       Podem se candidatar –  até o dia 2 de outubro pela página de carreiras do Google aqui – universitários com previsão de formatura para o período entre dezembro de 2020 e março de 2021. É preciso ter disponibilidade para estagiar por cinco meses: entre 13 de julho a 18 de dezembro de 2020.

O conhecimento de inglês aparece como um requisito, mas segundo Daniel Borges, gerente de atração do Google para América Latina,  encontrar candidatos com essa habilidade é um desafio para equipe de recrutamento da gigante de tecnologia aqui no Brasil.

“Por ser uma empresa global, o inglês é muito importante para o Google. Porém, é necessário deixar claro que procuramos pessoas que minimamente conseguem utilizar o idioma em tarefas normais do dia-a-dia, como ler um e-mail ou conduzir uma conversa de trabalho de forma satisfatória”, diz o executivo.  Uma vez aprovado no programa de estágio, o universitário terá que evoluir no estudo do idioma. “Pois caso haja uma posição efetiva, a fluência no idioma é necessária no dia-a-dia”, diz Borges.

O número de vagas não foi divulgado e as oportunidades são para as áreas de marketing, estratégia de negócios, vendas e publicidade online, consultoria de soluções técnicas para parceiros, suporte técnico de vendas, suporte ao cliente, entre outras.

Além do alinhamento com a cultura do Google, quem demonstrar boa capacidade de solução de problemas, boa comunicação e que saibam trabalhar em equipe têm mais chances de se destacarem. “O Google valoriza todos os perfis e backgrounds educacionais já que, para a empresa, é muito importante valorizar essa pluralidade de perfis que impactam diretamente na forma como a empresa opera”, afirma Borges.

A valorização da diversidade não fica só no discurso, segundo o executivo, a empresa persegue a equidade que define como igualdade de condições para candidatos de todas as faculdades, cursos e regiões, etnias e realidades socioeconômicas.  “O mais importante do processo são as habilidades do(a) candidato(a). Além disso, realizamos um forte trabalho interno, preparando todos os(as) nossos(as) entrevistadores(as) para estarem cientes de seus vieses inconscientes, trazendo um tom de objetividade ao processo, bem como preparamos gestores(as) e times a fomentar um ambiente inclusivo a seus(suas) estagiários(as) durante o programa”, diz o gerente de atração de talentos.

O valor do salário não foi divulgado, mas no Glassdoor, site em que usuários revelam anonimamente os valores de remuneração, a média da bolsa-auxílio é de2.558 reais . “Oferecemos um pacote altamente atrativo para os (as) estudantes selecionados. Há também uma ajuda de custo em casos específicos onde há necessidade de mudança de cidade”, diz Borges.

Durante o processo seletivo, não espere aquelas perguntas estranhas do tipo quantas bolas de tênis cabem em um ônibus. Esse tipo de pergunta já não faz mais parte das seleções.

Os candidatos vão passar por triagem de currículos, entrevista com RH e na última fase serão entrevistados pelo time da área em que possivelmente serão alocados. “Todo o processo será conduzido com entrevistas via videoconferência, proporcionando comodidade a candidatos de todas as partes do país”, diz Borges.

De Olho nos Amantes de Carne, Burger King lança Hambúrguer feito de Planta

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A rede de fast food Burger King lançou hoje, 3, um novo hambúrguer vegetal. O Rebel Whopper foi criado em parceria com a Marfrig e a americana Archer Daniels Midland Company (ADM). É a primeira empresa brasileira a comercializar o hambúrguer vegetal desenvolvido através do acordo entre a Marfrig e a ADM.

Os produtos estarão disponíveis inicialmente no restaurante da Av Juscelino Kubitschek, na cidade de São Paulo. A partir de 10 de setembro, serão vendidos nas 75 lojas da capital. Em outubro, o sanduíche chega ao estado de São Paulo e do Rio de Janeiro e, em novembro, em todas as 800 lojas da rede.

Mais do que criar um produto voltado a vegetarianos ou veganos, o objetivo da rede é lançar um sanduíche voltado ao público geral. “O público vegetariano tem crescido em todo o mundo, mas esse também é um produto para quem gosta de carne mas busca alternativas em alguns dias da semana”, afirma Ariel Grunkraut, diretor de marketing e de vendas do Burger King.

“É um hambúrguer 100% à base de plantas, grelhado no fogo como churrasco”, diz Iuri Miranda, presidente do Burger King. A grelha, inclusive, é a mesma já usada no preparo dos sanduíches com carne. O pão, queijo e maionese também contêm ingredientes de origem animal.

EXAME provou a novidade. O lanche é gostoso, embora não idêntico à opção com carne. O gosto vindo do preparo na grelha se mantém, mas a cor é um pouco mais clara e a textura, levemente mais macia. É uma boa alternativa para quem quer variar. O hambúrguer tem cerca de 20% menos calorias e 35% menos gorduras totais. O combo, com batata frita e refrigerante, sai por R$ 29,90, preço médio de outros sanduíches.

Os executivos não abriram os ingredientes que vão no hambúrguer, além da soja, mas afirmam que são 100% naturais e não transgênicos. A rede já tem um produto vegetariano, o Veggie, mas que é “um produto de nicho” e não deve ser afetado por essa novidade, diz o presidente.

Lançamentos globais

O Brasil é o terceiro país a receber um produto à base de plantas da companhia, depois dos Estados Unidos e da Suécia. Segundo o CEO do Burger King, Iuri Miranda, é o país em que a marca atua mais receptivo a esse tipo de produto. Cerca de 70% dos consumidores disseram que provável ou muito provavelmente comprariam um hambúrguer vegetal em uma pesquisa feita pela marca.

Os Estados Unidos foram o primeiro país a receber um Whopper feito de plantas. O lançamento, Impossible Whoppers, foi feito em parceria com a Impossible Foods, uma startup californiana criada em 2011, na região de São Francisco. Sua missão é “salvar a carne e o mundo”, produzindo alimentos tão saborosos quanto a carne e o queijo sem a necessidade de seus geradores naturais. “Usar animais para produzir carne é pré-histórico e uma tecnologia destrutiva”, afirma a empresa em seu site.

Já no Brasil, a fabricante do disco para o lanche é a Marfrig, que tem capacidade diária de abate de 32 mil cabeças de gado. A receita líquida do frigorífico foi de 41,4 bilhões de reais em 2018.

A processadora agrícola ADM, que desenvolveu a tecnologia em parceria com a Marfrig, atua no processamento de soja em nove instalações e tem 13 unidades de produção de ração, uma fábrica de proteínas de soja em Campo Grande (MS) e produz extratos naturais e componentes para o mercado de bebidas.

O Rebel Whopper é exclusivo para a rede de fast food, mas a Marfrig está trabalhando em outros produtos voltados para o varejo e o food service. “É um produto que vai ocupar um espaço importante no nosso portfólio”, diz o presidente da Marfrig para a América do Sul, Miguel Gularte.

Concorrentes

O Burger King não é o único que busca abocanhar parte do mercado de vegetarianos, veganos ou consumidores preocupados com o consumo de carne.

Em abril deste ano, a foodtech Fazenda Futuro, fundada por Alfredo Strechinsky e Marcos Leta, os mesmos que criaram o Suco do Bem, lançou seu primeiro produto. Trata-se de um hambúrguer vegano feito com proteínas de ervilha, soja e grão de bico. E tem ainda a beterraba, inserida na receita para imitar o sangue. Encontrado em supermercados, o hambúrguer da Fazenda Futuro foi incluído no cardápio da rede paulistana Lanchonete da Cidade e na carioca T.T. Burger.

Criada nos Estados Unidos em 2013, a Beyond Meat despejou no mercado três anos depois um hambúrguer feito com proteínas de ervilha, arroz e feijão, óleo de canola, óleo de coco, manteiga de cacau, amido de batata, suco de limão e beterraba, entre outros ingredientes.  Em maio, a Beyond Meat abriu seu capital na bolsa americana Nasdaq.

Outra concorrente na briga é a Impossible Foods, nascida no Vale do Silício em 2011. Neste ano, ela fechou uma parceria para oferecer seu hambúrguer à base de proteínas de batata e soja em algumas lojas da rede Burger King nos Estados Unidos.

 

Comissão discutirá alerta sobre cancerígenos em alimentos e cosméticos

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O Projeto de Lei do Senado (PLS) 215/2017, que obriga os fabricantes de cosméticos e alimentos a informar sobre a presença de substâncias comprovadamente cancerígenas em suas embalagens, será discutido em audiência pública na quinta-feira (5), às 10h. A proposta que deu origem ao projeto foi apresentada em 2016, por estudantes do programa “Jovem Senador”.

Promovido pela Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC), o debate atende a requerimento dos senadores Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Rodrigo Cunha (PSDB-AL), que preside a comissão.

A reunião está marcada para acontecer na sala 6 da Ala Senador Nilo Coelho e deve contar com a participação de representantes da Associação Brasileira da Indústria da Higiene Pessoal e Cosméticos (Abihpec), do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

 

Mulher que Escapou de Acidente da Varig na Amazônia há 30 anos Cogitou ser Comissária de Bordo

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A enfermeira Ariadna da Silva Ramos se acostumou a contar uma história da qual sequer se lembra. Ela era um bebê de cinco meses quando sobreviveu ilesa à tragédia do voo Varig 254, que fez um pouso forçado na Amazônia há 30 anos e deixou 12 mortos – 42 pessoas sobreviveram.

Atualmente morando em Imperatriz (MA), Ariadna cresceu ouvindo os relatos do acidente que sobreviveu – o avião perdido sobre a floresta, o pouso forçado na mata densa, a espera na selva e o resgate. Mesmo assim, chegou a pensar em seguir a carreira de comissária de bordo, mas decidiu, no fim, seguir carreira na área de saúde.

“Eu gosto de avião, não tenho trauma nenhum. Quando eu era criança, eu via as aeromoças e achava todas bonitas e elegantes”, conta Ariadna.

Realmente, Ariadna não tem por que temer viagens de avião. O desastre do Varig 254 não ocorreu por falha técnica no Boeing 737-200 da extinta companhia, mas porque os pilotos erraram ao marcar a rota no sistema de navegação da aeronave – algo quase impossível de acontecer com os equipamentos atuais, com GPS – induzidos por uma recente mudança de procedimento na empresa.

Com o rumo errado, o voo – que deveria seguir de Marabá Belém, ambas no Pará – foi parar no Mato Grosso, e, sem combustível, precisou pousar no meio da floresta (leia mais sobre o acidente no fim da reportagem).

Mesmo sem se lembrar do que aconteceu naquele 3 de setembro de 1989, a jovem se tornou conhecida pelos entusiastas da aviação. Todos querem saber mais como Ariadna, ainda um bebê, sobreviveu sem um arranhão ao desastre do Varig 254.

“Uma vez, eu conversava com um paciente e ele falou sobre o caso. Eu, então, disse que sobrevivi ao acidente. Na hora, ele quis tirar foto e deixei”, diverte-se a enfermeira.

‘Aqui não é Belém, não’

Se Ariadna era muito pequena para se lembrar do Varig 254, a mãe dela, Regina Célia da Silva, não se esquece dos detalhes. As duas estavam de mudança, às pressas, de Imperatriz para Macapá (AP), onde morava o pai da bebê, que trabalhava com garimpo. Junto, estava Afonso, um irmão de Regina.

Era comum em 1989 que um passageiro fizesse diversas escalas ou conexões até chegar ao destino. O voo entre Marabá e Belém – justamente o Varig 254 – era só uma das pernas do périplo da família, que mal teve tempo de se preparar.

Regina, que hoje trabalha como cabeleireira, relembra que estava em uma praia à margem do rio Tocantins, em Imperatriz, quando o irmão avisou da viagem. Ela correu para buscar as cinco malas já prontas e o cãozinho Let – um pinscher caramelo que também iria viajar.

“Saí que nem uma louca da praia para viajar. Nem consegui colocar uma roupa na Ariadna”, conta Regina.

Era para ser um voo curto, de menos de uma hora. Quando a tripulação anunciou o pouso, Afonso estranhou não ter visto as luzes de Belém pelas janelas do Boeing. “Aqui não é Belém, não”, disse, segundo Regina.

“O avião ficou rodando, rodando, e nós só podíamos esperar.”
Mais de duas horas depois, Regina e o irmão souberam que o avião não mais pousaria em Belém. “A comissária admitiu que a gente estava perdido e que os pilotos procuravam algum aeroporto para pousar”, conta.
“Depois, a comissária pediu para a gente esvaziar os bolsos, tirar sandália, botar agasalho e proteger o bebê do impacto porque a gente ia pousar na mata.”

Regina segurou Ariadna bem rente ao corpo e se preparou para o impacto. Com a forte desaceleração e o choque com as árvores, as poltronas do Boeing 737-200 se desprenderam do piso e foram lançadas com violência para a parte da frente da aeronave.

A família, porém, teve sorte: a segunda fileira, onde estavam sentados, não foi atingida pelo amontoado de cadeiras, ferragens e passageiros arremessados com o impacto. Regina sofreu apenas um hematoma, e Afonso teve um corte leve na testa. Ariadna saiu ilesa – e continuou dormindo.

“Eu estava calminha, calminha. Eu tinha que cuidar da minha filha, não é mesmo?”, relembra Regina.

Mesmo diante do cenário de destruição e tristeza – os corpos das vítimas permaneceram no avião até o resgate –, a família não se desestabilizou. Regina ajudou a cozinhar os feijões levados nas bagagens de um dos passageiros, enquanto cuidava de Ariadna.

Demorou 44 horas até que os passageiros fossem encontrados no meio da mata. O irmão de Regina, inclusive, participou do grupo que entrou por dentro da floresta até que encontrassem uma fazenda no município de São José do Xingu (MT). De lá, esses sobreviventes conseguiram entrar em contato com as Forças Armadas, que deslocaram três aeronaves ao acampamento.

Regina conta que não temeu ficar presa na floresta. “A gente sabia que ia ser resgatado, em algum momento.”

E o cachorrinho Let?

pinscher caramelo Let, de 1 ano, viajou dentro de uma caixa de madeira no porão do Boeing 737-200, junto a toda a bagagem de mudança. Alguns pequenos móveis e eletrodomésticos de Regina, além de roupas, não resistiram ao impacto.

Foi uma surpresa quando a cabeleireira recebeu de volta o cachorro Let cinco dias depois do acidente. A caixa de madeira suportou o impacto da queda, e o animal escapou ileso – mesmo sem água e comida.

“As coisas que quebraram eu nem recebi. Aí, no quinto dia depois do acidente, levaram o Let de volta para mim”, relata.

O cachorrinho sobrevivente, porém, não ficou muito mais tempo com a família de Regina. Não deu nem tempo de Ariadna guardar alguma lembrança dele. Apenas dois anos depois do acidente, duas mulheres roubaram Let de uma casa em Salvador onde a família passava férias.

Regina acredita que, como a história do Varig 254 ficou conhecida, a vizinhança quis aplicar um golpe na família.

“Elas ainda ficaram telefonando, diziam que iriam devolver. Mas nunca mais eu vi o Let.”

O que aconteceu com o Varig 254?

Um inquérito da Aeronáutica concluiu que o comandante, Cézar Augusto Pádula Garcez, e o copiloto, Nilson de Souza Zille, inseriram rota no sistema de navegação da aeronave diferente da designada para o trecho Marabá-Belém: 270 em vez de 027.

A Varig havia mudado a maneira como os pilotos inseriam os dados de navegação – em vez dos três dígitos, o novo sistema impunha a necessidade de incluir quatro dígitos. A norma foi revogada pela companhia depois do acidente.

Com o rumo errado, o Boeing se distanciou – e muito – da rota original. Os pilotos chegaram a se aproximar para o pouso pensando se tratar de Belém, mas o avião estava bem distante. Assim, o avião ficou sem combustível, o que obrigou o pouso forçado no meio da floresta, no município de São José do Xingu (MT) – cerca de 1,1 mil quilômetros distante da capital paraense.

Zille e Garcez foram condenados a quatro anos de prisão porque, no entendimento da Justiça, eles agiram com negligência. A pena foi convertida em multa e punição alternativa.

Mais de 300 amostras de café serão analisadas na 4ª edição do Concafé em Rondônia

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A 4ª edição do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia (Concafé), realizado pela Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri), chega na fase de análise setorial com 306 participantes, que será realizada nesta quarta-feira (4), às 10h, no Cacoal Selva Park, em Cacoal.

De acordo com um dos organizadores do concurso, Janderson Dalazen, esta etapa que requer muita atenção e cuidado na hora de provar as amostras. Ao todo, são 306 que serão experimentadas por cinco provadores com formação Q Robusta Grader, três deles vieram do Espírito Santo, um de Minas Gerais e um de Rondônia

O secretário da Seagri, Evandro César Padovani, disse que, neste ano, dos 306 produtores de café inscritos, 50 amostras são de produtoras mulheres. “Com isso, elas mostram que a cafeicultura tem representatividade feminina”.

A comunidade indígena tema sua representatividade garantida no concurso, nove inscrições são de produtores indígenas das etnias Aruá do município de Alta Floresta e Suruí de Cacoal.

Ainda de acordo com o titular da Seagri, em 2018 participaram da 3° edição do concurso 116 produtores, neste ano o aumento foi de aproximadamente 260%. “Isso mostra a credibilidade do concurso que cresce a cada ano, ficando mais robusto e o tornando o maior concurso de café do Brasil. Isso é motivo de orgulho para o estado que tem 20 mil produtores de café, e é o terceiro maior produtor do café robusta do país”.

Segundo Regiane Lucas, que faz parte da organização do Concafé, a partir do dia 20 de setembro, após conclusão da analise sensorial, os especialistas seguem para auditoria nas propriedades finalistas do concurso. A equipe vai verificar se os inscritos têm as amostras que foram enviadas para o concurso. “Esses são itens exigidos para participar do evento, temos que ser criteriosos para continuarmos seguindo os padrões de qualidade do Concafé”, ressaltou Regiane.

Janderson Delazen, que é especialista em Q Robusta Grader e faz parte do time de juízes que analisam as amostras de café, além de ser responsável pelo o evento, disse que a premiação do concurso acontece no dia 3 de outubro em uma cerimônia aberta ao público, no Cacoal Selva Park, e será um grande acontecimento de café no Brasil.

O evento conta com a parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), Superintendência de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sedi), Embrapa e Sebrae.

‘O Rei Leão’ supera ‘Vingadores’ e se torna sétimo maior filme da história

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O live-action da DisneyO Rei Leão, segue quebrando recordes nacionais e internacionais. Com as bilheterias do último final de semana, o filme desbancou Vingadores: Ultimato e se tornou o sétimo maior longa da história em todo o mundo.

De acordo com o site ComicBook, a história de Simba arrecadou 1,56 bilhão de dólares, enquanto o filme de super-heróis Vingadores, que agora se encontra em oitavo lugar, contabilizou 1,52 bilhão.

Em julho deste ano, O Rei Leão impulsionou as vendas de ingressos nos cinemas brasileiros e fez o mês ser o melhor da década na bilheteria nacional. Foram vendidos mais de 26,5 milhões de bilhetes – 28,5% a mais do que no mesmo período de 2018. Até então, 2017 detinha o melhor julho, com 22,6 milhões de ingressos.

Inscrições para Seminário Regional Integrado podem ser feitas até 11 de setembro

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O Ministro e Corregedor do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Lélio Bentes Corrêa, fará a conferência de abertura do “1º Seminário Regional Integrado entre as Carreiras Jurídicas para o fortalecimento do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente: A Aprendizagem Profissional em Expansão”. O evento acontece nos dias 16 (19 às 21h30) e 17 de setembro (9 às 18 horas), na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, em Porto Velho/RO, e visa discutir as políticas de combate ao trabalho infantil e de proteção ao trabalhador adolescente.

Lélio Bentes, que estará em Rondônia de 16 a 20 de setembro por ocasião da correição ordinária do TST no Regional, abordará a atuação do Judiciário Trabalhista na Erradicação do Trabalho Infantil e no Estímulo à Aprendizagem, sob a perspectiva dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

Sob a coordenação científica da Comissão Regional de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem do TRT da 14ª Região, o Seminário contará também com palestras sobre “Experiências exitosas da promoção de políticas públicas de Proteção ao Trabalhador Adolescente e Estímulo à Aprendizagem no Brasil”, a ser ministrada pela procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT), Patrícia de Mello Sanfelici, bem como sobre a “Contratação de aprendizes por órgãos públicos e adolescentes vulneráveis, socioeducandos e casas de acolhimento. Exposição a defensivos agrícolas (agrotóxicos) nas relações de trabalho. Piores formas de trabalho infantil (Lista Tip). Tutela do meio ambiente laboral”, a serem abordados pela procuradora do MPT da 9ª Região, Mariane Josviak.

A programação trará também uma saudação em vídeo do ministro do TST e Vice-Coordenador da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem, Breno Medeiros, e uma apresentação cultural de adolescentes e jovens da rede pública de ensino, como parte da edição do Festival Estadual Rondoniense de Artes (Fera).

Para encerrar, o evento apresenta um painel com a participação do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, do Ministério Público do Estado de Rondônia, da Defensoria Pública do Estado de Rondônia e da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia, sob o tema “Instituições jurídicas estaduais e seu papel no combate ao Trabalho Infantil e no estímulo à aprendizagem profissional”. Nos debates participarão o vice-diretor da Escola da Magistratura do Estado de Rondônia, Guilherme Ribeiro Baldan, como presidente de Mesa, além do promotor de Justiça e secretário-Geral do MP, Marcos Valério Tessila de Melo, a defensora pública Maríllya Gondim Reis, e a secretária-Geral, corregedora e ouvidora da Ordem, Aline Corrêa.

Público-alvo e Inscrições

O evento será direcionado a magistrados e procuradores do trabalho, magistrados e promotores da Justiça Estadual, defensores públicos, auditores fiscais do trabalho, advogados, servidores, conselheiros tutelares, integrantes do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente, integrantes das entidades formadoras do sistema S e agentes de integração, representantes do SINE, psiquiatras e psicólogos, assistentes sociais, educadores, estudantes universitários, estudantes do ensino público estadual e municipal, entre outros integrantes da sociedade civil em geral.

O 1º Seminário Regional Integrado entre as Carreiras Jurídicas para o fortalecimento do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente receberá inscrições a partir desta segunda-feira (02/09), encerrando no próximo dia 11.

As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente pelo formulário online disponível no Portal do TRT e sites institucionais dos parceiros (acesse aqui). As inscrições serão validadas presencialmente, mediante a doação facultativa de brinquedos e livros infanto-juvenis novos. Os produtos arrecadados serão doados à instituição filantrópica ou utilizados em evento com a comunidade, em 12 de outubro de 2019, com divulgação nos portais das instituições correalizadoras.

Organização

Além da Justiça do Trabalho, por meio da Comissão Regional de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem do TRT, o evento é correalizado pelos seguintes órgãos: Ministério Público do Trabalho; Ministério Público do Estado de Rondônia; Escola da Magistratura do Estado de Rondônia/Emeron; Defensoria Pública do Estado de Rondônia; e Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia. Conta ainda com o apoio institucional da Secretaria de Estado da Educação do Estado de Rondônia e do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE).

A Comissão Regional de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem do TRT, que também integra a Comissão Executiva do evento, é coordenada pela desembargadora Maria Cesarineide de Souza Lima e tem como gestoras regionais a juíza Titular da Vara do Trabalho de Plácido de Castro/AC, Christiana D’arc Damasceno Oliveira Andrade Sandim, e a juíza Titular da Vara do Trabalho de Guajará-Mirim/RO, Soneane Raquel Dias Loura.

Link das Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd8eH3Qzzk_QYLNa_LJmrnz2bkSe28LJz-733kmRp5Yhd4V4g

Em projeto Jovens pela Vida, alunos da Escola João Bento são incentivados: “Vocês viverão até os 90 anos”

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O melhor do projeto Jovens pela Vida é que suas atividades irão além das palestras previstas para o mês de setembro em escolas de Porto Velho. De outubro em diante,  ele prosseguirá normalmente com novas reuniões entre organizadores/monitores e grupos de alunos dispostos não apenas a ouvir palestras, mas ao acompanhamento permanente.

“Eles clamam por ajuda para suas inquietudes”, afirmou o coordenador de Políticas Públicas do Estado, Gabriel Barbosa, durante a abertura oficial do projeto, segunda-feira (2), na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio João Bento da Costa, no bairro Eldorado.

Jovens pela Vida, idealizado pela Superintendência Estadual de Juventude, Cultura, Esportes e Lazer (Sejucel) e as secretarias estaduais de Saúde e Educação, visitará outras escolas durante o Setembro Amarelo, a campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida, Conselho Federal de Medicina e Associação Brasileira de Psiquiatria. Também colaboram com o projeto o Tribunal de Justiça e o Ministério Público Estadual.

O master coach pela Sociedade Brasileira de Inteligência Sistêmica (Febracis), Edimilson Oliveira, demonstrou a necessidade “não apenas de identificar emoções, mas de conviver com elas”.

“Contem até 40!”, ordenou a todos. Quando terminaram, os alunos souberam que, a cada 40 segundos, alguém comete suicídio no mundo.

A cada ano, mais de 11 mil pessoas tiram a própria vida, número que segundo estimativas do Ministério da Saúde em 2016, tende a ser até 20% maior, devido a mortes erroneamente identificadas como acidentais. Em cinco anos, de 2013 a 2018, Porto Velho teve 180 casos de suicídio.

Em números globais, em 2003, seguindo a estatística do MS, cerca de 900 mil pessoas tiraram a própria vida. A maioria dessas com idades entre 15 e 35 anos.

“O que leva um jovem a desistir da vida?” – indagou. E foi explicando: “Os sentimentos se manifestam dentro da pessoa, criando uma imagem mental. De onde vêm as emoções?” – perguntou Edimilson Oliveira.

“Pelo ar? Não, elas são produzidas pela escolha das próprias pessoas, algumas se viciam em álcool, drogas ilícitas, até em trabalho, e também podem viciar em emoções” – disse Oliveira.

Segundo o palestrante, se a pessoa sente uma emoção mais de cinco vezes, vicia-se nesse sentimento. eguiu instigando os alunos: “O que é preciso em sua vida para ser feliz?”. Alguns responderam: dinheiro. Risos na platéia.

“O que é preciso para realizar algo” – ele indagou novamente. Emendando: “Nada! Nossas emoções são produzidas por nossos próprios pensamentos, e no que pensamos acreditamos”.

Oliveira entrou no assunto depressão, classificando-a de “conjunção de sentimentos”. Disse que não se fica depressivo de uma hora para outra, mas alertou: “Se a pessoa começa a olhar pra baixo, pensa em tudo quanto é besteira e acredita ser realidade”.

“Eu vi minha mãe morrendo, quando ouvi a letra de uma música na qual a mãe morre na sala de cirurgia”, exemplificou.

“Yes! Por nossas conquistas escolares! Pelo Enem! Pelo vestibular” – ele apelou, erguendo as mãos para o alto, todos repetindo seu gesto e batendo palmas.

VENCENDO O MEDO

 “A gente colhe amanhã o que planta hoje: se planta uva, não colhe chuchu, se planta chuchu não colhe uva”  iniciou o secretário estadual de Saúde, Fernando Máximo. “Em dois anos de plantação eu concluí que viveria até aos 70 anos, e vocês, ao que tudo indica, viverão até os 90”, animou.

Engraxate e picolezeiro quando menino, ele também sonhou com um futuro melhor. Começou largando a balada e o futebol para se dedicar aos estudos, 15 horas por dia.

“O segredo é iniciar alguma coisa, ter atitude, não se acomodar, e aí eu me perguntava: será que ser aluno de escola pública me garante esse futuro?”, ensinou Máximo.

“Se querer é quase sempre poder, eu tenho que ir atrás da minha chance. Quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho, disse um dia Tiger Woods, o primeiro atleta bilionário do mundo, e a sorte é a junção de oportunidade e preparação, por isso, se um cavalo passar com arreio em sua porta uma vez na vida, prepare-se para montá-lo: assim é o Enem e o vestibular”, aconselhou o titular da Sesau.

Passou a falar do medo, “uma coisa ruim que te bota pra baixo”.  Máximo confessa que teve três, um deles, aprender matemática, sem a qual não chegaria a ser médico. Passou no vestibular e foi para as olimpíadas.

O segundo medo, na Universidade Federal do Amazonas, foi de cadáver. Questionava-se: como ser médico sem conhecer o assunto? “Na primeira semana de medicina, eu entrei no laboratório de anatomia e abracei um”.

O terceiro: falar em público. Este durou até o dia em que se ofereceu dicas de primeiros socorros a uma emissora de rádio de Manaus, minutos depois de salvar uma pessoa em crise convulsiva. “Eu, magrinho, capinha da gaita, fui falando essas dicas para as pessoas, logo entregaria cinco programas”.

De lá para cá, o médico passou a cativar estudantes, médicos, outros profissionais liberais, proferindo palestras sobre primeiros socorros e motivacionais.

Com cinco pós-graduações, entre as quais cirurgia geral, bioética, medicina do trabalho, videolaparoscopia, Máximo faz trabalhos voluntários. Numa dessas ocasiões, salvou um homem com o pescoço cortado por linha de pipa com cerol.

Ao se consolidar profissionalmente, adquiriu o primeiro carro zero quilômetro, uma camionete que deu de presente aos pais.  “Meu pai passou fome na vida, ele e minha mãe são donos do meu sonho, por isso me contentei em seguir com o velho carro com o qual fiz diversos plantões hospitalares”, revelou.

Encerrou a palestra com sua frase de luta na tela do audiovisual: #Youcanmore ! (Você pode mais.)

Ao som de Jenn Johnson, o grupo Express Art, nascido na Comunidade Cristã de Rondônia, apresentou o número musical e de dança “Vai ficar tudo bem”. Segundo a coordenadora Joadna Oliveira, a líder geral da equipe, Gabriela Farias, recebeu pedidos de apresentação da equipe formada por criança, em todas as escolas que receberão o projeto Jovens pela Vida.

Lohanna Valente, 16, porto-velhense, aluna do 2º ano, gostou do modelo. “Tem muito conteúdo, mostra situações de maneira artística; o sonho deve estar acima de tudo”. Ela quer ser médica.

André Marcos, 18, 2º ano, nascido no Acre, viveu em Manaus e se mudou há dois meses para cá, diz que se adaptou muito bem à cidade e à escola. “Gostei de toda a programação, até pensei que esse tema seria mais difícil de ver e ouvir, mas tudo aconteceu de maneira descontraída, foi muito legal”.

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